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Genéricos na Imprensa
Notícias
Merck
investe pesado nos genéricos
Fonte: Jornal do Commércio - RJ - 06/08/2001
Medicamentos terão preços 40% mais baixos que os de
marca própria
Elizabeth Oliveira
A Merck S.A Indústrias Químicas, braço brasileiro
da companhia alemã com sede em Darmstadt, está decidida
a investir pesado na fabricação e comercialização
de medicamentos genéricos no Brasil. Três deles já
estão sendo produzidos no País e poderão, em
breve, ser adquiridos pelos consumidores por preços 40% mais
baixos que os cobrados pelos remédios de marca saídos
das linhas de produção da própria empresa.
O diretor
da Divisão Farma da Merck no Brasil, Ernesto Neumann, não
revela cifras, mas afirma que até 2002 serão lançados
no mercado nacional entre 20 e 30 novos genéricos. Parte
deles deverá ser produzida no País, embora considere
que esse ainda não seja o momento ideal para determinar a
quantidade exata, devido a crise de energia elétrica e a
instabilidade do câmbio.
A Merck
do Brasil, que possui unidades de produção no Rio
de Janeiro, São Paulo, Maranhão e Piauí, já
está fabricando os genéricos Cloridrato de Metformina,
contra diabetes; Benzilato de Anlodipino, antidepressivo e a Finasterida
para tratamento de hiperplasia da próstata.
A companhia
alemã faturou cerca EUR 6,7 bilhões (US$ 6 bilhões),
no ano passado e os genéricos representaram 27% das vendas
em nível mundial. Otimista, Neumann destaca que esse mercado,
já consolidado no exterior, está em franca expansão
no Brasil e merece ser explorado, embora as empresas tenham que
aceitar margens de lucro muito pequenas por conta da desvalorização
cambial e do congelamento dos preços dos medicamentos.
A matéria-prima
para produção é, em grande parte, importada,
por isso fica difícil saber se a empresa conseguirá
manter a meta de produção no País caso a moeda
americana continue batendo recordes de alta.
A companhia,
segundo o diretor, conseguiu este mês atingir a meta de redução
de consumo de energia em 15% sem precisar fazer corte de produção
e de pessoal, mas Neumann, teme que haja apagões e esse e
outros planos precisem ser revistos.
Na
parte administrativa da Merck dos estados do Rio, Maranhão
e Piauí, foram trocadas luminárias, os aparelhos de
ar-condicionado passaram a ser menos utilizados e outras medidas
de racionamento foram tomadas para alcançar a redução
determinada pelo Governo federal. Para as unidades de produção,
a utilização dos geradores, tem-se mostrado uma alternativa
eficiente como destaca o diretor.
Em
nível mundial, o grupo Merck KGaA é representado por
cerca de 200 empresas que operam em 48 países e geram cerca
de 33 mil empregos diretos. No Brasil, a empresa instalou-se em
1923 e conta com 1,4 mil empregados, dos quais 300 no Nordeste.
Meio
ambiente
Preservar o meio ambiente é uma das maiores preocupações
da Merck, segundo o diretor da Divisão Farma no Brasil, Ernesto
Neumann. A empresa inaugurou este mês, uma Estação
de Tratamento Biológico com capacidade para controlar 90%
da emissão de poluente resultante da sua unidade de produção
do Rio de Janeiro, onde haverá o reaproveitamento da água
não-potável.
O projeto
recebeu investimentos de R$ 1,3 milhão.
A empresa
considera que nesse momento de crise energética e redução
da quantidade de água disponível é muito importante
a instalação do projeto, que, conforme Neumann, "proporcionará
benefícios ao meio ambiente e a diminuição
de custos para a companhia". O tratamento de efluentes é
uma tendência mundial que já vem sendo adotada pelas
grandes companhias brasileiras, sobretudo, as potencialmente poluidoras.
O conceito
de tratamento adotado na estação da empresa no Rio
foi testado em forma de projeto piloto de abril a junho de 1999.
Durante a fase de testes, os especialistas observaram aspectos fundamentais
para o sucesso do projeto, entre os quais, o baixo custo de operação,
a redução de ruído e de geração
de resíduo sólido (lodo). Além disso, o sistema
possibilita a utilização de energia solar para a secagem
do lodo resultante do processo de produção.
Para
conseguir a completa segregação dos efluentes industriais
dos esgotos sanitários, foi necessário construir,
com material de alta resistência química, 2 mil metros
de novas redes, interligadas a 16 prédios da unidade instalada
em Jacarepaguá, zona Oeste do Rio.
Brasil
já comercializa 220 genéricos e estuda produção
de seis para Aids
Fonte: Tribuna
da Imprensa (RJ) - 06.08.01
Qualidade
de genéricos é garantida
Rosa
Cass
"Água mole em pedra dura tanto bate até que fura".
Quem quiser usar esse
ditado popular para explicar o crescimento da produção
mensal dos medicamentes
genéricos em torno de 20%, de maio de 2000 a maio de 2001,
não ficará muito
longe da verdade. Mas terá de explicar, também, que,
no cômputo geral da
indústria farmacêutica operando no Brasil, preponderantemente
de origem
estrangeira, isto significa o percentual de apenas 2,44% das vendas
do setor
em dólar e 2,77% em venda de unidades.
Na avaliação de Vera Valente, gerente-geral de Genéricos
do Ministério da
Saúde, em entrevista à Tribuna de Imprensa, para um
setor que começou sob
a indiferença inicial dos laboratórios produtores,
até de um lobby contra
esses medicamentos, pelos mesmos laboratórios, os genéricos
constituem hoje
uma força em ascenção, sendo inclusive alvo
de concorrência entre eles.
E, segundo ela, os genéricos estão atendendo o objetivo
básico de ampliar
a oferta de remédios confiáveis, e cerca de 40% a
50% mais baratos do que
os produzidos por marcas patenteadas:
"Em pouco mais de um ano, o Ministério da Saúde
contabiliza cerca de 222
medicamentes genéricos sendo comercializados, a partir de
131 princípios
ativos e uma lista de registro de 330 produtos. E dos 10 remédios
que integram
o coquetel anti Aids, espera-se para breve a produção
de seis no Brasil",
informa a gerente do segmento.
Conforme acrescenta, para alcançar esses números,
que espera sejam bastante
ampliados ainda este ano, foi necessário definir uma estratégia
factível
que proporcionasse à população acesso a tais
remédios, de 40% a até 60%
mais baratos do que os patenteados por laboratórios estrangeiros.
Segundo Vera Valente, era preciso que os genéricos fossem
mais baratos é
verdade, mas precisariam manter as propriedades medicinais comprovadas
e
equivalentes aos medicamentos patenteados, condição
"sine qua nom" para
serem licenciados." O rigor para a aprovação
dos genéricos no Brasil segue
a linha da FDA norte-americana, conhecida pela severidade dos critérios
e testes antes de aprovar o uso de algum medicamento nos Estados
Unidos",
ela diz. Explica a seguir que sua formação de engenheira
e advogada muito
lhe valida para o bom entendimento com a indústria farmacêutica.
Agilidade
e rigor na aprovação
Era
preciso agilizar a produção dos genéricos,
sem no entanto abrir mão
da qualidade do produto, por isso o Ministério da Saúde
criou a Gerência
de Genéricos, a partir da então Secretaria de Genéricos
e Investimentos
em Saúde, da qual ela foi diretora, explica Valente, sua
primeira titular:
"Tivemos condições para aumentar a equipe, agilizamos
os procedimentos e
o prazo para registro dos medicamentos foi reduzido, mas mantivemos
a exigência
de testes rigorosos feitos em laboratórios oficiais, a fim
de garantir
eficiência e trazer confiabilidade ao novo produto."
Isto hoje significa, segundo ela, cerca de 30 dias, entre a entrada
e a
aprovação do registro do medicamento pelo laboratório,
período bem menor
do que os 120 dias anteriormente gastos na tramitação
dos papéis necessários
ao pedido de registro de um remédio. Mas, se o prazo de registro
diminuiu,
o mesmo não aconteceu com as exigências técnicas:
"A autorização de venda só é concedida
depois que o medicamento passa por
dois rigorosos testes - de bioequivalência e de biodisponibilidade
- em
laboratórios oficiais de alta credibilidade científica,
como a Fiocruz,
por exemplo", explica a gerente. Ela acrescenta que a partir
de 5 de outubro,
todos os medicamentos genéricos serão reconhecidos
por uma tarja amarela
horizontal e um G maíusculo em azul na embalagem (alguns
já são vendidos
assim), "para evitar a empurroterapia" por parte dos balconistas
interessados
em vender os produtos mais caros.
Médicos
receitam pouco genéricos
Só
quem precisa comprar remédios de uso continuado, tipo controle
da pressão
arterial, do diabetes, do colesterol, ou algum tipo de antibiótico,
isto
sem falar em doenças mais graves, cujos preços esgotam
qualquer poupança
de aposentado, assalariado ou profissional liberal, sabe os verdadeiros
sacrifícios e privações que um doente, ou sua
família, sofrem para atender
às prescrições médicas. Na avaliação
de Vera Valente, o Ministério da Saúde
levou tais problemas em consideração ao detalhar o
projeto genéricos".
Assim, qualquer médico pode receitar, entre os 220 já
comercializados, opções
de vários tipos para o tratamento de doenças cujo
medicamento não tem patente.
Então, por que os médicos receitam tão pouco
genéricos, na opinião dos doentes
que perguntam ao balconista da farmácia se "não
tem um remédio mais barato,
ou um genérico para substituir o de marca da receita"?
Na opinião de vários
especialistas consultados pela "TI", que preferiram não
se identificar,
os medicamentos genéricos são realmente bons mas fica
difícil receitá-los
porque os balconistas ainda desconhecem o nome dos princípios
ativos. Eles
explicam que no início de 2001 a classe recebeu a lista dos
genéricos por
mala direta e assim conhece tudo o que pode prescrever.
Argumetam, no entanto, que ainda não existem genéricos
contra certo tipo
de doenças, especialmente os remédios novos que resultam
de pesquisa no
exterior. Além do que,
existem pacientes que não aceitam remédios a não
ser os já patenteados.
Para tais especialistas, ainda há um certo receio sobre remédios
preparados
por laboratórios de fundo de quintal, que além de
não curar podem matar
o doente. Nesse particular, lembram que a fiscalização
sanitária deixou
passar durante um bom tempo, antes de pegar os culpados, remédios
contraceptivos
falsificados, e até alguns medicamentos contra câncer,
que não tinham o
princípio ativo contra a doença.
Destacam igualmente, que à época, as denúncias
comprovadas despertaram uma
desconfiança generalizada dos doentes contra as farmácias
e drogarias, levando
as autoridades sanitárias a ter que dar explicações
na mídia sobre número
de lotes e outros controles que garantiriam a eficácia do
produto no tratamento
da doença. De acordo com Vera Valente, a gerência
já conseguiu a colaboração da Associação
Médica Brasileira para a causa
dos genéricos, inclusive ganhando espaço na publicação
da AMB, muito lida
pela categoria.
Laboratórios
descobrem novo filão
Para
Vera Valente, do Ministério da Saúde, além
de palestras, conferências
e participação em seminários e simpósios,
para debater como agilizar procedimentos
no setor, o ministério prepara ampla campanha nacional para
este ano, a
fim de mostrar as qualificações dos genéricos
junto à comunidade médica.
Com isso, ela espera sensibilizar os especialistas no sentido de
receitarem
menos remédios patenteados e similares e mais os genéricos
correspondentes,
que garantem o tratamento correto sem fraturar o bolso do paciente.
Na análise da gerente do ministério, hoje, além
de não pressionar mais as
autoridades contra os genéricos, os laboratórios nacionais
e estrangeiros
descobriram um novo filão na produção desses
medicamentos não patenteados:
estão ampliando o leque de medicamentos produzidos e criando
um nicho lucrativo
para eles. Ela acredita que isso aconteceu pelo trabalho de convencimento
do Ministério da Saúde e por uma questão de
mercado. A seu ver, os laboratórios
multinacionais que só trabalham com inovações
de ponta, em busca de remédios
novos - continuarão fora desse nicho e patentearão
suas descobertas.
Eles alegam que a descoberta de novo medicamento exige pesquisa
de custo
muito elevado, testes de comprovação demorada, o que
não permite baixar
o preço da comercialização sem reduzir a qualidade
do produto. Isso pode
ser verdade quanto à pesquisa de novos remédios, destinados
ao tratamento
de doenças como câncer, mal de Alzheimer, mal de Parkinson,
etc. No entanto,
basta uma visita mais calma às farmácias e drogarias
para ver como é brutal,
contra o consumidor, a favor do laboratório, o preço
dos produtos de marca,
ou similares, que são cópias, em relação
aos correspondentes genéricos.
Só para ilustrar: o Zoocor (remédio que reduz o colesterol
chamado ruim)
de 10 mg, caixa com 30 comprimidos, que antes custava R$ 78 ou R$
76,56
num drogaria de rede nacional na Zona Sul do Rio de Janeiro, baixou
para
R$ 61,87, desde que o genérico, a sinvatastina, nas mesmas
condições, passou
a ser comercializada por R$ 34,40 na mesma empresa. Por sua vez,o
Renitec
de 20 mg, com 10 comprimidos, medicamento usado para controlar a
pressão
arterial, hoje vendido a R$ 20,35, na mesma drogaria da Zona Sul
carioca,
praticamente está sendo substituído pelo genérico
correspondende, que custa
a metade do preço.
No caso do Renitec, um laboratório nacional já lançou
um similar por R$
17,90, enquanto outras opções são oferecidas
aos consumidores por valores
ainda menores. Outro exemplo é o Capoten que era o campeão
de vendas no
controle da pressão arterial, já tem concorrente a
R$ 6,76, na embalagem
de 25 mg. O que houve com os preços? Caridade dos laboratórios
com os doentes,
ou redução da margem de lucro dos laboratórios
para não perder espaço numa
saudável concorrência?
O mesmo está acontecendo com os antibióticos. O Amoxil
de 500 mg, o mais
presente no receituário de médicos e dentistas até
há pouco tempo - e patenteado
- é vendido a
a R$ 25,45. Mas o consumidor já pode escolher diferentes
genéricos e similares
por preços bem mais em conta, como a Amoxicilina, a R$ 14,57,
e um similar
nacional a R$ 14,99.
Vera Valente diz que depende do consumidor fazer valer seus direitos,
quando
uma farmácia ou drogaria não tiver o genérico
que ele precisa usar: "Procure
em outro lugar, mas não pague mais caro."
Com isso, ela entende que as farmácias e drogarias terão
interesse em trabalhar
com maior leque de remédios. Segundo uma gerente de rede
nacional de drogarias
- elas são franqueadas, na maioria dos casos - uma empresa
trabalha com
a média de 70 genéricos, até porque fica difícil,
no varejo,
trabalhar com o mesmo remédio de quatro laboratórios
concorrentes. Segundo
um médico com 15 anos de formado, agora os laboratórios
não estão mais oferecendo
aquele mundo de amostras grátis como antes, do mesmo modo
que não fazem
mais aqueles "convites generosos" para os congressos,
como
antes. A não ser quando lançam remédios novos,
ocasião em que "a boca é
livre". Sinal dos tempos, que ele acha ótimo.
Genérico
virtual
Fonte: Revista IstoÉ - 08/08/2001/
Por Lena Castellón - Colaborou Lia Bock
Entrou no ar um serviço especial do iG. No endereço
www.ig.com.br/home/servicos, há uma opção que
dá informações sobre os remédios genéricos.
Para saber mais, basta escolher a droga de referência ou o
princípio ativo do produto. O site fornece o preço
e o número de atendimento ao consumidor, dado pelo fabricante.
Eurofarma
vende remédios espanhóis
Fonte: Gazeta Mercantil - 06/08/2001
São
Paulo O maior laboratório espanhol, o Almirall Prodesfarma,
acaba de fechar um acordo de distribuição exclusiva
de seus principais produtos no mercado brasileiro com o Eurofarma,
empresa nacional com faturamento anual próximo de R$ 250
milhões. Por enquanto, a parceria inclui apenas dois medicamentos:
o antiinflamatório Proflam e o antialérgico Ebastel.
Até dois meses atrás, o Proflam era vendido no País
pelo norte-americano Bristol-Myers Squibb. E o Ebastel deixou de
fazer parte da linha de produtos do francês Aventis há
um ano.
Ao se decidir pela mudança de representante no Brasil, o
Almirall considerou que a propaganda médica dos dois produtos
era insuficiente e que o potencial de mercado, tanto do Proflam
como do Ebastel, vinha sendo subaproveitado. Os dois remédios
rendem atualmente no varejo pouco mais de R$ 6 milhões por
ano, segundo dados do instituto IMS. Nas estimativas do Eurofarma,
esse número, com um bom trabalho de divulgação,
pode chegar aos R$ 10 milhões. O problema com o Ebastel é
que o Aventis perdeu o interesse na sua propaganda desde a introdução
no mercado local do Allegra, antialérgico desenvolvido no
seu próprio centro de pesquisa. O Bristol deixou de divulgar
o Proflam há cerca de dois anos no Brasil.
'Desde o lançamento dos novíssimos Vioxx e Celebra,
todos os antiinflamatórios mais antigos perderam participação
de mercado', afirma Julio Cesar Gagliardi, diretor comercial de
produtos éticos do Eurofarma. 'Mas o Proflam, sem propaganda,
sofreu mais'. O Eurofarma, que investe cerca de R$ 25 milhões
por ano em promoção, pretende recuperar a participação
do produto no segmento dos antiinflamatórios. A divulgação
do Proflam e do Ebastel entra na lista de prioridades do laboratório.
O Eurofarma aposta em parcerias com empresas de outros países,
sem subsidiárias e produção no Brasil, para
ampliar sua oferta de medicamentos com marca e alguma inovação.
O Almirall Prodesfarma se encaixa nessa receita. O laboratório,
com sede em Barcelona, conta com pelo menos outros dois produtos
patenteados que podem conseguir espaço no mercado brasileiro,
na opinião de Gagliardi.
O primeiro deles é o Cidine, que tem como princípio
ativo a cinitaprida e é receitado em casos de refluxo gastroesofágico.
O medicamento é uma opção à cisaprida,
do Prepulsid do Janssen-Cilag. 'A cisaprida foi retirada do mercado
por causa de efeitos colaterais e não há, no momento,
um bom substituto no mercado nacional', afirma Gagliardi. O outro
medicamento do Almirall que o Eurofarma pretende distribuir no Brasil
é o Almogran, usado no tratamento da enxaqueca. A representação
dos dois produtos no Brasil ainda depende de negociações.
O Almirall é um laboratório de médio porte
para os padrões internacionais, mas se destaca por destinar
um percentual elevado de sua receita - cerca de 13% - à pesquisa
e ao desenvolvimento de novos produtos. É um percentual próximo
do aplicado pelos laboratórios mais inovadores. O faturamento
do Almirall gira em torno de US$ 650 milhões anuais, dos
quais US$ 300 milhões são obtidos no mercado interno.
Sua estratégia de expansão envolve a compra de pequenas
empresas farmacêuticas com atuação regional
e a criação de parcerias como a estabelecida agora
com o Eurofarma. Segundo Abinel Rocha, diretor de negócios
estratégicos do Eurofarma, o laboratório espanhol
tenta avançar nos mercados da Comunidade Européia,
do Leste europeu e da América Latina. O Almirall conta com
uma unidade produtiva no México. Nos demais países
latino-americanos, seus produtos são oferecidos através
de acordos de representação.
O Eurofarma é um dos principais participantes do mercado
brasileiro de remédios genéricos. Do total do seu
faturamento, cerca de 20% (R$ 50 milhões), segundo Gagliardi,
vai sair, neste ano, do negócio com genéricos. A divisão
de produtos éticos, com venda sob prescrição
médica, garantirá 30% da receita do laboratório.
Os produtos licenciados, com maior valor e rentabilidade, entram
nessa divisão. Cerca de 10% do faturamento do Eurofarma vem
de medicamentos de venda livre. O laboratório ocupa, atualmente,
o terceiro lugar no mercado de genéricos, com 21 produtos
em oferta. É uma divisão em expansão, mas com
reduzida margem de lucro.
Parcerias
para o futuro
Fonte: Gazeta
Mercantil - 06/08/2001
Os
laboratórios nacionais buscam saídas para sobreviver,
crescer e ampliar suas margens de lucro. Sem patentes e preocupados
com a possibilidade de seus remédios similares serem espremidos
pelo mercado de genéricos a médio prazo, várias
empresas aumentaram seus esforços para encontrar parceiros
internacionais. É o caso do Eurofarma. E também do
Aché. O problema é que as oportunidades são
escassas.
Os grandes laboratórios de pesquisa, normalmente, não
estão interessados em acordos regionais. Sua ambição
é global e seus acordos são fechados com empresas
do mesmo porte. Laboratórios europeus se associam com norte-americanos
em projetos de marketing compartilhado para divulgar uma ou outra
inovação, rapidamente e em larga escala. Não
há muitas chances para pequenas empresas.
O que existe são laboratórios de médio porte
em vários países que dispõem, às vezes,
de algum produto bem-sucedido e têm interesse em avançar
em novos mercados. É o que o Eurofarma procura. 'Com a entrada
em vigor da lei de patentes, as dificuldades para os laboratórios
nacionais aumentaram', afirma Julio Cesar Gagliardi, diretor do
Eurofarma. 'As parcerias se tornaram vitais'. Além do Almirall,
o Eurofarma vende produtos do Yamanouchi, terceiro maior laboratório
japonês, e dos italianos Indena e Italfarmaco.
"Apagão"
não altera os planos da Sigma-Pharma
Fonte: Jornal Cruzeiro do Sul - 06/08/2001
A crise energética não abalou o Grupo EMS-Sigma Pharma
que concretiza planos de crescimento, abrindo novas fábricas
e lançando novos medicamentos no mercado. Segundo Carlos
Sanchez, presidente da empresa, por enquanto a crise energética
que o país atravessa não teve impacto sobre a produção.
A empresa,
que detém 2,5% de participação no mercado brasileiro
de medicamentos e 30% no mercado de genéricos, já
investiu mais de US$ 1 milhão e vai investir outros US$ 5
milhões em testes e tecnologia nos próximos dois anos
para cumprir a meta de colocar mais 150 genéricos no mercado.
O grupo, de capital totalmente brasileiro, está investindo
US$ 20 milhões. A nova fábrica já está
em obras e deve ser inaugurada até 2003.
Parcerias
para o futuro
Fonte:
Gazeta
Mercantil - 06/08/2001
6 de
agosto de 2001 - Os laboratórios nacionais buscam saídas
para sobreviver, crescer e ampliar suas margens de lucro. Sem patentes
e preocupados com a possibilidade de seus remédios similares
serem espremidos pelo mercado de genéricos a médio
prazo, várias empresas aumentaram seus esforços para
encontrar parceiros internacionais. É o caso do Eurofarma.
E também do Aché. O problema é que as oportunidades
são escassas.
Os
grandes laboratórios de pesquisa, normalmente, não
estão interessados em acordos regionais. Sua ambição
é global e seus acordos são fechados com empresas
do mesmo porte. Laboratórios europeus se associam com norte-americanos
em projetos de marketing compartilhado para divulgar uma ou outra
inovação, rapidamente e em larga escala. Não
há muitas chances para pequenas empresas.
O que
existe são laboratórios de médio porte em vários
países que dispõem, às vezes, de algum produto
bem-sucedido e têm interesse em avançar em novos mercados.
É o que o Eurofarma procura. 'Com a entrada em vigor da lei
de patentes, as dificuldades para os laboratórios nacionais
aumentaram', afirma Julio Cesar Gagliardi, diretor do Eurofarma.
'As parcerias se tornaram vitais'. Além do Almirall, o Eurofarma
vende produtos do Yamanouchi, terceiro maior laboratório
japonês, e dos italianos Indena e Italfarmaco. (Gazeta Mercantil/Página
C3)
Eurofarma
vende remédios espanhóis
Fonte:
Gazeta
Mercantil - 06/08/2001
São
Paulo, 6 de agosto de 2001 - O maior laboratório espanhol,
o Almirall Prodesfarma, acaba de fechar um acordo de distribuição
exclusiva de seus principais produtos no mercado brasileiro com
o Eurofarma, empresa nacional com faturamento anual próximo
de R$ 250 milhões. Por enquanto, a parceria inclui apenas
dois medicamentos: o antiinflamatório Proflam e o antialérgico
Ebastel. Até dois meses atrás, o Proflam era vendido
no País pelo norte-americano Bristol-Myers Squibb. E o Ebastel
deixou de fazer parte da linha de produtos do francês Aventis
há um ano.
Ao
se decidir pela mudança de representante no Brasil, o Almirall
considerou que a propaganda médica dos dois produtos era
insuficiente e que o potencial de mercado, tanto do Proflam como
do Ebastel, vinha sendo subaproveitado. Os dois remédios
rendem atualmente no varejo pouco mais de R$ 6 milhões por
ano, segundo dados do instituto IMS. Nas estimativas do Eurofarma,
esse número, com um bom trabalho de divulgação,
pode chegar aos R$ 10 milhões. O problema com o Ebastel é
que o Aventis perdeu o interesse na sua propaganda desde a introdução
no mercado local do Allegra, antialérgico desenvolvido no
seu próprio centro de pesquisa. O Bristol deixou de divulgar
o Proflam há cerca de dois anos no Brasil.
'Desde o lançamento dos novíssimos Vioxx e Celebra,
todos os antiinflamatórios mais antigos perderam participação
de mercado', afirma Julio Cesar Gagliardi, diretor comercial de
produtos éticos do Eurofarma. 'Mas o Proflam, sem propaganda,
sofreu mais'. O Eurofarma, que investe cerca de R$ 25 milhões
por ano em promoção, pretende recuperar a participação
do produto no segmento dos antiinflamatórios. A divulgação
do Proflam e do Ebastel entra na lista de prioridades do laboratório.
O Eurofarma
aposta em parcerias com empresas de outros países, sem subsidiárias
e produção no Brasil, para ampliar sua oferta de medicamentos
com marca e alguma inovação. O Almirall Prodesfarma
se encaixa nessa receita. O laboratório, com sede em Barcelona,
conta com pelo menos outros dois produtos patenteados que podem
conseguir espaço no mercado brasileiro, na opinião
de Gagliardi.
O primeiro
deles é o Cidine, que tem como princípio ativo a cinitaprida
e é receitado em casos de refluxo gastroesofágico.
O medicamento é uma opção à cisaprida,
do Prepulsid do Janssen-Cilag. 'A cisaprida foi retirada do mercado
por causa de efeitos colaterais e não há, no momento,
um bom substituto no mercado nacional', afirma Gagliardi. O outro
medicamento do Almirall que o Eurofarma pretende distribuir no Brasil
é o Almogran, usado no tratamento da enxaqueca. A representação
dos dois produtos no Brasil ainda depende de negociações.
O Almirall
é um laboratório de médio porte para os padrões
internacionais, mas se destaca por destinar um percentual elevado
de sua receita - cerca de 13% - à pesquisa e ao desenvolvimento
de novos produtos. É um percentual próximo do aplicado
pelos laboratórios mais inovadores. O faturamento do Almirall
gira em torno de US$ 650 milhões anuais, dos quais US$ 300
milhões são obtidos no mercado interno.
Sua
estratégia de expansão envolve a compra de pequenas
empresas farmacêuticas com atuação regional
e a criação de parcerias como a estabelecida agora
com o Eurofarma. Segundo Abinel Rocha, diretor de negócios
estratégicos do Eurofarma, o laboratório espanhol
tenta avançar nos mercados da Comunidade Européia,
do Leste europeu e da América Latina. O Almirall conta com
uma unidade produtiva no México. Nos demais países
latino-americanos, seus produtos são oferecidos através
de acordos de representação.
O Eurofarma
é um dos principais participantes do mercado brasileiro de
remédios genéricos. Do total do seu faturamento, cerca
de 20% (R$ 50 milhões), segundo Gagliardi, vai sair, neste
ano, do negócio com genéricos. A divisão de
produtos éticos, com venda sob prescrição médica,
garantirá 30% da receita do laboratório. Os produtos
licenciados, com maior valor e rentabilidade, entram nessa divisão.
Cerca de 10% do faturamento do Eurofarma vem de medicamentos de
venda livre. O laboratório ocupa, atualmente, o terceiro
lugar no mercado de genéricos, com 21 produtos em oferta.
É uma divisão em expansão, mas com reduzida
margem de lucro. (Gazeta Mercantil/Página C3)
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