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Genéricos na Imprensa
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FH
faz balanço do governo e diz que é preciso perseverar
no mesmo rumo
Fonte:O
Globo - 24/12/2001
Cristiane Jungblut
BRASÍLIA. A dez meses das eleições
de 2002, o presidente Fernando Henrique disse ontem que o Brasil
não deve se distanciar do projeto já iniciado. Para
ele, é preciso trabalhar durante anos na mesma direção:
da modernização econômica e da transformação
social. Em cadeia nacional de rádio e TV, Fernando Henrique
fez um balanço dos seus sete anos de governo e disse que
nunca se investiu tanto no social. O presidente fez previsões
otimistas para 2002, como a da queda da inflação,
e disse que "o futuro não é mais uma promessa
que nunca chega".
Numa alusão à crise na Argentina, o presidente afirmou
que, se não tivesse tomado "medidas às vezes
impopulares", o país também poderia estar passando
por dificuldades.
- Não devemos nos distanciar do projeto iniciado. Serão
necessários anos perseverando no mesmo rumo. No rumo da modernização
econômica e da transformação social - disse
o presidente.
Presidente cita programas do Ministério da Saúde
Fernando Henrique fez um balanço positivo do ano, destacando
que "a pobreza diminuiu e a taxa de mortalidade infantil baixou".
- Nunca o investimento social foi tão alto. Posso dizer ao
país que já começamos a pagar a histórica
dívida social no país - disse o presidente, admitindo
que "ainda há muita injustiça, desigualdade e
pobreza para combatermos".
Ao listar os sucessos do governo em 2001, Fernando Henrique fez
questão de citar programas ligados ao ministro da Saúde,
José Serra, pré-candidato do PSDB à Presidência.
Além do Bolsa-Alimentação, destinado a gestantes
em fase de amamentação e com crianças de até
6 anos, o presidente destacou a adoção dos remédios
genéricos e a batalha do Brasil na Organização
Mundial do Comércio (OMC) pela quebra de patentes de medicamentos,
principalmente os usados no tratamento da Aids.
FH destaca criação derede de proteção
social
O presidente destacou a criação de uma rede de proteção
social, citando também o programa Bolsa-Escola.
- Hoje, temos a maior rede de proteção social que
já se fez no Brasil - disse Fernando Henrique, acrescentando:
- É verdade que o desemprego está alto, aqui e em
quase todo o mundo.
No plano econômico, o presidente fez previsões otimistas
para 2002, apesar das turbulências internacionais. Ele disse
que o Brasil vai crescer cerca de 3% em 2002 e que a inflação
será menor que a de 2001. Este ano, a inflação
ficará entre 6% e 7%.
Mas o presidente reconheceu que o governo poderia ter evitado alguns
erros e citou como exemplo a crise de energia.
- Poderíamos ter evitado algumas falhas, como a crise de
energia, para cuja solução você, brasileiro,
tão generosamente está contribuindo. Você apagou
a luz e iluminou o Brasil. Se pesarmos na balança as conquistas
que já promovemos e os problemas que ainda temos pela frente,
veremos que o Brasil tem condições de chegar ao seu
grande destino. Teremos mais a comemorar a cada Natal - disse.
Ao encerrar o pronunciamento, veiculado às 20h de ontem e
destinado a desejar feliz Natal e Ano Novo à população,
o presidente se referiu mais uma vez, indiretamente, à crise
econômica, social e política vivida pela Argentina.
Ele disse que o país está enfrentando os desafios
da globalização com "inteligência, sem
medo e sem complexo de inferioridade".
- Apesar de vivermos num cenário internacional turbulento,
tenho certeza de que a cada ano estaremos mais fortes - disse o
presidente.
O pronunciamento foi gravado na última sexta-feira, antes
de o presidente embarcar com a família para passar o Natal
no Pantanal.
FHC diz que a dívida social já está sendo paga
Fonte:
O Estado de S.Paulo - 24/12/2001
O presidente Fernando Henrique Cardoso afirmou ontem, em mensagem
de Natal e ano-novo em cadeia de rádio e televisão,
que ainda há injustiça a ser combatida, mas o governo
já começou a pagar a histórica dívida
social
'Investimento social nunca foi tão alto', diz FHC
Presidente admite que há injustiças, mas afirma que
rede de proteção é a maior que o País
já teve
JOÃO DOMINGOS
BRASÍLIA - O presidente Fernando Henrique Cardoso
afirmou, em sua mensagem de Natal e ano-novo, transmitida ontem
em cadeia nacional de rádio e TV, que no Brasil ainda existe
"muita injustiça", mas o governo já começou
"a pagar a histórica dívida social". De
acordo com o presidente, o investimento social nunca foi tão
elevado no País.
"Pode não ser suficiente, eu sei, pois ainda há
muita injustiça, desigualdade e pobreza para combatermos",
acrescentou. Ele também reconheceu que o desemprego ainda
está elevado, mas explicou que, se não tivesse adotado
medidas aparentemente "impopulares" e "amargas"
para proteger a Nação, o Brasil poderia estar vivendo
situações parecidas com as de outros países,
numa referência indireta à crise argentina.
Fernando Henrique lembrou que, quando o real foi criado, a inflação
era de 20% ao mês e agora é de 6% a 7% ao ano. Disse
que a pobreza diminuiu, que a mortalidade infantil baixou, que hoje
a entrada de investimentos estrangeiros é de US$ 2 bilhões
mensais, enquanto antes era de US$ 2 bilhões anuais e que
o País está fazendo a maior reforma agrária
de sua história, com um total de 500 mil famílias
assentadas.
Crescimento - Mesmo com as dificuldades mundiais, Fernando
Henrique acredita que a taxa de crescimento do Produto Interno Bruto
(PIB) deve ficar próxima de 3% ou mais no ano que vem. O
presidente disse que a rede de proteção social que
seu governo está criando é a maior que o Brasil já
teve. Ele deu como exemplos alguns programas de assistência
e transferência direta de renda para a camada mais pobre da
população, como o Bolsa-Escola, o Bolsa-Alimentação,
o programa de assistência aos idosos, a previdência
rural, o seguro-renda no Nordeste e o programa de combate ao trabalho
infantil.
Numa referência indireta ao ministro da Saúde, José
Serra, que é pré-candidato de seu partido, o PSDB,
à Presidência da República, Fernando Henrique
incluiu os remédios genéricos entre os itens que fazem
parte da rede de proteção social. A fabricação
de medicamentos genéricos tornou-se uma das principais bandeiras
de Serra.
Mea-culpa e otimismo - Apesar do balanço positivo de seu
governo, Fernando Henrique fez um mea-culpa e admitiu que houve
erros. "Isso não significa que tenhamos feito tudo,
que não tenhamos errado."Ele avaliou que poderia ter
evitado algumas falhas, e deu como exemplo a crise da energia, aproveitando
para elogiar a população por ter reduzido o consumo
de eletricidade. "Você apagou a luz e iluminou o Brasil",
afirmou.
No pronunciamento, Fernando Henrique também demonstrou confiança
no futuro. Ele disse que, numa comparação entre as
conquistas que seu governo já promoveu e os problemas que
ainda tem pela frente, fica claro que o Brasil tem condições
de chegar ao seu destino. Por isso, acrescentou ele, o governo não
deve distanciar-se do seu projeto inicial. "Serão necessários
anos perseverando no mesmo rumo", afirmou. "No rumo da
modernização econômica e da transformação
social", completou.
Roteiro ecológico - Fernando Henrique, que desde sábado
descansa com a família no Hotel Fazenda Refúgio Ecológico
Caiman, no Pantanal mato-grossense, fez um passeio ecológico
na tarde de ontem. Acompanhado pela primeira-dama, Ruth Cardoso,
quatro netos e os filhos Paulo Henrique e Beatriz, o presidente
foi até a Ponte do Paizinho, dentro da área do hotel,
para observar araras azuis e alimentar jacarés. (Colaborou
Gilse Guedes, enviada especial a Miranda)
FHC faz referência a Serra e admite falha
Fonte:
Jornal de Brasília - 24/12/2001
O presidente Fernando Henrique Cardoso afirmou ontem, em mensagem
de Natal e Ano-Novo transmitida em cadeia nacional de rádio
e televisão, que o País vai crescer próximo
a 3% ou mais no ano que vem, apesar das dificuldades mundiais. Fernando
Henrique disse que hoje o
Brasil tem a maior rede de proteção social que já
se fez.
São programas de assistência e transferência
direta de renda aos mais pobres, como o Bolsa-Escola, o Bolsa-Alimentação,
o Programa de Assistência aos Idosos, a Previdência
Rural, o Seguro-Renda no Nordeste e o Programa de Combate ao Trabalho
Infantil.
Numa referência indireta ao ministro da Saúde, José
Serra, pré-candidato do PSDB à Presidência da
República, Fernando Henrique incluiu os remédios genéricos
entre os itens que fazem parte da rede de proteção
social. O ministro José Serra transformou a briga pela fabricação
de genéricos em uma de suas principais bandeiras à
frente do Ministério da Saúde.
Ao se encontrar, na última sexta-feira, com o secretário
municipal de Saúde de São Paulo, o deputado petista
Eduardo Jorge, disse que os dois são do mesmo partido: o
da saúde. Eduardo Jorge é o autor da lei que abriu
o mercado para os genéricos.
Na mesma mensagem, Fernando Henrique disse que nunca o investimento
social foi tão alto no Brasil. "Pode não ser
suficiente, eu sei, pois ainda há muita injustiça,
desigualdade e pobreza para combatermos" .
O presidente lembrou que o desemprego ainda está alto, tanto
no Brasil quanto no resto do mundo. "Mas, se olharmos a situação
de outros países, veremos como poderia estar o Brasil se
não tivéssemos tomado medidas que, às vezes,
são impopulares, amargas, mas que a longo prazo protegem
a Nação", afirmou, na sua única referência
à Argentina, mesmo assim, indireta.
"Isso não significa que tenhamos feito tudo, que não
tenhamos errado", admitiu, dizendo que poderia ter evitado
algumas falhas. "Como a crise de energia, para cuja solução
você, brasileiro, tão generosamente está contribuindo".
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