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17/09
QUESTÃO GENÉRICA
17/09 Hexal terá fábrica de genéricos no Paraná



QUESTÃO GENÉRICA
Fonte:
Folha de S.Paulo - 17/09/2001

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária, a Anvisa, que é ligada ao Ministério da Saúde, deu mais um passo no programa de medicamentos genéricos. Por determinação da agência, os remédios similares, isto é, drogas sobre as quais já não existem direitos de patente e cujos fabricantes não aderiram à lei dos genéricos, não podem mais ser comercializados pelo nome de seu princípio ativo.

A diferença entre similar e genérico é que o primeiro não passou pelos testes de bioequivalência e biodisponibilidade que procuram garantir que a droga tenha exatamente o mesmo efeito do medicamento de marca. Assim, se um laboratório fazia comprimidos de ácido acetilsalicílico (aspirina) e não se interessou em elaborar genéricos, submetendo-se aos testes requeridos pela lei, agora perde o direito de comercializar o produto com o nome de ácido acetilsalicílico, devendo adotar uma marca de fantasia. O nome "aspirina", obviamente, pertence à Bayer, a empresa que desenvolveu a droga, mais de cem anos atrás.

A medida da Anvisa é bem-vinda, uma vez que tende a reforçar a confiança no mercado de genéricos. Permanece tema de discussão entre médicos e farmacêuticos se faz sentido exigir tanto o teste de bioequivalência quanto o de biodisponibilidade. Para alguns, eles seriam redundantes. Numa avaliação menos acadêmica, contudo, o que difere genéricos de similares (que existem no Brasil desde os anos 70) é principalmente a confiança do mercado, de modo que, para mantê-la, vale a pena arriscar-se a alguma redundância.

Num mercado extremamente delicado e distorcido como é o de medicamentos, os genéricos funcionam, em todo o mundo desenvolvido, como um controle eficiente, que traz um pouco de competição para o setor, já tão vulnerável a abusos.

É preciso, portanto, consolidar os genéricos no país, o que se faz, principalmente, reforçando a confiança de médicos e consumidores.

 

Hexal terá fábrica de genéricos no Paraná
Fonte:
Valor Econômico - 17/09/2001

Miriam Karam, De Curitiba

A empresa Hexal do Brasil anunciou sexta-feira investimento de R$ 108 milhões para implantar uma fábrica de produtos farmacêuticos, similares e genéricos no município de Cambé, no Norte do Paraná. O foco principal da unidade, no entanto, será a produção de medicamentos genéricos, setor em que a empresa já é o maior produtor da Alemanha e um dos maiores do mundo.

A nova planta da Hexal deve entrar em operação em julho de 2003. A previsão é que a unidade atenda todo o Mercosul, além do mercado brasileiro. Segundo a empresa, serão gerados 500 empregos diretos já no primeiro ano de atividade.

A Hexal, que atua em 35 países, tem sede em Holzkirchen, na Alemanha. No ano passado, a empresa teve faturamento de US$ 600 milhões, com a produção de 14 milhões de unidades por mês. Em seu portfólio estão 400 produtos, com 3.500 apresentações.
O grupo chegou ao Brasil em julho de 1999, quando incorporou o laboratório brasileiro QIF (Química Intercontinental Farmacêutica), de São Paulo.

Segundo o presidente da Hexal, Reinhard Nordmann, a aplicação de novas tecnologias e os investimentos em novos processos permitirão fabricar em Cambé produtos que obedeçam aos mesmos critérios que conferem mundialmente ao grupo as certificações internacionais de alta qualidade de seus produtos.

" A vinda da Hexal, empresa de destaque em todo o mundo, eleva ainda mais a credibilidade da economia paranaense " , comemorou o governador Jaime Lerner (PFL), na assinatura do protocolo de intenções. O empreendimento é ainda mais importante porque vai garantir a produção de remédios mais baratos.

 
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