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03/05
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Fusão pode criar empresa líder mundial
Fonte:
Gazeta Mercantil - 03/06/2002
São Paulo e de Londres A união entre o britânico
GlaxoSmithKline e o norte-americano Bristol-Myers Squibb resultaria
em uma nova empresa com valor de US$ 186 bilhões e faturamento
próximo de US$ 40 bilhões, de longe o maior laboratório
do mundo. O Glaxo faturou US$ 29 bilhões em 2001 e lucrou
US$ 9,5 bilhões. Junto ao Glaxo, a Bristol teria a oportunidade
de ampliar a presença na Europa, onde não tem o mesmo
desempenho que demonstra nos Estados Unidos.
Já o Glaxo, embora sediado na Inglaterra, é o segundo
vendedor de remédios do mercado norte norte-americano, com
vendas de US$ 15,5 bilhões no ano passado, só superado
pela Pfizer. O Bristol, que adquiriu a divisão farmacêutica
da DuPont em 2001, faturou US$ 10,5 bilhões e ocupa o quinto
lugar no ranking de vendas nos EUA.
Se Glaxo e Bristol decidirem juntar forças, assumirão
a liderança do mercado brasileiro. Os dois laboratórios
venderam US$ 310 milhões no varejo no ano passado. O Glaxo
tem uma participação de 3,21% nas vendas locais de
medicamentos. O Bristol, de 3,08%. O atual líder de mercado,
o franco-alemão Aventis, resultante da fusão da divisão
farmacêutica da Rhodia com a Hoechst, detém 6,06% de
participação.
Segundo os analistas do setor, a fusão não livraria
os dois gigantes de alguns dos problemas idênticos aos que
enfrentam agora, diante da concorrência dos medicamentos genéricos
e da falta de novos remédios em desenvolvimento.
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