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Genéricos na Imprensa
Notícias

 

30/06
Remédio fora do mercado
30/06
Remédio: diferença no preço
30/06
País terá genéricos contra diabetes





Remédio fora do mercado
Fonte: Correio Braziliense - 30/06/2001

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) do Ministério da Saúde determinou a apreensão, em todo o território nacional, do lote número 0474003 do antiinflamatório Dexametasona, fabricado pelo Laboratório Teuto Brasileiro Ltda., localizado em Anápolis (GO). Análises feitas pelo Instituto Nacional de Controle de Qualidade em Saúde (INCQS) constataram que o produto estava com o teor de princípio ativo abaixo do permitido, comprometendo sua ação terapêutica. Ruim de um lado, bom do outro. O governo brasileiro autorizou o laboratório nacional EMS-Sigma Pharma a produzir o medicamento genérico do ácido acetilsalicílico, conhecido como aspirina, único líder de vendas ainda sem genérico no Brasil. O antitérmico chegou ao Brasil em 1911. O produto deverá chegar às prateleiras brasileiras em agosto, com preço em torno de 40% mais barato. Até a próxima semana, também serão lançados no mercado brasileiro dois medicamentos para o diabetes, produzidos pelos laboratórios Merck e Biosintética. Ambas as substâncias reduzem quantidade de gordura no sangue. (Da Redação)

 

Remédio: diferença no preço
Fonte: O Estado de S.Paulo - 30/06/2001

Fui atendida no Pronto-Socorro do Hospital Santa Marina, em 20/4, com problemas respiratórios. O médico me receitou Amixil BD comprimidos, de 12 em 12 horas, por dez dias. Comentei com ele que compraria o correspondente genérico, Amoxicilina, mas ele disse que não, que o remédio que receitara é um novo lançamento do laboratório e que "BD" significa que há um broncodilatador associado ao antibiótico. Na farmácia, vi que o preço do remédio é de R$ 34,94 para a caixa com 14 comprimidos. E, já que uma caixa não bastaria, tive de comprar duas. Ao ler a bula, fiquei surpresa, pois não há nenhum outro medicamento associado, apenas a dosagem da amoxicilina foi alterada de 500 mg para 875 mg. Os genéricos vêm na dosagem antiga. Fazendo as contas, o Amoxil BD sai a R$ 0,28 cada 100 mg do princípio ativo, enquanto no genérico a mesma quantidade sai por R$ 0,09. Se era necessária uma dosagem maior, por que o médico não receitou dois comprimidos em vez do produto de marca? É legítimo mudar o nome do medicamento só por causa da alteração da dosagem? Senti-me roubada, enganada, feita de boba. O laboratório, aparentemente, não tem serviço de informações ao consumidor. Ou, se tem, mantém o seu telefone e o seu e-mail bem escondidinhos... Pérola Lomaski - Capital Maria Inês Fornazaro, diretora do Procon, responde:
"Se o hospital que atendeu a consumidora é da rede pública, a prescrição deveria ser, obrigatoriamente, pelo princípio ativo, e não pelo nome de marca; caso isso tenha acontecido, a consumidora poderá comunicar o fato ao Ministério da Saúde. Se o hospital for particular, o médico tem as duas opções. No entanto, se ele se opusesse ao medicamento genérico, deveria registrar isso por escrito na receita. Sem a objeção do médico, a consumidora poderia optar pela compra do remédio genérico. Quanto à conduta do médico, a consumidora poderá questioná-la ao Conselho Regional de Medicina."



País terá genéricos contra diabetes
Fonte: O Globo - 30/06/2001

SÃO PAULO. O diretor-presidente da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), Gonzalo Vecina Neto, concederá na próxima semana o primeiro registro de genérico para um medicamento contra diabetes. Trata-se do cloridrato de metiformina, que pode substituir o Glifage, fabricado pelo laboratório Merck Sharp & Dohme, indicado para o tratamento de diabetes não-dependente de insulina.
Curiosamente, o Merck será um dos laboratórios a produzir o novo genérico, além do Biosintética. Até ontem, as duas empresas ainda não haviam recebido a confirmação oficial. Ainda nos próximos dias, é possível que a Anvisa conceda registro para a produção da glibenclamida, outro genérico para diabetes.
- Hoje, a doença atinge a cerca de 15% da população brasileira e esses remédios poderão forçar uma boa redução nos preços dos medicamentos, já que chegarão ao mercado custando no mínimo 40% a menos do que o preço de referência - disse ontem o diretor-presidente da agência.
Segundo a Anvisa, em três meses o mercado terá 293 genéricos sendo comercializados, um aumento de 73% sobre os 169 vendidos atualmente. O Brasil tem hoje 25 laboratórios produzindo genéricos. Mas a venda desses produtos respondem por apenas 4% dos negócios totais do setor, que somam cerca de US$ 8 bilhões por ano.
Gonzalo Vecina Neto deixou claro ontem que a resolução 102 da Anvisa, que trata das regras para a propaganda de remédios, pode ser mudada de acordo com o mercado. Mesmo assim, representantes da indústria farmacêutica reclamaram de alguns pontos da resolução.
Um dos temas que mais causaram polêmica foi o que determina que as amostras grátis somente poderão ser distribuídas quando tiverem, no mínimo, 50% do conteúdo original.

 
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