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Genéricos na Imprensa
Notícias
S.O.S.
Argentina
Fonte:
O Globo - 14/01/2002
XColuna
Ancelmo Góis
A ponte aérea de remédios do Brasil rumo à
Argentina será restrita.
O Ministério da Saúde não tem condições,
a curto prazo, de enviar medicamentos de combate à Aids.
Estuda-se a possibilidade de aumentar a produção de
genéricos para ajudar o país vizinho a controlar a
doença.
ANA CLÁUDIA GUIMARÃES
PAINEL
DO LEITOR
Fonte: Folha de S.
Paulo - 14/01/2002
Opinião
Pró-Serra
"É de entristecer os mais crédulos e de causar
náuseas aos mais desconfiados a defesa da candidatura do
ministro José Serra feita pelo deputado federal Nelson Marchezan
("Genéricos, realidade incontestável", "Tendências/Debates",
13/1). No texto, o deputado rebate artigo de Rogério Cezar
de Cerqueira Leite ("Genéricos, antraz e propaganda",
"Tendências/Debates", 10/1), dizendo que este é
"conhecido detrator da política nacional de medicamentos
genéricos" (sic). Como médico do SUS que vem
tendo bons resultados ao utilizar esses fármacos, resolvi
reler o texto de Cerqueira Leite. Na verdade, o exposto por ele
é o uso da política de medicamentos genéricos
como arma eleitoral do ministro Serra -sendo que o programa é
avaliado como "um projeto promissor, mas não amadurecido"
(sic). Cerqueira Leite aponta ainda uma grande falha do atual planejamento
da Saúde que posso testemunhar: apesar de o programa de tratamento
para Aids ser modelo mundial, há falta rotineira, pelo menos
no Estado de São Paulo, de medicação para tuberculose,
doença que tem altíssima morbidade e mortalidade.
Os mais crédulos irão pensar que o senhor Nelson Marchezan
não teve uma razoável interpretação
de texto. Os mais desconfiados irão concordar com o senhor
Cerqueira Leite: a saúde do brasileiro virou artigo de marqueteiros
e de aduladores."
Alexandre Naime Barbosa, médico residente em infectologia
da Universidade Estadual Paulista -Unesp (Botucatu, SP)
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