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Genéricos na Imprensa
Notícias
Cofre
aberto
Fonte: O Globo - 12/06/2001
Ricardo Boechat
O BNDES aprovou ontem a primeira operação de financiamento
no âmbito do Programa de Apoio à Produção
e Registro de Medicamentos Genéricos lançado dia 30.
Soma R$ 18,8 milhões e é destinada à Medley
Indústria Farmacêutica, de São Paulo.
A empresa irá colocar no mercado 60 genéricos.
Tarja preta complica
troca por genérico
Fonte:
Gazeta Mercantil - 12/06/2001
Christiane
Bueno Malta de São Paulo
A
maioria das farmácias não está conseguindo
oferecer genéricos em substituição a remédios
controlados (os que têm embalagem com tarja preta), por causa
de dificuldades na identificação do medicamento.
Para resolver o problema, o Grupo Pró-Genéricos, que
reúne 22 laboratórios fabricantes de genéricos,
sugeriu à Agência Nacional de Vigilância Sanitária
(Anvisa) que oriente as farmácias a registrar, em seus investários,
os remédios de tarja preta pelo nome do princípio
ativo e não pelo nome referência.
'Desse modo, os farmacêuticos não teriam dúvidas
em trocar o medicamento de referência prescrito por um genérico,
mesmo sendo tarja preta', diz a executiva de relações
institucionais do laboratório Biosintética, Maria
Cláudia Vilaboim Pontes. Ela informa que, segundo pesquisa
encomendada pela entidade, nas principais capitais do Brasil, 99%
das redes de farmácias não fazem a troca, quando a
receita deve ser retida. O Biosintética tem 12 genéricos
no mercado e a maior linha de genéricos para hipertensão
e produtos para sistema nervoso central (medicamentos de tarja preta).
A proposta da Pro-Genéricos está sendo examinada pela
Anvisa, informa a assessoria da agência, lembrando ser clara
a legislação do setor: o farmacêutico somente
não poderá fazer a troca quando o médico mencionar
isso expressamente, no formulário da receita.
O presidente da Associação Brasileira das Redes de
Farmácias (Abrafarma), Sérgio Mena Barreto, diz que
não adiantaria mudar os inventários porque a própria
vigilância sanitária estadual tem orientado diferentemente
os farmacêuticos. Segundo ele, 'representantes da vigilância
estadual frisam que a venda tem de atender rigorosamente a prescrição
médica. O farmacêutico, que já tem um cuidado
extremo em relação às drogas de tarja preta,
acaba por descartar de vez a troca desses pelo genérico'.
Diz também que a entidade tem alertado as 1,4 mil redes de
farmácias associadas sobre as determinações
legais referentes ao comércio de genéricos. 'Mas são
54 mil farmácias no Brasil, por isso comunicamos o fato à
Anvisa', informa. O ideal, continua Barreto, 'seria o médico
escrever na receita, além do nome referência, o nome
do princípio ativo, para não haver nenhuma dúvida
no varejo'.
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