 |
Genéricos na Imprensa
Notícias
26/01
 |
|
26/01
 |
|
FHC elogia trégua proposta por Roseana
Fonte:
Folha de S. Paulo - 26/01/2002
"Não vejo razão para ninguém agredir
ninguém", diz presidente, que depois participou de evento
ao lado de Serra
DA SUCURSAL DE BRASÍLIA
DA REPORTAGEM LOCAL
O presidente Fernando Henrique Cardoso afirmou ontem que considera
"excelente" a proposta de um pacto de não-agressão
feita pela governadora do Maranhão, Roseana Sarney, ao ministro
da Saúde, José Serra. Roseana é pré-candidata
à Presidência pelo PFL, e Serra, pelo PSDB -os principais
partidos da base do governo.
O presidente estendeu a proposta para os partidos de oposição.
"Não precisa ser só da base aliada. Mesmo os
que são da oposição, ou do governo para com
a oposição, para quê agredir?"
"Não é necessário agredir. O que precisa
é agregar e não agredir", acrescentou, depois
de participar de reunião da União Internacional para
a Conservação.
FHC disse que falou com o ministro Serra e que ele concorda com
a proposta. "É uma questão normal. O Lula, eu
tenho sempre que posso um relacionamento público e também
privado correto com o Lula e vice-versa."
A proposta será levada a Serra por Roseana na semana que
vem, em conversa ainda a ser marcada.
O relacionamento entre PSDB e PFL passou por momentos de tensão
nos dias que antecederam o lançamento de Serra. Aliados do
ministro criticaram a governadora. O ambiente só desanuviou
após visita de FHC a José Sarney, pai da pefelista.
Serra também conteve seus aliados.
Cerimônia
Participando juntos pela primeira vez de um evento público
desde o lançamento da pré-candidatura de Serra, FHC
e o ministro aproveitaram ontem uma cerimônia em São
Paulo para fazer um balanço das realizações
do Ministério da Saúde.
Com um auditório de 860 lugares praticamente lotado, Serra
fez piadas, falou de sua vida no exílio e citou o governador
Mário Covas durante seu discurso. "O Ministério
da Saúde, sob a Presidência de Fernando Henrique Cardoso,
tem coisas que são conhecidas, como os genéricos e
a campanha contra a Aids, mas o que está sendo feito de mais
importante é o atendimento básico", declarou.
"Talvez haja mais a fazer do que o que foi feito. Mas hoje
é melhor do que ontem, e amanhã será melhor
do que hoje", disse. ""O importante é que
estamos na trilha."
Também participou da inauguração da nova sede
da Associação Paulista dos Cirurgiões-Dentistas
o governador Geraldo Alckmin, responsável pela única
menção à pré-candidatura tucana.
"Foi dito que a cadeira de presidente é mais dura do
que a do dentista, e o Serra logo protestou. Ou ele tem muito medo
de dentista ou ele está muito interessado em sua [de FHC"
cadeira", afirmou Alckmin, provocando risos. Com a mão,
Serra sinalizou que as duas alternativas eram corretas.
Seguindo o mesmo mote proposto pelo ministro no lançamento
de sua pré-candidatura, FHC falou sobre a necessidade de
diminuição das desigualdades e ressaltou a importância
da democracia e da estabilidade no país.
Fez ainda uma menção indireta à crise argentina.
""Quando não se tem a casa em ordem, a parte da
economia, nada se consegue. Infelizmente, para muitos de nós,
que temos relação muito próxima com alguns
países vizinhos, estão muito vivas as dificuldades
produzidas quando os governantes não são capazes ou
as condições não permitem. Muitas vezes não
conseguiram fazer com que houvesse o sentimento de futuro que advém
da estabilidade e da crença de que quem está governando
tem legitimidade para governar."
Genéricos
Fonte:
Folha de S. Paulo - 26/01/2002
"O presidente do Conselho Regional de Farmácia do Estado
de São Paulo, Dirceu Raposo de Mello, cometeu alguns equívocos
ao comentar nesta seção (edição de ontem),
que há uma polêmica sobre medicamentos genéricos
e que o programa de medicamentos genéricos do Ministério
da Saúde em nada alterou o "quadro de acesso aos tratamentos".
A maior das injustiças, porém, é aquela em
que classifica de propaganda enganosa a suposta divulgação
pelo Ministério da Saúde de uma política de
medicamentos genéricos para a população carente.
Primeiro, porque em momento algum de sua gestão o ministro
José Serra afirmara ser a política de genéricos
voltada para a população carente. Depois, esse segmento
da sociedade está sendo assistido pelo Sistema Único
de Saúde (SUS) por meio do Programa de Incentivo à
Assistência Farmacêutica Básica. Na época
da Central de Medicamentos (Ceme), esse setor contava com R$ 40
milhões para distribuição gratuita de medicamentos;
a partir de 1997, já na gestão José Serra,
esse valor passou para R$ 170 milhões. Quanto à política
de medicamentos genéricos, dados levantados pela Agência
Nacional de Vigilância Sanitária demonstram que em
pelo menos seis das doenças mais comuns o custo do tratamento
foi reduzido em uma média de 40%. A maior redução
registrada ocorreu no tratamento da hipertensão. O custo
passou de R$ 1.465,68 por ano para R$ 590,10. Portanto, afirmar
que o medicamento genérico pouco alterou o quadro de acesso
aos medicamentos é desconhecer a realidade."
Gonzalo Vecina Neto, diretor-presidente da Agência Nacional
de Vigilância Sanitária (Brasília, DF)
|
|