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21/08
Genérico "rouba' usuários do Prozac
21/08
O apelo da nova geração de antiinflamatórios
21/08
Prozac perde mercado para genérico



Genérico "rouba' usuários do Prozac
Fonte Folha de S.Paulo - Dinheiro/ REMÉDIOS - 21/08/2001

(Da redação)

Na primeira semana em que o genérico do Prozac começou a ser vendido nos EUA, cerca de 80% dos clientes do plano de assistência Merck que recebiam o antidepressivo em casa optaram pela forma mais em conta. O balanço foi divulgado pela empresa ontem. O Prozac, quarto remédio mais vendido nos EUA, é fabricado pelo laboratório Eli Lilly. O genérico custa até 40% menos.

 


O apelo da nova geração de antiinflamatórios
Fonte - Gazeta Mercantil - Marketing - 21/08/2001

Autor - Vicente Vilardaga

São Paulo - Uma nova geração de antiinflamatórios, representada por produtos como Vioxx e Celebra e chamada de Cox-2, começa a ganhar um lugar de destaque no mercado farmacêutico brasileiro e a tomar espaços que pertenciam aos clássicos Cataflam e Voltaren, agora acuados pelos concorrentes genéricos. O apelo da nova geração, lançada mundialmente em 1999, é a segurança gastrointestinal sem perda de eficácia terapêutica. Os fabricantes, sustentados em pesquisas clínicas, garantem que esses medicamentos, ao contrário dos tradicionais, não causam efeitos colaterais como gastrites e úlceras.


A percepção de médicos e pacientes parece bastante favorável aos produtos da classe Cox-2. O Celebra deve render neste ano cerca de US$ 2,8 bilhões para o Pharmacia & Upjohn, laboratório dos Estados Unidos que detém sua patente. E as cifras do Vioxx, do Merck Sharp & Dohme, não estão muito distantes das do Celebra. São dois medicamentos campeões de venda que se caracterizam pelas altas taxas de crescimento em um período relativamente curto. Nos Estados Unidos e na Europa, os dois remédios, segundo Waldir Eschberge, diretor da área de dor e inflamação do Pharmacia, já representam mais de 40% dos negócios com antiinflamatórios. No Brasil, esse percentual é de 17%.

No final de 2002, mantidas as atuais taxas de crescimento, teremos 40% do mercado', afirma Eschberge. O negócio nacional de antiinflamatórios movimenta cerca de R$ 617 milhões e só perde no ranking das classes terapêuticas que mais geram faturamento no País para os hormônios e para os antiinfecciosos. Durante 20 anos e até o início de 2001, o medicamento mais vendido no mercado nacional foi o antiinflamatório Cataflam, do Novartis. O Voltaren, do mesmo laboratório e da mesma classe terapêutica também tinha uma posição de destaque.

Os dois produtos, de patente expirada, tiveram seus negócios bastante afetados, nos últimos dezoito meses, pela entrada no mercado dos genéricos de diclofenaco potássico e sódico. Ao mesmo tempo, veio o bombardeio dos concorrentes Cox-2. A Novartis tentou reagir com o lançamento de uma nova marca, o Flotac. Mas suas vendas, embora significativas, não compensaram as perdas do Cataflam e do Voltarem. 'As vendas do Celebra cresceram 46% em sete meses e as do Cataflam caíram 20%', diz Eschberge.

Os antiinflamatórios tradicionais, segundo a gerente médica da Merck Sharp, Vivian Lee, inibem dois tipos de enzimas: as Cox-1, que causam efeitos benéficos ao estimular a proteção do intestino e do estômago, e as Cox-2, que participam da reação que provoca febres, inflamações e dores no corpo. Os novos medicamentos, da classe do Vioxx e do Celebra, só inibem a Cox-2 e têm, portanto, uma ação mais específica. 'Entre 2% e 4% dos pacientes que usam os medicamentos tradicionais apresentam problemas gastrointestinais importantes', diz.

Segundo levantamento do instituto IMS de junho, o Vioxx é, hoje, o décimo medicamento mais vendido do País, com faturamento na casa dos R$ 60 milhões anuais. O Celebra é o vigésimo-terceiro produto no ranking da indústria farmacêutica local. 'Os genéricos só tiram mercado do produto de referência e não afetam a nova geração', afirma João Carlos Venâncio, gerente de franquias da Merck Sharp. 'A participação do Vioxx tende a crescer mais'. Nos últimos doze meses, o crescimento de vendas foi de 63%, caso de destaque tanto para a Merck como para toda indústria farmacêutica nacional. Uma das razões do bom desempenho foi o lançamento de uma embalagem de Vioxx com quatro comprimidos de 50 miligramas. É uma embalagem pensada para casos de inflamações agudas.




Prozac perde mercado para genérico
Fonte - Gazeta Mercantil - Marketing - 21/08/2001

New Jersey - A Medco, unidade de serviços farmacêuticos da Merck & Co., informou que mais de 10 mil de seus pacientes do antidepressivo Prozac, da Eli Lilly & Co., mudaram para uma versão genérica do medicamento, uma semana depois de seu lançamento. Cerca de 80% dos clientes da Medco que costumavam receber o Prozac em domicílio já trocaram para a versão genérica, mais barata, vendida pelo Barr Laboratories Inc. Com isso, os clientes da Medco poderão economizar mais de US$ 40 milhões nos próximos seis meses, informou a Bloomberg News.

A Medco administra os programas de prescrição de remédios de muitas empresas e planos de saúde dos Estados Unidos.

A proteção da patente do Prozac nos Estados Unidos expirou neste mês. O remédio era o mais vendido da Lilly, tendo gerado receita de US$ 2,6 bilhões em 2000. O Prozac é um dos muitos remédios com vendas gigantescas que perderão participação de mercado nos Estados Unidos durante os próximos anos com a concorrência dos genéricos. A AstraZeneca Plc pode perder dentro de 12 meses a proteção de patente nos Estados Unidos para o remédio Prilosec, contra úlcera e azia, que possui vendas de US$ 6 bilhões por ano e vinha sendo o remédio sob prescrição mais vendido do mundo.

O remédio contra pressão alta Vasotec, da Merck, perdeu proteção de patente nos Estados Unidos no ano passado. A Medco trocou o remédio em quase 90% dos clientes, com entrega em domicílio, um mês depois do lançamento dos genéricos mais baratos. Com isso, os clientes da Medco economizaram US$ 2 milhões por mês. O 'The Wall Street Journal' havia anunciado as informações previamente.

As ações da Merck, cuja sede fica em Whitehouse Station, em New Jersey, caíram US$ 0,84, fechando a US$ 69,15 na sexta-feira. Neste ano, os papéis apresentam desvalorização de 26%, contra a queda de 12% no índice farmacêutico da AMEX. Os investidores estão preocupados com vendas abaixo da previsão do analgésico Vioxx, remédio com o qual a Merck conta para compensar os declínios nas operações com o Vasotec e outros medicamentos.

 
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