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Genéricos na Imprensa Notícias
Balanço do balanço Estava certo o presidente quando falou de inflação ligada à redução da pobreza. Quem conhece este gráfico abaixo do Ipea sabe a relação entre uma coisa e outra. Mas o que o gráfico mostra é que não basta derrubar a inflação. O nosso enorme número de pobres permanece parado no mesmo ponto a que o levou o real. Para cair mais precisa de políticas mais ousadas.Na área social, o governo Fernando Henrique foi melhorando com o tempo. No início parecia satisfeito com o efeito da queda da inflação e comemorava a queda do número de pobres. Apesar de o Bolsa-Escola ter sido lançado numa prefeitura do PSDB, em Campinas, o governo ignorava a política. Houve um seminário do PSDB em que ela foi criticada abertamente. A política foi adotada e aperfeiçoada pelo PT. Hoje há candidatos que a criticam dizendo que é política compensatória. Mas como Cristovam Buarque sempre explicou: se daqui a 15 anos ela continuar sendo necessária é porque fracassou. Enquanto existir é política compensatória sim para garantir uma renda mínima para os pobres. Mas ao manter a criança na escola planta um futuro melhor. O projeto é para que o filho da criança que hoje tem Bolsa-Escola não precise de Bolsa-Escola. Outra vantagem é que o dinheiro é distribuído não da forma clientelista de antigamente, mas de forma eletrônica, impessoal e respeitosa, através de cartão magnético. Ontem, Fernando Henrique comemorou: dez milhões de cartões.
Este caminho foi construído com avanços incrementais
dos quais também participou a oposição. O presidente fala com orgulho do Banco da Terra e da distribuição
de terras, mas houve um momento em seu governo em que a tensão
no campo era tanta que o país parecia caminhar para um Chiapas.
No começo, o governo não demonstrava interesse em
fazer a reforma agrária, tanto que o assunto foi inicialmente
entregue ao ministro da agricultura da época: José
Eduardo Andrade Vieira. O MST empurrou a mudança. Na saúde, o governo bateu cabeça até encontrar
um rumo. O ministro José Serra de fato vai deixar marcas
nos genéricos, na briga das patentes. E tem até programa
do qual nem o presidente falou. O Profae levou de volta aos bancos
escolares milhares de auxiliares de enfermagem que haviam aprendido
de forma tosca o seu ofício. Quem já esteve numa sala
destas - eu já estive - pode ver com que entusiasmo estudam.
Os dados apresentados por Fernando Henrique mostram que o número
de agentes de saúde quintuplicou. Os índices educacionais cresceram muito e deles muito se
falou. O presidente no discurso introduziu o corte racial, o que
é importante, porque a média engana. No início
do seu governo 21% das crianças negras estavam fora da escola.
Hoje, 7%. Ainda uma enormidade, mas este governo aprendeu a olhar
as estatísticas com separação étnica.
E dá os primeiros passos para uma política de ação
afirmativa. Mas na educação, resta a questão
da universidade pública, num impasse intolerável. A reforma econômica deu certo quando teve projeto: telefonia.
Deu errado, quando não teve: energia. E andou mais devagar
do que poderia quando o governo foi fraco contra lobbies: na área
do petróleo. Na área de segurança, este governo levou sete anos
para começar a entender o que é preciso fazer. Os
arapongas ficaram espionando o próprio governo produzindo
pastas rosas. A Lei de Segurança Nacional não foi
refeita para um tempo em que a insegurança nacional é
o crime, as drogas, a corrupção na polícia. A principal acusação contra o governo na campanha
será o aumento das dívidas. E realmente há
fartos números para sustentar a acusação. Parte
do aumento é juros altos, mas outra parte é o resultado
dos esqueletos deixados em todos os armários por vários
governos. O país era uma desordem fiscal: os bancos estaduais
estavam quebrados, os estados não pagavam aos seus credores,
as estatais davam calotes umas nas outras, o Banco do Brasil tinha
rombo dos favores políticos concedidos ao longo de muito
fisiologismo. Fernando Henrique herdou uma dívida baixa -
artificialmente reduzida no calote do Collor - e um esqueletário.
E deixa armários limpos e uma nova cultura no país:
a da Lei de Responsabilidade Fiscal. Deixa também uma dívida
assustadoramente alta. Houve erros e muitos avanços no governo Fernando Henrique
como é fácil constatar quem leu ou ouviu desarmado
o longo discurso. Os candidatos deveriam olhar para ver o que deu
certo e o que falta fazer. Serve para qualquer candidato.
Mais de 5.600 apresentações de remédios tiveram
aumento de preço Cássia Almeida O aumento médio de 4,38% nos remédios, autorizado pelo governo, já está sendo pago pelos consumidores nas farmácias. A revista com os novos preços começou a chegar ontem às farmácias, trazendo reajuste em mais de 5.600 itens das 8.361 apresentações - 66% do total. Apenas 214 remédios baixaram de preço. Pela revista,
das 600 embalagens de genéricos disponíveis no mercado,
446 estão mais caras, o que corresponde a 74% do total. Em
somente sete houve redução de preço. Segundo o presidente do sindicato do setor no Rio, Felipe Terrezo,
os consumidores já pagaram mais por alguns produtos, dependendo
da reposição de estoque das lojas: A chegada da revista com os preços majorados significa que
mesmo os produtos em estoque nas lojas também sofrerão
aumentos. Entre os dez remédios de marca mais vendidos, o
anti-hipertensivo Adalat, de 10mg, caixa com 60 comprimidos, subiu
de R$ 13,42 para R$ 14,19, um aumento de 5,73%; o Redoxon 2g, com
dez comprimidos, passou de R$ 8,95 para R$ 9,44, um reajuste de
5,47%; o também anti-hipertensivo Renitec agora está
custando R$ 17,47, preço 5,24% maior. Já o Tylenol
750mg, com quatro comprimidos, remédio usado no tratamento
da dengue, subiu 5,58%. Entre os dez genéricos mais vendidos, o medicamento para
úlcera Omeprazol 20mg, com 14 comprimidos, passou de R$ 25,21
para R$ 26,67, uma alta de 5,79%. Mas o cloridrato de fluoxetina
de 20mg, o genérico do Prozac, não sofreu alteração
no preço. A caixa com 30 comprimidos continua custando R$
41,09.
Genérico contra a insuficiência arterial A partir desta semana chega às farmácias de todo
o País o genérico Pentoxifilina, fundamental no tratamento
da insuficiência arterial periférica (diminuição
dos fluxos sangüíneos das extremidades dos braços
e pernas). O medicamento vem com 50% a mais de comprimido e terá
preço, em média, 35% menor que o de referência
Tentral (Aventis), vende cerca de 1,4 milhão em unidades,
movimentando aproximadamente US$ 13,6 milhões. O Pentoxifilina (na apresentação de 400 mg, com caixa
de 20 e 30 comprimidos) é indicado principalmente para doença
que leva ao entupimento das artérias dos membros inferiores
e superiores. Age reduzindo a viscosidade do sangue e aumentando
flexibilidade das células sangüíneas, quer dizer,
altera propriedades do sangue, melhorando seu fluxo. Os sintomas da doença são caracterizados por uma
dor profunda que surge durante um esforço e desaparece com
repouso ou fadiga nos músculos de membros inferiores (pernas).
Segundo Hamilton de Almeida Rollo, cirurgião vascular e professor
da Faculdade de Medicina da Unesp ,o medicamento é eficaz
no tratamento da doença e atinge principalmente os idosos
e diabéticos. O medicamento é também indicado no tratamento da arteriosclerose cerebral (vertigem ligada às alterações circulatórias cerebrais) e úlceras nas pernas por má circulação.
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