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Genéricos na Imprensa Notícias
Genéricos
já ameaçam Cipro, da Bayer Eliane Sobral e Silva São Paulo A Bayer do Brasil trabalha com a possibilidade
de perder entre 30% e 40% de participação no mercado
com a entrada no mercado de produtos genéricos que substituem
o Cipro - um dos principais antibióticos utilizado no combate
ao antraz. Segundo o gerente de comunicação da empresa, Eckart
Pohl, essa tem sido a proporção de perda de mercado
quando da entrada de genéricos e, com o Cipro, prevê
ele, a média será mantida. O grande apelo dos genéricos está no preço
e, no caso do Cipro, não é diferente. A versão
500 miligramas do produto licenciado custa, em média, R$
108, enquanto a mesma versão do genérico chega ao
consumidor final ao preço aproximado de R$ 72 a caixa com
14 comprimidos. Pelo menos duas empresas já estão comercializando
o genérico do Cipro no Brasil. Uma é a EMS Sigma Pharma
- que lançou seu genérico em dezembro passado. Outra,
a Ranbaxy Farmacêutica, que importa o produto de sua unidade
indiana, desde julho, e tem planos de fabricar o produto no Brasil
dentro de dois anos. Segundo a gerente-geral de medicamentos genéricos da Agência
Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), do Ministério
da Saúde, Vera Valente, uma terceira empresa já entrou
com processo de comercialização do genérico
do Cipro e pretende importá-lo de Portugal. O diretor comercial da Ranbaxy Farmacêutica, Ailton Wilioczinski,
informa que o laboratório trabalha atualmente com uma gama
de 36 substâncias registradas, com 90 apresentações,
sendo que o genérico do Cipro responde por 5% da produção
global da empresa. Na Bayer do Brasil, a produção atual do medicamento
é de 500 mil comprimidos por mês, sendo que metade
desse volume é dirigido ao mercado externo - em especial
Chile e Mercosul. Segundo Eckart Pohl, as vendas mensais oscilam
entre 10 mil e 30 mil caixas do medicamento mas, entre quinta e
sexta-feira da semana passada, a empresa registrou aumento de 20%
da demanda. O gerente da Bayer afirma que, por conta disso, e até preventivamente,
a empresa decidiu antecipar para este mês a produção
dos lotes previstos para fabricação em novembro e
dezembro. 'Antecipamos também as encomendas da matéria-prima,
vinda da Alemanha, para criarmos um estoque estratégico do
produto', diz ele. A título de curiosidade, Pohl informa que o medicamento
já foi prescrito 280 milhões de vezes e é um
dos mais fortes em vendas da multinacional - os Estados Unidos são
o principal mercado. A EMS Sigma Pharma lançou em dezembro seu genérico
do Cipro e, segundo o presidente da empresa, Carlos Eduardo Sanches,
produz cerca de 100 mil unidades por mês. Carlos Sanches adianta que, se houver pedidos de outros países,
as duas indústrias que trabalham com o genérico do
Cipro no Brasil estão dispostas a analisar a possibilidade
de reorganizar sua produção para poder atender aos
pedidos. De acordo com agências internacionais, o governo
canadense prepara-se para estocar antibióticos genéricos
contra doenças relacionadas ao bioterrorismo, mesmo que para
isso tenha de quebrar os direitos internacionais de patente. O ministro
da saúde do país, Allan Rock, disse que o plano tem
orçamento de US$ 7,4 milhões de dólares. A unidade da Bayer nos Estados Unidos já anunciou que vai
aumentar a produção do produto para aquele mercado
e, segundo o gerente de comunicação da Bayer do Brasil,
Eckart Pohl, caso haja necessidade, a empresa poderá trabalhar
com outros laboratórios para garantir o suprimento da medicação. Vera Valente, da Anvisa, informa que o governo brasileiro pretende
doar uma pequena quantidade de genérico do Cipro para embaixadas
brasileiras no exterior. 'O fato de o Cipro não ter proteção
de patente no Brasil é uma grande vantagem.' |
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