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Genéricos na Imprensa Notícias
Genéricos
permitem poupar 45% Nelza Cristina Cresce o mercado de genéricos e, com ele, a economia do
consumidor. Com 610 medicamentos a venda, que cobrem 57 classes
terapêuticas, os genéricos já representam um
custo médio 45% menor do que o dos produtos de referência
(de marca). Em alguns casos, a economia pode chegar até a
80%. Até pouco tempo atrás, a média se situava
entre 35% e 40%. E a tendência é que os preços caiam ainda mais
com a entrada de novos produtos e fabricantes no mercado. Atualmente,
a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa)
analisa mais de 200 processos de novos medicamentos genéricos.
Além disso, pelo menos, três grandes fabricantes de
medicamentos estão se instalando no Brasil - a Apotex, maior
indústria do Canadá, a Rambax, também a maior
da Índia, e a Hexal, que está em segundo lugar no
mercado alemão. "Está havendo uma aposta muito grande no Brasil",
afirma Vera Valente, gerente geral de Medicamentos Genéricos
da Anvisa. A justificativa para o otimismo é apresentada
pela própria Vera. Ela esteve recentemente na Espanha e constatou
que, após cinco anos, o mercado de genéricos representa
apenas 3,4% do mercado. No Brasil, em dois anos, a participação
já está em 6%. A explicação para esse crescimento, que chega a 10%
por mês, se explica basicamente pela maior conscientização
do consumidor e pelo preço. Para se ter uma idéia, entre os medicamentos lançados
mais recentemente no mercado constatam-se expressivas diferenças
de preço. Um exemplo é a Pentoxifilina, medicamento
usado no tratamento de distúrbios vasculares periféricos,
que está sendo comercializado a R$ 20,40 a caixa com duas
cartelas de dez comprimidos (600 mg), contra R$ 31,42 do referência
Trental. Vendas quase triplicam desde 2001 "As pessoas já estão conscientes da existência
dos genéricos, de seus preços mais baratos e os médicos
estão prescrevendo cada vez mais o produto", justifica
Paola Franchin, secretária-executiva do Grupo Pró-Genéricos,
ligado à Federação Brasileira da Indústria
Farmacêutica (Febrafarma), antiga Abifarma. Pesquisa nacional, encomendada pelo Ministério da Saúde,
mostra que 95% dos consumidores já ouviram falar dos genéricos
e, destes, 54% disseram estar muito ou razoavelmente bem informados
sobre o assunto. Segundo o estudo, 48% dos consumidores atendidos nas farmácias
e drogarias pedem por genéricos, enquanto 40% pedem para
trocar um medicamento de marca receitado por um genérico
e 41% querem comprar o produto. Foram entrevistadas 2.220 pessoas
, com idade entre 16 e 74 anos, de ambos os sexos, em vários
pontos do País. Mesmo assim, Vera Valente, gerente geral de Medicamentos Genéricos
da Anvisa, admite que os medicamentos de marca ainda exercem um
grande poder sobre os médicos. Para se ter uma idéia,
80% das receitas pesquisadas apresentavam prescrições
exclusivamente com medicamentos de referência. "Já passou aquela fase de os médicos falarem
mal dos genéricos, mas ainda existe a cultura da marca. Essa
é uma das maiores barreiras a vencer", afirma Vera. Ao consumidor cabe, segundo ela, pressionar os médicos pela
indicação de genéricos, de forma a estimulá-lo
a mudar de comportamento. "O preço, muitas vezes, é
fundamental na hora de se decidir pela compra ou não de um
medicamento e, conseqüentemente, de se seguir um tratamento",
justifica a gerente de medicamentos genéricos da Anvisa. A seu ver, quanto maior for a ampliação do consumo,
aliado à possibilidade de o governo, com preços mais
baratos, se tornar um grande comprador, maiores são as chances
de novas reduções de custo. As dicas na hora de comprar
Tema do Dia/ desenvolvimento O maior destaque dos últimos 15 anos no setor de alimentos,
responsável por 40% da produção do Distrito
Federal, são as panificadoras. Conforme o Sindicato da Indústria
da Alimentação (Siab), a Padaria Pão Italiano
foi o estabelecimento que teve a idéia mais inovadora do
segmento. Inaugurada há 20 anos na 302 Norte e sete anos
depois transferida para a 316 Norte, a panificadora nasceu para
ser a primeira butique de pães do Distrito Federal. Conquistou
mercado com produtos de qualidade e o sistema de vendas em que o
consumidor escolhe as mercadorias e só paga na saída
da loja. Hoje a Pão Italiano tem nove lojas instaladas no Plano Piloto,
nos lagos Sul e Norte, Sudoeste, Guará e Taguatinga. Dessas,
cinco são franqueadas. Neste mês, será inaugurada
mais uma no Lago Sul e até o final do ano estão previstas
a abertura de mais duas padarias. Márcia Flausino Traboulsi,
uma das donas da rede, diz que o segredo do sucesso e o crescimento
é a dedicação completa de toda a família
e à inovação. ''O mercado está em crescimento,
mas é sofrido por causa dos constantes reajustes da farinha
de trigo e a concorrência com os supermercados.'' Os serviços gráficos representam 15% da produção industrial local. No ano passado, as 350 empresas faturaram R$ 180 milhões. Com um faturamento anual de R$ 12 milhões, o dono da Gráfica Brasil, Romeu José de Oliveira, estima que o crescimento neste ano será de 30% em relação a 2001, graças aos últimos equipamentos adquiridos neste ano e que entrarão em operação no próximo mês, e serão capazes de dobrar a produção. A gráfica Brasil atua há 30 anos e investiu US$ 4 milhões em maquinário nos últimos dois anos. Quando foi inaugurada, era uma microempresa instalada na 405 Sul e empregava oito pessoas. Hoje é uma empresa de médio porte com 60 funcionários. Segundo, Oliveira, 60% dos trabalhos realizados pela empresa são oriundos de contratos com os órgãos públicos. Entre os serviços estão impressão de livros técnicos, boletins institucionais, jornais e revistas. O grande filão é a informática Nem alimentos nem bebidas. De acordo com o presidente da Federação
das Indústrias do Distrito Federal (Fibra), Lourival Dantas,
a pesquisa do IBGE está desfalcada. Deixou de fora dois grandes
setores brasilienses: construção civil e informática.
Segundo Dantas, hoje, no Distrito Federal, a indústria que
mais cresce é a da tecnologia da informação. ''São mais de mil empresas que transformaram o Distrito
Federal no segundo melhor mercado de informática do país
e que empregam 21 mil pessoas altamente qualificadas'', diz Dantas.
Em todo o país, o mercado da informação movimenta
US$ 30 bilhões por ano. Desse total, US$ 20 bilhões
referem-se ao setor privado e US$ 10 milhões ao setor público,
sendo que só em Brasília são movimentados US$
6,5 bilhões. De acordo com a Fundação Getúlio Vargas, no
ano passado as empresas brasileiras gastaram 4,5% do seu faturamento
em tecnologia da informação. Em 1989, esse percentual
foi de 1%. ''A tecnologia da informação está
para as empresas como o oxigênio para a vida porque esses
recursos são utilizados em quase todo o processo de produção'',
afirma Antônio Fábio Ribeiro, presidente do Sindicato
da Indústria da Informação (Sinfor). O Distrito
Federal tem 1.024 empresas do setor. As microempresas correspondem
a 87,89% desse total. No Distrito Federal, o setor de informática só fica
atrás da construção civil, que detém
o maior faturamento de toda a indústria do Distrito Federal.
Segundo o presidente do Sindicato da Indústria da Construção
Civil (Sinduscon), Márcio Edvandro, no ano passado, as 1.500
empresas faturaram R$ 2,5 bilhões. Por aqui, o forte da indústria
é a construção de imóveis residenciais
e comerciais. As obras públicas representam 30% do faturamento. A política de incentivos fiscais que dá desconto
no ICMS e na aquisição de terrenos para empresas que
venham se instalar por meio do Pró-DF aqueceu o mercado para
a indústria da construção civil. Nos últimos
três anos, 4.120 empresas foram beneficiadas pelo programa
e estão construindo suas sedes nas 13 Áreas de Desenvolvimento
Econômico (ADE) em todo o Distrito Federal. Entre as recém-chegadas estão três grandes
laboratórios nacionais. Esse novo setor industrial de Brasília,
o farmacêutico, vai se instalar no Pólo JK, área
ao lado da cidade de Santa Maria e que foi reservada a grandes indústrias.
Juntos, União Química, Medley e EMS investirão
mais de R$ 100 milhões na construção e instalação
das máquinas. A previsão é de que as fábricas
comecem a funcionar até o final de 2003. A União Química foi a primeira a chegar em Brasília, ainda no ano passado. A partir do próximo ano, sua fábrica começará a produzir medicamentos comuns e genéricos. A indústria tem 65 anos de experiência em produtos farmacêuticos e a unidade no Pólo JK será a quinta da companhia, que conta com três fábricas no estado de São Paulo e uma em Minas Gerais. |
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