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Genéricos na Imprensa
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Remédios
de uso contínuo mais baratos
Jornal de Brasília - 12/03/2002
Tratamentos de hipertensão, diabetes e colesterol têm
redução de até 10%.
Genéricos derrubam preços de remédios
Os preços dos remédios de uso contínuo (usados
para o tratamento de diabetes, hipertensão e colesterol)
vêm caindo há cerca de um ano. O principal motivo,
segundo o presidente executivo da Associação Brasileira
da Indústria Farmacêutica (Abifarma), Ciro Mortella,
é o crescimento da concorrência no mercado farmacêutico.
O lançamento dos medicamentos genéricos, há
dois anos, também forçou a queda nos preços.
Outro fator que incentivou a redução no custo dos
remédios foi a isenção no PIS/Cofins para produtos
de uso contínuo, em maio do ano passado. O benefício
foi repassado diretamente ao consumidor, baixando os preços
de alguns medicamentos em até 10%.
Na opinião do gerente da Drogaria Genérica, Roberto
Rivelino, a preferência dos consumidores pelos genéricos
tem forçado os grandes laboratórios a reverem a política
de preços. "A concorrência entre os laboratórios
também ajudou a baixar os preços", diz.
O preço do Renitec 20 mg com 30 comprimidos, medicamento
contra hipertensão, caiu de aproximadamente R$ 45, há
cerca de seis meses, para R$ 33,90, uma redução equivalente
a 24,6%.
No entanto, o concorrente do Renitec, o medicamento genérico
Maleato Enalapril, ainda custa mais barato, R$ 20,58.
Outro remédio que teve redução de preço
foi o Pravacol 20mg com 130 comprimidos, remédio para controle
do colesterol. O medicamento passou de R$ 70 para R$ 49 nos últimos
seis meses, uma redução de 30%. O concorrente, embora
não seja genérico, também ajudou a puxar o
preço para baixo. O Mevalotin, do laboratório Sankyo,
manteve o preço menor e cobra R$ 44 para o mesmo remédio.
Ainda de acordo com Rogério Rivelino, também nesse
caso os genéricos colaboraram para que os laboratórios
revissem os preços. "Os genéricos podem ser utilizados
no lugar desses remédios", explica.
No entanto, Ciro Mortella afirma que em fevereiro, quando o governo
federal autorizou um reajuste médio de 4,3%, os laboratórios
aumentaram os preços, em média, em 4,31%. "Os
remédios de uso contínuo são os que tiveram
uma movimentação de queda", diz.
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