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23/12
Corrida pelo social
23/12
Áreas de educação e saúde são as mais bem avaliadas
23/12
Direto da Fonte

Corrida pelo social
Fonte:
Correio Braziliense - 23/12/2001


Antes mesmo do início oficial da campanha, os pré-candidatos que pretendem arrebanhar os votos do eleitorado governista se esforçam para apresentar seus avanços na área social. Mas dados do IBGE não autorizam a propaganda

Marina Oliveira
Da equipe do Correio

O tabuleiro da sucessão presidencial mudou. Mas a disputa dos pré-candidatos governistas à presidência da República pela melhor bandeira social continua fundamental para definir o jogo.

A governadora do Maranhão, Roseana Sarney (PFL), promete mostrar avanços extraordinários nos indicadores de saúde, educação e saneamento no estado que dirige desde 1995. Na verdade, tem conquistas absolutamente banais a exibir, iguais às de todos os outros governadores nordestinos.

O ministro da Saúde, José Serra, favorito do momento para disputar as eleições pelo PSDB, espera usar sua gestão como uma vitrine de sucessos na área social. Terá que responder, no entanto, por problemas como o aumento dos casos de dengue no país.

O governador do Ceará, Tasso Jereissati, que cumpre o terceiro mandato em 15 anos, desistiu da pré-candidatura pelo PSDB. Uma decisão que pode mudar, pois o nome oficial do partido só será escolhido na convenção nacional, em fevereiro. Tasso também costuma posar como benfeitor dos pobres. Como Roseana, ele admite que não reduziu a pobreza, mas alardeia importantes conquistas sociais em seu estado. Em linhas gerais, no entanto, Maranhão e Ceará simplesmente acompanharam a tendência de melhora dos indicadores sociais nacionais e do Nordeste.

É verdade que a vida dos pobres melhorou nos últimos sete anos. Mais crianças entre 7 e 14 anos estudam. Mais famílias da periferia têm água e esgoto em casa. Menos recém-nascidos morrem antes de completar um ano de idade por causa de diarréia ou vermes. Maranhão e Ceará, no entanto, não são casos isolados de avanços. No Piauí, na Paraíba, na Bahia, no Rio Grande do Norte, no Sergipe, em Pernambuco, em Alagoas, no Brasil inteiro, houve melhorias nos indicadores sociais.

Segundo o Mapa da Fome, da Fundação Getúlio Vargas, a pobreza não diminuiu no Maranhão e no Ceará. O estado de Roseana lidera o ranking dos mais pobres, com 63,7% da população com renda inferior ao custo de uma cesta básica mensal. O Ceará fica em terceiro, com 55,7% de sua gente nessa situação, atrás do Piauí, com 61,7%.

Apesar de alguns avanços, como maior oferta de água potável, a pobreza impede o acesso a esses novos bens. Mais de 100 mil casas visitadas pelo IBGE no Maranhão tinham água, mas nenhuma torneira ou banheiro. "O baixo nível de renda da população afeta qualquer política social", diz Lilibeth Robalo, diretora de pesquisas do IBGE. Leia no quadro à esquerda informações do IBGE de 1992, 1999 e do censo 2000.

Serra falha na continuidade

O ministro da Saúde, José Serra, é bom de briga. Desde 1998, desafiou a indústria farmacêutica para colocar os medicamentos genéricos no mercado. Depois enfrentou os Estados Unidos na Organização Mundial de Comércio e conseguiu a quebra das patentes dos remédios anti-AIDS. Detalhes importantes, no entanto, têm escapado ao ministro.

Especialistas criticam a falta de continuidade dos mutirões. Caso da campanha de prevenção contra o câncer de colo de útero. As mulheres foram convocadas aos postos de saúde para fazer exames preventivos. Faltou o acompanhamento daquelas diagnosticadas com a doença, muitas sequer ficaram sabendo do resultado. ''A idéia de fazer os mutirões é fantástica, mas ainda falta dar seqüência ao trabalho para obter resultados reais'', observa Eleuses Paiva, presidente da Associação Médica Brasileira .

O controle das doenças conhecidas como endemias, caso da dengue e da febre amarela, também falhou. ''Faltou a coordenação do esforço de prevenção nacional'', diz Regina Parizi, presidente do CRM de São Paulo.

Áreas de educação e saúde são as mais bem avaliadas
Fonte:
Folha de S.Paulo - 23/12/2001


Melhora o desempenho do Real; desemprego é o principal problema

DA REPORTAGEM LOCAL

As áreas de educação e saúde ultrapassaram a área econômica como as mais bem avaliadas do governo FHC, mostra o Datafolha. A performance positiva da educação cresceu três pontos, e a da saúde, cinco pontos, na comparação entre este mês e dezembro de 1998, quando foi feita a última avaliação desse tipo.

O Datafolha pediu aos entrevistados que respondessem livremente qual área se saía melhor no governo: 16% afirmaram ser a da educação, 10% a da saúde e 4% a da economia. Em 1998, havia um empate técnico entre educação e economia (13% a 12%). Saúde ficava com apenas 5%.

É muito provável que a desvalorização cambial de 1999 tenha ajudado a derrubar o percentual de aprovação da área econômica. Já a melhora do desempenho da saúde pode ser atribuída às agressivas bandeiras de marketing e às ações do ministro José Serra: campanha contra o fumo e implantação dos genéricos.

Plano Real
A avaliação dos brasileiros sobre o Plano Real melhorou. Dos entrevistados pelo Datafolha, 42% classificaram-no como ótimo ou bom (quatro pontos percentuais a mais do que em setembro deste ano) e 21% como ruim/ péssimo -sete pontos a menos do que há três meses. Para 36% (três pontos a mais do que na pesquisa passada), o Real é regular.

O desemprego (31%) continua sendo visto como o principal problema do país, seguido por fome/ miséria (13%), saúde (11%), violência/segurança (10%), corrupção (7%) e educação (5%).

A expectativa de que a inflação vai aumentar caiu de 72% em setembro para 63% na última pesquisa; 25% acham que ela ficará como está e 7% que ela vai diminuir. A expectativa de que o desemprego vai aumentar também caiu de 69% para 66%; 17% acham que ele ficará como está e 13% que ele vai diminuir.

Os brasileiros mais satisfeitos com o Real são aqueles que têm renda familiar mensal superior a 20 salários mínimos (44% de ótimo/bom), e os mais insatisfeitos aqueles que têm renda até 10 salários (22% de ruim/péssimo).

Entre as categorias profissionais, os mais satisfeitos com o Real são os profissionais liberais autônomos com formação superior (57% de ótimo/bom), seguidos dos assalariados sem registro (45%). Os mais insatisfeitos são os aposentados (24% de ruim/péssimo), os trabalhadores que vivem de bico, os desempregados que procuram emprego e os trabalhadores autônomos regulares (todos com 22% de ruim/péssimo).

Os brasileiros mais otimistas com o futuro também são os profissionais liberais autônomos (formação superior): 44% acham que a situação econômica do país vai melhorar. Já os mais pessimistas são os funcionários públicos: 42% acham que a situação do país vai piorar; pensam do mesmo modo 40% dos empresários e 38% dos desempregados que desistiram de achar emprego.

Direto da Fonte
Fonte:
O Estado de S.Paulo - 23/12/2001


Bocão
De olho no mercado de genéricos, que vem crescendo 12% ao mês, a Novartis Genéricos, criada em outubro, já detém 1,2% desse mercado, com oito medicamentos. Para alcançar a meta de, em dois anos, estar entre as três maiores do setor no Brasil, planeja investir R$ 50 milhões até 2003.

No mundo, o Novartis Generics é um dos líderes do setor, com um faturamento global, em 2000, de aproximadamente US$ 1,2 bilhão.

 

 
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