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24/05

Brasil ajudará países a combater a aids

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Brasil ajudará países a combater a aids
Fundo de R$ 2,5 milhões será destinado a nações pobres com grande número de doentes
Fonte: O Estado de S.Paulo - 24/05/2002

LUCIA MARTINS

RIO - O Ministério da Saúde lançou ontem um fundo de solidariedade para ajudar países pobres a combater a aids. O programa, criado oficialmente por portaria publicada ontem no Diário Oficial da União, terá R$ 2,5 milhões para serem investidos em dez projetos-piloto de prevenção e tratamento da doença.

Nos próximos meses, o governo brasileiro vai selecionar as melhores propostas de iniciativas contra a aids. Os critérios serão divulgados em breve pelo ministro da Saúde, Barjas Negri, mas já está definido que terão prioridade os países mais pobres e aqueles com maiores números de infectados com o vírus HIV. "É claro que daremos prioridade para os países com as maiores necessidades", disse Paulo Teixeira, coordenador do Programa de Aids do ministério.

A criação de um fundo de solidariedade nos moldes do fundo mundial antiaids surgiu por dois motivos. O governo brasileiro vem sofrendo grande pressão de organizações não-governamentais para fornecer medicamentos contra o HIV a países pobres. "Recebemos muitos pedidos de diversos países que precisam de remédios desesperadamente e não têm condições de comprá-los. Essa foi a forma de atender essa demanda", disse Teixeira.
Patentes - A outra razão para o fundo é tentar ampliar o número de aliados do Brasil na luta contra os laboratórios internacionais pela redução dos preços de medicamentos e pelo direito de continuar produzindo genéricos desses remédios, mesmo que isso signifique quebra de patentes. "É inegável que, se vários países começam a produzir genéricos e implantar programas de combate à aids semelhantes ao do Brasil, fica mais fácil manter nossa política de fornecimento gratuito de drogas."

O Brasil já tem acordos de cooperação técnica com Cuba e com países africanos de língua portuguesa. Nesses trabalhos, o governo tem tentado ajudar a montar fábricas de medicamentos que, como no Brasil, reproduzem as fórmulas dos anti-retrovirais e criam genéricos desses remédios. Mas, com a criação do fundo, será a primeira vez que o País vai se posicionar como um doador de medicamentos para os mais pobres.

Inicialmente o ministério terá disponível R$ 2,5 milhões para financiar os dez projetos durante um ano e atingir pelo menos 100 pacientes em cada um dos projetos-piloto. Mas o programa poderá ser ampliado e conseguir mais verbas no futuro. "É bem provável que ele continuará funcionando no futuro até porque não é aconselhável parar o tratamento dos doentes", disse o coordenador do Programa de Aids.



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Fonte: Jornal de Brasília - 24/05/2002

A pergunta é:
Quando você vai comprar remédio, procura saber se existe um genérico dele ?

"Sempre pergunto sobre o genérico. A eficiência é a mesma e o preço é mais em conta. Não há nenhuma razão de não querer comprar tais remédios".
Silvana Rocha Supervisora, Asa Norte

"Claro, sempre procuro pelo genérico. Eu tomo muito remédio e fica bem mais barato se comprá-los. Aliás, diminui bastante as minhas despesas".
Maria José César Func. Pública, Gama

"Sempre pergunto, mas nem sempre compro. As vezes, o remédio de marca é apenas alguns centavos mais barato. Nesse caso, prefiro não comprar o que é genérico".
José Pereira Aposentado, Valparaíso

"Sem dúvida nenhuma. Eu sempre compro o genérico. A diferença de preço é grande e a eficiência é a mesma. Sai mais barato e não afeta a saúde".
Regina Moreira Aux. de Enfermagem, Gama

 

 
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