Ministério da Saúde
Acesse o Portal do Governo Brasileiro
 




Genéricos na Imprensa
Notícias

 

17/10
Remédio sobe em novembro
17/10
Genéricos: teste de confiança
17/10
Disputa Judicial afeta paciente transplantado
17/10
Site de genéricos
17/10
Laboratório tem plano "B" para Antraz
17/10
ABCFarma quer novo teto para medicamentos



Remédio sobe em novembro
Fonte:
O Globo - 17/10/2001

Remédios mais caros

Martha Beck

BRASÍLIA -Os preços de 13 mil medicamentos fabricados por 300 laboratórios no país deverão subir em média 3,95% e, no máximo, 4,5% em novembro. Um outro aumento acontecerá em janeiro, mas o percentual não foi decidido. Os reajustes, para a indústria, serão autorizados pelo governo visando a compensar o impacto da alta do dólar e o aumento nos custos dos laboratórios. Para os consumidores, os preços, congelados desde o fim do ano passado, devem subir cerca de 2,5%. O fim do controle do mercado está previsto para 31 de dezembro de 2002, mas a indústria farmacêutica vinha pedindo reajustes de 7% a 12% ainda em 2001.

Segundo a Associação Brasileira da Indústria Farmacêutica (Abifarma), a desvalorização do real provocou defasagem de ao menos 9,44% nos preços até setembro, devido ao uso de matéria-prima importada. Apesar da alta do dólar, o governo concordou em conceder um percentual menor que o solicitado pela indústria, dividido em duas parcelas.
Impacto na inflação será metade da alta da gasolina

Se o repasse ficar limitado aos 2,5%, o impacto sobre a inflação pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) será de 0,10 ponto percentual (o equivalente à metade do efeito do último reajuste da gasolina). Caso a indústria repasse a alta de 3,95%, a contribuição subirá para 0,16 ponto percentual.

Para a indústria, o peso do dólar nos preços dos medicamentos chega a 40%, mas, segundo um técnico do governo, este percentual é de só 29%. Em carta enviada à Câmara de Medicamentos em julho, o presidente da Abifarma, Ciro Mortella, chegou a dizer que sem reajuste o problema no câmbio causaria suspensão de investimentos, menos lançamentos de produtos, inclusive genéricos, e demissões no setor. Em resposta, o Ministério da Saúde informou que a evolução do dólar não poderia ser considerada definitiva e que a facilidade que a indústria tinha para reajustar antes do congelamento fez com que eles ficassem muito acima da inflação.

Até os laboratórios beneficiados com a redução a zero das alíquotas de PIS e Cofins para cerca de 300 medicamentos, como antibióticos e de uso contínuo, que tiveram queda de 13% nos preços, poderão fazer o novo reajuste. Isso porque a medida foi implementada em maio e os ajustes nos preços já foram feitos. Nas farmácias, os consumidores se defendem correndo atrás de descontos ou promoções. É o que tem feito Márcia Carmel, que gasta cerca de R$ 80 só com um antialérgico para a filha. Já o pedreiro Rui Martins reclama que os descontos caíram em mais da metade este ano.

COLABORARAM: Valderez Caetano, Ledice Araujo e Flávia Barbosa

Genéricos: teste de confiança
Fonte:
O Globo - 17/10/2001

ERNESTO NEUMANN

Em 1999 foi criada pelo governo federal a categoria de "medicamentos genéricos", cujo objetivo era promover maior acesso aos medicamentos e implantar uma política de preços mais condizentes com a realidade socioeconômica do Brasil. A lei 9.787, chamada de Lei dos Genéricos, foi sancionada em fevereiro de 1999 e regulamentada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) em agosto do mesmo ano.

Em fevereiro de 2000 foram registrados os seis primeiros medicamentos genéricos, depois de submetidos a um minucioso e complicado processo de registro. As primeiras experiências, vivenciadas tanto pelas empresas como pelos vários órgãos do governo envolvidos, levaram as autoridades, cerca de dez meses depois, a decidir pela simplificação do processo para permitir a liberação do registro em 30 dias, e ainda preencher lacunas, como a regularização de genéricos importados prontos. Ao mesmo tempo, os cidadãos, com um apoio da mídia nunca antes visto, passaram a descobrir e começar a confiar nesses medicamentos, vantajosos por terem sido despojados de suas grifes, e com preços 40% inferiores aos dos denominados "de marca". Em alguns casos, chegava-se a uma diferença de preço de até 72%.

É sabido que, em tempos bicudos, uma das formas mais eficazes de convencimento é apelar ao bolso do cidadão. Vale esclarecer que essas diferenças de preço em nada interferem na qualidade dos medicamentos, pois se justificam e dependem do processo de produção e da política comercial de cada laboratório.

O Brasil tem tudo para colher resultados positivos com a introdução dos medicamentos genéricos, pois ainda precisam ser desenhadas políticas de acesso aos remédios: praticamente 50% da população não têm como adquirir nenhum tipo de medicamento, seja ele de marca ou genérico. A dinâmica da implantação da legislação patentária também foi favorável, pois permite que, hoje, 86% dos medicamentos disponíveis possam ter suas versões genéricas. Além disso, o esforço do governo para reduzir preços de medicamentos é incontestável, apoiado pela demanda da sociedade por uma série de melhorias do setor social.

O Ministério da Saúde estruturou e está veiculando uma campanha para consolidar a confiança da população nos medicamentos genéricos, e que, como resultado paralelo, deve estimular sua comercialização também nas pequenas farmácias, além de engajar grande parte da classe médica que ainda não receita medicamentos pelo princípio ativo. Através de comerciais na TV, spots de rádio, outdoors, cartazes e um trabalho direto com as cerca de 60 mil farmácias existentes do país, a campanha tem tudo para conseguir seus objetivos, consolidando o "G" de medicamento genérico, o conceito e a confiança nesses produtos, e trabalhar pela perpetuação dessa política governamental, independentemente da mudança de governos.

Mas como pode um esforço como este não contemplar os anseios e nem considerar as necessidades das empresas fabricantes de medicamentos genéricos, que têm um papel primordial no processo?

Essas empresas têm enfrentado várias dificuldades em relação ao seu equilíbrio econômico-financeiro, em face do congelamento de preços vigente desde janeiro deste ano, e têm sido obrigadas a conviver com um agravamento da situação, devido à alta quase diária do dólar.

Praticamente asfixiadas, muitas já pensam em suspender novos investimentos, e têm dificuldade de manter os atuais níveis de produção e oferta de medicamentos. Outras poderão vir a interromper as importações de medicamentos genéricos prontos, praticamente 40% dos produtos genéricos disponíveis nas prateleiras das farmácias.

É aí que a campanha, promovida pelo governo e aplaudida pela indústria, se revela contraditória: ao mesmo tempo em que visa a estimular a confiança de todos os agentes nesta política governamental que se pretende sedimentar no país, vem acompanhada de uma nova medida provisória que congela os preços de medicamentos, inclusive genéricos, até dezembro de 2002.

A prorrogação do congelamento é certamente um desestímulo e um balde de água fria nos projetos das empresas que vêm apostando nos propósitos do governo e no potencial do mercado.

Ao final do ano 2000, os genéricos representavam 0,77% do mercado total em valores, o que significava 60 milhões de dólares. Em setembro deste ano esta porcentagem já vai para 4,5%. A meta das empresas reunidas no chamado Grupo Pró-Genéricos é levar o mercado de genéricos a um crescimento de 30% em valor, alcançando dois bilhões de dólares nos próximos três anos.

Este objetivo não pode ser cumprido em condições tão adversas. Algumas empresas do setor já optaram por postergar, por tempo indeterminado, seus planos de lançamento de linhas de genéricos.

Ainda é tempo de o governo e a Câmara de Medicamentos reverem esta posição, para que não se frustrem as expectativas e não se percam os enormes esforços, até agora desenvolvidos por todas as partes. E, principalmente, que não se quebre a relação de confiança que pautou as ações de todos aqueles que conseguiram que 382 medicamentos genéricos já possam, hoje, ser oferecidos à população.

ERNESTO NEUMANN é diretor da Área Farma da Merck S.A. Indústrias Químicas.

Disputa Judicial afeta paciente transplantado
Fonte:
Correio Braziliense - 17/10/2001

Grita Geral

O estudante Marcelo Bezerra Filho Júnior, 17 anos, fez transplante de rim. Com medo de ter o tratamento interrompido, ele procurou a Grita Geral, no início do mês, devido a atrasos na entrega do remédio ciclosporina na Farmácia Ambulatorial Especializada do Distrito Federal. O secretário de Saúde, Jofran Frejat, descartou a probabilidade de faltar o medicamento, mas o problema permanece.

Naiobe Quelem
Da equipe do Correio

Os pacientes transplantados do DF que dependem da ciclosporina - medicamento usado para evitar rejeição de órgãos transplantados - correm risco, mais uma vez, de receber o remédio com atraso. No início de outubro, a Grita Geral publicou matéria sobre a falta da ciclosporina na Farmácia Ambulatorial Especializada do DF. O último atraso ocorreu em setembro. ''Só recebi a ciclosporina cinco dias depois do previsto'', recorda Marcelo, que teme perder o rim e voltar a fazer sessões de hemodiálise.

À época, o secretário de Saúde, Jofran Frejat, garantiu que a distribuição do remédio seria normalizada a partir deste mês, porque a secretaria compraria o remédio da empresa vencedora da licitação - o genérico da ciclosporina, importado do laboratório Abbott. ''Depois de vencer a licitação pública, a empresa foi impedida de vender o produto. A eficácia do remédio foi questionada, na Justiça, pelo Conselho Regional de Farmácia do DF (CRF-DF). Mas a liminar que suspendia a comercialização foi cassada e agora voltaremos a comprar o remédio da Abbott'', afirmou Jofran, no último dia 2.

Novo atraso

Mas a possibilidade de novo atraso na distribuição gratuita do medicamento já é admitida por Jofran. No dia 4 de outubro, o juiz Tourinho Neto, do Tribunal Regional Federal (TRF) da 1ªRegião, julgou procedente o agravo regimental impetrado pelo CRF-DF, reviu sua posição e manteve a liminar que caça o registro do genérico do Abbott. ''Compramos o remédio durante a vigência da cassação da liminar. Agora, temos o medicamento e estamos impedidos, legalmente, de distribui-lo'', protesta o secretário.

Para o presidente do CRF-DF, Antônio Barbosa, a Secretaria de Saúde agiu precipitadamente: ''O secretário sabia que o processo cabia recurso e não esperou''. Segundo Antônio, a intenção do CRF não é causar problemas aos transplantados, mas evitar prejuízos maiores. ''Entramos na Justiça por acreditar que o medicamento do Abbott não poderia ter sido registrado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) como genérico. O remédio não possui a mesma apresentação e forma farmacêutica do medicamento de referência nacional, o sandimunn, fabricado pelo laboratório Novartis'', esclarece. De acordo com o CRF, enquanto esse último tem apresentação em cápsula mole, o do Abbott é em cápsula dura, o que coloca sob suspeita a eficiência da absorção da droga.

O CRF também contesta a versão de Jofran Frejat sobre os motivos do atraso na distribuição da ciclosporina. O secretário alegou que não comprou o genérico da Abbott porque o medicamento estava impedido legalmente de ser comercializado. Segundo o presidente do CRF, o atraso ocorreu devido a irregularidades nos processos licitatórios feitos pela Secretaria de Saúde. ''A Abbott venceu a licitação, mas a secretaria beneficiou o terceiro maior preço e favoreceu o laboratório Novartis em duas tomadas de preços. Após denúncias, a secretaria decidiu reconsiderar o resultado da primeira licitação. Nessa época, a eficácia do remédio estava sendo questionada na Justiça'', esclarece Antônio Barbosa.

Parecer técnico

Jofran rebate as denúncias: ''Todas as decisões da secretaria foram baseadas em pareceres técnicos''. O secretário diz que ainda não foi comunicado da decisão da Justiça: ''Como o tratamento não pode ser interrompido, teremos de fazer novo convite ou dispensa de licitação em situação de emergência''.

A gerente geral de medicamentos genéricos da Anvisa, Vera Valente, diz que a agência recorrerá da decisão do juiz Tourinho Neto: ''O medicamento foi registrado dentro dos padrões, depois de ser submetido a testes de equivalência farmacêutica e bioequivalência. Não temos interesse comercial e nosso objetivo é zelar pela saúde da população''.

Embalagens de genéricos
A embalagem do remédio genérico deve ser diferenciada com tarja amarela, uma grande letra ''G'' - de genérico - e a frase ''medicamento genérico'' impressos na cor azul sobre a tarja
Toda embalagem deve trazer, abaixo do nome do princípio ativo, os dizeres ''medicamento genérico - Lei 9.787/99''

A única identificação do remédio é o nome do princípio ativo. A embalagem do genérico não pode trazer qualquer marca, além do nome do fabricante
Não confie em orientações prestadas por balconistas de farmácia. Somente o farmacêutico está habilitado a orientar sobre a troca do remédio de marca pelo genérico. A troca deve constar por escrito na receita, com assinatura e carimbo do profissional

Site de genéricos
Fonte:
Valor Econômico - 17/10/2001

Empresas
Curtas

Os fabricantes de genéricos também estão na rede mundial de computadores. As indústrias lançaram um site, www.progenericos.org.br , cuja proposta é facilitar o acesso às informações das indústrias, novas categorias de produtos e outros.

Laboratório tem plano "B" para Antraz
Fonte:
Valor Econômico - 17/10/2001

Empresas

Farmacêutica Aumento de casos poderá motivar uso de capacidade ociosa e alteração no parque fabril

Maurício Capela, De São Paulo

A indústria farmacêutica está pronta para atender a uma eventual epidemia global de Antraz. Tanto multinacionais, como laboratórios brasileiros têm planos para aumentar a produção do ciprofloxacino, fármaco que combate a bactéria.

A receita dos laboratórios é simples. Consiste em alterar o mix de produtos no parque fabril e em utilizar a capacidade produtiva ociosa das unidades.

Sem perder tempo, a fabricante indiana de genéricos Cipla anunciou que tem uma grande quantidade de ciprofloxacino para disponibilizar no mercado americano. Mas, esbarra na lei de patentes que garante a exclusividade do mercado ao produto da alemã Bayer, o Cipro, até 2003.

A Bayer não nega que está de olho no mercado americano. Já anunciou até a reativação de uma fábrica na Alemanha, que vai aumentar a oferta do medicamento em 25%.

Já a filial brasileira do grupo alemão e a fabricante nacional de genéricos, EMS-Sigma Pharma, observam a América Latina. "Se houver uma epidemia neste continente, nós teremos interesse em exportar o ciprofloxacino", afirma Debora Mori, gerente de marketing de genéricos da EMS-Sigma Pharma.

Hoje, a empresa vende o genérico do Cipro apenas no Brasil. Negocia 156 mil caixas do produto por ano, registrando uma receita anual de US$ 312 mil, ao passo que o seu faturamento beira os US$ 190,25 milhões.

Mas, um dos planos "B" mais ousados é o da filial da Bayer no país. Em 24 horas, sem gastar um tostão e mexendo no parque fabril, o grupo alemão poderia pular da atual produção local de 500 mil comprimidos por mês para 39 milhões de unidades.
"Ainda não veio nenhuma ordem da matriz para implementar essa operação", diz Eckart-Michael Pohl, gerente de comunicação da alemã Bayer no Brasil.

Segundo o executivo, mesmo se houvesse uma epidemia de Antraz, e um sinal verde da Bayer, a fábrica da companhia no país deveria continuar atendendo a América do Sul. Isso porque, além da operação local, há também produção no continente americano de Cipro na Venezuela, El Salvador e Estados Unidos.

Hoje, a metade dos 500 mil comprimidos do remédio da empresa alemã é comercializada para os países sul-americanos. Juntas, as vendas no país e no continente proporcionam um faturamento anual perto de R$ 36 milhões
Lançado em 1987 no mundo, a receita global do Cipro aproximou-se de US$ 1,66 bilhão em 2000. "Em 14 anos, o número de prescrições médicas superou a marca de 280 milhões no mundo", diz Eckart-Michael Pohl.

Além da EMS e da Bayer, a filial americana da Schering-Plough, a brasileira Medley, a Eurofarma, e outros, produzem o ciprofloxacino no país. Porém, Medley e Plough não vão exportar. "O acordo com a matriz não nos permite vender no exterior", diz Celso Sustovich, diretor médico da Schering-Plough no país.

ABCFarma quer novo teto para medicamentos
Fonte:
Diário de Natal - 17/10/2001

Economia

Um panorama do mercado farmacêutico atual no Brasil foi exposto pelo presidente da Associação Brasileira do Comércio Farmacêutico (ABCFarma), Pedro Zidoi, ontem no Hotel Pirâmide. Zidoi está em Natal para participar da Convenção Nacional do Comércio Farmacêutico (Convenfarma 2001) que acontece a partir de hoje. Durante a coletiva para a imprensa, Zidoi falou sobre o impacto que o congelamento nos preços dos chamados ''medicamentos de marca'' causou no faturamento das farmácias, que já sofrem com a comercialização de remédios com preços mais baixos - os genéricos. Além desses pontos, ele explicou como está a venda desses genéricos no País e como o farmacêutico está lidando com a mudança na sua embalagem.

De acordo com Zidoi, a associação de farmacêuticos é contra o congelamento dos preços (que está previsto para continuar no próximo ano) porque isso está fazendo a margem de lucro cair. As farmácias trabalham com um preço máximo, fixado pelo Governo Federal, e esse congelamento deveria terminar em dezembro deste ano. No entanto, o Planalto já estuda a possibilidade de aumentar um pouco esse teto e estabelecer um novo congelamento para o próximo ano. Zidoi afirma que isso não é bom para as farmácias que não poderão investir em produtos mais modernos. Ele afirma ainda que a inclusão dos genéricos no mercado já havia provocado uma queda no faturamento.

''Já houve uma redução grande no preço dos similares depois da chegada dos genéricos. Os genéricos são, em média, 60% mais baratos e hoje apenas 3% da população os consome. Mas acredito que em dois ou três anos a compra desses medicamentos chegará a 20% no mercado'', disse Zidoi.

O presidente da ABCFarma explica que o preço reduzido dos remédios trouxe grande benefício a população, já que eles têm a mesma qualidade dos ''de marca''. Mas, por outro lado, disse ele, a fatia da população que deveria se beneficiar com isso sequer sabe da venda desses produtos.

''Os genéricos não estão atendendo à população carente. Quem compra genérico é quem comprava o remédio de marca'', afirma. Zidoi diz que o Governo já tem uma proposta de mudar essa situação. ''O Governo tem um plano que pode ser posto em prática até o final do ano e a ABCFarma está apoiando. É o Cartão SUS, que distribuiria medicamentos com preço simbólico e com isenção de impostos às farmácias, que ficariam responsáveis por fazê-los chegar às classes mais baixas'', diz ele, acrescentando que esse artifício é utilizado em alguns países do primeiro mundo.

Um outro problema enfrentado pelos farmacêuticos é a perda dos produtos genéricos com embalagem antiga. Agora esses produtos só podem ser comercializados se tiverem na embalagem uma faixa amarela com a letra G em azul escuro. ''Não podemos vender produtos com embalagem antiga mas alguns fabricantes ainda os vendem assim. Com isso, acabamos sendo prejudicados. A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) deveria autorizar a venda até o término do estoque, porque o farmacêutico tem que escoar esse produto'', revela Zidoi.

Convenção

A Convenção Nacional do Comércio Farmacêutico - Convenfarma 2001, acontece no Centro de Convenções a partir de hoje e segue até o próximo sábado. Um prognóstico da realidade econômica e gerencial da farmácia, as mudanças no mercado e a capacitação dos empresários e fucnionários do segmento, serão alguns dos temas abordados na programação do encontro.

Além disso, a situação dos genéricos no País e o controle de preços também serão discutidos durante a convenção que terá, entre outros palestrantes, o presidente da Associação Brasileira da Indústria Farmacêutica (Abifarma), Ciro Mortella e médico George Washington Cunha, do Instituto do Coração de São Paulo. Gonzalo Vecina Neto e Vera Valente, representantes da Anvisa, também ministrarão palestras.

 
Página Anterior Ínicio da página