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Genéricos na Imprensa
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24/01

Venda de genéricos cresce 23,4%

Fonte - Correio Braziliense
Marcelo Tokarski
Da equipe do Correio

Os fabricantes de medicamentos genéricos tiveram mais um bom ano em 2005. Foram vendidas 151,8 milhões de unidades no ano passado, uma alta de 23,4% sobre 2004. Com a valorização do real, que reduziu o custo das matérias-primas importadas, o faturamento do setor cresceu quase duas vezes mais (56,6%), atingindo US$ 694,7 milhões. O desempenho elevou a participação dos genéricos no total de medicamentos vendidos no país para 11,9% - há um ano, a fatia de mercado era de 9,7%.

O bom desempenho dos genéricos ajudou a indústria de medicamentos a não encolher ainda mais em 2005. Depois de crescer 10% em 2004, no ano passado as vendas do segmento patinaram. De acordo com projeções da Federação Brasileira da Indústria Farmacêutica (Febrafarma), com base nos dados consolidados até novembro e estimativas para dezembro, o setor deve ter fechado 2005 com a venda de 1,6 bilhão de unidades, uma pequena queda de 2,46% sobre o ano anterior. Em termos de faturamento em reais, houve alta de 10%, para R$ 22 bilhões.

O crescimento de 23,4% obtido pelos genéricos é inferior aos 30% registrados em 2004. No entanto, o aumento no faturamento (de 56,6%) ficou bem acima dos 42% registrados no ano anterior. "O faturamento cresce mais que as vendas por causa da valorização do real e dos reajustes de preços", explica Vera Valente, diretoria-executiva da Pró Genéricos, que representa os principais fabricantes do país.

Segundo ela, a meta é alcançar dentro de dois anos uma participação de mercado de 20% - hoje, os genéricos respondem por 11,9% das vendas e 9,3% do faturamento da indústria farmacêutica. Se for levado em conta apenas a participação real (entre os medicamentos que sofrem a concorrência dos genéricos), o índice triplica.

 
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