Ministério da Saúde
Acesse o Portal do Governo Brasileiro
 




Genéricos na Imprensa
Notícias

 

21/01

Serra, candidato

21/01

Queda no consumo de remédio

21/01

Anvisa aprova nova geração de genéricos

Serra, candidato
Fonte: Folha de S. Paulo - 21/01/2002


Coluna
BORIS FAUSTO

Antes do previsto, a força dos acontecimentos levou o PSDB a lançar a candidatura de Serra. Foi para o partido um passo importante à frente, entre outras coisas porque sua unidade foi preservada, ainda que possam surgir problemas mais adiante.

A esta altura, é impossível dizer até onde Serra chegará. Como se tem dito, se não alcançar em torno de 15% de votos nas pesquisas eleitorais até maio, morrerá na praia. Se chegar aí, terá o caminho aberto para o segundo turno e a Presidência da República.

Muito vai depender de dois fatores: a capacidade de construção de alianças e, principalmente, o êxito na tentativa de captar uma parcela maior das preferências do grande público.

A construção de um arco de alianças não é uma tarefa simples. É fácil para Serra aproximar-se do PMDB, onde tem muitas afinidades, incluindo o ex-presidente Itamar Franco, para compreensível desagrado dos tucanos mineiros. Mas a aproximação vai lhe custar o afastamento ainda maior de outro possível parceiro, o PFL, tanto mais quando se tem em mente a ascensão de Roseana. Se sua candidatura crescer, as alianças ficarão mais fáceis, seja com o PMDB, seja com o pragmático PFL. De quebra, a costura da unidade do PSDB será reforçada.

Serra tem um currículo muito positivo. Com um longo passado de militância política, adversário da ditadura que o obrigou ao exílio, firmou-se nas áreas mais sensíveis da vida pública, como é o caso dos problemas econômicos e, mais recentemente, da saúde. Embora a persistência de graves problemas nessa área, decorrentes de séculos de descaso, possa desfavorecê-lo, Serra tem a seu favor uma série de iniciativas corajosas: o incentivo à fabricação dos genéricos, as medidas de combate à Aids, enfrentando interesses poderosos etc.

Diante desse currículo, muito superior ao de qualquer outro candidato, por que o nome de Serra até aqui não decola? Os maiores problemas residem nas arestas de sua personalidade e em sua imagem pública pouco atraente. O primeiro fator perturba a formação de alianças, tarefa que depende de paciência, manobras táticas e de sedução pessoal. O segundo, concorre diretamente para os baixos índices de popularidade.

A alteração da imagem de Serra aos olhos da opinião pública será, pois, um fator decisivo. E aí a estratégia de campanha deverá percorrer caminhos pouco comuns. Se não estou enganado, o êxito da tarefa vai depender do equilíbrio entre o apelo à sensibilidade e à racionalidade do eleitor, dois fatores que não deveriam estar dissociados como geralmente acontece.

Em poucas palavras, será necessário mudar a figura do personagem frio, de fala excessivamente calculada, combinando-a com a insistência na biografia, na experiência, nas realizações, o que significa prescindir dos lugares comuns de uma retórica insuportável. As previsões, a esta altura (repito), seriam temerárias. Melhor será dizer, cautelosamente, que os números -que, como as cartas, não mentem jamais- nos darão a resposta nos próximos meses.

Boris Fausto escreve às segundas-feiras nesta coluna.

Queda no consumo de remédio
Fonte: Jornal de Brasília - 21/01/2002

Grande Brasília

Alta no preço dos medicamentos e queda na renda são os principais motivos, revela pesquisa .

Nelza Cristina

O brasiliense está comprando menos medicamentos. É o que revela pesquisa realizada pelo Conselho Regional de Farmácia (CRF-DF), que verificou o consumo de remédios de várias classes terapêuticas não só na capital federal, mas em todo o País. E, apesar da queda nas vendas, o lucro da indústria farmacêutica aumentou, baseado nos aumentos de preços ocorridos nos últimos tempos.

Segundo a própria Associação da Indústria Farmacêutica (Abifarma), no ano passado 44% dos remédios tiveram seus preços reajustados. Os principais produtos que sofreram redução no consumo são os analgésicos narcóticos (9,60%), analgésicos não-narcóticos (3,14%), antiulcerosos (1,66%), relaxantes musculares (1,29%), diuréticos (5,32%), anticonvulsivantes (1,85%), anti-hipertensivos (11,64%) e antireumáticos (9,06%).

Segundo Antônio Barbosa, presidente do CRF-DF, a redução no consumo se deve ao aumento desproporcional dos medicamentos e à queda na renda do brasileiro. No DF, onde a maioria da população trabalha no serviço público, os salários não são corrigidos há sete anos.

O presidente do Sindicato das Farmácias do DF, Adelmir Santana, confirma as informações da pesquisa. "A própria indústria admite perdas na venda unitária. Mesmo com os genéricos não houve incorporação de novos consumidores", afirma ele.

Antônio Barbosa lembra que cerca de 50 milhões de pessoas estão fora do mercado de medicamentos. São brasileiros sem poder aquisitivo, com renda inferior a um salário mínimo. "A indústria produz para 30% da população, que é seu mercado consumidor. Pode ser que este percentual tenha até caído", diz o presidente do CRF-DF.

O aposentado Almir dos Santos, 65 anos, confirma as estatísticas. Com a alta dos medicamentos, ele hoje se restringe a comprar apenas os remédios indispensáveis, como os colírios que usa para controlar um glaucoma (doença que reduz o campo visual) e a osteoporose (falta de cálcio nos ossos) da mulher. "Mesmo assim, só compro após realizar muita pesquisa", diz ele. Um dos colírios utilizados por Santos passou de R$ 15 para R$ 25 nos últimos meses.

Quem também se assustou com a alta dos preços foi Horácio de Oliveira, morador de Taguatinga. De acordo com ele, o remédio Dicetel, por exemplo, teve aumento de 50%.
Mas a queda no consumo não está sendo sentida pela indústria farmacêutica. Medicamentos como os anti-hipertensivos, cujas vendas caíram, resultaram em lucros 14,68% maiores para a indústria no período. O mesmo pode ser constatado, segundo o CRF-DF, com os analgésicos não-narcóticos que, apesar de venderem menos 5,14%, geraram ganhos 22,55% maiores para os fabricantes.

A base de dados para a pesquisa foi obtida em informações das distribuidoras de medicamentos e da própria indústria, publicadas em relatórios e balanços da IMS-Healt, consultoria do setor. Os números considerados compreendem o período de um ano entre setembro de 2000 e setembro de 2001.

Anvisa aprova nova geração de genéricos
Fonte: Gazeta Mercantil - 21/01/2002

Nacional
Registro

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) selecionou um grupo de 41 medicamentos à base de hormônios sintéticos que poderão ser transformados em genéricos. Os novos remédios serão para tratamento de doenças graves e crônicas, como câncer, diabetes, hipertensão, osteoporose, hipotiroidismo, doenças respiratórias e terapias de reposição hormonal, além de outras enfermidades que exigem tratamento com drogas de uso contínuo.
(Vânia Carvalho, do Panora Setorial)

 
Página Anterior Ínicio da página