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Genéricos na Imprensa
Notícias
24/09
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Genéricos
têm o melhor resultado de sua história
Fonte:
Gazeta Mercantil - 24/09/2004
Indústria & Serviços
São Paulo
A venda de medicamentos genéricos foi recorde em agosto. Os laboratórios
fabricantes de genéricos comercializaram 11,2 milhões de
unidades, 41,1% a mais em relação a igual período
de 2003, e atingiram faturamento de US$ 39,7 milhões, valor 48%
superior, de acordo com dados do IMS Health, instituto que audita o mercado
farmacêutico no varejo, divulgados ontem pela Associação
Brasileira das Indústrias de Medicamentos Genéricos (Pró
Genéricos), que reúne as principais empresas do segmento.
Em agosto de 2003, o segmento vendeu 7,9 milhões de unidades e
a receita apurada foi de US$ 26,7 milhões. O resultado de agosto
deste ano foi o melhor desempenho mensal da história dos genéricos,
que entraram no mercado em 2000, disse a diretora-executiva da Pró
Genéricos, Vera Valente. Segundo o IMS Health, com a performance
o segmento passou a deter 9,7% de participação, em volume,
do mercado total farmacêutico ante 7,9 % de igual mês de 2003.
Parte do bom desempenho a executiva atribui à retomada da economia,
que se refletiu no mercado farmacêutico nacional. Em agosto, o setor
vendeu 15% a mais em volume, em comparação com o mesmo mês
de 2003, com 115,5 milhões de unidades. O faturamento, de US$ 505,3
milhões, aumentou 23%.
"Mas o crescimento de mais de 25 pontos percentuais acima do setor
se deveu ao processo de maior consolidação dos genéricos
no País. Os médicos estão mais seguros sobre a sua
eficácia e prescrevem mais esses medicamentos." Vera atribui
o resultado também aos preços mais acessíveis. Segundo
ela, o brasileiro está percebendo que não faz sentido pagar
mais por um medicamento de marca quando pode adquirir produto igual por
preço até 45% mais baixo. "A tendência é
de aumentar a adesão", afirmou a executiva.
No acumulado do ano, até agosto, foram vendidas 80,2 milhões
de unidades de genéricos, crescimento de 35% ante as 59,4 milhões
de igual período do ano passado. No mesmos períodos comparados,
o faturamento com genéricos foi 49% maior, passando de US$ 187,5
milhões para US$ 280,8 milhões. A diretora, entretanto,
não alterou a expectativa do segmento e trabalha com a perspectiva
conservadora de deter 30% do volume do mercado brasileiro total somente
no final de 2007.
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