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Genéricos na Imprensa
Notícias
Tratamento
do câncer de mama ganhará genérico Rení
Tognoni Fonte: O
Globo - País - 28/04/2001 SÃO
PAULO. Na sexta-feira chega às farmácias o primeiro medicamento
genérico para tratamento de câncer de mama, o tamoxifeno, cujo equivalente
é o Novaldex. O genérico será produzido pelo laboratório
alemão Hexal, que fará o lançamento oficial do medicamento
no Brasil no Instituto Brasileiro de Controle do Câncer (IBCC), em São
Paulo. O genérico é 53% mais barato que seu equivalente. Enquanto
uma caixa do remédio de marca é vendido a R$ 147,38, o genérico
chegará ao consumidor por R$ 69,60. Segundo a gerente de desenvolvimento
de mercado, Telma Salles, a Hexal está preparada para atender à
demanda. - Como o laboratório é em São Paulo, o genérico
deverá chegar antes às farmácias paulistas, mas temos recebido
pedidos de vários lugares. É um genérico importante - afirmou,
lembrando que, segundo estimativas do Instituto Nacional do Câncer (Inca),
32 mil casos de câncer de mama devem surgir este ano e quase nove mil mortes
devem ocorrer por causa da doença. O tamoxifeno é vendido há
dez anos na Alemanha, onde os medicamentos genéricos foram lançados
há 25 anos. No Brasil, o genérico foi registrado pela Agência
Nacional de Vigilância Sanitária em 30 de janeiro. O tempo médio
para que um genérico chegue ao mercado é de três meses. Segundo
a Anvisa, outros 330 pedidos de registro de genéricos estão sendo
providenciados e devem ser lançados ao consumidor até o fim do ano.
- A Vigilância Sanitária está com um trabalho muito eficaz
em registro de genérico. O do tamoxifeno saiu em 30 dias - disse Telma.
O laboratório Hexal, segundo ela, deve lançar outros dez produtos
genéricos no mercado ainda este ano, a maioria para hipertensão.
Em 2002, Telma revela que outro genérico para o tratamento do câncer
será lançado pela empresa, mas ela não revelou qual.
Atualmente, 22 laboratórios produzem genéricos no Brasil. São
80 substâncias diferentes para venda em farmácia. No início
deste ano eram 59.
Ceilândia ganha
farmácia de genéricos Fonte:
Jornal de Brasília - Economia - 28/04/2001
Foi
inaugurada ontem, em Ceilândia, a sua primeira drogaria especializada em
medicamentos genéricos, e a quarta do Distrito Federal. A nova farmácia
faz parte da rede Pró-Vida, que tem mais seis lojas na cidade-satélite.
De acordo com a previsão do proprietário, José Antônio
Rodrigues, nos próximos dez dias, toda a rede seguirá essa tendência
e terá o nome alterado para Genérica Pró-Vida, a exemplo
do nome da primeira drogaria especializada do grupo. A nova loja tem 30% do estoque
de genéricos. O mesmo vai acontecer com as demais farmácias
da rede que já funcionam, mas serão reinauguradas com o novo nome.
Em geral, as prateleiras das drogarias têm apenas 5% dos genéricos,
que custam em média 40% a menos do que os medicamentos de marca. "Nosso
objetivo é oferecer medicamentos mais baratos à população",
destaca. O governador Joaquim Roriz e a deputada Maria de Lourdes Abadia (PSDB-DF)
estiveram presentes na solenidade de inauguração. Roriz afirmou
que Ceilândia está na vanguarda nacional quando o assunto é
genéricos. "A cidade saiu na frente e já tem sete drogarias
que vendem remédios mais baratos, para a população humilde,
que não tem dinheiro para comprar medicamentos caros", revelou.
Abadia salientou que a drogaria genérica é uma reivindicação
antiga dos moradores de Ceilândia. "É bom sabermos que existem
empresários que se sensibilizam com a necessidade da comunidade cuja maioria
é composta por pessoas carentes", comentou. O diretor regional
de Saúde de Ceilândia, Jorge Rogério Martins Pitanga, afirmou
que é importante para a população ter à disposição
medicamentos com custos mais baixos. "O médico fica mais tranqüilo
quando prescreve um medicamento e tem a certeza de que o paciente irá comprá-lo".
Segundo Pitanga, muitas pessoas abandonam ou não fazem tratamento por não
terem condições financeiras para adquirir medicamento. Os moradores
de Ceilândia gostaram da novidade. Para a aposentada Miriam Martins, a nova
farmácia chegou na hora certa pois não será mais necessário
que a população da cidade tenha que se deslocar para outros setores
a fim de comprar medicamento com um custo menor. Mas para muita gente esse
tipo de segmento de farmácia não é tão eficiente.
"Eles só dizem que tem genérico, mas na hora em que vamos lá
não encontramos o medicamento que realmente precisamos", acusa o marceneiro
Nilton dos Anjos.
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