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Genéricos na Imprensa
Notícias

 

12/11
Serra supera FHC em tempo na TV
12/11
FH nega interesse em exportar genéricos
12/11
Novartis entra para valer nos genéricos


Serra supera FHC em tempo na TV
Fonte:Jornal de Brasília - 12/11/2001


Ministro da saúde apareceu, este ano, duas vezes mais que o presidente nas transmissões obrigatórias.

O ministro da Saúde, José Serra, que abriu uma crise no PSDB ao recusar-se a participar do próximo programa televisivo do partido como pré-candidato à Presidência, é o membro do governo que mais aparece em rede nacional obrigatória.

Segundo levantamento das entidades de radiodifusão, José Serra apareceu 12 vezes em transmissão obrigatória na televisão, oito das quais em rede nacional. As aparições lhe garantiram 32 minutos de exposição no rádio e na TV - 22 minutos em rede nacional e 10 minutos em rede regional.

O tempo em rede nacional é o dobro do usado pelo presidente Fernando Henrique Cardoso, que apareceu por 11 minutos ao longo do ano: duas vezes em setembro (dias 2 e 21) e em 8 de outubro.

As aparições de Serra se tornaram mais freqüentes a partir da segunda quinzena de agosto. De lá para cá foram cinco pronunciamentos em rede nacional e quatro em redes regionais, no total de 23min30s.

Só em outubro foram cinco entradas, em um espaço de 13 dias, para divulgar assuntos do seu ministério que têm impacto popular, como remédios genéricos e campanhas de vacinação.
Sua última aparição, de 2 minutos, foi há uma semana, para convocar a população de mais de 40 anos a participar da campanha de prevenção à hipertensão arterial. Serra tinha marcado um novo pronunciamento para ontem, de 1 minuto e 20 segundos, com transmissão para 13 estados, para conclamar as mulheres a se vacinarem contra a rubéola. Mas cancelou o pedido em razão de viagem para o Catar.

O ministro da Educação, Paulo Renato, outro pré-candidato do PSDB à Presidência, também tem tido seu quinhão, mas em escala bem menor. Ele aparece em segundo lugar entre os membros do governo que mais fizeram pronunciamentos no rádio e na TV.

O tempo de exposição de Paulo Renato, segundo o levantamento das entidades de radiodifusão, foi de 15 minutos, distribuídos em cinco aparições, três com cobertura nacional e duas de âmbito regional, de 3 minutos cada uma. Quadro delas foram no segundo semestre.

O terceiro pré-candidato tucano, o governador do Ceará, Tasso Jereissati, não tem a mesma prerrogativa, por não possuir cargo público federal. Ele, no entanto, a exemplo de políticos como o senador José Sarney (PMDB-AP) e o governador de Sergipe Albano Franco (PSDB), tem um pé na radiodifusão: é acionista da TV Jangadeiro, que cobre o Ceará.

FH nega interesse em exportar genéricos
Fonte:O Globo - 12/11/2001

Toni Marques
Correspondente

NOVA YORK. O presidente Fernando Henrique Cardoso negou ontem que o Brasil tenha interesse comercial na produção de genéricos para a Aids, com vistas à exportação. Em entrevista coletiva antes do jantar que ofereceu a chefes de Estado e de governo latino-americanos no sábado, em Nova York, o presidente rebateu acusações atribuídas a representantes americanos nas negociações comerciais na Organização Mundial do Comércio (OMC), segundo reportagens publicadas pelo jornal "The New York Times" no fim de semana.

Os representantes, segundo o jornal, "argumentam que Índia e Brasil estão usando a questão para fins mercantilistas: ambos os países têm grandes indústrias de medicamentos genéricos, que querem exportar mais remédios"; "dois países que funcionários do comércio americano dizem ter uma razão comercial, em lugar de moral, para quererem enfraquecer proteções de patentes".

- Não sei o que ele (Robert Zoellick) quer dizer com isso, interesse comercial. Nosso objetivo é comprar mais barato para poder atender mais gente. Mas não temos interesse nenhum em fazer lucro com isso. Porque dentro do Trips (Acordo de Propriedade Intelectual da OMC) mostramos que era possível, até mesmo compulsoriamente, levar a quebrar a patente. É uma questão de vidas humanas e de como se vai conciliar isso com o direito à invenção, à patente.

Fernando Henrique falou sobre a conversa que teve com o presidente do México, Vicente Fox, afirmando que ambos são favoráveis à retomada das negociações de preferências tarifárias. Disse que, em virtude de o prazo ter se encerrado em junho deste ano, ainda não se sabe qual será o mecanismo de retomada.
- É do interesse do Brasil e também do México avançar mais nesses acordos. O México hoje é muito importante para nós, mesmo em comparação com nossos parceiros mais fortes, como Argentina.

Fernando Henrique disse ainda acreditar que a queda do dólar mostrou que o câmbio flutuante funcionou bem. Mas não fez prognóstico sobre o fim do ano:
- Ele é flutuante, então não posso fazer especulação, vai subir, vai baixar. Depende de muitos fatores.

 

Novartis entra para valer nos genéricos
Fonte:Gazeta Mercantil - 12/11/2001

São Paulo. O laboratório suíço Novartis, um dos maiores do mundo, acaba de entrar no mercado brasileiro de genéricos com sete produtos: seis antibióticos e um antialérgico. A empresa fará mais 13 lançamentos nos próximos meses.

O faturamento da Novartis no Brasil foi afetado pela política dos genéricos. O laboratório detém duas das marcas mais vendidas no Brasil na última década: Cataflam e Voltaren, que têm perdido participação no mercado.

A empresa pretende entrar no campo do adversário, como fez em outros países, lançando princípios ativos de remédios de uso contínuo. A Novartis é dona da Geneve, quinta maior fabricante de genéricos do mundo. O mercado brasileiro de genéricos cresce 12% ao mês, em volume.

Sete genéricos da Novartis na praça

São Paulo. O laboratório suíço Novartis acaba de entrar no mercado brasileiro de medicamentos genéricos com sete novos produtos, seis antibióticos e um antialérgico. A empresa, com boa posição na Europa no negócio de remédios sem marca e patente, espera fazer mais 13 lançamentos nos próximos meses, assim que obtiver a aprovação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para outros medicamentos.

A Novartis, segundo maior laboratório do Brasil, foi especialmente afetada, em seu faturamento, pela política dos genéricos. A empresa, com participação de 6,5% no mercado nacional em 2000 e receita superior a US$ 300 milhões, detém duas das marcas mais vendidas no País na última década: Cataflam e Voltaren. Desde meados do ano passado, os dois antiinflamatórios, com patente expirada, têm perdido participação para concorrentes genéricos. A Novartis, agora, pretende estancar essas perdas entrando no campo do adversário. O laboratório fez isso em outros países. A Novartis é dona da Geneve, quinto maior fabricante de genéricos do mundo, e controla outras cinco empresas de medicamentos sem marca.

O objetivo do laboratório é lançar no Brasil princípios ativos que não concorram com seus próprios medicamentos de marca. Seus principais alvos são produtos de uso crônico, por causa do consumo contínuo e das boas perspectivas de obtenção de receita. Pacientes com doenças crônicas comprometem boa parte de seu orçamento com remédios e, por questões de preço, estão normalmente mais dispostos a substituir remédios de marca por genéricos com o mesmo princípio ativo. A vantagem de preço costuma anular qualquer relação de fidelidade.

A decisão da Novartis, um laboratório de pesquisa, indica que o mercado brasileiro de genéricos já não pode ser ignorado, apesar das reduzidas margens de lucro do negócio. Outras multinacionais com investimento em pesquisa, como a Abbott e a Knoll, seguiram trilha semelhante. A Novartis criou uma divisão específica no País para cuidar dos medicamentos sem marca e prepara sua fábrica de Taboão da Serra (SP) para a produção de uma parte de sua linha de genéricos a partir de 2002. Por enquanto, os produtos são importados. Os antibióticos vêm da Áustria, da fábrica da Biochemie, controlada pela Novartis.

O mercado de genéricos apresenta tendência de crescimento. É uma tendência consistente. O volume de vendas, segundo a Anvisa, aumenta, em média, 12% ao mês. A participação de mercado de remédios sem marca, mas devidamente testados e aprovados pelo governo, subiu de 0,3%, em maio do ano passado, para 3,5% em setembro de 2001. Em faturamento, essa participação gira em torno de 2,5%. A receita com genéricos, ao fim deste ano, vai alcançar cifras próximas de US$ 100 milhões. No ritmo atual de crescimento, a fatia de mercado dos genéricos no varejo, daqui doze meses, deverá beirar os 10%.

Anti-hipertensivos e antibióticos são as classes terapêuticas com maiores taxas de crescimento no mercado de genéricos. Entre os cinco princípios ativos mais vendidos no País em setembro, dois são antibióticos (amoxicilina e cefalexina), dois são antihipertensivos (captropril e atenolol) e um é antiulceroso (cloridrato de ranitidina). As vendas de genéricos da amoxicilina totalizaram 477 mil unidades em setembro, de acordo com a Anvisa. No mesmo mês, o volume comercializado de Amoxil, produto de referência da amoxicilina fabricado pela GlaxoSmithKline , foi de 106 mil unidades.

No caso dos genéricos da cefalexina, o total de vendas em setembro foi de 200 mil unidades, um volume 20% maior do que o registrado pela Eli Lillycom o Keflex, produto de referência.
A cefalexina entra na lista de antibióticos lançados pela Novartis neste mês. O fato dos primeiros lançamentos do laboratório no mercado de genéricos serem antibióticos está relacionado apenas com o ritmo dos processos burocráticos da Anvisa.

A Novartis entrou com pedido de registro para 20 medicamentos no início do ano. O segmento dos antihipertensivos, no qual a empresa tem grande interesse comercial, também está contemplado.

A Anvisa registrou, até outubro, 411 medicamentos genéricos. Outros 193 produtos, com testes de bioequivalência já realizados, estão em processo de aprovação. Em maio deste ano, a agência havia registrado 261 remédios, dos quais 189 eram destinados para a venda no varejo e 72 eram de uso hospitalar.

 

 
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