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O ministro da Saúde, José Serra, que abriu uma crise
no PSDB ao recusar-se a participar do próximo programa televisivo
do partido como pré-candidato à Presidência,
é o membro do governo que mais aparece em rede nacional obrigatória. Segundo levantamento das entidades de radiodifusão, José
Serra apareceu 12 vezes em transmissão obrigatória
na televisão, oito das quais em rede nacional. As aparições
lhe garantiram 32 minutos de exposição no rádio
e na TV - 22 minutos em rede nacional e 10 minutos em rede regional. O tempo em rede nacional é o dobro do usado pelo presidente
Fernando Henrique Cardoso, que apareceu por 11 minutos ao longo
do ano: duas vezes em setembro (dias 2 e 21) e em 8 de outubro. As aparições de Serra se tornaram mais freqüentes
a partir da segunda quinzena de agosto. De lá para cá
foram cinco pronunciamentos em rede nacional e quatro em redes regionais,
no total de 23min30s. Só em outubro foram cinco entradas, em um espaço
de 13 dias, para divulgar assuntos do seu ministério que
têm impacto popular, como remédios genéricos
e campanhas de vacinação. O ministro da Educação, Paulo Renato, outro pré-candidato
do PSDB à Presidência, também tem tido seu quinhão,
mas em escala bem menor. Ele aparece em segundo lugar entre os membros
do governo que mais fizeram pronunciamentos no rádio e na
TV. O tempo de exposição de Paulo Renato, segundo o levantamento
das entidades de radiodifusão, foi de 15 minutos, distribuídos
em cinco aparições, três com cobertura nacional
e duas de âmbito regional, de 3 minutos cada uma. Quadro delas
foram no segundo semestre. O terceiro pré-candidato tucano, o governador do Ceará, Tasso Jereissati, não tem a mesma prerrogativa, por não possuir cargo público federal. Ele, no entanto, a exemplo de políticos como o senador José Sarney (PMDB-AP) e o governador de Sergipe Albano Franco (PSDB), tem um pé na radiodifusão: é acionista da TV Jangadeiro, que cobre o Ceará. FH
nega interesse em exportar genéricos Toni Marques NOVA YORK. O presidente Fernando Henrique Cardoso negou
ontem que o Brasil tenha interesse comercial na produção
de genéricos para a Aids, com vistas à exportação.
Em entrevista coletiva antes do jantar que ofereceu a chefes de
Estado e de governo latino-americanos no sábado, em Nova
York, o presidente rebateu acusações atribuídas
a representantes americanos nas negociações comerciais
na Organização Mundial do Comércio (OMC), segundo
reportagens publicadas pelo jornal "The New York Times"
no fim de semana. Os representantes, segundo o jornal, "argumentam que Índia
e Brasil estão usando a questão para fins mercantilistas:
ambos os países têm grandes indústrias de medicamentos
genéricos, que querem exportar mais remédios";
"dois países que funcionários do comércio
americano dizem ter uma razão comercial, em lugar de moral,
para quererem enfraquecer proteções de patentes". - Não sei o que ele (Robert Zoellick) quer dizer com isso,
interesse comercial. Nosso objetivo é comprar mais barato
para poder atender mais gente. Mas não temos interesse nenhum
em fazer lucro com isso. Porque dentro do Trips (Acordo de Propriedade
Intelectual da OMC) mostramos que era possível, até
mesmo compulsoriamente, levar a quebrar a patente. É uma
questão de vidas humanas e de como se vai conciliar isso
com o direito à invenção, à patente. Fernando Henrique falou sobre a conversa que teve com o presidente
do México, Vicente Fox, afirmando que ambos são favoráveis
à retomada das negociações de preferências
tarifárias. Disse que, em virtude de o prazo ter se encerrado
em junho deste ano, ainda não se sabe qual será o
mecanismo de retomada. Fernando Henrique disse ainda acreditar que a queda do dólar
mostrou que o câmbio flutuante funcionou bem. Mas não
fez prognóstico sobre o fim do ano:
Novartis
entra para valer nos genéricos São Paulo. O laboratório suíço
Novartis, um dos maiores do mundo, acaba de entrar no mercado brasileiro
de genéricos com sete produtos: seis antibióticos
e um antialérgico. A empresa fará mais 13 lançamentos
nos próximos meses. O faturamento da Novartis no Brasil foi afetado pela política
dos genéricos. O laboratório detém duas das
marcas mais vendidas no Brasil na última década: Cataflam
e Voltaren, que têm perdido participação no
mercado. A empresa pretende entrar no campo do adversário, como fez em outros países, lançando princípios ativos de remédios de uso contínuo. A Novartis é dona da Geneve, quinta maior fabricante de genéricos do mundo. O mercado brasileiro de genéricos cresce 12% ao mês, em volume. Sete genéricos da Novartis na praça São Paulo. O laboratório suíço
Novartis acaba de entrar no mercado brasileiro de medicamentos genéricos
com sete novos produtos, seis antibióticos e um antialérgico.
A empresa, com boa posição na Europa no negócio
de remédios sem marca e patente, espera fazer mais 13 lançamentos
nos próximos meses, assim que obtiver a aprovação
da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa)
para outros medicamentos. A Novartis, segundo maior laboratório do Brasil, foi especialmente
afetada, em seu faturamento, pela política dos genéricos.
A empresa, com participação de 6,5% no mercado nacional
em 2000 e receita superior a US$ 300 milhões, detém
duas das marcas mais vendidas no País na última década:
Cataflam e Voltaren. Desde meados do ano passado, os dois antiinflamatórios,
com patente expirada, têm perdido participação
para concorrentes genéricos. A Novartis, agora, pretende
estancar essas perdas entrando no campo do adversário. O
laboratório fez isso em outros países. A Novartis
é dona da Geneve, quinto maior fabricante de genéricos
do mundo, e controla outras cinco empresas de medicamentos sem marca. O objetivo do laboratório é lançar no Brasil
princípios ativos que não concorram com seus próprios
medicamentos de marca. Seus principais alvos são produtos
de uso crônico, por causa do consumo contínuo e das
boas perspectivas de obtenção de receita. Pacientes
com doenças crônicas comprometem boa parte de seu orçamento
com remédios e, por questões de preço, estão
normalmente mais dispostos a substituir remédios de marca
por genéricos com o mesmo princípio ativo. A vantagem
de preço costuma anular qualquer relação de
fidelidade. A decisão da Novartis, um laboratório de pesquisa,
indica que o mercado brasileiro de genéricos já não
pode ser ignorado, apesar das reduzidas margens de lucro do negócio.
Outras multinacionais com investimento em pesquisa, como a Abbott
e a Knoll, seguiram trilha semelhante. A Novartis criou uma divisão
específica no País para cuidar dos medicamentos sem
marca e prepara sua fábrica de Taboão da Serra (SP)
para a produção de uma parte de sua linha de genéricos
a partir de 2002. Por enquanto, os produtos são importados.
Os antibióticos vêm da Áustria, da fábrica
da Biochemie, controlada pela Novartis. O mercado de genéricos apresenta tendência de crescimento.
É uma tendência consistente. O volume de vendas, segundo
a Anvisa, aumenta, em média, 12% ao mês. A participação
de mercado de remédios sem marca, mas devidamente testados
e aprovados pelo governo, subiu de 0,3%, em maio do ano passado,
para 3,5% em setembro de 2001. Em faturamento, essa participação
gira em torno de 2,5%. A receita com genéricos, ao fim deste
ano, vai alcançar cifras próximas de US$ 100 milhões.
No ritmo atual de crescimento, a fatia de mercado dos genéricos
no varejo, daqui doze meses, deverá beirar os 10%. Anti-hipertensivos e antibióticos são as classes
terapêuticas com maiores taxas de crescimento no mercado de
genéricos. Entre os cinco princípios ativos mais vendidos
no País em setembro, dois são antibióticos
(amoxicilina e cefalexina), dois são antihipertensivos (captropril
e atenolol) e um é antiulceroso (cloridrato de ranitidina).
As vendas de genéricos da amoxicilina totalizaram 477 mil
unidades em setembro, de acordo com a Anvisa. No mesmo mês,
o volume comercializado de Amoxil, produto de referência da
amoxicilina fabricado pela GlaxoSmithKline , foi de 106 mil unidades. No caso dos genéricos da cefalexina, o total de vendas em
setembro foi de 200 mil unidades, um volume 20% maior do que o registrado
pela Eli Lillycom o Keflex, produto de referência. A Novartis entrou com pedido de registro para 20 medicamentos no
início do ano. O segmento dos antihipertensivos, no qual
a empresa tem grande interesse comercial, também está
contemplado. A Anvisa registrou, até outubro, 411 medicamentos genéricos. Outros 193 produtos, com testes de bioequivalência já realizados, estão em processo de aprovação. Em maio deste ano, a agência havia registrado 261 remédios, dos quais 189 eram destinados para a venda no varejo e 72 eram de uso hospitalar.
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