Ministério da Saúde
Acesse o Portal do Governo Brasileiro
 




Genéricos na Imprensa
Notícias

 

30/09
Publicidade maciça é nova arma dos genéricos
30/09 Preço de remédios de marca caiu em até 52%



Publicidade maciça é nova arma dos genéricos
Fonte:
O Globo - 30/09/2001



Martha Beck

BRASÍLIA. A partir do dia 1 de outubro o governo vai fazer uma intensa campanha publicitária e de marketing, por meio de televisão e rádio, e também em farmácias, consultórios médicos e hospitais públicos. O objetivo é chamar a atenção de médicos, farmacêuticos e consumidores para os remédios genéricos - vendidos com o nome do princípio ativo, sem marca comercial e, em geral, mais baratos.
As farmácias e hospitais vão receber cartazes com fotos das embalagens dos genéricos. O material será distribuído gratuitamente pelo Ministério da Saúde com a ajuda da Abrafarma, da ABCfarma e da Associação Pró-Genéricos. Os comerciais de televisão e rádio trarão artistas conhecidos falando sobre a importância dos genéricos. Os custos da campanha ainda não foram calculados porque os valores estão sendo negociados com as agências de publicidade.
Segundo a gerente-geral de genéricos da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), Vera Valente, o governo continuará incentivando a fabricação destes medicamentos, com o apoio da pressão popular. A agência vai obrigar as farmácias de todo o país a deixarem a lista dos genéricos em lugar visível.
- Primeiro fizemos investimento na oferta de genéricos. E agora, sem deixar isso de lado, começamos a investir na informação a consumidores e médicos - disse Vera.
Além da ofensiva publicitária, a Anvisa vai prorrogar por mais um ano o regime especial de registros para genéricos importados, para tentar aumentar a participação desses produtos no mercado, que hoje é de 3%. Com o registro especial, os laboratórios podem importar genéricos que já passaram por testes de bioequivalência em outros países e fazer com que cheguem às farmácias em menos tempo. Em troca, as empresas têm um ano para iniciar a produção nacional destes remédios.
A Anvisa vai distribuir cartilhas informativas sobre os genéricos para a população carente e entregar aos médicos do SUS uma lista com os medicamentos já registrados. As cartilhas vão explicar o que são os genéricos, como eles podem ser identificados nas farmácias (as caixas dos produtos têm uma tarja amarela) e por que eles podem substituir os medicamentos de marca.
- A população pode ajudar a determinar que produtos são oferecidos no mercado. Se o consumidor chegar a uma farmácia que não vende genéricos, ele deve procurar outra loja. Só assim, os donos desses estabelecimentos vão perceber que não é possível oferecer apenas produtos de marca - disse Vera.

Preço de remédios de marca caiu em até 52%
Fonte:
O Globo - 30/09/2001

 

BRASÍLIA. A gerente-geral de genéricos da Anvisa, Vera Valente, informou que a presença dos genéricos no mercado já conseguiu baixar os preços dos produtos de referência em até 52%. O antibiótico Amoxil, do laboratório SmithKline & Beecham e que é referência da amoxicilina, teve seu preço reduzido de R$ 25,45 para R$ 12,21, o que representa uma queda de 52%.

O anti-hipertensivo Renitec, da Merck Sharp, referência do maleato de enalapril, teve uma redução de 45% em seus preços, passando de R$ 33,10 para R$ 18,21. Já o anti-hipertensivo Atenol, do Astra Zeneca e referência do atenolol, também teve uma redução de 20%. Nesse caso, os preços passaram de R$ 10,90 para R$ 8,72. Por causa dessas reduções, diz Vera, as farmácias também baixaram os preços dos genéricos em 20%. A Anvisa já deu registro a 386 genéricos, fabricados por 29 laboratórios. Desse total, 262 já estão sendo vendidos ou distribuídos em hospitais. Como o mesmo produto pode ter diferentes apresentações, a oferta de genéricos chega hoje a 750 itens.

 
Página Anterior Ínicio da página