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Genéricos na Imprensa
Notícias
Redes vendem mais genéricos
Fonte: Valor
Econômico - 09/10/2001
Silvana Quaglio, Editora
Levantamento da Abrafarma, a associação que reúne
as redes de farmácias, 36% dos medicamentos genéricos
vendidos no país, ou R$ 11 milhões mensais, são
comercializados pelas grandes redes. Nas farmácias independentes
é normal faltar o medicamento genérico, quer pela
dificuldade logística de receber o produto, quer pela falta
de interesse em vendê-lo, já que a margem de ganho
é maior nos remédios de marca.
E-mail: silvana.quaglio@valor.com.br
Sem patente
Fonte: Valor
Econômico - 09/10/2001
O laboratório GlaxoSmithKline (GSK) fechou contrato com
a Aspen Pharmacare, fabricante de genéricos da África
do Sul, para a fabricação por apenas três meses
de três de seus medicamentos para tratamento da Aids. Pela
produção excepcional, a empresa sul-africana não
precisará pagar royalties sobre as patentes. A licença
voluntária gratuita foi concedida para a produção
do Retrovir (Zidovudina), do Epivir (Lamivudina) e do Combivir (Zidovudina
e Lamivudina).
Inovação
tecnológica: A experiência da Unifesp
Fonte: Gazeta
Mercantil - 09/10/2001
São Paulo, A Lei de Inovação tecnológica
pode incrementar as relações entre as universidades
federais e o setor privado. Mas algumas instituições
já fazem parcerias, e esperam multiplicá-las com a
aprovação do texto legal. A Universidade Federal Paulista
(Unifesp), especializada na área de ciências médicas,
por exemplo, desenvolve projetos com a Roche, Aché, Schering
e Abott. As pesquisas estão concentradas nas áreas
de desenvolvimento de medicamentos genéricos e de produtos
naturais.
O pró-reitor de pós-graduação e pesquisa
da Unifesp, Nestor Schor, diz que a participação dos
investimentos privados no financiamento das pesquisas está
em torno de 5% em sua instituição. Apesar de o número
estar acima da média nacional, de 1% a 2% da verba geral
para pesquisas nas universidades, Schor considera muito baixa a
participação do setor privado.
O comportamento do empresariado deve-se, para o reitor, à
cultura de importação de tecnologia, à instabilidade
econômica e falta de créditos. 'Em dez anos tivemos
seis planos econômicos. E a política econômica
estimula mais as áreas financeiras', diz. De qualquer forma,
Schor afirma que não se deve criar a expectativa de que o
setor privado possa tornar-se o principal patrocinador da pesquisa.
'Podemos subir a porcentagem para 10% ou 15%, valor dos EUA e outros
países desenvolvidos. Mas não se pode esquecer que
aplicar em pesquisa é um investimento de risco e a longo
prazo'. Nas parcerias da Unifesp, a indústria paga o insumo
e os técnicos adicionais.
Para o reitor, a universidade dispõe de capacidade instalada,
embora esteja muito sucateada. Por isso, só pode aceitar
projetos se houver complementação em recursos humanos.
A Unifesp reúne condições privilegiadas para
a cooperação com empresas, pela tradição
em pesquisa e a localização no grande parque industrial
que é São Paulo. Mesmo com os avanços, Schor
diz que ainda não é perceptível uma postura
do empresariado de procurar a universidade. 'Eles são muito
ariscos. Em geral, nós é que vamos atrás deles'.
Mas acredita que a Lei de Inovação, pode mudar este
perfil, incentivar o setor privado a buscar as universidades.
Uma das exceções à postura tradicional do empresariado
nacional, segundo o reitor, é o grupo Aché. Os representantes
da empresa contrataram a Unifesp para desenvolver produtos naturais,
por meio da pesquisa dos efeitos medicinais de plantas. Num dos
projetos, desenvolve-se um medicamento para combater pedra no rim
e o investimento necessário, segundo Schor, foi pequeno em
relação às vantagens do desenvolvimento tecnológico
agregado ao produto - R$ 35 mil.
O diretor geral da empresa, José Eduardo Bandeira de Mello,
diz que a Aché possui sete projetos de pesquisa de fitofármacos
com diversas universidades, como Unifesp (Escola Paulista de Medicina),
Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), Universidade Federal
do Rio de Janeiro (UFRJ) e conta com apoio da Fapesp, que praticamente
permite duplicar a verba, pois a instituição geralmente
financia 50% dos projetos. A empresa reservou US$ 4 milhões
para pesquisas em 2001 e 2002.
Num dos projetos, a empresa paga uma pesquisadora que está
em contato permanente com os índios Krao, de Tocantins (TO),
que têm grande conhecimento das propriedades medicinais de
diversas plantas. 'A idéia é classificar as plantas
pelo seu uso tradicional. Nosso foco está na área
de medicamentos para o sistema nervoso central', diz Mello. Ele
calcula o custo da pesquisa em cerca de R$ 1,8 milhão - a
Fapesp banca 50%. Outro projeto visa desenvolver um antiinflamatório,
e absorverá aproximadamente R$ 900 mil. 'Depois da lei de
patentes, ou se tem inovação, ou se trabalha com genéricos.
Mas esses produtos têm um mercado restrito e pouca rentabilidade.
O grupo Aché tem porte para não se restringir à
produção de genéricos', diz o executivo. Ele
afirma que a inovação é estratégica
para a empresa, depois do processo de profissionalização
iniciado no ano passado.
Os resultados dos investimentos em pesquisa são de longo
prazo. 'O projeto mais antigo começou no ano passado. Não
lançaremos nenhum produto saído de parcerias com as
universidades antes de 2003. Mas vamos trazer coisas novas de fora.',
informa Bandeira de Mello. Mas ele considera que a reversão
do resultado negativo de 2000 seja um primeiro resultado da mudança
estratégica. No ano passado a empresa teve um prejuízo
de R$ 35 milhões. No primeiro semestre de 2001 o lucro se
aproxima de R$ 28 milhões.
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