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Genéricos na Imprensa Notícias
Merck
exportará genéricos para América Latina a partir
do Brasil Projeto da multinacional alemã deverá entrar em operação em 2005 Cláudia Lobo, Do Rio A multinacional alemã Merck KGaA, um dos maiores laboratórios
mundiais, vai criar uma unidade de genéricos no Brasil com
capacidade de produzir e distribuir esse tipo de medicamento para
toda a América Latina. O projeto vem sendo desenvolvido desde
2000 e o prazo previsto para conclusão é 2005. Até
lá, a empresa planeja investir R$ 6 milhões em pesquisas
e testes de comprovação da eficácia dos medicamentos. Segundo o diretor da área industrial do laboratório,
Alberto Ajncyer, cerca de 20 genéricos já estão
na fila do Ministério da Saúde aguardando a liberação
para comercialização no país - nessa fase as
empresas apresentam os testes de equivalência entre os genéricos
e as substâncias que pretendem reproduzir. "Também
teremos em oferta 11 tipos de medicamentos já aprovados pelo
ministério, dos quais, três já são produzidos
no Brasil." De acordo com o executivo, na primeira fase de implementação
do projeto, que vem em seguida à aprovação
do medicamento pelo Ministério da Saúde, o objetivo
da Merck será importar os remédios de suas unidades
produtoras no exterior (Canadá, Austrália e Inglaterra).
"Essa fase é de teste da 'comercialidade' do produto
e, por isso, não vale a pena alterar nossa estrutura de industrialização
até que o remédio tenha sua marca estabelecida junto
ao público consumidor", afirma ele. "Depois, então, é que reformularemos nossa linha
de produção para iniciar a fabricação
desses medicamentos no Brasil", acrescenta, dizendo também
que os novos remédios a serem fabricados ocuparão
as linhas de produção cujas patentes já tenham
expirado e, por isso, não será necessário aumentar
as instalações nacionais. "Além disso, há também linhas de medicamentos
sobre as quais não há mais interesse comercial",
complementa Ajncyer, informando que elas, então, deixam de
ser fabricadas. "A produção de uma instalação
farmacêutica é cíclica. Há sempre medicamentos
saindo de linha", diz. "Hoje na América Latina, além do Brasil, já
existe mercado de genéricos no México e na Colômbia,
sendo que Argentina e Venezuela estão discutindo a implantação
desse mercado", informa o gerente da unidade de negócios
genéricos da Merck, Kai Wolf. Ele afirma que o projeto poderá
ser ampliado, dependendo da demanda que exista na região
em 2005. "No Brasil há ainda muito o que crescer." A Merck tem desde 1968 a mais antiga lavoura de plantas medicinais do país, numa fazenda de 680 hectares, no Maranhão, que produz 500 toneladas de sal puro, insumo para colírio contra glaucoma, e para fabricação de rutina, substância que fortalece os vasos sangüíneos, comandada por Deoclécio Campos.
Cartas Sr. Redator
MARIANA BARBOSA O candidato do PPS à Presidência, Ciro Gomes, e o
presidente do Banco Central, Armínio Fraga, se encontraram
no início da noite de segunda-feira, no Rio. Ele não
quis comentar ontem o teor dos diálogos nem o local, mas,
segundo seus assessores, a conversa foi "boa e bastante longa". Na véspera, Ciro havia negado veementemente que tivesse
se encontrado com Fraga. Sem se manifestar sobre a conversa com Fraga, o candidato do PPS,
que está em ascensão nas pesquisas e ocupa o segundo
lugar - 13 pontos à frente de José Serra (PSDB), pelo
Vox Populi -, centrou as críticas no candidato do governo.
Afirmou que as promessas de Serra para a saúde são
"pouco confiáveis" e chamou o programa dos genéricos
de "fraude". Anteontem, Serra prometeu triplicar o orçamento do Programa
de Saúde na Família, atendendo 150 milhões
de brasileiros. "A meta é perfeitamente possível.
Mas por que não fizeram antes? Tiveram oito anos e aí
vem com essa discurseira de véspera de eleição.
É pouco confiável isso", contestou Ciro. O candidato lembrou, ainda, que o programa foi implementado originalmente
no Ceará, em 1986, pelo então governador Tasso Jereissati.
Em relação aos genéricos, disparou: "Se
você comparar o preço dos genéricos brasileiros
com o dos genéricos internacionais, pode ver que está
havendo fraude." Ciro atribuiu sua subida nas pesquisas ao fato de ele se colocar
como oposição, mas alternativa ao PT. "Ninguém
está trabalhando tanto para mostrar à sociedade que
há um caminho de mudança possível, diferente
da oposição tradicional que o PT representa no País." Apesar do comentário, Ciro elogiou o PT: "Tem enorme credibilidade para se apresentar como alternativa, para oferecer idéias novas." E emendou que, como ele, o partido é "herético contestador do sistema". (Colaborou Alexandra Penhalver) |
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