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Genéricos na Imprensa
Notícias

 

15/09
Falso genérico' tem venda proibida
15/09 Mais dois genéricos obtêm registros
15/09 Mais dois genéricos lançados no mercado
15/09 30% dos candidatos a genérico são reprovados
15/09 Estoques estão atualizados com novos similares





Falso genérico' tem venda proibida
Fonte:
Diário de Cuiabá (MT) - 15/09/2001


Para evitar confusão, Vigilância Sanitária quer que remédios similares sejam vendidos com nome comercial

MARCIA OLIVEIRA

A partir de hoje as farmácias em todo país estão proibidas de comercializar medicamentos similares (aqueles que levam o nome do princípio ativo das substâncias, e são cópias dos primeiros lançados no mercado). A determinação é da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) que notificou os Estados através de portaria, em março deste ano, para que informassem distribuidores, fabricantes e farmácias sobre a nova regra.

Segundo informações da assessoria de imprensa da Anvisa, a medida foi tomada para evitar confusão na hora do consumidor adquirir medicamentos genéricos. A distinção feita pelo Ministério da Saúde para regulamentar o mercado com a vinda do genérico, em 1999, oficialmente dividiu os produtos em três categorias: o inovador (medicamento novo no mercado com nome comercial), o genérico (cópia fiel do produto inovador que leva o nome do princípio ativo, porém com preços mais acessíveis) e o similar (cópia do medicamento inovador que também leva nome do princípio ativo, mas que não faz testes para comprovar a mesma eficácia deste).

A Anvisa explica que a diversidade tem provocado confusão em decorrência da dificuldade do consumidor em acompanhar as informações sobre a diferença de uma categoria para outra e fazer a opção pelo medicamento que quer levar. "O mais comum é o consumidor procurar um genérico e levar um similar para casa sem saber o que está acontecendo. O produto tem o mesmo efeito, leva o nome do princípio ativo, porém, o tempo de absorvição, a concentração e a quantidade do desse princípio ativo podem ser diferentes. O que pode causar distorções em relação à prescrição médica", avaliou o Coordenador da Vigilância Sanitária em Mato Grosso, Euze Carvalho.

Além dessa medida, o Ministério da Saúde determinou que a partir de 5 de outubro todos os genéricos terão de apresentar nas embalagens uma tarja amarela com um "G" em azul escrito: "medicamento genérico".

Os similares não terão que sair do mercado, mas a partir de hoje para serem comercializados os fabricantes terão que registrá-los com nomes comerciais. Até ontem as pessoas podiam encontrar nas farmácias o produto genérico Dipirona, o similar Dipirona e o inovador que tem o nome de fantasia Novalgina, por exemplo, todos com efeitos iguais e valores diferentes. Mas, a partir de hoje o similar Dipirona terá que entrar no mercado também com um nome de fantasia. Com isso o governo federal espera facilitar para que o consumidor tenha opção consciente.
Fabricantes e farmácias que desrespeitarem a nova regra terão os produtos recolhidos para destruição e poderão ser multados em valores que partem de R$ 2 mil a R$ 1,5 milhão, de acordo com a lei número 6.437/77.

Euze Carvalho informou que ontem no fim da tarde a Vigilância Estadual recebeu lembrete sobre a proibição, mas que desde a emissão da portaria em maio, transmitiu a informação para os 13 escritórios regionais em Mato Grosso para estes fizessem o mesmo. Já a Vigilância Sanitária em Cuiabá seria independente e pode escolher sua forma de atuação.
A fiscalização estadual não terá alteração para checar se as farmácias estão cumprindo a determinação segundo Euze. "O trabalho de checagem será feito como rotineiramente fazemos para verificar o cumprimento de outras regras. Fazemos isso na forma de rodízio e as visitas de fiscais não acontecem todo mês em um mesmo local", informou.

Mais dois genéricos obtêm registros
Fonte:
O Dia (RJ) - 15/09/2001


Dois novos genéricos, um deles inédito no mercado brasileiro, receberam registro da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). O novo medicamento é o antivirótico Nevirapina, que tem como referência o Viramune, e será importado pelo laboratório indiano Ranbaxy. O outro genérico registrado é o antibiótico Ampicilina, suspensão oral, que tem como referência o Amplacilina, fabricado pela Eurofarma. A Anvisa anunciou ainda a interdição do do lote 24 do Farmafer - Sulfato Ferroso 300 mg, apresentado sob a forma de comprimidos. O remédio, da Farmédica, é usado no tratamento de anemia e foi reprovado por apresentar manchas na superfície.

 

Mais dois genéricos lançados no mercado
Fonte:
A Tarde (BA) - 15/09/2001


Brasília e Rio - A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) do Ministério da Saúde concedeu registro para dois medicamentos genéricos, um deles de princípio ativo inédito no mercado. O novo medicamento é o antivirótico Nevirapina, que tem como referência o Viramune, e será importado pelo laboratório indiano Ranbaxy Farmacêutica Ltda. Esse novo registro totaliza 114 medicamentos genéricos importados pela agência.

O outro genérico que teve seu registro concedido pela Anvisa é o antibiótico Ampicilina, suspensão oral, que tem como referência o Amplacilina, fabricado pela Eurofarma Laboratório Ltda. Nessa apresentação o produto já era fabricado pelo laboratório EMS. Até hoje, 385 medicamentos genéricos produzidos por 29 laboratórios foram registrados na Anvisa,representando 144 princípios ativos diferentes.

 

30% dos candidatos a genérico são reprovados
Fonte:
O Estado de S.Paulo - 15/09/2001


Problema mais comum nos remédios testados é a diferença de concentração no corpo

LUCIANA MIRANDA

Em torno de 30% dos genéricos submetidos a testes de bioequivalência são reprovados. O dado é do laboratório de testes que mais faz análises de genérico no País, que pertence ao Instituto de Ciências Biomédicas da Universidade de São Paulo (USP). O problema mais comum é a concentração do genérico no corpo humano ficar abaixo do que deveria. Sem passar no teste, esses remédios não entram no mercado.

"A tendência é aumentar o número de reprovados, já que os remédios estão cada vez mais modernos e fabricados com tecnologias sofisticadas", explica Gilberto De Nucci, chefe do laboratório da USP e professor da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). Cada teste de bioequivalência demora em média quatro meses para ser concluído. Os testes são feitos em seres humanos para verificar se o remédio funciona da mesma forma que seu equivalente de marca.

A auxiliar acadêmica Rosângela Cavalcante, de 36 anos, é voluntária para testar genéricos. Já participou de testes para três medicamentos - um calmante, um antibiótico e um antialérgico. Para cada estudo, o voluntário recebe cerca de R$ 300. Mas Rosângela diz que participaria mesmo se fosse de graça. "É como doar sangue. Para mim, é um ato grandioso e gratificante", diz. Aliás, Rosângela é doadora de carteirinha - a cada quatro meses, faz sua doação na Fundação Pró-Sangue.

Estar bem de saúde é o primeiro passo para participar de um teste para genérico. O voluntário passa por uma bateria de exames e consulta médica. Só depois está apto para entrar no estudo.
Cada genérico é testado em 24 voluntários. São necessárias duas internações curtas - em uma delas o voluntário toma o genérico e na outra o remédio de marca. O voluntário é internado à noite, fica em jejum durante oito horas e, pela manhã, toma uma dose única do remédio a ser testado. A partir daí, tem amostras de sangue coletadas periodicamente durante todo o dia. O intervalo de tempo entre as coletas depende de cada remédio. No dia seguinte, o voluntário é examinado e recebe alta. É a vez de entrar em cena o laboratório de análises. As amostras de sangue são analisadas e as concentrações do genérico e do remédio de marca têm de ser exatamente iguais.

Estoques estão atualizados com novos similares
Fonte:
O Estado de S.Paulo - 15/09/2001

Nos estoques das pequenas farmácias e das grandes redes, não há mais similar com nome do princípio ativo. A informação é das entidades representativas dos dois setores do comércio farmacêutico. A partir de hoje, todos os similares são obrigados a ter nome fantasia, evitando que sejam confundidos com genéricos.

"As redes praticamente não trabalham com similar", afirma Sérgio Mena Barreto, presidente executivo da Associação Brasileira das Redes de Farmácias e Drogarias (Abrafarma). Segundo Pedro Zidói, presidente da Associação Brasileira do Comércio Farmacêutico (ABCFarma), o pouco que ainda estiver em estoque nos pequenos estabelecimentos será trocado pela indústria.

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) registrou um genérico inédito. É o antiaids nevirapina, que tem como referência o Viramune. O produto será importado da Índia. A lista atual de genéricos tem um total de 144 princípios ativos diferentes. (L.M.)

 
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