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Genéricos na Imprensa Notícias
Preços
sobem 2,86%, na média, em novembro Remédios ficam mais caros em novembro Da Redação A partir do próximo dia 9, os medicamentos estarão
mais caros. O reajuste médio para o consumidor será
de 2,86% para os remédios de uso continuado e antibióticos
e de 2,97% para os demais produtos. Os aumentos foram autorizados
pela Câmara de Medicamentos, considerando a desvalorização
do real que encareceu a importação das matérias-primas
utilizadas pela indústria farmacêutica. De acordo com
a Câmara, no período entre janeiro e outubro, o real
sofreu uma desvalorização de 40% frente o dólar. O reajuste máximo para o consumidor será de 3,58%
para os medicamentos de uso contínuo e antibióticos
e de 3,72% para os demais. Nos casos em que a indústria aplicar
o porcentual máximo de reajuste ao consumidor, terá
de fazer uma compensação, promovendo reajuste menor
do que a média autorizada em outros produtos. A resolução
da Câmara sobre os aumentos será publicada na próxima
segunda-feira, no Diário Oficial. A indústria reivindicava um reajuste médio ao consumidor
de 11,6%. A Câmara de Medicamentos, integrada pelos Ministérios
da Justiça, Fazenda, Saúde e pela Casa Civil da Presidência
da República, estudou o assunto por dois meses até
autorizar o reajuste extraordinário. Em janeiro, está
previsto um novo aumento dos preços, mas, de acordo com técnicos
do governo, o porcentual concedido agora será deduzido. O aumento ao consumidor para medicamentos de uso contínuo
e antibióticos é menor em relação aos
demais porque em maio o governo promoveu a redução
do PIS e Cofins desses produtos. O reajuste médio autorizado para as indústrias foi
de 4% para todos os remédios e o reajuste máximo não
poderá ultrapassar 5%. Os reajustes para os consumidores
são menores porque não se permitiu a elevação
das margens de lucro nominais das farmácias, uma vez que,
de acordo com a Câmara de Medicamentos, elas não são
diretamente oneradas pelo dólar. Atendendo a sugestão do Conselho Regional de Farmácia
do Distrito Federal (CRF-DF), o Ministério da Saúde
pediu à indústria que estude a possibilidade de reduzir
os preços dos medicamentos da lista básica do Sistema
Único de Saúde (SUS). A proposta do CRF-DF, encaminhada
ao governo, é de redução de até 75%
nos preços dos produtos da chamada Rename (Relação
Nacional de Medicamentos), que atende a mais de 90% das doenças. O CRF-DF alega que tal redução beneficiaria em torno
de cinco milhões de brasileiros, hoje sem acesso a medicamentos,
além dos consumidores que precisam usar remédios de
forma continuada. De acordo com o Ministério da Saúde,
a indústria ficou de analisar a proposta. Quem menos aprova o reajuste é o comércio. O gerente
da Drogaria 209 Sul, Alírio Pereira Duarte, acha que o governo
entra em contradição quando reajusta o preço
de remédios. ''Houve um esforço enorme em se lançar
genéricos e reduzir o valor de alguns medicamentos e agora
anunciam que haverá aumento'', reclama. Alírio acredita
que haverá redução nas vendas, caso as farmácias
não concedam descontos. A dona-de-casa Janete Pereira, 46 anos, que toma remédio
controlado para amenizar os sintomas de asma, reclama do aumento.
''Gasto R$ 86 em cada caixa do Singulair (medicamento preventivo).
Acho caro e se aumentar muito vou ter de substitui-lo'', afirma. Reajustes Panorama
Político Um pato brasileiro O brasileiro Wilson dos Santos está preso desde dezembro
na Argentina, acusado de envolvimento no atentado que, em 1994,
explodiu a sede da organização judaica Amia, matando
86 pessoas. As agências internacionais noticiaram ontem que
há um ano a Al-Qaeda, organização terrorista
liderada por Osama bin Laden, assumiu a autoria do atentado. O governo
argentino sabia, mas o juiz que trata do caso só foi informado
disso na terça-feira. O Itamaraty agora voltará ao
assunto com o vizinho, onde Executivo e Judiciário pelo visto
não se falam. Segundo as agências, fontes do governo da Argentina admitem
que três telefonemas anônimos foram feitos à
sua embaixada em Riad, Arábia Saudita, nos dias 20, 23 e
24 de setembro de 2000. Ficaram gravados na secretária-eletrônica.
O mensageiro assumia, em nome da Al-Qaeda, a responsabilidade pelo
atentado de Buenos Aires e avisava que ataques aos EUA estavam sendo
preparados. Demoraram um ano. Mas em dezembro passado, três
meses depois, a Justiça argentina insistiu e obteve a extradição
de Wilson, que estava preso na Suíça. Segundo o jornal "La Nación", a diplomacia argentina
deu ciência dos telefonemas ao Side, órgão de
inteligência, e ao governo americano. Não ao juiz que
cuida do caso, Juan José Galeano, que agora, ao tomar conhecimento,
abriu processo para saber por que não fora informado. A infortunada história de Wilson dos Santos começa dias antes de 18 de julho de 1994, quando um carro-bomba destruiu o prédio de cinco andares onde funcionava a Amia, matando 86 pessoas e ferindo 200. Em Milão, ele tentou alertar os consulados do Brasil e da Argentina sobre o que aconteceria. Logo depois do atentado, foi preso em Buenos Aires. Disse estar coletando material para um livro sobre anti-semitismo, mas como seus manuscritos não o confirmaram, foi condenado por falso testemunho. Quando obteve liberdade condicional, fugiu para o Brasil. Quase cinco anos depois, indo à Europa, foi preso na Suíça,
onde ficou oito meses e recebeu assistência jurídica
do cônsul Carlos Augusto Sette Câmara. Temendo a repetição
das torturas que sofrera na Argentina, pediu asilo político
à Suíça, mas acabou extraditado. Como a polícia
argentina nunca esclareceu o atentado, sua prisão não
deixa de ser uma satisfação à comunidade judaica.
O Itamaraty promete agora voltar ao assunto.Serra faz escola Depois de ter processado o Brasil na OMC pela quebra de patentes
de remédios contra a Aids, o governo dos Estados Unidos sofre
a volta do cipó de aroeira. Está sendo pressionado
pelo Congresso a romper a patente da Bayer para produzir o Cipro,
antibiótico usado contra o antraz. Ainda resiste, mas o governo
do Canadá, parceiro do Nafta, já encomendou a uma
empresa local um milhão de caixas de um genérico do
Cipro sem reconhecimento de patente. O ministro José Serra foi o precursor dessa subversão,
alegando a emergência social brasileira com o crescimento
da Aids.Dois caloteiros O estado mais rico e o estado mais pobre da Federação,
São Paulo e Piauí, podem sofrer intervenção
federal por descumprimento de sentenças judiciais que determinam
o pagamento de precatórios. O presidente do STF, ministro
Marco Aurélio de Mello, disse ao deputado Wellington Dias
(PT-PI), presidente da Comissão de Fiscalização
e Controle da Câmara, que a intervenção será
inevitável se os governos dos dois estados continuarem ignorando
decisões do Judiciário. Depois de livrar-se do perigo
da inelegibilidade, o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin,
corre deliberadamente o risco de ser afastado do cargo.Portas fechadas A greve nas universidades deve acabar, mas a dos servidores do
INSS, que já dura 73 dias, continua. Nada tendo arranjado
com a equipe econômica, o ministro da Previdência, Roberto
Brant, buscou socorro no Congresso. Na terça-feira reúne-se
com parlamentares da Comissão de Orçamento e líderes
dos servidores em busca de uma saída. Alguma despesa do Orçamento
de 2002, diz uma das negociadoras, a deputada Laura Carneiro (PFL-RJ),
terá de ser cortada para garantir os R$ 200 milhões
do reajuste. - O que não é razoável é deixar 700
mil pessoas privadas de seus benefícios - diz ela.O AUTOR
da proposta que impede os suplentes de herdar mais do que dois anos
de mandato do senador titular, aqui mencionada ontem, é o
senador Sérgio Machado (PMDB-CE). A ANATEL apresentou, ao contrário do que foi dito, sua defesa
na ação que suspendeu a compra de 290 mil computadores
para a informatização das escolas. Falta saber se
o MEC concorda com a negociação iniciada com o Congresso
e segmentos envolvidos no debate para garantir a convivência
dos sistemas Linux e Windows nos equipamentos. Canadá
quebra patente do CIPRO Ministério da Saúde se assusta e encomenda genéricos da droga Da Redação O governo canadense está disposto a fazer qualquer coisa
para proteger a população contra a bactéria
antraz. O ministro da Saúde, Allan Rock, ignorou a lei nacional
de patentes e anunciou na quinta-feira que havia feito um pedido,
ao laboratório canadenses Apotex, de um milhão de
comprimidos da forma genérica do medicamento Cipro, principal
antibiótico utilizado no tratamento contra o bacilo. A medida
garantirá ao país uma economia de cerca de US$ 320
mil. A companhia farmacêutica alemã Bayer, fabricante do
Cipro, acusou o Canadá de violação de patente.
Dentro do país, a medida provocou polêmica, especialmente
porque o governo se mostra irredutível. A justificativa do
ministro Rock é de que o país ''está fazendo
o necessário para defender a segurança de seus cidadãos''. A mesma alegação foi feita ontem na Câmara
dos Deputados pelo vice-primeiro ministro Herb Gray, que defendeu
a decisão. Gray foi questionado pelos parlamentares de oposição,
que acusam o governo de estar retribuindo as doações
feitas pelo laboratório Apotex ao Partido Liberal. O presidente da empresa, Jack Kay, prometeu que colocará
um milhão de comprimidos de ciprofloxacina (o princípio
ativo do antibiótico) nos estoques do governo até
o dia 8 de novembro. ''Eles precisavam e eu estava querendo ajudar.
Fim da história'', disse Kay, afirmando que o laboratório
tem material para fabricar a droga por mais cinco anos. EUA tentam outro caminho O governo propôs a utilização de outros dois
antibióticos, a penicilina e a doxiciclina, para o tratamento
de contaminações por antraz e prepara uma campanha
de conscientização sobre o assunto junto à
população e à comunidade médica. A partir
de agora, o Cipro não será mais o único antibiótico
a ser utilizado para pessoas que foram expostas à bactéria
temida. O FDA, agência americana que controla alimentos e
remédios, aprovou a utilização das novas drogas
e prometeu divulgar uma cartilha com instruções específicas
para uso. O Cipro é um antibiótico forte e com efeitos colaterais
como depressão, alucinações, tremores e taquicardia.
O uso do medicamento em organismos sadios pode torná-los
resistentes ou até imunes a futuros tratamentos. Os novos
antibióticos são mais leves e sua eficácia
no tratamento é tão grande quanto a do Cipro. Rapidez a preços baixos |
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