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Genéricos na Imprensa
Notícias
Laboratórios são
punidos
Fonte: O
Globo - 12/09/2001
Martha Beck
BRASÍLIA Um dia depois de prorrogar por mais um ano o congelamento
dos preços de medicamentos no país, o governo multou
ontem dois laboratórios e abriu processos administrativos
contra outros dois por irregularidades nos preços de seus
remédios.
Os laboratórios Cimed e Dansk-Flama foram multados em R$
310 mil e R$ 40 mil, respectivamente, por terem atrasado a entrega
de suas listas de preços à Câmara de Medicamentos
(Camed).
O AstraZeneca será investigado por vender produtos acima
do valor máximo permitido e o DM por enviar à Camed
e às revistas de preços das farmácias informações
desencontradas sobre produtos como os analgésicos Melhoral
e Doril.
Quando congelou os preços no fim do ano passado, o governo
criou a Camed para fiscalizar os laboratórios e analisar
reajustes extraordinários de produtos com preços excessivamente
defasados. Desde então, as empresas precisam entregar à
Camed cópias de suas listas de preços. Ao analisar
essas listas, o governo constatou que o AstraZeneca passou a vender
em janeiro o medicamento para asma Accolate com nova apresentação,
com preço reajustado sem autorização da Câmara.
O AstraZeneca vendia o produto de 20mg por R$ 49,58 (caixa com 28
comprimidos) e R$ 94,23 (caixa com 56 comprimidos). Com a nova apresentação
de 10mg, a caixa de 28 comprimidos passou a R$ 36,88 e a com 56
comprimidos, a R$ 70,04. Mas pelo critério de proporção
estabelecido pelo governo, os novos preços deveriam ser R$
24,79 (caixa com 28 comprimidos) e R$ 47,11 (com 56 comprimidos).
O Cimed informou que ainda não foi notificado pelo governo
sobre a multa. Não foram encontrados representantes dos demais
laboratórios para comentar as decisões da Camed.
Anvisa: concorrência não coíbe aumentos abusivos
A intenção do governo de manter a intervenção
no setor farmacêutico é explicada num estudo da Agência
Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), que faz
parte da Camed. A Anvisa, no trabalho denominado "Regulação
econômica do mercado farmacêutico", defende o controle
dos preços de remédios.
No estudo, o governo afirma que mercados de produtos essenciais,
como medicamentos, necessitam de algum controle. Antes do congelamento,
foram arquivados todos os processos administrativos abertos no Conselho
Administrativo de Defesa Econômica (Cade) para punir laboratórios
pela cobrança de preços abusivos. O documento diz
que há consenso de que a defesa da concorrência não
é instrumento eficaz para combater aumentos abusivos. E afirma,
ainda, que o lançamento de medicamentos genéricos
é capaz de reduzir falhas no mercado a longo prazo, mas não
é suficiente para suprimi-las.
Já o Conselho Regional de Farmácia do Distrito Federal
(CRF-DF) divulgou, ontem, lista com 23 medicamentos que teriam tido
seus preços aumentados entre 4,9% e 11,96% na virada de agosto
para setembro. Esses produtos, como o laxante Agiolax, são
fabricados por quatro laboratórios: BYK, Cimed, Fármaco
e Melpoejo. Segundo o CRF, o preço do Agiolax (BYK) passou
de R$ 42,04 em agosto para R$ 44,10. O governo não se pronunciou
sobre o levantamento da entidade.
Preço
de remédio aumenta até 11,96%
Fonte:Jornal
de Brasília - 12/09/2001
Fabricantes de 23 medicamentos aumentaram seus preços em
setembro, em relação aos valores praticados mês
passado. O reajuste foi confirmado na pesquisa mensal realizada
pelo Instituto Brasileiro de Defesa dos Usuários de Medicamentos
(Idum) e Conselho de Farmácia do Distrito Federal (CRF-DF).
O levantamento é feito tomando-se por base os dados publicados
pela Revista ABCFarma, instrumento oficial da indústria farmacêutica,
distribuída a todas as drogarias do País para consulta
sistemática. Os 23 itens, de quatro laboratórios diferentes,
tiveram seus preços aumentados de 4,90% a 11,96%.
Da lista dos que estão mais caros constam o laxante Agiolax,
do Laboratório BYK, e o antiemético Metoclopramida,
do Laboratório Fármaco. Entre os genéricos,
detectou-se reajuste de preços em duas das apresentações
do Cloridrato de Metoclopramida, também do Fármaco.
A apresentação de 250 gramas do Agiolax teve um reajuste
de 4,90%, passando de R$ 42,04, em agosto, para R$ 44,10, este mês.
O frasco de dez mililitros do Metoclopramida, que custava R$ 1,84,
é comprado agora por R$ 2,06 nos balcões das drogarias,
um aumento de 11,96%. O frasco do ansiolítico e tranqüilizante
Laitan, de 100 miligramas e 20 cápsulas, subiu de R$ 20,48
para R$ 21,91, reajuste de 6,98%.
Entre as drogas com preços reajustados estão os vasodilatadores,
como o Tebonin. E todas as apresentações são
do Laboratório BYK. Nesse caso, o aumento ficou entre 4,99%
e 5,03%.
O índice de reajustes praticados foi considerado abusivo
e sem motivação por Antonio Barbosa, presidente do
CRF-DF. "É importante divulgar esses aumentos",
diz ele, que encaminha hoje à tarde, ao Ministério
Público Federal (MPF), um pedido de investigação
do reajuste.
Barbosa disse esperar que a Câmara Interministerial de Medicamentos
tome providências "contra os abusos". Felizmente,
outros 26 remédios, fabricados por nove laboratórios,
tiveram seus preços reduzidos, este mês.
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