![]() |
![]() |
|||||||||||||||||||||||
Genéricos na Imprensa Notícias
Corrida
pelo social
Marina Oliveira O tabuleiro da sucessão presidencial mudou. Mas a disputa
dos pré-candidatos governistas à presidência
da República pela melhor bandeira social continua fundamental
para definir o jogo. A governadora do Maranhão, Roseana Sarney (PFL), promete
mostrar avanços extraordinários nos indicadores de
saúde, educação e saneamento no estado que
dirige desde 1995. Na verdade, tem conquistas absolutamente banais
a exibir, iguais às de todos os outros governadores nordestinos. O ministro da Saúde, José Serra, favorito do momento
para disputar as eleições pelo PSDB, espera usar sua
gestão como uma vitrine de sucessos na área social.
Terá que responder, no entanto, por problemas como o aumento
dos casos de dengue no país. O governador do Ceará, Tasso Jereissati, que cumpre o terceiro
mandato em 15 anos, desistiu da pré-candidatura pelo PSDB.
Uma decisão que pode mudar, pois o nome oficial do partido
só será escolhido na convenção nacional,
em fevereiro. Tasso também costuma posar como benfeitor dos
pobres. Como Roseana, ele admite que não reduziu a pobreza,
mas alardeia importantes conquistas sociais em seu estado. Em linhas
gerais, no entanto, Maranhão e Ceará simplesmente
acompanharam a tendência de melhora dos indicadores sociais
nacionais e do Nordeste. É verdade que a vida dos pobres melhorou nos últimos
sete anos. Mais crianças entre 7 e 14 anos estudam. Mais
famílias da periferia têm água e esgoto em casa.
Menos recém-nascidos morrem antes de completar um ano de
idade por causa de diarréia ou vermes. Maranhão e
Ceará, no entanto, não são casos isolados de
avanços. No Piauí, na Paraíba, na Bahia, no
Rio Grande do Norte, no Sergipe, em Pernambuco, em Alagoas, no Brasil
inteiro, houve melhorias nos indicadores sociais. Segundo o Mapa da Fome, da Fundação Getúlio
Vargas, a pobreza não diminuiu no Maranhão e no Ceará.
O estado de Roseana lidera o ranking dos mais pobres, com 63,7%
da população com renda inferior ao custo de uma cesta
básica mensal. O Ceará fica em terceiro, com 55,7%
de sua gente nessa situação, atrás do Piauí,
com 61,7%. Apesar de alguns avanços, como maior oferta de água potável, a pobreza impede o acesso a esses novos bens. Mais de 100 mil casas visitadas pelo IBGE no Maranhão tinham água, mas nenhuma torneira ou banheiro. "O baixo nível de renda da população afeta qualquer política social", diz Lilibeth Robalo, diretora de pesquisas do IBGE. Leia no quadro à esquerda informações do IBGE de 1992, 1999 e do censo 2000. Serra falha na continuidade O ministro da Saúde, José Serra, é bom de
briga. Desde 1998, desafiou a indústria farmacêutica
para colocar os medicamentos genéricos no mercado. Depois
enfrentou os Estados Unidos na Organização Mundial
de Comércio e conseguiu a quebra das patentes dos remédios
anti-AIDS. Detalhes importantes, no entanto, têm escapado
ao ministro. Especialistas criticam a falta de continuidade dos mutirões.
Caso da campanha de prevenção contra o câncer
de colo de útero. As mulheres foram convocadas aos postos
de saúde para fazer exames preventivos. Faltou o acompanhamento
daquelas diagnosticadas com a doença, muitas sequer ficaram
sabendo do resultado. ''A idéia de fazer os mutirões
é fantástica, mas ainda falta dar seqüência
ao trabalho para obter resultados reais'', observa Eleuses Paiva,
presidente da Associação Médica Brasileira
. O controle das doenças conhecidas como endemias, caso da
dengue e da febre amarela, também falhou. ''Faltou a coordenação
do esforço de prevenção nacional'', diz Regina
Parizi, presidente do CRM de São Paulo. Áreas
de educação e saúde são as mais bem
avaliadas
DA REPORTAGEM LOCAL As áreas de educação e saúde ultrapassaram
a área econômica como as mais bem avaliadas do governo
FHC, mostra o Datafolha. A performance positiva da educação
cresceu três pontos, e a da saúde, cinco pontos, na
comparação entre este mês e dezembro de 1998,
quando foi feita a última avaliação desse tipo.
Direto da Fonte Bocão No mundo, o Novartis Generics é um dos líderes do setor, com um faturamento global, em 2000, de aproximadamente US$ 1,2 bilhão.
|
||||||||||||||||||||||||