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Casa
fechada no Jardim Botânico é foco da doença - A casa da Rua Getúlio das Neves é um problema antigo. O larvicida é jogado do alto de um prédio em obras, ao lado. É um tiro no escuro. Tijuca, área com mais mosquitos Alan Gripp, Michel Alecrim e Ledice Araújo Embora não esteja no topo das estatísticas dos casos
de dengue, a Grande Tijuca é hoje o paraíso do Aedes
aegypti na cidade. Dos dez bairros com índice de infestação
do mosquito transmissor da doença acima do considerado tolerável
pela Organização Mundial de Saúde (OMS) - 5%
dos domicílios, quando o ideal é abaixo de 1% - o
segundo, o terceiro e o sexto colocados estão na região.
Em primeiro lugar no ranking do Aedes , elaborado pela Secretaria
municipal de Saúde, está São Francisco Xavier,
onde em 11,80% dos lugares visitados agentes de saúde encontraram
larvas do inseto. O bairro é seguido por Alto da Boa Vista
(10,37%), Grajaú (8,93%), Del Castilho (8,43%), Engenho de
Dentro (6,83%) e Tijuca (6,25%). Segundo a Secretaria de Saúde, o resultado pode levar a
Grande Tijuca, em breve, ao topo das estatísticas da dengue
na cidade, hoje ocupado por Caju e Madureira. Ano passado, a Grande
Tijuca teve o maior número de casos notificados: 434. Férias de médicos suspensas em fevereiro e março O secretário municipal de Saúde, Ronaldo Cézar
Coelho, anunciou ontem novas medidas de combate à dengue.
Entre elas, a suspensão das férias de fevereiro e
março de grande parte dos médicos. O objetivo é
reforçar o atendimento nos postos de saúde e nos hospitais,
onde vêm aumentando as filas de pacientes com sintomas da
dengue. Os profissionais que atuam nos setores ambulatoriais dos
hospitais poderão ser deslocados para as emergências. A partir do próximo fim de semana, os carros-fumacê
da prefeitura estarão nas ruas também aos sábados
e domingos. Para reforçar o combate à doença,
no início de fevereiro, o município terá, além
dos 800 agentes da Funasa, um reforço de outros mil concursados.
Denúncias de focos feitas pelo Tele-Dengue (2566-1531) também
serão verificadas com urgência. A maioria delas se
refere a terrenos baldios e galpões fechados. A secretaria
ainda não sabe se vai conseguir autorização
judicial para entrar em propriedades privadas. Hoje, o secretário
tem uma reunião com o procurador do município Cláudio
Henrique Vianna para tratar do assunto. Segundo Ronaldo, em breve
começarão a circular pela cidade 25 novos fumacês,
doados pelo Ministério de Saúde. Nas farmácias, a procura pelo Tylenol, remédio receitado para combater os sintomas da dengue, aumentou dez vezes, informou o Sindicato das Farmácias do Rio. O remédio custa R$ 2,15 (750mg, quatro comprimidos) e deve subir para R$ 2,24 com o aumento médio de 4,32% autorizado ontem pelo governo. O genérico Paracetamol, que custa R$ 1,30 (40% menos), já está sumindo das prateleiras. |
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