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Genéricos na Imprensa
Notícias
Juiz
diz que indústria não boicotou genéricos
Fonte:
O Globo - 18/06/2002
Martha Beck
BRASÍLIA. O juiz da 4 Vara Criminal de São Paulo,
João Carlos da Rocha Mattos, decidiu arquivar o processo
no qual 25 laboratórios da Associação Brasileira
da Indústria Farmacêutica (Abifarma) eram acusados
de formação de cartel para boicotar a distribuição
dos medicamentos genéricos no país. Após mais
de dois anos de investigações, o juiz concluiu, no
dia 5 de junho, que não existem provas que mostrem que as
indústrias fizeram um acordo ou que tenha havido prejuízo
para a comercialização dos genéricos no mercado.
A denúncia havia sido feita pelo Conselho Regional de Farmácia
do Distrito Federal (CRF-DF) e deu início à CPI dos
Medicamentos na Câmara dos Deputados no fim de 1999. Segundo
o presidente do CRF-DF, Antônio Barbosa, a decisão
da Justiça foi um erro porque a tentativa das empresas de
boicotar os genéricos está clara nas atas de uma reunião
da Abifarma realizada no dia 27 de julho de 1999. - As atas da reunião
mostram o acordo da indústria. O juiz não deve ter
lido todo o processo - disse Barbosa.
Para ele, no entanto, as denúncias tiveram um resultado positivo
porque mostraram à sociedade que existia uma campanha contra
os genéricos. Barbosa afirmou que a política de genéricos
brasileira não seria tão bem articulada atualmente
caso a CPI não tivesse sido criada.
Deputados denunciaram conspiração de laboratórios
- As denúncias levaram a sociedade a se posicionar contra
a indústria farmacêutica na ocasião. Por isso,
o tiro dos laboratórios contra os genéricos saiu pela
culatra - afirmou Barbosa.
Durante da CPI dos Medicamentos, representantes de laboratórios
que participaram da reunião da Abifarma foram convocados
para prestar esclarecimentos sobre o encontro. Na ocasião,
parlamentares e até mesmo integrantes do governo chegaram
a afirmar que as atas da reunião deixavam clara a existência
de uma conspiração contra os genéricos.
Justiça
arquiva processo contra gerentes
Fonte:
Folha de São Paulo - 18/06/2002
O juiz federal João Carlos da Rocha Matos determinou ontem
o arquivamento de um processo aberto em 99 para apurar possível
formação de cartel entre gerentes de 25 indústrias
farmacêuticas. Os réus eram acusados de tentar barrar
a distribuição de medicamentos genéricos. O
processo foi arquivado por falta de provas.
Denúncia
de boicote contra medicamentos genêricos é arquivada
Fonte:
Gazeta Mercantil - 18/06/2002
São Paulo,- O juiz federal João Carlos da Rocha Matos,
da 4ª Vara Criminal de São Paulo, arquivou o processo
contra 25 gerentes de indústrias farmacêuticas indiciados
por terem realizado reunião, em 27 de julho de 1999, para,
supostamente, boicotar a venda de remédios genéricos
no Brasil. A decisão do juiz foi baseada na avaliação
do Ministério Público Federal, que não encontrou
provas de que a reunião entre os executivos teria tido este
objetivo.
O processo arquivado surgiu com a denúncia feita pelo Conselho
Regional de Farmácia do Distrito Federal (CRF-DF). Segundo
a assessoria de imprensa da Federação Brasileira da
Indústria Farmacêutica (Febrafarma), a imprensa noticiou,
naquela época, que o objetivo da reunião era montar
"um esquema" de boicote da distribuição
de medicamentos genéricos no País.
No despacho assinado no final de maio, a procuradora da República,
Adriana Scordamaglia Fernandes Marins, atestou que "não
restou comprovado nos autos que, na reunião, houve declaração
de vontade de todos os participantes em relação aos
pontos contidos na ata" do encontro.
A procuradora ressaltou que não houve prejuízo na
distribuição de medicamentos de qualquer laboratório
por causa de idéias discutidas naquela reunião entre
os executivos das indústrias farmacêuticas.
Mais genéricos
Com a criação e regulamentação dos genéricos,
esse tipo de medicamento tem ganho participação de
mercado. Remédios de tipo similar e genérico são
diferentes: os genéricos são substitutos perfeitos
dos remédios de marca, tendo o mesmo efeito. Eles podem substituir
os remédios de marca. Já os similares não têm
garantia de efeito e não podem ser substitutos dos medicamentos
de marca.
A venda de medicamentos genéricos subiu 614% entre 2000 e
2001. As vendas no ano passado atingiram 70 milhões de unidades.
No mesmo período, o faturamento do segmento cresceu 500%,
passando de US$ 25,4 milhões para US$ 126,7 milhões.
Atualmente, existem 582 medicamentos genéricos registrados
na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).
Destes, 426 já estão disponíveis no mercado
brasileiro.
O setor de genéricos espera fechar o ano com uma participação
de mercado em torno de 10%. Hoje, os similares detêm 65% de
market share.
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