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Genéricos na Imprensa
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Saúde Ricardo
Boechat Fonte: O
Globo - XColuna - 27/04/2001 Chega
semana que vem ao Brasil o primeiro genérico de combate ao câncer
de mama. Fabricado na Alemanha, o Citrato de Tamoxifeno custará a metade
do preço do original.
Serra admite que redução
dos preços não será feita no dia 1º
SIMONE
CAVALCANTI Fonte: O Estado de S.Paulo - Geral/Saúde - 27/04/2001
BRASÍLIA
- O ministro da Saúde, José Serra, admitiu ontem que a redução
de preços de remédios deve ocorrer ao longo do mês de maio
e não estará concentrada no primeiro dia. Ele ressaltou que, primeiro,
é preciso aguardar os pedidos dos laboratórios que serão
encaminhados à Agência Nacional de Vigilância Sanitária
(Anvisa). Assim que o requerimento é feito, disse, a redução
pode ser automática. Mas a compensação das contribuições
do PIS e da Cofins só será dada aos fabricantes que não tenham
débitos com a Receita Federal, o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS)
e o Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS), mesmo que os laboratórios
tenham o pedido de adesão à medida aprovado pela Anvisa. Caso
a análise da Receita Federal, para onde serão encaminhados os pedidos
depois da Anvisa, mostre que as empresas estão inadimplentes, o ingresso
no programa é suspenso e o preço do medicamento pode voltar aos
níveis de antes da redução. "É preciso aguardar
porque os laboratórios estão se arrumando", disse Serra em
relação à irregularidade das empresas quanto a sua situação
fiscal. Segundo o secretário de Investimento e Gestão do Ministério
da Saúde, Geraldo Biasotto, em São Paulo, Rio e Minas, a redução
do preço dos medicamentos será de, no máximo, 10,2%. Nesses
Estados, o ICMS cobrado ainda é de 18%, porcentual máximo aplicado
a esse tributo. Para outros Estados, como Rio Grande do Norte, onde o imposto
é de 12%, os remédios podem ficar 16,34% mais baratos. Em nota divulgada
à imprensa, o Ministério da Saúde informou que está
negociando com os Estados a redução do ICMS para 12% e já
há disposição de Santa Catarina, Minas e Distrito Federal.
13 são premiados por ação
pró-cidadania Prêmio Carlito
Maia é entregue Fonte:
Folha de S.Paulo - São Paulo/ TROFÉU - 27/04/2001
Da
reportagem local
Treze profissionais receberam ontem, no Theatro São Pedro, o Troféu
Carlito Maia. Eles foram premiados pelas ações sociais, em prol
da cidadania e dos direitos humanos, que desenvolveram em suas respectivas áreas
de atuação. Os homenageados foram o ex-jogador de futebol Raí,
o empresário Oded Grajew (do Instituto Ethos), o compositor Fernando Brandt,
o diretor do BID (Banco Interamericano de Desenvolvimento), Cláudio Moura
Castro, o diretor e editor da editora Três, Domingo Alzugaray, o diretor
do "Jornal da Tarde", Fernão Mesquita, Geraldinho Vieira, diretor-executivo
da Andi (Agência de Notícias dos Direitos da Infância), o diretor
de jornalismo da TV Globo de São Paulo, Amaury Soares, o diretor da Pinacoteca
do Estado de São Paulo, Emanoel Araújo, e o padre Júlio Lancellotti,
da Pastoral do Menor. Dois políticos também receberam o prêmio:
o ministro da Saúde, José Serra, pela defesa dos medicamentos genéricos,
e o governador Mário Covas, in memoriam, por sua atuação
política. Otavio Frias Filho, diretor de Redação da Folha,
foi escolhido Cidadão Liberdade de Imprensa, pelo Projeto Editorial do
jornal. Ele foi representado, na solenidade, pelo editor do caderno Brasil, Fernando
de Barros e Silva. O troféu, criado pela revista "Imprensa",
leva o nome do publicitário Carlos Maia de Souza, o Carlito Maia, militante
do PT, que atuou na década de 70, durante o período do regime militar,
em defesa da redemocratização.
Primeiro
genérico contra o câncer chega ao mercado Sai
o 1.º genérico para tratamento de câncer
- O tamoxifeno, essencial contra câncer de mama, estará no mercado
na semana que vem. Luciana
Miranda Fonte: O Estado de S.Paulo - Capa/Geral - 27/04/2001
A
partir da próxima semana, chega às farmácias o primeiro genérico
para câncer: o tamoxifeno, equivalente ao Novaldex. O remédio é
essencial no tratamento do câncer de mama, o tipo mais freqüente da
doença em mulheres. Segundo estimativas do Instituto Nacional de Câncer
(Inca), o câncer de mama será responsável por 32 mil novos
casos e quase 9 mil mortes este ano. Para o consumidor, o lançamento
do tamoxifeno significa economia. Enquanto o remédio de marca (caixa com
30 comprimidos de 20 mg) custa R$ 147,38, o genérico será vendido
por R$ 69,60. A redução de preço é de 53%. Importado
da Alemanha pelo laboratório Hexal, o tamoxifeno chegará primeiro
às farmácias de São Paulo e depois às do restante
do País. A gerente de desenvolvimento de mercado do Hexal, Telma Salles,
afirmou que o laboratório tem estoque suficiente para atender à
demanda nacional. O genérico tamoxifeno é usado há dez anos
na Alemanha. "O mercado de genéricos tem crescido continuamente",
afirmou ontem a gerente-geral de genéricos da Agência Nacional de
Vigilância Sanitária (Anvisa), Vera Valente. Na fila de espera para
pedir registro de genérico, há 35 indústrias que querem entrar
nesse segmento. Hoje, 22 laboratórios produzem genérico. A lista
de genéricos dá conta de 80 substâncias diferentes para venda
em farmácia, mais os produtos de uso hospitalar. Em janeiro, eram 59. Na
fila de espera dos registros, há mais 45 novos princípios ativos.
Segundo Vera, é impossível prever em quanto tempo esses produtos
estarão no mercado. Mas ela explica que os processos de registro estão
cada vez mais ágeis. "Cada registro leva, em média, apenas
um mês para sair, enquanto antes levava quatro meses." Depois de registrado
na Anvisa, o genérico demora cerca de três meses para chegar à
farmácia. Algumas empresas conseguem colocar seus produtos no mercado em
até um mês. Preço - A norma da Receita Federal que faltava
para completar a regulamentação da lei que isenta cerca de 1.500
remédios do PIS e da Cofins foi divulgada ontem (Veja abaixo). Os laboratórios
têm agora todas as regras para recalcular os preços de seus produtos.
O objetivo é repassar a isenção para o consumidor - os remédios
da cesta ficarão, em média, 10% mais baratos. Em busca de preço
ainda mais baixo, o Sindicato Nacional dos Aposentados e a Força Sindical
lançaram ontem programa de descontos para aposentados em medicamentos de
uso contínuo. Segundo o secretário-geral do sindicato, João
Inocentini, os descontos vão oscilar entre 40% e 50%. O programa, realizado
em parceria com redes de farmácias e laboratórios, vale apenas para
sócios do sindicato. A mensalidade paga pelo sócio é de R$
0,50.
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