 |
Genéricos na Imprensa
Notícias
Anvisa
libera genéricos contra diabete e gota
Fonte:O
Estado de São Paulo - 29/08/2001
BRASÍLIA - A Agência Nacional de Vigilância
Sanitária (Anvisa) concedeu registro do alopurinol (para
tratamento de gota) e da glibenclamida (para tratamento de diabete)
por meio de Resolução. O alopurinol, cuja referência
é o Zyloric, é o primeiro genérico contra gota
e será produzido pelo laboratório EMS. O preço
da caixa com 30 comprimidos (300 mg) é de R$ 10,32, enquanto
o de marca custa R$ 15,88. O glibenclamida, cópia do Daonil,
deve custar R$ 4,16 (caixa com 30 comprimidos de 300 mg), enquanto
o de marca custa R$ 6,43.
Genéricos
para gota e diabetes
Fonte:Jornal
de Brasília - 29/08/2001
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa)
concedeu registro para dois genéricos: o Alopurinol, para
tratamento de gota, e a Glibenclamida, para tratamento de diabetes.
O Alopurinol, cuja referência é o Zyloric, é
o primeiro genérico contra gota e será produzido pelo
laboratório EMS. O preço da caixa com 30 comprimidos
de 300 mg será de R$ 10,32, enquanto o de marca custa R$
15,88, preço máximo ao consumidor, com alíquota
de ICMS de 18%.
A gota é uma inflamação decorrente do acúmulo
de ácido úrico no sangue e que tem como principal
característica dores fortes nas articulações,
pernas, joelhos e pés. Se não for tratada a tempo,
pode comprometer outros órgãos, como rins e fígado.
Pesquisas apontam que 2% da população mundial têm
a doença, sendo a maioria homens.
A Glibenclamida, genérico para diabete cópia do Daonil,
será produzida pelo laboratório Biosintética
e deve custar R$ 4,16 a caixa com 30 comprimidos de 300 mg. O remédio
de marca custa R$ 6,43, preço máximo ao consumidor,
com alíquota de ICMS de 18%. Ao comprar o genérico
para diabete, o consumidor fará uma economia de 35%.
Os primeiros genéricos para tratamento do diabetes foram
autorizados no início de julho. A entrada da Glibenclamida
no mercado significa mais uma opção para médicos
e pacientes no tratamento da doença. Os antidiabéticos
são produtos de uso contínuo e fazem parte da lista
de genéricos prioritários da Anvisa. Segundo a Organização
Mundial de Saúde (OMS), cinco milhões de brasileiros
têm diabetes, o que coloca o País em sexto lugar no
mundo em casos da doença.
Ao todo, a Anvisa já autorizou 377 medicamentos genéricos,
em 141 princípios ativos, que representam 57 classes terapêuticas,
segundo informações de sua assessoria de imprensa.
Os laboratórios demoram, em média, dois meses para
comercializar os lançamentos.
Cabo-de-guerra
Fonte:Revista Istoé
- 29/08/2001
O
governo quebra a patente de um medicamento pela primeira vez
Lena
Castellón e Monica Tarantino
Na
luta mundial contra a Aids, o Brasil é um dos destaques.
O tratamento gratuito do programa nacional de combate à doença
foi elogiado durante reunião da Assembléia Geral das
Nações Unidas, em junho, em Nova York. Agora, esse
trabalho volta a chamar a atenção. Na quarta-feira
22, o ministro da Saúde, José Serra, quebrou a patente
do nelfinavir - droga que integra o famoso coquetel da Aids -, com
base na Lei de Propriedade Intelectual (leia ao lado). Após
meses de discussões, não houve acordo entre o Ministério
e o fabricante, o laboratório Roche, que propôs redução
de cerca de 35% no preço. Esperava-se algo perto de 50%.
É a primeira vez que o governo adota esse recurso. Dos 16
itens usados hoje no tratamento, sete já são produzidos
no Brasil - pelo Instituto de Tecnologia em Fármacos (Far-Manguinhos),
no Rio - sob a forma de medicamento genérico (de eficácia
comprovadamente semelhante à da droga de referência).
Como foram registrados antes da atual legislação de
patentes, em vigor desde 1997, poderiam ser fabricados sem necessidade
de liberação. Para produzir o remédio, o governo
inicia um processo de licenciamento compulsório.
O Ministério assegura que a fabricação do nelfinavir
pode começar logo. Desde o início do ano, dois remédios
de nova geração estavam nos planos de quebra: o nelfinavir
e o efavirenz, do laboratório Merck Sharp & Dohme (que
reduziu o preço do produto em 59%). O Far-Manguinhos já
tem a tecnologia adequada para produzir a droga. "Mas precisamos
fazer testes para garantir a qualidade do medicamento. Queremos
distribuí-lo como genérico", afirma Eloan Pinheiro,
diretora do laboratório. Nesta semana, o instituto encaminhará
três lotes de comprimidos para um exame (bioequivalência)
que dirá, em aproximadamente quatro meses, se o produto tem
o mesmo efeito da droga da Roche. Serra pretende disponibilizar
o remédio em fevereiro. A idéia é reduzir os
custos com o remédio em 40%. O governo compra anualmente
82 milhões de comprimidos de nelfinavir para atender cerca
de 25 mil pessoas. Isso equivale a US$ 88 milhões anuais
ou 28% do orçamento do programa. "Os medicamentos não
podem custar tão caro", diz o infectologista Jamal Suleiman,
de São Paulo.
A decisão do governo é um alento para os pacientes.
Mas o fato é que ainda existe muito cabo para puxar nesta
guerra. "Se a atitude não for vigorosa e séria,
é demagogia", diz o infectologista Caio Rosenthal, de
São Paulo. Mário Scheffer, integrante do Conselho
Nacional de Saúde, emenda: "É uma atitude corajosa.
Porém, continuarão surgindo novas drogas para onerar
o orçamento." O ideal, de acordo com Scheffer, seria
criar um dispositivo que permita a quebra imediata das patentes
nos países em desenvolvimento.
Plano de ação
O ministro da Saúde, José Serra, usou o artigo 71
da Lei de Propriedade Intelectual, de 1997, para quebrar a patente
do nelfinavir. O governo alegou emergência na saúde,
uma das situações previstas pela legislação
para autorizar a produção da droga por outros laboratórios.
O processo terá três fases. O primeiro passo será
a publicação de uma portaria declarando de interesse
público a licença para exploração da
patente do medicamento. Outra portaria dará o direito exclusivo
de produção à Far-Manguinhos, ligada ao Ministério
da Saúde. A última fase é o registro dessas
alterações no Instituto Nacional de Propriedade Industrial.
Antes disso, a fabricação não começa.
Nesta semana, executivos da Roche terão novo encontro, marcado
em caráter de urgência, com o ministro. Se fizerem
uma proposta apetitosa, há chance de o governo voltar atrás.
|
|