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Genéricos na Imprensa
Notícias

 

10/11
Impasses marcam início de conferência sobre comércio
10/11
Serra acusa EUA de tentar dividir países sobre patente
10/11
Descontos de remédios chegam a 35%
10/11
Serra: interesse do País nas patentes não é comercial
10/11
Remédio sofre reajuste de até 3,72%




Impasses marcam início de conferência sobre comércio
Fonte: Jornal do Brasil- 10/11/2001


Brasil quer mais atenção às questões de remédios, agricultura e 'dumping'

DOHA, CATAR - O primeiro dia de reuniões da 4ª Conferência Ministerial da Organização Mundial do Comércio (OMC), aberta ontem, mostrou que vai ser difícil chegar a um acordo para lançar as bases de uma nova rodada de negociações para redução das barreiras comerciais a nível mundial. Antes mesmo do começo dos trabalhos, o ministro da Saúde do Brasil, José Serra, decidiu levar ao pé da letra a máxima de que o ataque é a melhor defesa.

Serra reuniu a imprensa e mandou um recado aos países desenvolvidos: o Brasil lutará para facilitar ao máximo o acesso dos países pobres a remédios patenteados por grandes laboratórios. Pouco depois, durante seu discurso de abertura do encontro, o diretor-geral da OMC, Mike Moore, admitiu que ainda são grandes as divergências entre os países membros quanto à oportunidade do lançamento da nova rodada. Ele, no entanto, defendeu que a conferência, de qualquer forma, marcava ''um início, uma abertura de uma nova rodada de negociações''.

''Débil'' - Além da questão dos medicamentos, também estão entre os interesses do Brasil na reunião a luta pelo fim dos subsídios agrícolas e regras mais claras para a aplicação de medidas antidumping. Nesses pontos, os ataques partiram do ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior brasileiro, Sergio Amaral, que criticou o rascunho da declaração final do encontro. Ele considerou ''débil'' na abordagem que o documento faz de ambas questões e aproveitou para atacar a série de barreiras que os produtos brasileiros enfrentam em alguns mercados. ''(O documento) teria que ser fortalecido, porque é sumamente débil. Acreditamos que o objetivo claro tem que ser a eliminação dos subsídios'', afirmou.

Mas o uso de genéricos para baratear custos de tratamentos médicos está se configurando como um dos temas mais delicados do encontro da OMC. No centro da disputa está o acordo chamado Trips, que regula os direitos de propriedade intelectual ligados ao comércio. O Brasil e outros países emergentes defendem que essas regras podem ser mais flexíveis quando a saúde pública estiver em jogo.

Indústria farmacêutica - A iniciativa, no entanto, não é vista com bons olhos pelas nações desenvolvidas, onde estão sediadas as gigantes da indústria farmacêutica. Liderados pelos Estados Unidos, os países ricos pretendem limitar a quebra de patentes às normas do Trips. ''A proposta dos EUA é redundante e restritiva'', atacou Serra. ''Somos transigentes para negociar, mas é evidente: queremos que o ponto-de-vista mais importante e acertado prevaleça'', complementou. Serra admitiu que o Brasil tem interesse comercial, mas negou que esteja comprando a briga porque intenciona exportar genéricos. ''Isso é uma falsa que idéia que usam para enfraquecer nossa posição'', garantiu.

 

Serra acusa EUA de tentar dividir países sobre patente
Fonte:Folha de S.Paulo -10/11/2001

Serra acusa EUA na guerra de patentes
Ministro diz que norte-americanos tentam dividir os países que apóiam a proposta indiano-brasileira

CLÓVIS ROSSI
ENVIADO ESPECIAL A DOHA (QATAR)

O ministro da Saúde, José Serra, chegou ontem a Doha e foi logo disparando sua primeira salva na guerra das patentes entre o Brasil e os Estados Unidos: acusou os norte-americanos de tentar dividir os países em desenvolvimento que apóiam a proposta indiano-brasileira de antepor a saúde pública a qualquer acordo de proteção a patentes.

Depois, em entrevista coletiva na qual só jornalistas estrangeiros fizeram perguntas, o ministro cuidou de negar o que chamou de "três mitos sobre a posição brasileira disseminados nos últimos dias".

A acusação aos Estados Unidos é uma alusão à proposta norte-americana de estender até 2016 o prazo, que iria até 2005, para os países menos desenvolvidos adotarem leis de propriedade intelectual conforme determinam as regras da OMC (Organização Mundial do Comércio).

As ONGs que apóiam a proposta indiano-brasileira dizem que a iniciativa norte-americana "é essencialmente uma estratégia de dividir para conquistar, empregada pelos Estados Unidos para quebrar a coesão dos países em desenvolvimento".

Três mitos
Já os três mitos, segundo Serra, são os seguintes:
1 - O Brasil estaria interessado apenas em desenvolver sua indústria de remédios genéricos.
"Não é verdade", disse Serra. E informou que, embora o Brasil importe mais de US$ 1 bilhão em remédios, muitos dos quais sem proteção patentária, nem por isso concedeu uma só licença compulsória para fabricação de genéricos.
Para o ministro, o que o Brasil quer, com a sua proposta sobre Trips (Direitos de Propriedade Intelectual Relacionados ao Comércio) e saúde pública, é "um claro sinal de que podemos obter os remédios que necessitamos a preços acessíveis".

2 - O Brasil quer destruir o acordo de Trips. "Também não é verdade. Nós apoiamos a proteção à propriedade intelectual. Somos apenas contra abusos nos preços", respondeu Serra.
Em seguida, lembrou que os Estados Unidos e o Canadá pressionaram as indústrias farmacêuticas para que elas reduzissem o preço do Cipro, o antibiótico contra o antraz, sob ameaça de licenciar compulsoriamente a fabricação de genéricos.
"O que os Estados Unidos e o Canadá fizeram agora, sem que ninguém criticasse, o Brasil fez antes, sob fortes críticas dos Estados Unidos e do Canadá", disse Serra, aludindo à pressão do seu ministério para que fossem reduzidos os preços de medicamentos que compõem o coquetel anti-Aids.

3 - Os países em desenvolvimento estão sendo intransigentes na negociação do capítulo Trips-saúde pública.
"Também é falso", afirmou Serra. E acrescentou: "Continuo disposto a examinar propostas alternativas".

No meio do caminho
O ministro está se referindo ao fato de que a União Européia está tentando elaborar proposta que seja capaz de combinar dois elementos, conforme explicou Pascal Lamy, o comissário (uma espécie de ministro) europeu para o Comércio.

"A União Européia está no meio do caminho (entre Brasil e Estados Unidos). Reconhece que não é preciso renegociar o acordo de Trips (no que concorda com os norte-americanos). Mas reconhece igualmente que é preciso esclarecer a margem de flexibilidade para a adoção de políticas de saúde", diz Lamy.

Mais: "Os países em desenvolvimento têm, justificadamente, dúvidas e frustrações" a respeito da maneira como o acordo de Trips impede eventualmente o acesso a remédios a preços compatíveis com as suas economias.

Salão lotado
A delegação norte-americana, ao contrário, reiterou ontem que espera de Doha "uma declaração muito clara de que não há incompatibilidade entre as regras (do acordo de Trips) e a necessidade de responder às crises e emergências de saúde pública".

A guerra das patentes acabou por se transformar no ponto político mais sensível da 4ª Conferência Ministerial da OMC e, por extensão, no mais atraente para a mídia. Tanto que o salão em que a delegação brasileira deu sua entrevista coletiva estava lotado, embora já passasse de 20h (15h em Brasília).

Que o ambiente é de guerra, dá testemunho o fato de que a delegação brasileira reuniu-se ontem com a mexicana, a partir da informação de que caberá ao México presidir o grupo de trabalho que estudará o caso Trips.
"Não é um assunto para brilhar", avisaram os brasileiros, desconfiados de que os mexicanos, plenamente identificados com os Estados Unidos, poderiam usar a presidência do grupo para direcionar os trabalhos no sentido desejado por Washington.
Se isso de fato ocorrer, o Brasil prefere que não haja declaração sobre Trips.
"Se não houver declaração, Trips continua com duas interpretações, e nós achamos que a nossa é a correta", disse Sergio Amaral, ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior.

Negociação comercial é "pôquer" internacional

DO ENVIADO ESPECIAL A DOHA

Começou ontem o pôquer em que é toda grande negociação internacional, ainda mais agora que, sem o combate comunismo x capitalismo, as divergências se dão no território econômico.
Cada ator tratou de marcar posição, com toda a firmeza.

A União Européia, por exemplo, descartou aceitar o rascunho de declaração final, já pronto, no capítulo sobre agricultura.
O texto prega "redução dos subsídios à exportação, com vistas à eliminação progressiva". "A UE não pode aceitar a eliminação progressiva; é prejulgar o desenlace da negociação, e não estabelecer uma agenda para negociar", diz Franz Fischler, comissário da Agricultura da União Européia.

Não se trata, necessariamente, da última palavra dos europeus.
Pascal Lamy, que cuida de comércio, diz que a UE "deseja fazer um esforço extra, mas não pode fazê-lo sozinha". Tradução: a UE quer concessões em outras áreas (investimentos, comércio e meio ambiente, políticas de concorrência), para vender ao público interno alterações na política agrícola.

Os EUA também fizeram suas jogadas. Uma no capítulo Trips e saúde pública (ver texto acima). A outra, na agricultura: "Não há nada mais importante que a OMC possa fazer para aliviar a pobreza do que liberalizar a agricultura", disse um membro da delegação do país, sob compromisso de não-publicação do nome.

O Brasil entrou no jogo. Em entrevista coletiva, já à noite, o ministro Sergio Amaral (Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior) distribuiu aos jornalistas estrangeiros uma relação das barreiras que os países ricos impõem à exportação brasileira.

Um quadro que reforça o argumento de que, "onde o Brasil é competitivo, encontra barreiras".
Como os EUA, o Brasil cravou estacas na defesa da proposta que antepõe saúde pública ao acordo Trips, que protege as patentes.

O pôquer prossegue hoje. A partir de amanhã a necessidade de evitar um novo fracasso da OMC fará com que fique claro quem blefa, e em que área. (CR)

 

Descontos de remédios chegam a 35%
Fonte: O Globo - 10/11/2001

Ledice Araujo

Encurralados pela queda no movimento, pela concorrência cada vez mais acirrada e pela perda de margens de lucro com a venda dos genéricos, as farmácias estão negociando a redução de tabelas com as indústrias e distribuidoras para não perder mais clientes. A estratégia vem beneficiando o consumidor com descontos de até 35% em algumas redes. Um exemplo é o anti-hipertensivo Renitec, que está por R$ 16,79 na tabela, mas é encontrado, em oferta, a R$ 10,91 nas drogarias Max, no Rio.

A vitamina C, fixada em R$ 5,89, baixou 35,1% e está saindo por R$ 3,82 na rede Pacheco. No caso de produtos não incluídos na listagem oficial do comércio varejista, os descontos chegam a ser maiores. É o caso do adoçante dietético Zero-Cal, que está sendo oferecido a R$ 5,29 - 39% mais barato - na Drogasmil.

Genéricos entram na disputa pelos descontos

Até os genéricos, que custam 40% menos, em média, vêm seguindo a tendência. Na GenéricoFarma, em Ipanema, todo o estoque é comprado dos laboratórios com tabelas mais baixas. Agora, com a barganha da compra de volumes maiores, a casa passou a dar o desconto geral de 7,5%. A lista inclui o antiulceroso Ranitidina (genérico do Antak, de R$ 22,90), que baixou de R$ 10,46 para R$ 9,68.

No caso de acordos com planos de saúde e seguradoras, os descontos são maiores. Em parceria com a Bradesco Seguros, a GenéricoFarma oferece a Amoxicilina (antibacteriano) por R$ 7,75 - preço 12,5% abaixo do de tabela e 69% menor que o do remédio de referência, o Amoxil (R$ 25,45). O Dimeticona está saindo por R$ 3,26 (12,5% mais barato que o oficial) e 59% menor que o de marca, Luftal.
- Nossas vendas triplicaram desde dezembro. O consumidor já conhece e cobra o genérico.

Comprando mais volume, conseguimos descontos. Com as parcerias, a vantagem é ainda maior para o consumidor - explicou Ilan Gorin, dono da GenéricoFarma.

A Drogasmil fez também a parceria com a Bradesco Seguros, que garante a redução de 20% nos preços de cerca de mil medicamentos, entre alguns genéricos. É o caso do Adalat, que baixou de R$ 31,15 para R$ 21 na rede

Sindicato: mais de cem farmácias fecharam

A concorrência mais acirrada está levando também os varejistas a adiarem os reajustes aplicados pelas indústrias. As tabelas atuais, por exemplo, já estão com aumentos entre 2,86% e 3,72%, mas as farmácias só deverão cobrar os novos preços a partir de quinta-feira, quando chegarão os cadernos de novembro.

Segundo Felipe Terrezo, presidente do Sindicato do Comércio Varejista de Produtos Farmacêuticos, o quadro atual é de redução do lucro e de extinção das pequenas casas.
- Nos últimos meses, mais de cem farmácias no Rio já fecharam. Agora perdemos 1% de margem e a disputa voltou a se acirrar - reclamou.

Assustado com o gasto de R$ 60, o consumidor Israel José Gomes disse que há uma saída: reduzir a compra.
- O imposto e lucro deveriam cair para baixar os preços - sugeriu.

 

Serra: interesse do País nas patentes não é comercial
Fonte:Jornal do Commercio (RJ) -10/11/2001

A briga que opõe o Brasil e Estados Unidos na questão do Trips (relacionado à propriedade intelectual) dominou a primeira coletiva de imprensa realizada pelas autoridades brasileiras no Catar, durante a 4ªConferência Ministerial da Organização Mundial do Comércio (OMC).''Queremos apenas poder continuar com nossa bem-sucedida política de tratamento contra a Aids sem ser incomodados por painéis e questionamentos da OMC'', resumiu o ministro da Saúde José Serra, ao ser questionado sobre o que realmente pretende com o movimento em favor de uma declaração ministerial em separado sobre patentes.

Serra desmentiu as acusações de que o Brasil está interessado na questão das patentes farmacêuticas apenas para promover os medicamentos genéricos produzidos no País. Ele disse que o País jamais lançou uma licença compulsória, que permite a quebra das patentes, e garantiu que o Brasil nunca exportou qualquer comprimido sem patente no Brasil e com patente no Exterior. ''Nossa posicão nada tem a ver com interesses comerciais ou industriais. Só queremos saber de saúde'', disse.

O Brasil lidera, com a Índia, um movimento de 50 países em favor da elaboração de uma Declaração Ministerial em separado, a ser assinada na reunião da OMC que acontece no Catar, que seria uma espécie de provisão que permitisse a quebra de patentes farmacêuticas em caso de emergencias na área de saúde.

Questionamento. O Trips, na verdade, admite esse tipo de situação, mas o Brasil ja foi questionado na OMC, pelos Estados Unidos, por ter ameaçado quebrar a patente de uma droga do coquetel anti-Aids. ''Exatamente como Estados Unidos e o Canadá fizeram há algumas semanas, quando ameaçaram quebrar a patente do Cypro, da Bayer, antibiótico contra o Antraz. O Brasil também quer ter esse direito sem ser questionado na OMC'', ressaltou o ministro José Serra.
O Brasil defende que a quebra de patentes farmacêuticas não seja questionada na OMC em casos de emergência nacional.

Argumento. Já os Estados Unidos argumentam que a definição de emergência nacional pode variar entre os países, deixando abertas as portas da quebra de patentes em inúmeras situações e que essa política vai minar o interesse dos laboratórios em desenvolver novas drogas. Compartilham da posição dos Estados Unidos sobretudo os suiços e os australianos.
Serra qualificou também como falsas as afirmações de que o Brasil quer destruir o Trips. Ele informou que o Brasil é favorável ao acordo e que tem sua própria lei de patentes que quer ver respeitada. Mas ressaltou que o Brasil quer, sim, a redução nos preços de alguns medicamentos essenciais para a saúde pública, mas monopolizados por grandes laboratórios.

O ministro da Saúde afirmou que os países em desenvolvimento não são intransigentes na questão e que estão abertos a negociações para chegar a um consenso entre a posição das nações emergentes e a dos países desenvolvidos, liderados por Brasil. Um dos pontos mais difíceis da declaração, que Serra admitiu estar disposto a negociar, é a interpretação do que deve ser considerado saúde publica.

 

Remédio sofre reajuste de até 3,72%
Fonte:Diário de Pernambuco (PE) - 10/11/2001


Farmácias repassam na próxima semana aumento concedido à indústria pelo Ministério da Saúde

RIO - Após nove meses de congelamento, os remédios subiram desde ontem entre 2,86% e 3,72% para o consumidor. As farmácias, entretanto, só deverão cobrar os novos preços a partir do dia 14, quando receberão os cadernos da ABCFarma. Os índices são mais baixos que os 4%, em média, concedidos para as indústrias. Mas os fabricantes já pleiteiam nova alta de 7% a 12% para janeiro, quando os preços serão congelados até dezembro. O aumento para a indústria foi autorizado no final do mês passado pela Câmara de Medicamentos do Ministério da

Saúde. O reajuste nos preços atinge em cheio a chamada lista positiva. São 1.200 produtos responsáveis por 60% das vendas de medicamentos no País.
Como compensação, e para enfrentar a concorrência dos genéricos a preços, em média 40% mais baratos, os laboratórios planejam baixar os preços de um grupo de remédios de uso contínuo da Relação Nacional de Medicamentos (Rename). O plano de redução foi confirmado pelo presidente da Associação Brasileira da Indústria Farmacêutica (Abifarma), Ciro Mortella, que voltou a defender o fim do controle para evitar a perpetuação de distorções no mercado.
"Estamos estudando a baixa de medicamentos essenciais, apesar do congelamento. Na lista para este mês já apresentamos reduções, algumas é claro por causa da maior competitividade dos genéricos, que têm potencial para crescer no País e até para exportação", admitiu hoje Mortella.

Atualmente, os genéricos representam 3,5% do mercado de remédios no Brasil. E, pelas previsões da Associação Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), essa participação pode subir para 20% em 2002. Segundo Vera Valente, gerente-geral de Medicamentos Genéricos da Anvisa, esse crescimento pode ocorrer se for mantido o aumento mensal de 12% de produtos no mercado.

Os consumidores já contam com 411 genéricos registrados, que abrangem 1.321 apresentações. A Anvisa analisa 172 pedidos de laboratórios para aprovação de genéricos. O próximo poderá ser para o tratamento de osteoporose.
Apesar da vantagem nos preços dos remédios genéricos, o consumidor deve ficar atento. Pesquisa feita, essa semana, pelo Conselho Regional de Farmácia do Distrito Federal (CRF-DF) comprova que os medicamentos genéricos estão mais caros do que os remédios similares em até 81,39%. São 39 produtos genéricos comercializados nas farmácias, que deveriam ser 40% mais barato do que os produtos de marca. A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), órgão do Ministério da Saúde que fiscaliza a venda de medicamentos, rebate a informação alegando que a pesquisa está distorcida porque os genéricos só podem ser comparados aos produtos de referência ou inovador.

 

 
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