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Genéricos na Imprensa
Notícias
Gato é gato, lebre
é lebre
Fonte: Correio
Braziliense - 07/09/2001
( Valesca Riviéri )
Da equipe do Correio
A história de levar gato por lebre na hora de comprar remédios
está com os dias contados. A partir de 15 de setembro, a
terapia do empurrismo (''leve esse remédio, é a mesma
coisa que o senhor pediu...'') praticada por alguns balconistas
de farmácia não confundirá mais o consumidor.
Com as novas embalagens dos remédios ficará fácil
distinguir qual medicamento é similar, genérico ou
de marca.
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa),
ligada ao Ministério da Saúde (MS), tomou duas decisões
importantes para acabar com a confusão entre genéricos
e similares. A primeira proíbe que os remédios similares
usem o nome do princípio ativo (substância da fórmula
do medicamento responsável pelo efeito terapêutico
do produto).
Desde abril, as empresas foram obrigadas a mudar a embalagem dos
produtos adotando um nome comercial. O próximo dia 14 é
o último dia em que os antigos estoques poderão estar
nas prateleiras das farmácias.
Outra medida foi estabelecer uma tarja padrão para os genéricos.
Esses produtos são obrigados a usar o nome do princípio
ativo e exibir na parte inferior da embalagem uma tarja amarela
com uma grande letra ''G'' na cor azul. ''A idéia foi criar
uma terceira tarja que pudesse se destacar e ao mesmo tempo tivesse
harmonia com as já existentes'', explica Vera Valente, gerente
geral de Medicamentos Genéricos da Anvisa.
O prazo final para as indústrias de genéricos venderem
seus produtos com a antiga embalagem é cinco de outubro.
Mesmo assim, muitos fabricantes já incluíram a tarja
nos remédios.
A servidora pública Valéria Goudinho, 38 anos, sempre
recusou a oferta de balconistas para trocar genéricos por
similares. ''Sempre peço a meu médico para receitar
o remédio de marca e todos os genéricos para ter mais
variedade de preço'', diz. Ela já conseguiu economizar
R$ 30 na compra de um genérico. Valéria acredita que
a população ainda consome similar pela falta de genéricos
no mercado. Até o momento, a Anvisa registrou 380 genéricos,
mas apenas 200 estão nos balcões das farmácias.
PATENTES
A necessidade de criar remédios genéricos surgiu com
a aprovação da Lei de Patentes em 1996. Até
então, todos os medicamentos que entravam no país,
chamados de inovadores ou de referência, não tinham
proteção de patentes e podiam ser copiados por qualquer
laboratório. As cópias são os remédios
similares.
Desde a aprovação da lei, nenhum medicamento lançado
após 1996 pode ser copiado. Mesmo assim, 86% dos remédios
existentes no mercado brasileiro são desprotegidos de patentes
porque foram copiados antes da aprovação da lei.
Para diferenciar as cópias similares surgiu então,
em 1999, a Lei dos Genéricos - um novo conceito de cópias
de medicamentos inovadores.
Para ser remédio genérico é preciso ser aprovados
em dois exames realizados em laboratórios credenciados pela
Anvisa, como o da Universidade de São Paulo (USP), Universidade
de Campinas (Unicamp) e outros.
Os exames testam a equivalência farmacêutica, que é
um teste feito em laboratório para descobrir se o produto
tem o mesmo princípio ativo, responsável pelo efeito
terapêutico. Já o teste de bioequivalência é
realizado em humanos e testa a eficácia terapêutica
e o mesmo potencial de reação adversa. ''Nesse teste,
o medicamento deve ter a mesma velocidade de absorção
pelo organismo que o medicamento referência'', explica Vera.
Além da qualidade dos genéricos, a grande vantagem
é o preço. Alguns dos 200 produtos disponíveis
no mercado chegam a ter uma redução de 40% no preço
do produto. ''A queda no preço é possível porque
os fabricantes de genéricos não necessitam investir
em pesquisas, porque as formulações já estão
definidas pelos medicamentos de referência que servem como
padrão'', explica Vera. Além disso, também
economizam com a propaganda. Não há marca para ser
anunciada, pois todos levam o nome do princípio ativo e a
tarja amarela.
A experiência dos genéricos em outros países
mostra que o consumidor só tem a ganhar. Nos Estados Unidos,
onde a lei dos genéricos foi aprovada na década de
60, 72% dos remédios receitados pelos médicos são
genéricos. Há 20 anos, muitos países da Europa
passaram a adotar a lei de genéricos. ''A experiência
internacional mostra que os maiores êxitos obtidos na formação
dos genéricos têm ocorrido nos países onde as
ações são direcionadas para influenciar o comportamento
dos médicos'', afirma a gerente da Anvisa. Segundo ela, é
fundamental que o paciente pressione o médico a prescrever
genéricos.
Juiz
suspende genérico contra rejeição de órgãos
Fonte: O
Estado de S.Paulo - 07/09/2001
Anvisa vai recorrer e garante que ciclosporina passou por teste
de bioequivalência
( SÔNIA CRISTINA SILVA )
BRASÍLIA - O juiz da 6.ª Vara Federal do Distrito
Federal, Carlos Eduardo Castro Martins, concedeu liminar suspendendo
o registro do genérico da ciclosporina, do laboratório
Abbott, um imunossupressor usado apenas na rede pública.
O Ministério da Saúde vai recorrer da decisão
e garante que o remédio tem o mesmo efeito que o de marca
e não há motivo para preocupação.
"Queremos que o Ministério exija que esse remédio
seja fabricado dentro dos padrões dos genéricos",
afirmou o presidente do CRF-DF, Antônio Barbosa da Silva,
que moveu a ação.
Barbosa alega que esse genérico é fabricado em cápsula
dura, enquanto o de marca vem em cápsula mole. Além
disso, segundo ele, a ciclosporina genérica é suspensão,
enquanto a de marca é microemulsão. Barbosa diz que
a diferença é capaz de alterar a absorção
da droga pelo organismo, "o que pode levar à rejeição
do órgão transplantado ou até a morte".
A liminar suspende o registro do genérico até o julgamento
do mérito da ação civil proposta pelo Conselho
de Farmácia. A Agência Nacional de Vigilância
Sanitária (Anvisa), do Ministério da Saúde,
informa que o genérico passou por testes de equivalência
farmacêutica e bioequivalência, provando "que ele
pode substituir o medicamento que copia". O mesmo produto é
aprovado como genérico nos Estados Unidos pela Food and Drug
Administration (FDA). "Não há registro de nenhum
problema com pacientes transplantados", afirma a nota da agência.
Cartão
sindical dará desconto em remédio
Fornecido pelo Sindicato dos Aposentados, reduzirá preço
de 160 drogas
Fonte: O
Estado de S.Paulo - 07/09/2001
( CLEIDE SILVA )
O Sindicato Nacional dos Aposentados e Pensionistas da Força
Sindical, entidade que reúne hoje 210 mil associados, lança
segunda-feira um cartão que possibilitará ao usuário
descontos médios de 45% na compra de medicamentos.
Para isso a entidade fez acordos com laboratórios e redes
de farmácias que vão bancar a redução
dos preços em cerca de 160 remédios, entre genéricos
e de marca.
A lista de medicamentos cobre 80% das patologias crônicas
mais comuns entre idosos.
Segundo o presidente do Sindicato, João Batista Inocentini,
entre os laboratórios que já participam do projeto
estão Schering, Bristol e Biolab.
As redes de farmácias que estarão credenciadas a atender
aos aposentados já na segunda são Drogão, Drogasil
e Raia, mas até outubro outras redes passarão a aceitar
o cartão.
Entre os remédios que serão oferecidos com descontos
estão Capoten, cujo preço será reduzido de
R$ 15,64 para R$ 10,05 (36% de desconto); Renitec, de R$ 33,10 para
R$ 17,60 (- 47%) e Proscar, de R$ 119,98 para R$ 66,46 (- 45%).
De acordo com Inocentini, pesquisa feita pela Faculdade de Medicina
da Universidade de São Paulo mostra que só 19% dos
aposentados tomam remédios regularmente. Outros 48% tomam
de vez em quando e 33% só quando recebem os medicamentos
gratuitamente.
Ampliação - "Além de beneficiar os aposentados,
o cartão vai permitir aos laboratórios ampliarem as
vendas porque um maior número de pessoas terá condições
de adquirir remédios", disse Inocentini. A mesma pesquisa
revelou ainda que o gasto médio dos aposentados na compra
de medicamentos é de R$ 52,00 ao mês. O projeto começa
em São Paulo e será estendido para outros Estados
nas próximas semanas.
O Sindicato Nacional dos Aposentados foi criado em junho do ano
passado. A entidade espera ter cerca de 5 milhões de associados
em dois anos. No Brasil há cerca de 20 milhões de
aposentados. Para ter direito ao cartão de descontos é
preciso filiar-se à entidade, o que pode ser feito por meio
de uma ficha de inscrição que pode ser enviada pelo
Correio. A taxa de filiação é de R$ 6,00 ao
ano.
Genérico
é suspenso
Fonte: Correio
Braziliense - 07/09/2001
O medicamento genérico Ciclosporina, importado pelo laboratório
Abott e usado no combate à rejeição de órgãos
em transplantes, teve seu registro suspenso quinta-feira em todo
o Brasil. A liminar do juiz da 6ªVara federal-DF Carlos Eduardo
Martins foi motivada por ação civil iniciada pelo
Conselho Regional de Farmácia do Distrito Federal (CRF-DF)
e pelo Instituto Brasileiro de Defesa dos Usuários de Medicamentos
(Idum). Segundo o CRF-DF, a ciclosporina da Abott não poderia
ter sido registrada como genérico na Agência Nacional
de Vigilância Sanitária (Anvisa), por possuir apresentação
diferente do medicamento de referência (o Sandimmum, do laboratório
Novartis).
A referência tem cápsula mole, enquanto a ciclosporina
é oferecida em cápsula dura. Isso, de acordo com os
farmacêuticos, pode determinar diferenças na absorção
da droga pelo organismo. Em nota distribuída ontem, a Anvisa
avisou que vai recorrer da decisão e que o medicamento foi
aprovado depois de testes que garantiram a equivalência dos
dois produtos.
Suspenso
registro de genérico da Ciclosporina
Fonte: O
Globo - 07/09/2001
BRASÍLIA. A Ciclosporina, para tratamento de transplantados,
do laboratório Abbott, não pode mais ser comercializada
como genérico. A Justiça Federal concedeu ontem liminar
suspendendo o registro, concedido pela Agência Nacional de
Vigilância Sanitária (Anvisa) em maio, sob a alegação
de que o remédio não é exatamente igual a seu
produto de referência, o Sandimmun, do Novartis.
A Ciclosporina demoraria mais para ser absorvida pelo organismo.
A Anvisa e o Abbott vão recorrer.
Para a Vigilância Sanitária, os produtos só
são genéricos se forem cópias fiéis
dos remédios de marca. A liminar foi motivada por ação
civil pública do Conselho Regional de Farmácia do
Distrito Federal (CRF-DF). Em nota oficial, a Anvisa informou que
o produto só foi registrado após testes de bioequivalência
e equivalência farmacêutica.
Juiz
cassa registro de genérico
Fonte: Folha
de S.Paulo - 07/09/2001
A ciclosporina genérica, medicamento usado por doentes
renais crônicos e transplantados, teve seu registro cassado
pelo juiz da 6ª Vara Federal de Brasília. A Anvisa (Agência
Nacional de Vigilância Sanitária) vai recorrer da decisão.
A liminar foi pedida pelo Conselho Regional de Farmácia do
Distrito Federal. Segundo o conselho, o remédio não
tem a mesma forma farmacêutica do medicamento de marca (Sandimmum).
O diretor-presidente da Anvisa, Gonzalo Vecina Neto, disse que o
genérico passou pelos testes da agência e é
idêntica ao medicamento utilizado nos Estados Unidos. O conselho
diz que o remédio de marca tem cápsula mole e está
na forma de suspensão. O genérico teria cápsula
dura e forma de microemulsão. Cerca de 20 mil pessoas estariam
utilizando o remédio no país. (DA SUCURSAL DE BRASÍLIA)
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