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Genéricos na Imprensa
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22/10

Presidente dos EUA vai proteger genéricos

22/10

Bush quer facilitar produção de genéricos

22/10

Alta do dólar pode atrasar investimento do Ranbaxy

 

Presidente dos EUA vai proteger genéricos
Fonte: Jornal do Brasil

WASHINGTON - O presidente dos Estados Unidos, George Bush, vai propor mudanças na legislação para reduzir o tempo das patentes da indústria farmacêutica a fim de permitir que os genéricos cheguem mais rápido aos consumidores. Nos EUA, os genéricos representam 50% das receitas médicas. Em 2001, o custo médio de um remédio por pessoa foi US$ 72; já o genérico teve custo médio inferior a US$ 17.

Em meados do ano, a Comissão Federal de Comércio (FTC) descobriu que a indústria farmacêutica vem maquiando os remédios a fim de retardar o lançamento do genérico. Com base nessas mudanças, que nada têm a ver com a eficácia do medicamento, pede nova patente e ganha tempo.

- Um dos métodos usados é pedir nova patente com base em mudanças, sem efeito terapêutico, e adiar por até cinco anos o lançamento do remédio mais barato - disse Bush.

 

Bush quer facilitar produção de genéricos
Fonte: Folha de S.Paulo


Presidente pretende impedir que patentes de remédios sejam prorrogadas quando desafiadas legalmente

Duas semanas antes da eleição legislativa, o presidente George W. Bush propôs ontem novas medidas para acelerar a chegada de medicamentos genéricos ao mercado americano -o custo dos remédios tem sido um dos temas mais quentes da campanha.

As medidas visam a limitar a capacidade das grandes empresas da indústria farmacêutica de prolongar suas patentes (que protegem seus produtos). Numa cerimônia na Casa Branca, Bush anunciou que não pretende permitir a prorrogação da licença de certos remédios de marca para agilizar sua chegada ao mercado na forma de genérico.

Normalmente, quando a patente de um medicamento de marca é desafiada num tribunal, as empresas farmacêuticas recebem o direito automático de manter sua patente -por mais 30 meses- para que o caso possa ser examinado. O problema é que prorrogações consecutivas são concedidas, impedindo que, na prática, a fabricação do genérico possa começar. Bush quer acabar com o acúmulo de prorrogações.

O presidente enfatizou que as medidas propostas iriam beneficiar as pessoas de idade mais avançada -uma parcela importante do eleitorado.

"Com essa ação, reduziremos o custo dos remédios na América em bilhões e atenuaremos o peso financeiro que nossos cidadãos, especialmente os mais velhos, têm de enfrentar", declarou Bush.

"Nossa mensagem aos fabricantes de remédios é clara: vocês merecem uma justa recompensa por seus esforços de pesquisa e de desenvolvimento. Mas vocês não têm o direito de impedir a chegada de genéricos ao mercado por razões frívolas", acrescentou.

Segundo a Casa Branca, as medidas poderiam proporcionar uma redução de US$ 3 bilhões por ano nos gastos com remédios nos EUA. No ano passado, a venda de remédios no varejo gerou uma receita total de US$ 154,5 bilhões.

Ainda segundo as autoridades americanas, na média, um genérico custa menos de US$ 17, enquanto um medicamento de marca atinge a média de US$ 72.

O anúncio ocorreu durante a fase final da campanha, na qual os democratas têm buscado concentrar-se em questões domésticas, incluindo o alto preço dos medicamentos. A indústria farmacêutica criticou os esforços dos democratas para acelerar a concepção da lei dos genéricos.

Ironicamente, a proposta de Bush lembra a dos democratas, o que denota uma clara mudança de direção dos republicanos. Um funcionário do governo disse, no entanto, que, "caso exista, o componente político do anúncio de Bush é mínimo".

Ari Fleischer, porta-voz da Casa Branca, disse que Bush tinha esperado para ver se o Congresso iria propor uma lei para resolver a questão. Ainda segundo ele, Bush agiu agora porque percebeu que o Congresso não o faria.

Representantes da indústria farmacêutica disseram que não se pronunciariam a respeito da proposta antes de analisá-la.

Com agências internacionais

Alta do dólar pode atrasar investimento do Ranbaxy
Fonte: Valor Econômico


Fabricante quer preços liberados para repassar os custos

Cláudia Lobo, Do Rio

O laboratório Ranbaxy, o quinto maior do mundo na fabricação de genéricos e que está instalado no Brasil há dois anos, juntou-se aos fabricantes de medicamentos de marca e reivindica a liberação dos preços dos remédios controlados pelo governo.

Segundo o presidente mundial do laboratório, Davinder Brar, que pela primeira vez visita o país, a liberação de preços é uma das soluções para diminuir o impacto da recente alta de quase 100% do dólar e que vem prejudicando as empresas farmacêuticas, cujos custos com importação quase triplicaram nesse período. "Esse é um custo fundamental nosso e que não conseguimos substituir, já que o Brasil não é fabricante de matérias-primas do setor farmacêutico", informou Brar.

Segundo ele, para repor a inflação anual do país o patamar de reajuste dos preços dos medicamentos seria entre 8% e 10%. "Há dois anos, quando o Ranbaxy iniciou suas atividades no Brasil, a cotação do dólar era de R$ 1,96. Agora está a R$ 3,90. Isso significou aumento do custo de matéria-prima, no caso do Ranbaxy, de 20% para cerca de 40% do total das nossas vendas", justificou Brar, acrescentando que, no período, as margens da empresa foram reduzidas.

Mas, apesar do quadro econômico, o principal executivo do laboratório que faturará R$ 75 milhões com as operações brasileiras - que comercializaram 40 substâncias em 2002 - garante que não há intenção de deixar o país.

"Se o dólar não cair para algo em torno dos R$ 2,90 a R$ 3,00 e os preços não forem liberados, teremos que repensar as nossas operações, o que significa retardá-las, além de avaliar quanto mais as operações na Índia, nossa sede, suportarão os aportes a serem feitos no Brasil. Mas não penso em deixar o país, que é o nosso quarto mercado, depois dos Estados Unidos, Índia e Inglaterra", disse.

O investimento que poderá ser adiado é a construção da primeira fábrica de medicamentos da empresa no país (hoje ela apenas os importa), planejada para o Espírito Santo ou Paraná com investimento de cerca de US$ 10 milhões. "Além da questão econômica, também aguardamos a definição política (das eleições estaduais) destas localidades para iniciar a construção da fábrica", afirmou, acrescentando que, se tudo correr bem - sem problemas com as autoridades estaduais e o dólar recuando após o segundo turno das eleições presidenciais - a primeira fase das obras começa ainda em 2003 e será encerrada em 2004.

Outro questionamento feito pelo presidente da Ranbaxy é a redução dos impostos cobrados ao setor farmacêutico. Um exemplo citado que poderia ser seguido é o da Índia. Segundo ele, no país cerca de 36% dos preços dos medicamentos são controlados. "É realizado o controle das substâncias onde existem menos de dez genéricos ou similares. Além disso, há uma medida no Congresso local determinando que o controle caia para 25% do total de medicamentos a partir de 2003", disse.

A fábrica da Ranbaxy no Brasil é a única instalação que falta ser criada para que a empresa produza medicamentos em todos os principais continentes do mundo. De acordo com Brar, a unidade seria utilizada para o consumo interno do país e para abastecer o mercado sul-americano. A Ranbaxy possui 30 fábricas, sendo a Índia sua principal base com sete unidades. Além disso, há unidades de produção na China, Estados Unidos, Irlanda, Malásia e Vietnã.

 
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