 |
Genéricos na Imprensa
Notícias
05/03
 |
|
05/03
 |
|
Acne nunca mais
Fonte:
Correio Braziliense - 05/03/2002
A Isotretinoína, cujo nome fantasia é Roacutan, é
o medicamento mais eficaz no tratamento de espinhas. A partir de
agora, seu genérico está disponível, com preços
mais acessíveis
Maria Vitória (texto)
Rubens Paiva (infografia)
A acne é o martírio de muitos adolescentes: 80%
deles apresentam esse problema de pele e alguns até se isolam
para evitar brincadeiras dos colegas. Alguns tipos de acne são
resistentes aos tratamentos comuns. Outros deixam cicatrizes. Para
estes casos, é indicado a isotretinoína, cujo nome
comercial é Roacutan, derivado da vitamina A.
Saulo, Araújo, 19 anos, estudante do curso de Engenharia
da Computação na Uniceub, viveu o tormento de ter
o rosto tomado por espinhas infecciosas. ''Algumas nasciam próximas
dos olhos e eu tinha dificuldade em abri-los'', conta o rapaz. Ele
tomou o Roacutan durante seis meses e hoje seu rosto está
liso.
Mas o custo do tratamento é caro. Cálculos da Sociedade
Brasileira de Dermatologia mostram que um tratamento de seis a oito
meses custa em média R$ 1.800. Uma caixa do Roacutan com
30 comprimidos de 20mg, por exemplo, custa R$ 175,82. Por causa
do preço, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária
(Anvisa) autorizou o registro do genérico da isotretinoína,
com preços em média 43% mais baratos. Nas farmácias
do DF, o genérico é vendido a R$ 90,80 a caixa com
30 cápsulas de 20mg. Outra opção é a
manipulação da substância em farmácias.
O preço fica em R$ 90,60.
A dermatologista Gladys Campbell alerta que, apesar dessas facilidades,
o uso do remédio exige cautela, pois podem ocorrer efeitos
colaterais. O mais grave é a teratogenia, ou seja, defeitos
no feto em decorrência da isotretinoína. ''Por isso,
seu uso é proibido em mulheres grávidas'', diz Gladys.
Outra suspeita é de que a isotretinoína provoque depressão.
Segundo pesquisa apresentada há dois anos na Academia Americana
de Dermatologia, 6% dos pacientes que tomam o medicamento podem
apresentar o problema. Porém, o dermatologista Ricardo Fenelon,
que há 15 anos usa o medicamento no tratamento de acne, nunca
registrou quadros depressivos entre os seus pacientes. ''É
um remédio eficiente, mas de riscos. Por isso, exige acompanhamento
clínico'', adverte o médico.
Anvisa comemora registro de 500 genéricos no País
Fonte:
O Estado de S.Paulo - 05/03/2002
Lista de remédios cobre 60% das prescrições
médicas e forçou redução dos preços
SANDRA SATO
BRASÍLIA - A Agência Nacional de Vigilância
Sanitária (Anvisa) está comemorando a marca de 500
registros de remédios genéricos. Desse total, 305
já podem ser encontrados no mercado. O restante estará
disponível nas farmácias dentro de dois meses, prevê
a coordenadora de medicamentos genéricos da Anvisa, Vera
Valente.
Os 500 registros cobrem mais de 60% das necessidades de prescrição
médica, como hipertensão, problemas cardíacos
e diabete. A oferta do novo produto forçou uma redução
média de 45% no preço dos remédios de marca
equivalentes aos genéricos.
Um exemplo é o Renitec, produzido pela Merck Sharp and Dhome,
para tratar hipertensão.
Segundo Vera, esse produto teve um expressivo desconto nas farmácias
para não perder mercado para o genérico Maleato de
Enalapril. Em alguns casos, chegou a custar mais barato que o genérico.
"Óbvio que não tiveram prejuízo",
aposta.
Ampla oferta - A coordenadora da Anvisa afirma que alcançou
os objetivos, definidos dois anos atrás, de criar uma opção
real para o consumidor, que conjugasse preço baixo com variedade
de produtos para tratamento das principais doenças, e forçar
a concorrência a reduzir preços.
Hoje, estão no mercado 20 fabricantes de genéricos
e 15 estão na fila de espera. E o Brasil, informa Vera, já
atrai o interesse de grandes fabricantes estrangeiros, como o canadense
Apotex. Além disso, o consumidor aceita cada vez mais o produto.
Em outubro, o governo conseguiu com uma campanha publicitária
elevar a média de consumo de 12% para 30%.
|
|