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Genéricos na Imprensa
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ICMS: deputados aprovam isenção para genéricos
Fonte:
O Globo - 23/05/2002
Rio
A Assembléia Legislativa do Estado do Rio (Alerj) aprovou
ontem, em primeira discussão, o projeto de lei do deputado
Washington Reis (PMDB) que isenta os medicamentos genéricos
do pagamento de ICMS. A proposta ainda volta a plenário para
uma segunda votação e ainda precisará da sanção
da governadora Benedita da Silva para entrar em vigor. O objetivo
do projeto é baratear o preço desses remédios,
identificados pela substância ativa e não pela marca.
Segundo o autor, a isenção não terá
impacto na arrecadação do estado. A diminuição
no preços, para Washington Reis, facilitaria o acesso aos
medicamentos por parte de pessoas carente e idosos.
- Muitas pessoas nos hospitais, nos postos de saúde, recebem
uma receita e não têm dinheiro para comprar o remédio,
provocando uma superlotação nos hospitais por falta
de uma medida preventiva - afirmou o deputado em seu discurso no
plenário.
De acordo com o projeto, a regulamentação da lei caberá
ao Poder Executivo, por ato próprio. Um levantamento recente
das farmácias do estado revelou que genéricos representam
20% das vendas.
Problemas com remédios na Suíça
Fonte:
Gazeta Mercantil - 23/05/2002
Indústria
Genebra, - A Suíça, terra da indústria
farmacêutica, descobre que antigos medicamentos são
vendidos como novos no país. Existem no mercado cerca de
400 remédios antigos que voltaram a ser patenteados com outros
nomes, o que permite aos grupos farmacêuticos evitar a concorrência
de genéricos e a redução de preço.
Essa situação foi confirmada pelo chefe de controle
de preços do governo federal, Werner Marti. E vem no rastro
de recente problema envolvendo o grupo Novartis, que vendeu o antigo
spray contra dor de garganta Sangerol sob o novo nome de Mebucasol,
cobrando 43% a mais. A Federação Suíça
dos consumidores descobriu, questionou a indústria e o preço
baixou. Mas, segundo Marti, isso foi apenas a ponta do iceberg nesse
país de 7 milhões de habitantes que gastam enormemente
com saúde. O representante do governo suíço
revelou que a UCB Pharma teria recentemente batizado os comprimidos
Zyrtec, contra problemas do fígado, como Xyzal. O laboratório
Abbot substituiu seu anestésico Carbostesin pela réplica
química de Chirocaine. A Lundbeck transformou seu antidepressivo
Seropram na cópia Cipralex.
O remédio mais vendido na Suíça, o Antramups,
contra problemas digestivos, fabricado pelo grupo anglo-sueco Astra
Zeneca, também estaria em vias de ser substituído
pela cópia patenteada do Nexium.
Marti e farmacêuticos pediram explicações à
industria. A entidade estadual que faz a vigilância de remédios
vai examinar se deve haver indicação de que o remédio
é uma cópia, na embalagem do produto.
O Acordo de Propriedade Intelectual Relacionada ao Comércio
(Trips, da Organização Mundial de Comércio),
não impede a prática. Mas ela começa a inquietar
seriamente nações em desenvolvimento, já que
retarda a entrada no mercado de produtos genéricos.
A prática da indústria é de, pouco antes da
expiração de uma patente, pedir nova proteção
com outro nome, efetuando pequena modificação. Isso
permite estender a proteção por mais 20 anos. "Isso
vai contra o argumento da indústria farmacêutica de
que estão inovando os remédios e por isso precisam
de um Trips forte", diz um diplomata de país em desenvolvimento.
A questão de patentes de remédios continua na ordem
do dia na OMC. Países em desenvolvimento, incluindo o Brasil,
vão apresentar no mês que vem proposta dando uma interpretação
flexível para as nações importarem medicamentos
se não podem fazer uso de licença compulsória
(quebrar patentes) porque não têm capacidade para produzir.
"A idéia é que o acordo Trips autorize claramente
a exportação para um outro país que não
possa produzir o remédio", diz um negociador. É
uma exceção limitada nos direitos dos titulares das
patentes, que pode interessar também aos países ricos.
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