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Genéricos na Imprensa
Notícias
Coquetel Amargo
Fonte: Jornal
do Brasil - 26/08/2001
O
ministro José Serra, da Saúde, operou com energia
a crise com o laboratório Roche a respeito do preço
considerado excessivo do remédio Nelfinavir, um dos mais
caros do coquetel anti-Aids. Num primeiro momento, o ministro ameaçou
quebrar a patente, entregando à Fiocruz a tarefa de produzir
genérico por quase metade do preço cobrado pela Roche.
Depois, admitiu a possibilidade de voltar a negociar.
As negociações entre governo e laboratório
vinham sendo realizadas com alguma rispidez, mesmo desde que os
EUA, em Genebra, recuaram na guerra das patentes. Depois de muita
pressão internacional, os EUA aceitaram retirar o panel (comitê
de arbitragem) no âmbito da Organização Mundial
de Comércio contra a lei de patentes no Brasil. O prosseguimento
da disputa - áspera sempre que envolve laboratório
farmacêuticos - ameaçaria a política brasileira
de produção de medicamentos genéricos para
Aids e outras doenças.
O laboratório Merck Sharp reduziu em quase 70% o preço
de dois medicamentos anti-Aids. Já com a Roche as negociações
são mais difíceis. O ministro da Saúde tentara
várias vezes contato com o presidente da empresa, que dizia
que sua agenda não permitia encontro nas datas possíveis.
Só mesmo a ameaça da quebra de patente poderia colocar
as conversações em novo rumo. Caso contrário,
quando a Fiocruz estiver fabricando o remédio, não
haverá como voltar atrás.
O programa de distribuição gratuita de remédio
contra Aids no Brasil é considerado um dos mais eficientes
do mundo. Atende mais de 100 mil pacientes por ano: 44% dos remédios
vêm de laboratórios nacionais e 56% são importados.
Este programa vinha encontrando barreiras aparentemente intransponíveis
entre os laboratórios que se recusavam a permitir que seus
remédios participassem do coquetel a preços razoáveis.
O flagelo aidético atinge atualmente 36 milhões de
pessoas e já matou outros 22 milhões no mundo. Até
a China acaba de admitir que há pelo menos 600 mil chineses
com Aids (embora a ONU ache que já ultrapassou 1 milhão
de doentes e se o ritmo de contaminação for mantido
poderá chegar a ter até 20 milhões de portadores
do vírus até 2010).
Os pontos de vista defendidos pelo Brasil na sessão especial
da ONU sobre a pandemia de Aids, em janeiro deste ano - igual importância
à prevenção e ao tratamento, preços
diferenciados dos medicamentos de acordo com o poder aquisitivo
do país, proteção à produção
local de remédios e criação de fundo mundial
de combate à Aids - foram incorporados à declaração
final. Falta agora a colaboração dos laboratórios.
Elogio de Lula a Serra
é estratégia para vender petista menos radical
Fonte: Folha
de S. Paulo- 26/08/2001
Kennedy
Alencar
da Sucursal de Brasília
O
elogio de Luiz Inácio Lula da Silva ao ministro José
Serra (Saúde) é parte da estratégia do virtual
candidato do PT à Presidência da República para
tentar manter o bom desempenho nas pesquisas. A idéia de
Lula é se apresentar como alternativa de poder mais confiável
e menos radical do que em eleições anteriores.
Na quinta, o petista disse ser "louvável" a intenção
de Serra de quebrar a patente de remédios contra a Aids cujos
fabricantes resistam a reduzir os preços.
Lula está preocupado em não perder parte da boa intenção
de voto, que avalia ter alcançado cedo. Ele saiu de menos
de 30% no ano passado para 35% na última pesquisa Datafolha.
Em outros levantamentos, chega a 36%.
O petista acredita que parte desse índice seja volúvel
-uma taxa de frustração com o governo do presidente
Fernando Henrique Cardoso. Para segurar esse eleitorado, Lula tem
caminhado cada vez mais para uma posição social-democrata
e entrado em choque explícito com setores radicais hoje minoritários
no partido. Ele quer se afastar do carimbo da oposição
que só critica.
Seu maior temor é reviver uma disputa plebiscitária,
como nas três eleições presidenciais perdidas
em que foi vendido pelo adversário como um risco à
economia. Foi assim com Fernando Collor de Mello, em 1989, e com
Fernando Henrique Cardoso, em 1994 e 1998. Ao elogiar a intenção
de Serra, Lula busca mostrar que o PT saberá manter feitos
positivos do atual governo.
Petistas avaliam ser melhor um segundo turno entre Lula e Serra
do que entre Lula e o ministro Pedro Malan (Fazenda). "O PT
tem profundas divergências com Serra, parte do mesmo governo
que Malan. Mas eles não são a mesma coisa", diz
o deputado federal Aloizio Mercadante (PT-SP).
Segundo o deputado, Serra implementou propostas do PT, como os medicamentos
genéricos e a vinculação constitucional de
receitas do Orçamento à pasta da Saúde. "O
Malan é a expressão acabada do neoliberalismo predatório",
diz Mercadante.
O deputado sempre busca transmitir segurança ao afirmar que
o pré-programa econômico do PT não é
inflacionário. Mercadante comprou briga com economistas petistas
ao apresentar um documento que menciona metas de inflação
e se compromete com a estabilidade: "Não é discurso
de ocasião, mas uma convicção majoritária
no PT", diz.
Outro exemplo de declaração para quebrar resistências
foi o aceno de Lula para eventual aliança no primeiro turno
entre as principais forças de oposição.
Quando ficou claro que o governador de Minas, Itamar Franco, seria
derrotado na convenção de 9 de setembro do PMDB, Lula
voltou a sinalizar que poderia haver uma união das esquerdas.
Mas ele crê que a aliança seja praticamente impossível
no primeiro turno e que, se ocorresse, poderia trazer mais prejuízos
do que benefício. Itamar e Leonel Brizola (PDT) são
vistos como carimbos negativos para quem tenta mostrar que sua proposta
econômica não significaria o fechamento da economia
ou a volta de uma nacionalismo anacrônico.
Conselho
quer economia de 45% com genéricos
Fonte: Jornal
do Tocantins (TO)- 26/08/2001
CRF fará campanha em breve, para que a população
de baixa renda tenha acesso ao medicamento de menor custo
Rosalvo
Leomeu
Goiânia- Correspondente
Conseguir
uma economia em média de 45% na compra dos remédios
e garantir o acesso da população de baixa renda aos
medicamentos, conseguindo com isso o sucesso do tratamento estabelecido
pelos médicos é a meta do Conselho Regional de Farmácia
do Tocantins com uma campanha que será deflagrada brevemente
em prol do uso dos medicamentos genéricos. A estratégia
para essa campanha começou a ser delineada, em Palmas, na
noite da última sexta-feira, em uma reunião plenária
do Conselho. Os primeiros passos já foram dados, mas a campanha
deverá atingir seu auge em todo Estado no dia 8 de novembro,
dia nacional do medicamento genérico, quando o Ministério
da Saúde deflagrará ações semelhantes
em todo País.
A presidente do Conselho Regional de Farmácia do Tocantins,
Carmen Iris Tolentino explicou que, a partir de 15 de setembro,
de acordo com determinação legal, os medicamentos
similares sem nome de fantasia não poderão ser mais
vendidos pelas farmácias e o medicamento genérico
ganhará um reforço com uma campanha nacional. A campanha
orientará o consumiodor a identificar o remédio pela
embalagem que trará escrito o título "Medicamento
Genérico Lei 9787/99 " e uma tarja amarela com um G
de genérico e o texto "Medicamento Genérico".
Entraves
Carmen Tolentino, revela que o primeiro passo da estratégia
é ganhar a adesão das faculdades de farmácia
e bioquímica do Centro Educacional Luterano de Palmas e do
Instituto Tocantinense Presidente Antonio Carlos de Araguaína
para uma pesquisa que será feita junto aos prescritores tocantinenses,
no caso os médicos, e junto às drogarias e farmácias
que são os pontos de vendas para se saber quais são
as causas do entrave para a adoção do genérico
no Tocantins.
Receita
O medicamento genérico tem uma economia média de 45%
de custo em relação aos remédios de marca ou
referência, mas dependendo do produto a economia pode chegar
a 50% e até 60%. Todavia, segundo Carmen Tolentino, essa
economia não se concretizará se os médicos
não receitá-los e se as farmácias não
colocá-los à disposição dos consumidores.
Campanha
Segundo a presidente do Conselho também será feita
uma distribuição em shoppings, farmácias e
pontos de reunião pública de uma lista atualizada
com o nome dos medicamentos disponíveis. E, apoiando a campanha
tocantinense, a gerente geral de medicamentos genéricos da
Agência Nacional de Vigilânia Sanitária, Vera
Valente, revela que por força de lei os médicos do
setor público (SUS) são obrigados a receitar o medicamento
pela denominação genérica e que se o consumidor
na farmácia for ludibriado levando similar em vez de genérico
pode recorrer ao Procon para garantir os seus direitos este último
passa por testes rigorosos antes de sua aprovação
e tem a mesma qualidade do medicamento de referência. Só
que ele é em média 45% mais barato do que o original.
Uso
dos produtos dará fidelidade e economia
Goiânia-Correspondente
- " O uso do genérico vai trazer às farmácias
a fidelidade dos seus clientes." Esta opinião foi voz
corrente entre os participantes do 2º Congresso Brasileiro
de Medicamentos Genéricos realizado, na semana passada, em
Goiânia, e é defendida pela farmacêutica Christiane
Bonamigo, coordenadora da Farmácia Básica da Secretaria
Municipal de Araguaína. Christiane enfatiza que por usar
um medicamento que tem a mesma qualidade do medicamento de referência
o cliente vai obter os resultados desejados e com isso ele voltará
à farmácia sempre que necessitar. Assim, a longo prazo
a farmácia vai ganhar porque conquistará a fidelidade
dos seus clientes. E estes por outro lado ganharão com a
economia no preço e poderão, inclusive adquirir mais
produtos.
Uma pesquisa ( Ver boxe) realizada pela Farmácia Básica
da Secretaria Municipal de Araguaína mostra que há
caso até de 60% de economia na compra de um medicamento genérico
em relação ao remédio de referência.
Todavia, Christiane Bonamigo diz que há um desafio pela frente
para o uso dos genéricos no Tocantins: convencer a classe
médica. Ela desta o seguinte: " Os farmacêuticos
que participaram do último Congresso Brasileiro de Medicamentos
Genéricos voltaram convencidos da validade e da importância
do seu uso. Contudo, isso de nada vai adiantar se os médicos
não receitá-los porque há profissionais da
medicina que não acreditam na qualidade dos genéricos
mesmo com a campanha que está sendo promovida pelo Ministério
da Saúde." (R.L)
Diferença de preços entre Genéricos x Referência
-Medicamento Indicação Genérico Referência
Diferença -Albendazol (50 mg bisnaga) Antivirótico
R$ 8,41 R$ 14,65 42,59% -Aciclovir (40mg/ml frasco) Vermífugo
R$ 3,21 R$ 5,2 38,27% -Ampicilina (3g frasco) Antibiótico
R$ 6,54 R$ 12,35 47,04% -Cetoconazol (30mg bisnaga) Antimicótico
R$ 6,23 R$ 13,3 53,16% -Cloridrato de Ambroxol (6mg/ml xarope) Expectorante
R$ 7,22 R$ 12,5 42,24% oCloridrato de Metoclopramida (5mg/ampola)
Antiemético e antinauseante R$ 40,14 R$ 78,05 48,57% -Cloridatro
de Ranitidina (150mg comprimidos) Antiulceroso R$ 9,96 R$ 24,2 58,84%
-Cloridrato de Verapamil (240mg comprimidos) Antianginoso e Vasodilatador
R$ 22,93 R$ 46,70 50,90% -Dexamitasona (0,1mg/ml elixir) Antiinflamatório
e antialérgico R$ 4,35 R$ 9,98 56,41% -Dimiticona (40mg comprimidos)
Absorvente e antiséptico intestinal R$ 3,57 R$ 7,5 52,40%
-Maleato de Enalapril (0,1mg/ml elixir) Anti-hipertensivo R$ 14,74
R$ 36,87 60,02% -Sulfato de Salbutamol (0,4mg/ml frasco) Broncodilatador
R$ 2,7 R$ 4,85 42,89%
Fonte: Pesquisa feita pela coordenação
da Farmácia Básica da Secretaria Municipal de Araguaína
EUA
já economizam 40% com medicamento
Goiânia
-Correspondente- A adesão dos tocantinenses aos medicamentos
genéricos indica que o Estado do Tocantins se insere em uma
tendência mundial já que o mercado de genéricos
vem crescendo a uma taxa de 11% ao ano. De acordo com o Congressional
Budget Office (CBO), um relatório norte-americano, os consumidores
dos Estados Unidos tiveram só em 1994 uma economia entre
8 e 10 bilhões com o uso dos genéricos. Dados desse
relatório comprovam que os genéricos já correspondem
a 42% das prescrições dos médicos norte-americanos
gerando 40% de econonomia para os bolsos dos seus pacientes e isso
tende a crescer numa taxa de 13% ao ano.
Os Estados Unidos, o Japão e a Alemanha representam hoje
60% do mercado mundial de genéricos. O avanço desse
tipo de medicamento não acontece por obra e graças
dos céus. As autoridades norte-americanas, francesas e espanholas
tiveram que adotar medidas a fim de que as versões dos genéricos
pudessem chegar rapidamente ao mercado a fim de deter a escalada
de aumento dos preços dos remédios. Além disso,
nesses países, diversas patentes de medicamentos de sucesso
vão ter suas autorizações vencidas em 2004.
Isto vai possibilitar um potencial mercado de US$ 30 bilhões
de vendas que poderá contar com uma grande participação
dos produtores de genéricos. (R.L.)
Mercado mundial
oEUA US$ 10 bilhões oAlemanha US$ 2.2 bilhões oCanadá
US$ 720 milhões oReino Unido US$ 650 milhões
Fonte:
Scrip 99 World Generic Drugs Market
Produtores
querem 30% do mercado
Goiânia-Correspondente
- "A disponibilidade e ao acesso aos medicamentos constituem
parâmetros que permitem medir a qualidade dos serviços
de saúde e constituem indicadores sociais de justiça
e equidade na distribuição das riquezas de uma nação."
Esta declaração de Cartagena valida o uso dos medicamentos
genéricos no Tocantins e no Brasil. De acordo com a prestigiosa
revista inglesa The Economist, o Brasil é o nono país
do mundo no uso de medicamentos per capita. Todavia, 50% dos pacientes
abandonam o tratamento devido ao alto preço dos remédios.
Os dados brasileiros apontam que a classe A representada por 15%
da população consome 48% dos medicamentos fabricados
no País. A classe B com 34% da população usa
36% dos remédios produzidos no Brasil. E a classe C, a mais
necessitada, com 51% da população, pode comprar apenas
16% dos medicamentos que são fabricados. Daí a importância
da adoção dos medicamentos genéricos para facilitar
o acesso desse segmento às farmácias e aos tratamentos.
O mercado brasileiro de medicamentos é de US$ 7, 5 bilhões.
A Lei 9.787, de 10 de fevereiro de 1999 instituiu o medicamento
genérico no Brasil e nos seus primeiros nove meses de existência
esse tipo de remédio representou 1,06% do mercado nacional
com números de U$$ 7, 9 milhões. No mês de março,
esse número subiu para 1,47%; em junho passou para 2,7%.
A meta do grupo Pro Genéricos, que reúne 27 fabricantes,
é de crescer 30% nos próximos três anos e atingir
números de faturamento de US$ 2 bihões. A previsão
do grupo é para chegar até o final deste ano com 10%
do mercado o no País já que 86% dos medicamentos de
marca comercializados podem ter também sua versão
de genéricos. (R.L)
Números de genéricos
-Registrados 320 -Comercializados 225 -Princípio ativo 131
-Importados 85 -Nacionais 235 -Em processo de registro na Anvisa
459 -Fabricantes de genéricos 27
Fonte:
Grupo Pro Genéricos
Indústria quer reajustar
remédios
Fonte:Jornal
do Commercio(PE)- 26/08/2001
Empresários
afirmam que o setor está em recessão e pediram aos
ministros José Serra e Pedro Malan para aumentar os preços
dos medicamentos entre 8% e 12%
A
indústria farmacêutica brasileira solicitou aos ministros
da Saúde, José Serra, e da Fazenda, Pedro Malan, um
reajuste de 8% a 12% dos preços dos seus produtos. O motivo
alegado pelos industriais é a recessão no setor, que
apresentou queda de 1,4% nas vendas por unidades de medicamento,
nos últimos 12 meses.
De acordo com o diretor-executivo da Associação dos
Laboratórios Farmacêuticos Nacionais (Alanac), José
Fernando Magalhães, as sucessivas quedas nas vendas das indústrias
farmacêuticas vêm acontecendo desde junho de 1998, quando
foi registrado um percentual de 2,4%, na comparação
com o mês de junho de 1997. Entre 1998 e 1999, essa queda
foi de 4,38%. De lá para cá, apenas no período
entre junho de 1999 e 2000 foi observado um crescimento de vendas,
um percentual tímido de 0,96%.
GENÉRICOS - Dentre as causas que provocaram esse desempenho
negativo dos negócios do setor, está o crescimento
do mercado de genéricos. Na documentação enviada
aos ministros, os industriais dizem que o objetivo dos genéricos
era ampliar o número de consumidores de medicamentos, mas
ocorreu apenas a transferência de consumo dos produtos de
marca. Os empresários consideram que a situação
no primeiro semestre deste ano é pior porque cresceu o número
de genéricos ofertados no mercado.
Outros motivos apontados como responsáveis pela recessão
no setor foram a crise no câmbio e o congelamento dos preços
dos remédios, que estão desde dezembro de 2000 sem
reajuste. "A tendência é que, até o fim
deste ano, os percentuais de queda nas vendas das indústrias
sejam maiores", projeta Magalhães. Os industriais, representados
por seis entidades, ressaltam o aumento do desemprego no setor.
Magalhães ainda aponta uma redução nos investimentos
voltados para pesquisas de desenvolvimento e marketing. "Nos
últimos 12 meses, esses investimentos caíram em pelo
menos 35%", afirma.
Os projetos de ampliação e construção
de novas unidades industriais também estão sendo abandonados.
Num levantamento preliminar realizado pela Alanac, foi observado
que apenas seis entre 19 projetos iniciados em 1999 continuam em
andamento ou foram concluídos. No Brasil, a indústria
farmacêutica movimenta, por ano, US$ 7 bilhões, dos
quais US$ 2,2 bilhões representam o mercado das empresas
nacionais.
Hemope
trabalha de graça para plano de saúde
A
Fundação Hemope está trabalhando de graça
para operadoras de plano de saúde. A denúncia é
do presidente da Fundação, Aderson Araújo,
que enumera um total de 10 empresas que estão inadimplentes
com a instituição. "Todos os meses perdemos uma
receita que varia entre R$ 60 mil e R$ 70 mil", declara Araújo.
O pagamento é proveniente do uso, pelos clientes do plano,
do sangue coletado e processado na Fundação.
A cobrança, na verdade, se faz para cobrir as despesas que
o hemocentro tem na compra de insumos usados para obter o produto
final utilizado nos pacientes. No valor faturado para os planos
de saúde também estão incluídos os custos
com os honorários médicos. Tal cobrança está
legalmente amparada na Lei Federal nº 10.205, de 21 de março
de 2000.
Mesmo acobertado constitucionalmente, o Hemope - diante do seu caráter
público e também devido a essencialidade de sua função
- não pode simplesmente suspender o fornecimento de sangue
para os devedores. E aí o débito se acumula piorando
ainda mais a saúde financeira da instituição,
que também não recebe do Ministério da Saúde
tudo o que é gasto com a prestação do serviço
de hematologia e hemoterapia no Estado. "Temos um déficit
acumulado de janeiro a julho de mais R$ 3 milhões só
com o SUS", declara o diretor financeiro do Sindicato dos Servidores
do Hemope, Geraldo Lima.
O presidente da Associação Brasileira de Medicina
de Grupo (Abrange) no Nordeste, Flávio Wanderley, reconhece
a dívida de algumas operadoras de plano de saúde,
mas contesta a relação contratual feita entre as partes.
"O serviço deveria ser faturado aos hospitais, como
acontece com o oxigênio. Isso simplificava a cobrança
e não expunha o plano de saúde que, em muitos casos,
nem é o responsável pelo prejuízo do hemocentro.
Inúmeras vezes, a unidade médica é a responsável
pela inadimplência por não repassar ao hemocentro o
que recebe das operadoras devido a transfusão", diz
Wanderley.
Empresas
investem na abertura de farmácias para agregar valor
Além
de ser um negócio lucrativo, investir em farmácias
tornou-se também uma ótima receita para agregar valor
a serviços de empresas de diversos setores. Foi assim que
aconteceu com a Unimed Recife, que já possui um estabelecimento
farmacêutico e tem projetos para construir mais dois.
O investimento na farmácia gira em torno de R$ 15 mil. O
atual estabelecimento se localiza no Centro Administrativo da Unimed
e a próxima unidade, que deverá ser aberta dentro
de 90 dias, ficará na urgência geral de Olinda. O terceiro
projeto deverá ficar no centro de atendimento em Boa Viagem.
"A farmácia não tem finalidade lucrativa, mas
agrega valor ao plano de saúde. É uma forma de satisfazer
e facilitar a vida do usuário", ressalta a presidente
da Unimed Recife, Maria de Lourdes Araújo. Com a farmácia,
os usuários podem ter serviço de entrega domiciliar
e de 10% a 25% de desconto no preço dos remédios.
Além de contar com todos os genéricos disponíveis
no mercado.
A rede de supermercado Bompreço também apostou nas
farmácias. "A idéia das farmácias foi
uma forma de agregar serviços aos clientes, pois hoje a vida
busca praticidade", explica o gerente de Relações
com a Comunidade e de Pesquisas de Mercado do Bompreço, Raymundo
Almeida. Hoje, a rede de supermercados possui 55 farmácias
em suas lojas e está inaugurando um novo serviço.
De acordo com Almeida, os clientes do Bompreço poderão
acessar agora o site da empresa (www.bompreco.com.br) para solicitar
uma série de informações sobre as farmácias
e sobre medicamentos. As perguntas são respondidas por um
bureau de farmacêuticos.
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