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07/11
UE mediará discussões sobre quebra de patentes
07/11
UE mediará debate Brasil/EUA sobre patentes
07/11
Gestão hospitalar tem encontro em Salvador
07/11
Uma opção mais barata para tratar hipertensão




UE mediará discussões sobre quebra de patentes
Fonte: Gazeta do Povo (PR) - 07/11/2001

Brasil e EUA divergem sobre a propriedade dos remédios

Bruxelas - O chefe da Comissão de Comércio da União Européia, Pascal Lamy, disse ontem que vai mediar as conversações sobre o contencioso das patentes farmacêuticas entre os Estados Unidos e o Brasil na reunião da Organização Mundial do Comércio (OMC), que começa nesta quinta-feira e vai até o dia 13, em Doha, capital do Catar.

Os ministros da Saúde, José Serra, e da Agricultura, Pratini de Moraes, embarcaram ontem à noite para Doha na tentativa de convencer os 142 países membros a quebrar a patente dos medicamentos e eliminar os subsídios agrícolas, que têm prejudicado as exportações brasileiras, principalmente para a Europa.

Lamy afirmou que "tentaremos superar as diferenças. Temos um entendimento das posições do Brasil e dos EUA. As normas internacionais que regem as patentes farmacêuticas (Trips, da sigla em inglês para Tratado de Direitos de Propriedade Intelectual) serão analisadas atentamente e possivelmente modificadas na reunião da OMC."

O atual acordo Trips permite que os países quebrem patentes em circunstâncias especiais, porém os seus termos são ambíguos. Os países em desenvolvimento, liderados pelo Brasil, pretendem maior liberalização na quebra de patentes em casos de emergência, como por exemplo, no caso da aids. Os EUA e a Suíça, ambos grandes fabricantes farmacêuticos, que querem a proteção dos direitos de propriedade intelectual, não vêem essa posição com bons olhos.

O Brasil, com um programa altamente bem-sucedido contra a aids, baseado no acesso universal aos medicamentos genéricos, exige uma declaração ministerial da OMC incluindo o seguinte: "Nada no Acordo Trips deve impedir que os membros tomem medidas para proteger a saúde pública". Os EUA e a Suíça rejeitam uma reinterpretação do Trips, argumentando que as patentes são vitais como incentivo ao desenvolvimento de novos medicamentos para doenças incuráveis.

Os EUA têm sido acusados de usar uma posição dupla em relação ao Trips por causa da ameaça de quebrar a patente da Bayer sobre o Cipro, medicamento contra o antraz.
Outras questões controversas incluem o meio ambiente, a liberalização do setor agrícola e as exigências dos países em desenvolvimento no que se refere às concessões por parte dos países ricos no cumprimento de acordos comerciais vigentes sobre leis de antidumping.

 

UE mediará debate Brasil/EUA sobre patentes
Fonte: Diário de Cuiabá (MT) - 07/11/2001

Bruxelas Pascal Lamy, chefe da comissão de Comércio da União Européia, disse, ontem, que tentará mediar as conversações sobre o contencioso das patentes farmacêuticas entre os EUA e o Brasil na reunião desta semana da OMC (Organização Mundial do Comércio). "Tentaremos superar as diferenças", disse Lamy aos jornalistas. "Temos um entendimento das posições do Brasil e dos EUA."

As normas internacionais que regem as patentes farmacêuticas (Trips, da sigla em inglês para Tratado de Direitos de Propriedade Intelectual) serão analisadas atentamente e possivelmente modificadas na reunião da OMC em Doha, Catar, entre os dias 9 e 13 próximos.

O atual acordo Trips permite que os países quebrem patentes em circunstâncias especiais, porém os seus termos são ambíguos. Os países em desenvolvimento, liderados pelo Brasil, pretendem maior liberalização na quebra de patentes em casos de emergência, como por exemplo, no caso da aids.

Os EUA e a Suíça, ambos grandes fabricantes farmacêuticos, que querem a proteção dos direitos de propriedade intelectual, não vêem essa posição com bons olhos. O tema tem grande potencial de gerar conflitos no lançamento de uma nova rodada de negociações para o livre comércio em Doha.

Outras questões controversas incluem meio ambiente, liberalização do setor agrícola e exigências dos países em desenvolvimento no que se refere às concessões por parte dos países ricos no cumprimento de acordos comerciais vigentes sobre leis antidumping.

O Brasil, com um programa altamente bem-sucedido contra a Aids, baseado no acesso universal aos medicamentos genéricos, exige uma declaração ministerial da OMC, incluindo o seguinte: "Nada no Acordo Trips deve impedir que os membros tomem medidas para proteger a saúde pública".

Os EUA e a Suíça rejeitam uma reinterpretação do Trips, argumentando que as patentes são vitais como incentivo ao desenvolvimento de novos medicamentos para doenças incuráveis. Os grupos de lobby farmacêutico alegam que países como o Brasil e a Índia, que possuem grande indústria de genéricos, também estão em busca de seus interesses comerciais.

Os EUA têm sido acusados de adotar uma posição dúbia em relação ao Trips por causa de sua recente ameaça de quebrar a patente da Bayer sobre o medicamento cipro, contra o antraz, se a companhia não reduzisse o preço do remédio. A Bayer concordou em baixar o preço de US$ 1,77 por pílula para US$ 0,95.

Lamy afirmou que questões técnicas relacionadas com o Trips necessitam ser esclarecidas. No atual acordo não fica claro se um país que não tem capacidade de fabricar medicamentos pode quebrar as patentes em caso de emergência, disse Lamy.

 

Gestão hospitalar tem encontro em Salvador
Fonte: A Tarde(BA) - 07/11/2001

O consultor em Gestão Empresarial Luiz Ludwig fez ontem a palestra de abertura da IV Jornada de Administração Hospitalar, promovida pela Faculdade São Camilo, no Bahia Othon Palace Hotel.
Ludwig, que é psicólogo e analista de sistemas, falou sobre "Modernidade na administração de serviços".
Várias palestras estão previstas para hoje, como "Assistência domiciliar - uma alternativa para despolitização", pelo médico Emerson Giampietro, supervisor médico do Home Doctor Bahia, às 18h40, seguindo-se "Planejamento estratégico de um hospital", com o médico José Andrade Cavalcanti, consultor do Hospital São Rafael.
Amanhã, último dia da jornada, João Pazian, diretor administrativo do Hospital Sagrada Família, fala sobre "Terceirização ou parceria?", às 19 horas, o médico Manoel Barros, coordenador científico da Merck Sharp & Dohme, aborda "Genéricos - expressão no mercado de saúde", e Breno Santana, diretor da Moore Stepnens Auditores e Consultores, fala sobre "Central de compras - avanço na administração hospitalar". Por último, o secretário de Assistência à Saúde do Ministério da Saúde, Renilson Rehem de Souza, fala sobre "Política pública de acreditação hospitalar".

 

Uma opção mais barata para tratar hipertensão
Fonte: O Estado de S. Paulo - 07/11/2001

O medicamento genérico Metildopa, para hipertensão, chega às farmácias nesta semana. Produzido pelo Laboratório Biosintética, com base no remédio de referência Aldomet, com princípio ativo Metildopa, deverá custar 35% a menos que aquele.


 
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