Ministério da Saúde
Acesse o Portal do Governo Brasileiro
 



 


Genéricos na Imprensa
Notícias

 

05/12
Opinião - Painel do Leitor
05/12
Os fatos chegam
05/12
Prepare-se para pôr minhoca na sua mesa
05/12
Anvisa veta remédio para emagrecer
05/12
Anfarmag defende venda fracionada de medicamentos




Painel do Leitor
Fonte: Folha de S.Paulo - 05/12/2001

Ciclosporina

"A preocupação e a estranheza relatadas pelo sr. Antônio Barbosa da Silva em carta publicada ontem nesta seção não são novidade. Novamente reafirmamos que não há diferença entre o medicamento genérico ciclosporina da Abbott e o medicamento de referência Sandimmun Neoral Novartis. Diferentemente do que foi afirmado pelo sr. Barbosa, a lei 9.787/99 determina que o genérico seja um equivalente terapêutico do medicamento de referência. Pelos cinco testes de bioequivalência a que a ciclosporina da Abbott foi submetida, comprovou-se que é bioequivalente ao Sandimmun Neoral da Novartis. Os testes foram realizados nos EUA e aprovados pelo Foods and Drugs Administration (FDA), o que é permitido pela legislação brasileira (MP 2.134-34, de 23/ 08/01, parágrafo único do art. 3º e RDC 10, item 3.1.2.2). Também contrariamente ao escrito pelo sr. Barbosa, o parecer do dr. José Gomes de Pinho afirma que "incontestavelmente, trata-se da mesma forma farmacêutica". Além disso, os dois pontos levantados pelo sr. Barbosa no parecer do sr. José Liporage Teixeira são tecnicamente incorretos, pois os medicamentos apresentam a mesma forma farmacêutica e não existe mudança na faixa terapêutica da ciclosporina da Abbott. Reiteramos ainda que a Anvisa possui diversos pareceres de hospitais do Brasil e do exterior onde a ciclosporina da Abbott vem sendo utilizada sem nenhum problema de eficácia clínica. Por tudo isso, afirmamos que os questionamentos relativos ao registro do medicamento da Abbott não têm suporte científico que venha justificar uma reanálise do processo. E, devido a essas inverdades, eivadas de más intenções, a Anvisa está processando o sr. Antônio Barbosa da Silva."
Gonzalo Vecina Neto, diretor-presidente da Anvisa (Brasília, DF)

Os fatos chegam
Fonte: Folha de S.Paulo - 05/12/2001



JANIO DE FREITAS

Há mais notícias do que fatos na sucessão presidencial, o que se explica por várias maneiras que não devem ser explicadas, para bem da atividade que leva o nome, com incerta propriedade, de reportagem política. Se desse estranho labor saíram alguns, no passado, para a Academia Brasileira de Letras, agora são dúzias cuja produção nada deve, em criatividade, à da mulher de Jorge Amado, há pouco incluída na ABL.

As preferências do eleitorado ainda se mostram muito pouco definidas, como se nota nas pesquisas com a simples inclusão de um nome novo, o de Roseana Sarney, e nas variações entre diferentes grupos de disputantes. Na chamada reportagem política e no comentarismo, porém, há muito mais consistência, desde já. A bancada de José Serra na imprensa sugere ser muito maior do que no PSDB. Mais forte é, sem dúvida. Ou, em caso de dúvida, é só perguntar a Lula da Silva e ao PT, para os quais todo dia é Sábado de Aleluia na hora precisa da malhação.

Que Lula da Silva pague por sua posição nas pesquisas, não é muito original da parte dos e das entusiastas de José Serra, para quem se lembra do que lhe fizeram os cegos de Collor e os deslumbrados de Fernando Henrique. Mas que nem o feminismo se imponha, depois de tudo o que já conseguiu fazer contra os homens-héteros, isso é novidade aqui e no planeta mesmo.

Não bastando o esforço de uma comentarista para apregoar que a possível candidatura de Roseana Sarney era só fogo de palha, com que o PFL procurava se promover, até feministas sugerem agora que as condições do Maranhão desqualificam sua governadora.

Pode ser, mas não é certo ainda. A situação maranhense deve ser levantada, sim, mas não para demonstrar que a governadora foi incapaz de fazer o milagre. O que importa é saber o que fez com os meios de que dispôs. Esse é o limite do jornalismo, para não dizer da atividade honesta. Daí por diante é política, para não dizer mais.

Não é preciso, em relação a candidato algum, fechar os olhos como é feito com o empobrecimento e outros efeitos deprimentes do governo de Fernando Henrique. Mas também não é possível a volta ao jogo tão baixo, sob os rótulos de reportagem política e comentário idem, das três últimas eleições presidenciais.

Há pouco estourou o caso das relações entre um lobista graúdo de Brasília e ocupantes de cargos influentes no Ministério da Saúde. Aquilo não é insignificância e até hoje não está esclarecido, como não está esclarecido, de modo convincente, o mais recente caso da aprovação de um genérico do Abott. Antes que o primeiro desses casos fosse posto embaixo do tapete, onde continua, o tratamento que lhe foi dado cuidou, sempre, de poupar José Serra.

Em situação semelhante, fosse Lula da Silva, fosse Itamar Franco, Roseana Sarney, Ciro Gomes ou Tasso Jereissati, por certo o envolvimento seria imediato e, quanto aos dois primeiros, tão perverso quanto possível. O não-envolvimento de José Serra decorreu de sua posição privilegiada na mídia, sobretudo nos jornais, mas, errada a motivação, acertou ao poupá-lo de uma precipitação e ao respeitar o trabalho que o qualifica como melhor ou único ministro de fato no governo Fernando Henrique. Jamais se chegará ao nível ideal, mas ficou demonstrado que não é difícil preservar-se alguma ética.

E alguma fidelidade a fatos. Se José Serra é o candidato de Fernando Henrique, como tanto se lê -até "do peito" já dizem-, seria ótima a indicação de um fato ou indício preciso naquele sentido. O leitor mais informado preferirá ficar, lucidamente, com a afirmação do próprio Fernando Henrique de que "o candidato (seu e do que ele chama de "aliança") será o que tiver melhores condições". Além disso, até agora nada há. Ou o que há é só concorrência ao que exista de pior na academia de letras nem todas letradas.

Prepare-se para pôr minhoca na sua mesa
Fonte: Jornal de Brasília - 05/12/2001

Alimentos como bolacha de minhoca, pão de minhoca e sopa desidratada de minhoca podem causar estranheza, mas estão sendo estudados pelo Ministério da Saúde e, dependendo da aprovação, podem chegar a qualquer momento ao mercado.

A produção a partir da minhoca, no entanto, não pode justificar o seu consumo crua e viva, como aconteceu no programa No Limite, da Globo.

O ambientalista Manoel Tablas, que há quase 50 anos incluiu a minhoca em sua alimentação, disse que a carne de minhoca é a mais rica que existe na natureza. "Nenhuma outra tem todos os aminoácidos essenciais e não-essenciais. Só a minhoca tem essa peculiaridade. Tem também sais minerais e vitaminas", afirmou.

Tablas e técnicos do Centro de Estudos Nucleares da USP, de Piracicaba, e da Unicamp conseguiram obter o uso da farinha de minhoca.

Para fabricar a farinha, as minhocas são lavadas por dentro e por fora, liofilizadas - desidratadas a frio - e trituradas. Depois que o pó é transformado em cápsula e embalado, o produto passa ainda pela radiação de raios gama, para eliminar o risco de contaminação provocado pela manipulação.

O produto passou por exames de composição no Instituto de Tecnologia de Alimentos de Campinas, no Laboratório Mabi, do Rio Grande do Sul, e no próprio centro de estudos da USP.
"Os chineses comem minhocas há milênios. Exércitos do mundo inteiro se alimentam de minhoca quando estão no mato. Infelizmente, no Brasil, o comitê da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) não tem essa informação. Imagina que a minhoca é um alimento novo, embora seja pré-histórico", disse Tablas.

 

Anvisa veta remédio para emagrecer
Fonte: Jornal de Brasília - 05/12/2001

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), órgão do Ministério da Saúde, determinou ontem a apreensão do emagrecedor fitoterápico Bioslim. O medicamento é fabricado pela empresa Herbarium Laboratório Botânico Ltda, localizado em Colombo, no Paraná, mas não tem registro no Ministério da Saúde. Os lotes do produto deverão ser retirados das prateleiras das farmácias em todo o País até que a indústria faça o recolhimento.

Em abril de 1999, o Conselho Nacional de Auto-Regulamentação Publicitária (Conar) já havia denunciado o Bioslim e recomendado a suspensão da veiculação de anúncios do produto, que prometia ser um moderador de apetite, emagrecedor, gel redutor de gordura e anticelulítico. Segundo o Conar, a propaganda feria o Código Brasileiro de Auto-Regulamentação Publicitária.

 

Anfarmag defende venda fracionada de medicamentos
Fonte: Gazeta Mercantil - 05/12/2001

A Associação Nacional de Farmacêuticos Magistrais (Anfarmag) defende a venda de medicamentos fracionados nas farmácias brasileiras de manipulação. A entidade se manifestou dessa forma após o Ministério Público de Mato Grosso do Sul ter aberto, no início de novembro, um inquérito civil para apurar abuso na comercialização de remédios em quantidades (definidas nas embalagens) superiores ao que o paciente precisa. Essa prática estaria infringindo a Lei 8078/90, ou seja, o Código de Defesa do Consumidor. O promotor de Justiça Amilton Plácido da Rosa, numa medida considerada inédita no País, notificou mais de 100 laboratórios fabricantes, intimados a dar explicações. O presidente da Anfarmag, Evandro Tokarski, cita o decreto federal 74.170, de junho de 1974, cujo texto define que as farmácias podem fracionar medicamentos, mas apenas se o processo for acompanhado por um farmacêutico. Segundo Tokarski, o procedimento só não ocorre normalmente no Brasil devido a uma limitação estabelecida em Resolução de Diretoria Colegiada da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). A RDC 33, de abril de 2000, permite o fracionamento somente em hospitais. Problemas A diretoria da Anvisa prefere não se manifestar por enquanto sobre a posição da Anfarmag. Tokarski aponta o problema com a venda de medicamentos de forma casada, não fracionada. O principal transtorno é a comercialização em excesso do produto para pacientes que necessitam de quantidade mínima. Os remédios que sobram no tratamento ficam guardados em casa e favorecem a automedicação, diz o presidente da Anfarmag. A vantagem do fracionamento estaria na redução de até 25% no valor do tratamento médico. Até o fabricante ganharia com a queda no custo de produção, já que reduziria as despesas com embalagens, afirma Tokarski. Promotoria

Na avaliação do promotor Amilton Plácido da Rosa, a comercialização de medicamentos da forma como está fere o artigo 39, inciso I, do Código de Defesa do Consumidor, o qual considera abusivo "condicionar o fornecimento de produto ou de serviço ao fornecimento de outro produto ou serviço, bem como, sem justa causa, a limites quantitativos." O promotor ainda se refere ao artigo 5º da Lei 9.137/90, que define crime contra a ordem econômica: "sujeitar a venda de bem ou a utilização de serviço à aquisição de quantidade arbitrariamente determinada". Dos laboratórios já notificados, os advogados do Apsen do Brasil, Boehringer Ingelheim do Brasil, Centeon Farmacêutica responderam ao comunicado da Promotoria de Justiça, pedindo mais prazo. A Organon do Brasil informou que a quantidade nas embalagens é definida por prescrição médica. Os demais laboratórios ainda não se manifestaram. No Brasil, segundo o presidente da Anfarmag, existem cerca de 4,5 mil farmácias de manipulação, das quais 3,8 mil estão filiadas à entidade. A maioria, cerca de 70%, está localizada na região Sudeste. O Centro-Oeste reúne cerca de 12% do total, informa Tokarski, que atua em Goiânia. (hcorrea@gazetamercantil.com.br)

 

 
Página Anterior Ínicio da página