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Genéricos na Imprensa
Notícias
26/03
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Genérico contra doença grave chega em agosto
Fonte:
Jornal de Brasília - 26/03/2002
Medicamentos vão atender pacientes de câncer, diabete,
hipertensão, osteoporose e até hipertiroidismo.
Jairo Viana
Uma boa notícia para portadores de doenças graves,
que exigem remédios de uso continuado. A Agência Nacional
de Vigilância Sanitária (Anvisa), do Ministério
da Saúde, autorizou as indústrias farmacêuticas
a entrarem com pedido de registro para a produção
de medicamentos genéricos fabricados a partir de hormônios
sintéticos. Os remédios estão previstos para
entrar no mercado daqui a cinco meses, ou seja, no final de agosto.
A nova geração de genéricos vai atender os
portadores de doenças que ainda não estão contempladas
por essa categoria de medicamentos. São males com elevado
índice de óbitos, de tratamento caro e com medicamentos
de uso continuado. Entre as doenças a serem tratadas com
os novos medicamentos genéricos estão alguns tipos
de câncer, como o de próstata, diabetes, hipertensão,
osteoporose, hipertiroidismo, doenças respiratórias
e terapias de reposição hormonal (TRH), entre outras
enfermidades.
Segundo a gerente-geral de Medicamentos Genéricos da Anvisa,
Vera Valente, pesquisa do Ministério da Saúde confirmou
que 59% dos pacientes queixam-se da ausência destes medicamentos
nas drogarias.
Vera destacou que a aprovação para registro dessa
linha de genéricos, copiados de medicamentos de marca produzidos
a partir de hormônios sintéticos, representa uma conquista
dos portadores destas patologias, que cobravam a produção
de genéricos para facilitar o acesso ao tratamento.
Vera Valente garante que "esses medicamentos são tão
eficientes quanto os de referência com a vantagem de custarem
em média 45% a menos que os de marca, o que é uma
regra de mercado para todos os medicamentos genéricos existentes.
Pesquisa nacional do MS constatou que 95% dos brasileiros conhecem
os medicamentos genéricos. "A pesquisa mostra que os
genéricos são uma realidade e que já fazem
parte do cotidiano de quem precisa de medicamentos", comenta
a gerente-geral da Anvisa. Um universo de 81% dos entrevistados
sabem distinguir as embalagens dos genéricos das dos demais
medicamentos, pela letra ´G´ (55%) e de outra maneira
(26%).
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