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Genéricos na Imprensa
Notícias
Publicidade maciça
é nova arma dos genéricos
Fonte: O
Globo - 30/09/2001
Martha Beck
BRASÍLIA. A partir do dia 1 de outubro o governo vai fazer
uma intensa campanha publicitária e de marketing, por meio
de televisão e rádio, e também em farmácias,
consultórios médicos e hospitais públicos.
O objetivo é chamar a atenção de médicos,
farmacêuticos e consumidores para os remédios genéricos
- vendidos com o nome do princípio ativo, sem marca comercial
e, em geral, mais baratos.
As farmácias e hospitais vão receber cartazes com
fotos das embalagens dos genéricos. O material será
distribuído gratuitamente pelo Ministério da Saúde
com a ajuda da Abrafarma, da ABCfarma e da Associação
Pró-Genéricos. Os comerciais de televisão e
rádio trarão artistas conhecidos falando sobre a importância
dos genéricos. Os custos da campanha ainda não foram
calculados porque os valores estão sendo negociados com as
agências de publicidade.
Segundo a gerente-geral de genéricos da Agência Nacional
de Vigilância Sanitária (Anvisa), Vera Valente, o governo
continuará incentivando a fabricação destes
medicamentos, com o apoio da pressão popular. A agência
vai obrigar as farmácias de todo o país a deixarem
a lista dos genéricos em lugar visível.
- Primeiro fizemos investimento na oferta de genéricos. E
agora, sem deixar isso de lado, começamos a investir na informação
a consumidores e médicos - disse Vera.
Além da ofensiva publicitária, a Anvisa vai prorrogar
por mais um ano o regime especial de registros para genéricos
importados, para tentar aumentar a participação desses
produtos no mercado, que hoje é de 3%. Com o registro especial,
os laboratórios podem importar genéricos que já
passaram por testes de bioequivalência em outros países
e fazer com que cheguem às farmácias em menos tempo.
Em troca, as empresas têm um ano para iniciar a produção
nacional destes remédios.
A Anvisa vai distribuir cartilhas informativas sobre os genéricos
para a população carente e entregar aos médicos
do SUS uma lista com os medicamentos já registrados. As cartilhas
vão explicar o que são os genéricos, como eles
podem ser identificados nas farmácias (as caixas dos produtos
têm uma tarja amarela) e por que eles podem substituir os
medicamentos de marca.
- A população pode ajudar a determinar que produtos
são oferecidos no mercado. Se o consumidor chegar a uma farmácia
que não vende genéricos, ele deve procurar outra loja.
Só assim, os donos desses estabelecimentos vão perceber
que não é possível oferecer apenas produtos
de marca - disse Vera.
Preço
de remédios de marca caiu em até 52%
Fonte: O
Globo - 30/09/2001
BRASÍLIA. A gerente-geral de genéricos da Anvisa,
Vera Valente, informou que a presença dos genéricos
no mercado já conseguiu baixar os preços dos produtos
de referência em até 52%. O antibiótico Amoxil,
do laboratório SmithKline & Beecham e que é referência
da amoxicilina, teve seu preço reduzido de R$ 25,45 para
R$ 12,21, o que representa uma queda de 52%.
O anti-hipertensivo Renitec, da Merck Sharp, referência do
maleato de enalapril, teve uma redução de 45% em seus
preços, passando de R$ 33,10 para R$ 18,21. Já o anti-hipertensivo
Atenol, do Astra Zeneca e referência do atenolol, também
teve uma redução de 20%. Nesse caso, os preços
passaram de R$ 10,90 para R$ 8,72. Por causa dessas reduções,
diz Vera, as farmácias também baixaram os preços
dos genéricos em 20%. A Anvisa já deu registro a 386
genéricos, fabricados por 29 laboratórios. Desse total,
262 já estão sendo vendidos ou distribuídos
em hospitais. Como o mesmo produto pode ter diferentes apresentações,
a oferta de genéricos chega hoje a 750 itens.
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