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Genéricos na Imprensa
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24/07

Merck exportará genéricos para América Latina a partir do Brasil

24/07

Genéricos

24/07

Ciro discutiu transição com Fraga, escondido

Merck exportará genéricos para América Latina a partir do Brasil
Fonte: Valor Econômico - 24/07/2002

Empresas/Medicamentos

Projeto da multinacional alemã deverá entrar em operação em 2005

Cláudia Lobo, Do Rio

A multinacional alemã Merck KGaA, um dos maiores laboratórios mundiais, vai criar uma unidade de genéricos no Brasil com capacidade de produzir e distribuir esse tipo de medicamento para toda a América Latina. O projeto vem sendo desenvolvido desde 2000 e o prazo previsto para conclusão é 2005. Até lá, a empresa planeja investir R$ 6 milhões em pesquisas e testes de comprovação da eficácia dos medicamentos.

Segundo o diretor da área industrial do laboratório, Alberto Ajncyer, cerca de 20 genéricos já estão na fila do Ministério da Saúde aguardando a liberação para comercialização no país - nessa fase as empresas apresentam os testes de equivalência entre os genéricos e as substâncias que pretendem reproduzir. "Também teremos em oferta 11 tipos de medicamentos já aprovados pelo ministério, dos quais, três já são produzidos no Brasil."

De acordo com o executivo, na primeira fase de implementação do projeto, que vem em seguida à aprovação do medicamento pelo Ministério da Saúde, o objetivo da Merck será importar os remédios de suas unidades produtoras no exterior (Canadá, Austrália e Inglaterra). "Essa fase é de teste da 'comercialidade' do produto e, por isso, não vale a pena alterar nossa estrutura de industrialização até que o remédio tenha sua marca estabelecida junto ao público consumidor", afirma ele.

"Depois, então, é que reformularemos nossa linha de produção para iniciar a fabricação desses medicamentos no Brasil", acrescenta, dizendo também que os novos remédios a serem fabricados ocuparão as linhas de produção cujas patentes já tenham expirado e, por isso, não será necessário aumentar as instalações nacionais.

"Além disso, há também linhas de medicamentos sobre as quais não há mais interesse comercial", complementa Ajncyer, informando que elas, então, deixam de ser fabricadas. "A produção de uma instalação farmacêutica é cíclica. Há sempre medicamentos saindo de linha", diz.

"Hoje na América Latina, além do Brasil, já existe mercado de genéricos no México e na Colômbia, sendo que Argentina e Venezuela estão discutindo a implantação desse mercado", informa o gerente da unidade de negócios genéricos da Merck, Kai Wolf. Ele afirma que o projeto poderá ser ampliado, dependendo da demanda que exista na região em 2005. "No Brasil há ainda muito o que crescer."

A Merck tem desde 1968 a mais antiga lavoura de plantas medicinais do país, numa fazenda de 680 hectares, no Maranhão, que produz 500 toneladas de sal puro, insumo para colírio contra glaucoma, e para fabricação de rutina, substância que fortalece os vasos sangüíneos, comandada por Deoclécio Campos.


Genéricos
Fonte: Correio Braziliense - 24/07/2002

Cartas

Sr. Redator


Os medicamentos genéricos são fáceis de engolir. Difícil é engolir o consenso de Washington e o modelo alfabetizador mexicano.
Ascenso Furtado
Rio de Janeiro (RJ)


Ciro discutiu transição com Fraga, escondido
Fonte: O Estado de S.Paulo - 24/07/2002


Nacional/ ELEIÇÕES 2002

Encontro foi no Rio, segunda-feira à noite; assessores dizem que conversa foi 'boa e longa'

MARIANA BARBOSA

O candidato do PPS à Presidência, Ciro Gomes, e o presidente do Banco Central, Armínio Fraga, se encontraram no início da noite de segunda-feira, no Rio. Ele não quis comentar ontem o teor dos diálogos nem o local, mas, segundo seus assessores, a conversa foi "boa e bastante longa".

Na véspera, Ciro havia negado veementemente que tivesse se encontrado com Fraga.
Foi o terceiro encontro de Fraga com representantes dos partidos para discutir a sucessão de Fernando Henrique Cardoso e, também, um possível acordo de transição com o Fundo Monetário Internacional (FMI). Ele já se reuniu com os deputados José Aníbal (PSDB) e Aloizio Mercadante (PT).

Sem se manifestar sobre a conversa com Fraga, o candidato do PPS, que está em ascensão nas pesquisas e ocupa o segundo lugar - 13 pontos à frente de José Serra (PSDB), pelo Vox Populi -, centrou as críticas no candidato do governo. Afirmou que as promessas de Serra para a saúde são "pouco confiáveis" e chamou o programa dos genéricos de "fraude".

Anteontem, Serra prometeu triplicar o orçamento do Programa de Saúde na Família, atendendo 150 milhões de brasileiros. "A meta é perfeitamente possível. Mas por que não fizeram antes? Tiveram oito anos e aí vem com essa discurseira de véspera de eleição. É pouco confiável isso", contestou Ciro.

O candidato lembrou, ainda, que o programa foi implementado originalmente no Ceará, em 1986, pelo então governador Tasso Jereissati. Em relação aos genéricos, disparou: "Se você comparar o preço dos genéricos brasileiros com o dos genéricos internacionais, pode ver que está havendo fraude."

Ciro atribuiu sua subida nas pesquisas ao fato de ele se colocar como oposição, mas alternativa ao PT. "Ninguém está trabalhando tanto para mostrar à sociedade que há um caminho de mudança possível, diferente da oposição tradicional que o PT representa no País."

Apesar do comentário, Ciro elogiou o PT: "Tem enorme credibilidade para se apresentar como alternativa, para oferecer idéias novas." E emendou que, como ele, o partido é "herético contestador do sistema". (Colaborou Alexandra Penhalver)

 
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