 |
Genéricos na Imprensa
Notícias
3/2
 |
|
3/2
 |
|
Genéricos
condicionam investimento
Fonte:
Valor Econômico - 3/2/2003
Farmacêutica
Desde 2000, laboratórios já gastaram quase R$ 450
milhões em 400 produtos
Os
genéricos revolucionaram a indústria farmacêutica
brasileira desde que apareceram nas gôndolas, em 2000. Tanto
investiram - R$ 449 milhões até 2002 - que uma nova
onda de aportes está condicionada a uma série de fatures,
na previsão das companhias que atuam no país.
Laboratórios ouvidos pelo Valor acreditam que a nova onda
só acontecerá se as multinacionais construírem
fábricas no país, se os grupos locais investirem em
novas operações ou em ampliações e se
houver um movimento de fusões, associações
no setor. Para alguns, também é essencial que ocorram
gastos contínuos na divulgação do conceito,
no lançamento de produtos e de cópias em novas categorias
de remédios.
Paulo Muradian, vice-presidente do Pro-Genéricos - que reúne
20 dos 37 fabricantes - e diretor de genéricos (cópias
de medicamentos de marca) da suíça Novartis no Brasil,
afirma que o marketing respondeu por 20% dos investimentos. Testes
de eficácia consumiram 30%. Construções e modernizações
de fábricas consumiram os 50% restantes.
Maria Claudia Villaboim Pontes, gerente da unidade de genéricos
da Biosintética, a terceira empresa em faturamento, afirma
que ficará no setor quem tiver portfólio. "Genéricos
necessitam de grandes volumes de produção para diluir
o custo fixo, o que possibilita competitividade e aumento de vendas",
diz.
Debora Mori, gerente de marketing institucional da EMS-Sigma Pharma,
o segundo laboratório em faturamento, tem a mesma opinião.
Mas lembra que novos investimentos vão acontecer de forma
mais devagar.
Maria Del Pilar Muñoz, gerente de marketing da Eurofarma,
a quarta em faturamento, aposta praticamente na mesma fórmula.
Mas acredita que o movimento de associações e fusões
não começará neste ano e tampouco fará
parte da nova onda de investimentos.
Os próprios fabricantes de genéricos surpreenderam-se
com a avalanche de recursos dos últimos três anos.
Segundo a Pro-Genéricos, a indústria esperava ter
gasto R$ 358,6 milhões no período. Mas a participação
dos laboratórios nacionais foi decisiva para que os recursos
aumentassem 25,2%. Os grupos locais responderam por R$ 369,6 milhões,
mas, se a cifra conservadora tivesse virado realidade, os nacionais
teriam arcado apenas com R$ 128,1 milhões.
Além de aniquilar campeões de venda, como o Cataflan,
os 449 produtos, segundo dados de novembro de 2002, viabilizaram
um faturamento de US$ 225 milhões no ano passado. Um salto
se comparado aos US$ 25,5 milhões obtidos no seu primeiro
ano, em 2000. O mercado total farmacêutico movimentou US$
4,7 bilhões no ano passado.
Boa parte dos laboratórios também aposta nas doenças
crônicas - diabetes, hipertensão, problemas cardiovasculares
e outras - para evitar sazonalidades nas vendas. Como são
remédios de uso contínuo, os laboratórios têm
a chance de fidelizar o paciente.
Dos 34 remédios da Biosintética, que propiciaram um
faturamento de R$ 94 milhões em 2002, 24 genéricos
combatem essas enfermidades. "O restante do portfólio
precisa ser
eclético, que atendam doenças de A a Z", afirma
Maria Claudia.
Com 94 genéricos e um faturamento de US$ 45,9 milhões
em 2002, a EMS tem 30% da receita atrelada às doenças
crônicas. Os antibióticos respondem por 60%, mas Debora
Mori acredita que em 18 meses, as doenças crônicas
poderão responder por 50%.
Com 27 genéricos que renderam um faturamento de US$ 24,2
milhões em 2002, a Eurofarma não vai focar em doenças
crônicas ou produtos de "uso agudo", como antibióticos
e antiinflamatórios.
Em 2002, cópias contra doenças crônicas representaram
17% das vendas e o restante ficou com os produtos de uso agudo.
Em 2003, a participação de genéricos contra
doenças crônicas deverá crescer para 25%. "Deveremos
ter 40 produtos neste ano. Mas não pretendemos focar em nenhum
setor, porque queremos ter portfólio para atender a uma futura
implantação de um programa de assistência farmacêutica",
diz.
Novartis
aposta em doença crônica para crescer no país
Fonte:
Valor
Econômico - 3/2/2003
O
sucesso dos genéricos atraiu as multinacionais. Tanto que
três dos quatro maiores grupos do país já estão
presentes no Brasil.
Atraídos pelo potencial do mercado e pela crescente participação,
que subiu dos 0,5% em 2000 para 4,6% em 2002, a israelense Teva
não perdeu tempo e foi uma das primeiras a desembarcar no
país, em novembro de 2000. Número 1 do mundo, a empresa
fechou uma parceria com a brasileira Biosintética, criando
a Bioteva.
Outras que chegaram recentemente foram a alemã ratiopharm
e a suíça Novartis, que disputam a terceira e a quarta
posição. A segunda do mundo, a americana Watson, ainda
não desembarcou.
No Brasil, a Novartis ainda é pequena. É apenas a
sexta empresa em faturamento.
Mas o objetivo é estar entre os três primeiros do setor
no Brasil, explica Paulo Muradian, diretor de genéricos no
país. "Em cinco anos, queremos faturar US$ 75 milhões
no Brasil", diz.
No ano passado, a empresa registrou uma receita de US$ 8,5 milhões.
Agora, projeta um faturamento de US$ 17 milhões.
Maior produtor de antibióticos do mundo, com capacidade de
fabricar dez toneladas por dia, a empresa apostou nesse segmento
no Brasil. Da receita de 2002, 60% decorreu desses produtos e o
restante veio de doenças crônicas. Em 2003, as doenças
essas doenças representarão 55% das vendas.
|
|