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Genéricos na Imprensa
Notícias
Conquista brasileira
Fonte: O
Estado de S.Paulo - 24/09/2001
A diplomacia brasileira, juntamente com o ministro da Saúde,
José Serra, em junho deste ano voltou a ter destaque mundial
comparado ao que em 1907, na 2.ª Conferência da Paz em
Haia, alcançou o então delegado brasileiro Rui Barbosa
por sua atuação brilhante.
O Brasil conquistou uma grande vitória contra os EUA. A
queixa contra o governo brasileiro por desrespeito às patentes
de remédios contra a aids foi retirada. Essa conquista possibilita
continuar o programa de combate à doença e a distribuição
gratuita aos doentes do País.
Essa conquista possibilita ainda a produção de remédios
genéricos não só para a aids, beneficiando
assim a população de baixa renda. Esses triunfos brasileiros
devem ser comemorados como um gol de placa. Mas é muito mais
do que uma conquista esportiva. É a conquista de uma nação
inteira. Jorge Tibúrcio Júnior, Maringá (PR)
Lilly
lança nova versão do Prozac no país
Fonte: Valor
Econômico - 24/09/2001
Farmacêutica Prozac DuraPac chega às farmácias
em outubro e disputa mercado de US$ 130 milhões
Maurício Capela, De São Paulo
De olho no mercado brasileiro de antidepressivos, que movimenta
US$ 130 milhões por ano, a americana Eli Lilly lança
uma nova versão do consagrado Prozac no país. Batizado
de Prozac DuraPac, o medicamento chega às gôndolas
das farmácias e drogarias nacionais em outubro.
Importado da Lilly da Inglaterra, o remédio foi desenvolvido
para atuar somente na segunda etapa do tratamento da depressão,
conhecido como a fase de manutenção. "O Prozac
DuraPac atua em um período onde os principais sintomas da
doença desapareceram e o paciente acredita que já
pode parar com o tratamento, quando na verdade não poderia
fazê-lo", explica André Feher, diretor médico
da Lilly no país.
A fase de manutenção representa 20% do mercado de
antidepressivos no país, o que significa US$ 26 milhões,
segundo Daniela Lins, diretora de Neurociência da Lilly no
Brasil. No mundo, a fatia dessa etapa do tratamento também
é de 20%, de um mercado global que movimenta US$ 13 bilhões.
Um dos grandes trunfos do Prozac DuraPac para convencer os pacientes
a não suspender a medicação e também
para desbancar os concorrentes é a sua posologia. Ao contrário
do tradicional Prozac, que independentemente da fase do tratamento
receita-se uma dose diária, recomenda-se um comprimido de
DuraPac por semana.
Contudo, o surgimento da nova versão do Prozac é uma
forma, segundo os concorrentes, do laboratório americano
ainda permanecer ligado à marca, depois que a patente do
tradicional medicamento nos Estados Unidos - mercado que representa
50% da venda mundial de antidepressivos - expirou em agosto deste
ano. Apesar de não concordar com a tese, a Lilly sabe que
as vendas de Prozac não vão repetir os números
do ano passado, quando o antidepressivo mais famoso do mundo alcançou
uma receita de US$ 2,6 bilhões. No Brasil, estima-se que
o Prozac faturou US$ 4,8 milhões em 2000.
O fato é que com um novo processo de fabricação,
o Prozac DuraPac não poderá ser copiado pelos fabricantes
de medicamentos genéricos. Protegido por patente, essa versão
do Prozac consumiu cinco anos de pesquisa.
Lançado nos Estados Unidos em março passado, o seu
primeiro mercado, e depois no México, Áustria e Portugal,
ninguém no laboratório comenta os planos para o medicamento.
Não há informações sobre projeções
de faturamento do novo remédio no Brasil e no mundo.
Mesmo sem conhecer os números, a chegada do Prozac DuraPac
preocupa a concorrência. Primeira a lançar o genérico
do Prozac no país, a BioTeva - parceria entre a brasileira
Biosintética e a israelense Teva - já acusa o golpe.
Maria Cláudia Villaboim, gerente de relações
institucionais da Biosintética, afirma que uma nova versão
desse antidepressivo perturba os planos do genérico da BioTeva.
"Sabemos que esse novo produto vai atrapalhar o faturamento
do nosso remédio", afirma a executiva.
Até o momento, porém, a cópia do Prozac da
BioTeva, lançado em março deste ano, tem registrado
um bom desempenho. Mantendo a previsão inicial, o faturamento
do genérico deverá ser de R$ 5 milhões em 12
meses.
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