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Genéricos na Imprensa
Notícias

 

08/02

Balanço do balanço

08/02

Mais de 5.600 apresentações de remédios tiveram aumento de preço

08/02

Genérico contra a insuficiência arterial

Balanço do balanço
Fonte: O Globo - 08/02/2002

Estava certo o presidente quando falou de inflação ligada à redução da pobreza. Quem conhece este gráfico abaixo do Ipea sabe a relação entre uma coisa e outra. Mas o que o gráfico mostra é que não basta derrubar a inflação. O nosso enorme número de pobres permanece parado no mesmo ponto a que o levou o real. Para cair mais precisa de políticas mais ousadas.Na área social, o governo Fernando Henrique foi melhorando com o tempo. No início parecia satisfeito com o efeito da queda da inflação e comemorava a queda do número de pobres. Apesar de o Bolsa-Escola ter sido lançado numa prefeitura do PSDB, em Campinas, o governo ignorava a política. Houve um seminário do PSDB em que ela foi criticada abertamente. A política foi adotada e aperfeiçoada pelo PT. Hoje há candidatos que a criticam dizendo que é política compensatória. Mas como Cristovam Buarque sempre explicou: se daqui a 15 anos ela continuar sendo necessária é porque fracassou. Enquanto existir é política compensatória sim para garantir uma renda mínima para os pobres. Mas ao manter a criança na escola planta um futuro melhor. O projeto é para que o filho da criança que hoje tem Bolsa-Escola não precise de Bolsa-Escola. Outra vantagem é que o dinheiro é distribuído não da forma clientelista de antigamente, mas de forma eletrônica, impessoal e respeitosa, através de cartão magnético.

Ontem, Fernando Henrique comemorou: dez milhões de cartões. Este caminho foi construído com avanços incrementais dos quais também participou a oposição.

O presidente fala com orgulho do Banco da Terra e da distribuição de terras, mas houve um momento em seu governo em que a tensão no campo era tanta que o país parecia caminhar para um Chiapas. No começo, o governo não demonstrava interesse em fazer a reforma agrária, tanto que o assunto foi inicialmente entregue ao ministro da agricultura da época: José Eduardo Andrade Vieira. O MST empurrou a mudança.

Na saúde, o governo bateu cabeça até encontrar um rumo. O ministro José Serra de fato vai deixar marcas nos genéricos, na briga das patentes. E tem até programa do qual nem o presidente falou. O Profae levou de volta aos bancos escolares milhares de auxiliares de enfermagem que haviam aprendido de forma tosca o seu ofício. Quem já esteve numa sala destas - eu já estive - pode ver com que entusiasmo estudam. Os dados apresentados por Fernando Henrique mostram que o número de agentes de saúde quintuplicou.

Os índices educacionais cresceram muito e deles muito se falou. O presidente no discurso introduziu o corte racial, o que é importante, porque a média engana. No início do seu governo 21% das crianças negras estavam fora da escola. Hoje, 7%. Ainda uma enormidade, mas este governo aprendeu a olhar as estatísticas com separação étnica. E dá os primeiros passos para uma política de ação afirmativa. Mas na educação, resta a questão da universidade pública, num impasse intolerável.

A reforma econômica deu certo quando teve projeto: telefonia. Deu errado, quando não teve: energia. E andou mais devagar do que poderia quando o governo foi fraco contra lobbies: na área do petróleo.

Na área de segurança, este governo levou sete anos para começar a entender o que é preciso fazer. Os arapongas ficaram espionando o próprio governo produzindo pastas rosas. A Lei de Segurança Nacional não foi refeita para um tempo em que a insegurança nacional é o crime, as drogas, a corrupção na polícia.

A principal acusação contra o governo na campanha será o aumento das dívidas. E realmente há fartos números para sustentar a acusação. Parte do aumento é juros altos, mas outra parte é o resultado dos esqueletos deixados em todos os armários por vários governos. O país era uma desordem fiscal: os bancos estaduais estavam quebrados, os estados não pagavam aos seus credores, as estatais davam calotes umas nas outras, o Banco do Brasil tinha rombo dos favores políticos concedidos ao longo de muito fisiologismo. Fernando Henrique herdou uma dívida baixa - artificialmente reduzida no calote do Collor - e um esqueletário. E deixa armários limpos e uma nova cultura no país: a da Lei de Responsabilidade Fiscal. Deixa também uma dívida assustadoramente alta.

Houve erros e muitos avanços no governo Fernando Henrique como é fácil constatar quem leu ou ouviu desarmado o longo discurso. Os candidatos deveriam olhar para ver o que deu certo e o que falta fazer. Serve para qualquer candidato.

 

Mais de 5.600 apresentações de remédios tiveram aumento de preço
Fonte: O Globo - 08/02/2002

Cássia Almeida

O aumento médio de 4,38% nos remédios, autorizado pelo governo, já está sendo pago pelos consumidores nas farmácias. A revista com os novos preços começou a chegar ontem às farmácias, trazendo reajuste em mais de 5.600 itens das 8.361 apresentações - 66% do total.

Apenas 214 remédios baixaram de preço. Pela revista, das 600 embalagens de genéricos disponíveis no mercado, 446 estão mais caras, o que corresponde a 74% do total. Em somente sete houve redução de preço.

Segundo o presidente do sindicato do setor no Rio, Felipe Terrezo, os consumidores já pagaram mais por alguns produtos, dependendo da reposição de estoque das lojas:
- O aumento começou a valer em 1 de fevereiro. Quem precisou renovar estoque já comprou mais caro do distribuidor e repassou o custo - explica Terrezo, acrescentando que os descontos praticamente acabaram.

A chegada da revista com os preços majorados significa que mesmo os produtos em estoque nas lojas também sofrerão aumentos. Entre os dez remédios de marca mais vendidos, o anti-hipertensivo Adalat, de 10mg, caixa com 60 comprimidos, subiu de R$ 13,42 para R$ 14,19, um aumento de 5,73%; o Redoxon 2g, com dez comprimidos, passou de R$ 8,95 para R$ 9,44, um reajuste de 5,47%; o também anti-hipertensivo Renitec agora está custando R$ 17,47, preço 5,24% maior. Já o Tylenol 750mg, com quatro comprimidos, remédio usado no tratamento da dengue, subiu 5,58%.

Entre os dez genéricos mais vendidos, o medicamento para úlcera Omeprazol 20mg, com 14 comprimidos, passou de R$ 25,21 para R$ 26,67, uma alta de 5,79%. Mas o cloridrato de fluoxetina de 20mg, o genérico do Prozac, não sofreu alteração no preço. A caixa com 30 comprimidos continua custando R$ 41,09.

Genérico contra a insuficiência arterial
Fonte: Jornal de Brasília - 08/02/2002

A partir desta semana chega às farmácias de todo o País o genérico Pentoxifilina, fundamental no tratamento da insuficiência arterial periférica (diminuição dos fluxos sangüíneos das extremidades dos braços e pernas). O medicamento vem com 50% a mais de comprimido e terá preço, em média, 35% menor que o de referência Tentral (Aventis), vende cerca de 1,4 milhão em unidades, movimentando aproximadamente US$ 13,6 milhões.

O Pentoxifilina (na apresentação de 400 mg, com caixa de 20 e 30 comprimidos) é indicado principalmente para doença que leva ao entupimento das artérias dos membros inferiores e superiores. Age reduzindo a viscosidade do sangue e aumentando flexibilidade das células sangüíneas, quer dizer, altera propriedades do sangue, melhorando seu fluxo.

Os sintomas da doença são caracterizados por uma dor profunda que surge durante um esforço e desaparece com repouso ou fadiga nos músculos de membros inferiores (pernas). Segundo Hamilton de Almeida Rollo, cirurgião vascular e professor da Faculdade de Medicina da Unesp ,o medicamento é eficaz no tratamento da doença e atinge principalmente os idosos e diabéticos.

O medicamento é também indicado no tratamento da arteriosclerose cerebral (vertigem ligada às alterações circulatórias cerebrais) e úlceras nas pernas por má circulação.

 

 
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