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Genéricos na Imprensa Notícias
Fraco
desempenho de tucanos nas pesquisas deixa Tasso pessimista Diana Fernandese Cristiane Jungblut BRASÍLIA. Um dos pré-candidatos do PSDB à
Presidência da República, o governador do Ceará,
Tasso Jereissati, e seus aliados tucanos estão pessimistas
com o desempenho do partido rumo à sucessão. Ao presidente
do PSDB, José Aníbal, na noite de anteontem, Tasso
manifestou sua preocupação com a dificuldade que ele
e o ministro da Saúde, José Serra, têm tido
para decolar nas pesquisas eleitorais. - O nosso problema é que ninguém do PSDB se firma.
É isso que temos que discutir no partido, é esse o
nosso grande problema - disse Tasso. Para o governador, a dificuldade não é saber se o
candidato será ele ou Serra. Os dois, pelas pesquisas divulgadas
nos últimos meses, permanecem com os mesmos índices
de intenção de votos. Serra, na frente, varia entre
5% e 8% e Tasso, entre 3% e 5%. Com o discurso de que os partidos
aliados não podem ignorar o crescimento da candidatura da
pefelista Roseana Sarney, o governador cearense argumenta que o
candidato tucano só vai se firmar se for o preferido do eleitor
nas pesquisas. Arthur Virgílio: "Eleição não
é concurso de títulos" O secretário-geral da Presidência, Arthur Virgílio,
também disse acreditar que os tucanos precisam crescer nas
pesquisas se quiserem liderar uma aliança nas eleições
presidenciais. Mas se os tucanos apostam no potencial do partido, os aliados trabalham
para deixar as portas abertas ao lançamento de candidaturas
próprias. Os presidentes do PMDB, deputado Michel Temer (SP),
e do PFL, senador Jorge Bornhausen (SC), defenderam, após
almoço na quarta-feira, em Brasília, uma aliança
apenas no segundo turno. A tendência pela candidatura própria
é mais forte hoje no PFL, devido ao desempenho de Roseana. - O PFL está sempre disposto a conversar, mas não
dá para imaginar a hipótese de Roseana abrir mão
da candidatura em favor de um tucano - disse o diretor-executivo
do partido, Saulo Queiroz. O PSDB continua defendendo a aliança ainda no primeiro turno,
mas trabalha para que o candidato tucano seja o de consenso para
encabeçar a chapa. - O PSDB espera que o candidato de consenso seja do PSDB e do presidente
Fernando Henrique, que terá uma densidade grande - disse
Aníbal. No PMDB, com a queda nas pesquisas do governador Itamar Franco,
a candidatura própria perdeu um pouco de força. - Somos pela candidatura própria, mas uma candidatura não
se inventa, ela tem que cair no gosto popular - disse o líder
do PMDB na Câmara, Geddel Vieira Lima (BA).
A ofensiva
de Serra nos populares Germano Oliveira SÃO PAULO. Pré-candidato do PSDB à
sucessão do presidente Fernando Henrique, o ministro da Saúde,
José Serra, não tem perdido oportunidade de aparecer
nos programas mais populares da televisão. Anteontem à
noite, esteve no "Programa do Ratinho", do SBT, divulgando
projetos do ministério e, principalmente, falando da destinação
de R$ 1,2 milhão para a construção do Hospital
Fogo Selvagem, em Uberaba, Minas Gerais. A obra fez parte de uma
campanha apresentada na televisão pelo apresentador. Domingo
passado, Serra já tinha aparecido no programa "Domingo
Legal", de Gugu Liberato, falando sobre o trabalho do governo
na prevenção à Aids. Gugu não poupou
elogios ao ministro. Depois de apresentar uma reportagem sobre as crianças atingidas
pela doença do fogo selvagem, que provoca feridas no corpo,
e as dificuldades da mineira Aparecida da Conceição
para conseguir verbas para construir um hospital em Uberaba, Ratinho
disse que o ministro tinha se comprometido a ajudar a instituição
e que agora está cumprindo o que prometera. A reportagem
mostra Serra repassando o dinheiro para Aparecida da Conceição. O apresentador aproveitou a deixa e disse que convidara o ministro
para lhe agradecer pessoalmente pela ajuda: O apresentador elogiou o trabalho do ministro com os remédios
genéricos, dizendo que ele mesmo comprava medicamentos 50%
mais baratos. Também no "Domingo Legal", Serra usou o programa
popular para falar sobre a luta do governo na queda-de-braço
com os laboratórios que se recusam a baratear o custo dos
produtos usados no coquetel contra a Aids. - Enfrentamos os grandes laboratórios e reduzimos os custos
dos medicamentos para o combate à Aids em mais de 50%. Mas
não podemos cantar vitória. A Aids continua sendo
uma ameaça. Por isso, precisamos continuar nosso trabalho
- disse Serra. No fim do pronunciamento do ministro, Gugu Liberato, que reivindica
do governo um canal de TV, fez vários elogios a Serra, com
os aplausos da platéia. Sensus:
Roseana chega a 23,7% BRASÍLIA. A governadora do Maranhão, Roseana
Sarney (PFL), começa a ameaçar a liderança
de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), de acordo com a pesquisa
do Instituto Sensus patrocinada pela Confederação
Nacional dos Transportes (CNT), divulgada ontem. A pesquisa mostra
que a governadora está a menos de quatro pontos percentuais
do petista: Lula caiu de 31,8% em outubro para 27,1% em dezembro,
e Roseana passou, no mesmo período, de 19,1% para 23,7%. Pré-candidato do PSDB, o ministro da Saúde, José
Serra (PSDB), passou de 4,8% para 5,5%. A pesquisa foi realizada
entre os dias 6 e 11 de dezembro, com dois mil entrevistados em
todas as regiões do país. A margem de erro varia de
um a três pontos percentuais, para mais ou para menos. Pela primeira vez na série de pesquisas da CNT/Sensus, Lula
perde vantagem também na simulação feita para
o segundo turno: segundo o instituto, hoje ele seria derrotado por
Roseana, que ficaria com 42,7% dos votos contra 38,4% do petista. - Os números dessa pesquisa reafirmam que, se a base aliada
for unida em torno de um candidato de consenso, vencerá as
eleições - disse Roseana. Se a disputa no segundo turno fosse entre Lula e Serra, o petista
teria hoje 48,5% dos votos e o tucano, 27,8%, de acordo com o Sensus.
Nas simulações feitas pelo instituto, se as eleições
fossem hoje Lula só perderia em segundo turno para Roseana. - Parabéns para a Roseana, ela está sabendo aproveitar
bem sua exposição. Mas um dado significativo é
a simulação entre Lula e Serra no segundo turno. É
um bom indicador e mostra que o tucano cresce - disse o presidente
nacional do PSDB, José Aníbal. O presidente nacional do PFL, Jorge Bornhausen, comemorou o resultado
da pesquisa. Para o senador, os novos números só mostram
que a candidatura de Roseana é irreversível. Mesmo
assim, ele não descarta a possibilidade de um outro candidato
da base governista ser o cabeça de chapa em 2002. Segundo a pesquisa divulgada ontem, o governador de Minas Gerais, Itamar Franco (PMDB), passou de 8,2% para 9,1% e está em terceiro lugar. Em seguida aparece Ciro Gomes (PPS), que caiu de 12,8% em outubro para 8,8%. O governador do Estado do Rio, Anthony Garotinho (PSB), permaneceu estável, com 7,9% das intenções de voto. Enéas, do Prona, continua com 2,2%. |
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