
Medida
Provisória nº 1.814-4, de 17 de junho de 1999
Altera
dispositivos da Lei no 9.782, de 26 de janeiro de 1999,
que define o Sistema Nacional de Vigilância Sanitária, cria a Agência Nacional
de Vigilância Sanitária e dá outras providências.
O
PRESIDENTE DA REPÚBLICA, no uso da atribuição que lhe confere o art. 62 da
Constituição, adota a seguinte Medida Provisória, com força de lei:
Art. 1o Os
dispositivos a seguir indicados da Lei no 9.782, de 26
de janeiro de 1999, passam a vigorar com as seguintes alterações:
>
>
"Art. 7o
...............................................................
...............................................................................
VII - autorizar
o funcionamento de empresas de fabricação, distribuição e importação dos produtos
mencionados no art. 8o desta Lei e de comercialização de medicamentos;
...............................................................................
XI - exigir,
mediante regulamentação específica, o credenciamento ou a certificação de conformidade
no âmbito do Sistema Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial
- SINMETRO, de instituições, produtos e serviços sob regime de vigilância sanitária,
segundo sua classe de risco;
...............................................................................
XXV - monitorar
a evolução dos preços de medicamentos, equipamentos, componentes, insumos e serviços
de saúde;
...................................................................................
§ 4o A
Agência poderá delegar a órgão do Ministério da Saúde a execução de atribuições
previstas neste artigo relacionadas a serviços médico-ambulatorial-hospitalares,
previstos nos §§ 2o e 3o do art. 8o,
observadas as vedações definidas no § 1o deste artigo.
§ 5o A
Agência deverá pautar sua atuação sempre em observância das diretrizes estabelecidas
pela Lei no 8.080, de 19 de setembro de 1990, para dar
seguimento ao processo de descentralização da execução de atividades para Estados,
Distrito Federal e Municípios, observadas as vedações relacionadas no § 1o
deste artigo.
§ 6o A
descentralização de que trata o parágrafo anterior será efetivada somente após
manifestação favorável dos respectivos Conselhos Estaduais, Distrital e Municipais
de Saúde." (NR)
"Art. 8o
........................................................................
.........................................................................................
§ 5o A
Agência poderá dispensar de registro os imunobiológicos, inseticidas, medicamentos
e outros insumos estratégicos quando adquiridos por intermédio de organismos multilaterais
internacionais, para uso em programas de saúde pública pelo Ministério da Saúde
e suas entidades vinculadas.
§ 6o O
Ministro de Estado da Saúde poderá determinar a realização de ações previstas
nas competências da Agência Nacional de Vigilância Sanitária, em casos específicos
e que impliquem risco à saúde da população.
§ 7o O
ato de que trata o parágrafo anterior deverá ser publicado no Diário Oficial da
União." (NR)
"Art. 9o
...................................................................
Parágrafo
único. A Agência contará, ainda, com um Conselho Consultivo, que deverá
ter, no mínimo, representantes da União, dos Estados, do Distrito Federal, dos
Municípios, dos produtores, dos comerciantes, da comunidade científica e dos usuários,
na forma do regulamento." (NR)
"Art. 15.
......................................................................
......................................................................................
VIII - encaminhar
o relatório anual da execução do Contrato de Gestão e a prestação anual de contas
da Agência aos órgãos competentes e ao Conselho Nacional de Saúde.
§ 1o A
Diretoria reunir-se-á com a presença de, pelo menos, três Diretores, dentre eles
o Diretor-Presidente ou seu substituto legal, e deliberará com, no mínimo, três
votos favoráveis.
§ 2o Dos
atos praticados pelas Diretorias da Agência caberá recurso à Diretoria Colegiada,
como última instância administrativa, sendo o recurso passível de efeito suspensivo,
a critério da Diretoria Colegiada." (NR)
"Art. 22.
......................................................................
X - os
valores apurados em aplicações no mercado financeiro das receitas previstas nos
incisos I a IV e VI a IX deste artigo.
......................................................................"
(NR)
"Art. 23.
................................................................
§ 6o Os
laboratórios instituídos ou controlados pelo Poder Público, produtores de medicamentos
e insumos sujeitos à Lei no 6.360, de 23 de setembro de 1976,
à vista do interesse da saúde pública, estão isentos do pagamento da Taxa de Fiscalização
de Vigilância Sanitária.
§ 7o Às
renovações de registros, autorizações e certificados aplicam-se as periodicidades
e os valores estipulados para os atos iniciais na forma prevista no Anexo II.
§ 8o O
disposto no parágrafo anterior aplica-se ao contido nos §§ 1o
a 8o do art. 12 e parágrafo único do art. 50 da Lei no
6.360, de 1976, no § 2o do art. 3o do Decreto-Lei
no 986, de 21 de outubro de 1969, e § 3o do
art. 41 desta Lei." (NR)
"Art. 30. Constituída
a Agência Nacional de Vigilância Sanitária, com a publicação de seu regimento
interno pela Diretoria Colegiada, ficará a Autarquia, automaticamente, investida
no exercício de suas atribuições, e extinta a Secretaria de Vigilância Sanitária."
(NR)
"Art. 41.
..........................................................
§ 1o A
Agência poderá conceder autorização de funcionamento a empresas e registro a produtos
que sejam aplicáveis apenas a plantas produtivas e a mercadorias destinadas a
mercados externos, desde que não acarretem riscos à saúde pública.
§ 2o A
regulamentação a que se refere o caput deste artigo atinge inclusive a
isenção de registro.
§ 3o As
empresas sujeitas ao Decreto-Lei no 986, de 21 de outubro de
1969, ficam, também, obrigadas a cumprir o art. 2o da Lei no
6.360, de 23 de setembro de 1976, no que se refere à autorização de funcionamento
pelo Ministério da Saúde e ao licenciamento pelos órgãos sanitários das Unidades
Federativas em que se localizem." (NR)
>>
Art. 2o A
Lei no 9.782, de 1999, passa a vigorar acrescida dos seguintes
artigos:
>
>
"Art. 41-A. O
registro de medicamentos com denominação exclusivamente genérica terá prioridade
sobre o dos demais, conforme disposto em ato da Diretoria Colegiada da Agência
Nacional de Vigilância Sanitária." (NR)
"Art. 41-B. Quando
ficar comprovada a comercialização de produtos sujeitos à vigilância sanitária,
impróprios para o consumo, ficará a empresa responsável obrigada a veicular publicidade
contendo alerta à população, no prazo e nas condições indicados pela autoridade
sanitária, sujeitando-se ao pagamento de taxa correspondente ao exame e à anuência
prévia do conteúdo informativo pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária."
(NR)
>>
Art. 3o O
Instituto Nacional de Controle de Qualidade em Saúde ficará subordinado tecnicamente
à Agência Nacional de Vigilância Sanitária e administrativamente à Fundação Oswaldo
Cruz.
Parágrafo único. As
nomeações para os cargos em comissão e as designações para funções gratificadas
do Instituto Nacional de Controle de Qualidade em Saúde serão de competência do
Diretor-Presidente da Agência Nacional de Vigilância Sanitária.
Art. 4o Os
alimentos importados em sua embalagem original terão como data limite para regularização
de sua situação de registro junto à Agência Nacional de Vigilância Sanitária o
dia 1o de setembro de 1999.
Art. 5o Os
servidores efetivos do quadro de pessoal do Ministério da Saúde, em exercício,
em 31 de dezembro de 1998, na Secretaria de Vigilância Sanitária e nos Postos
Aeroportuários, Portuários e de Fronteira ficam redistribuídos para a Agência
Nacional de Vigilância Sanitária.
Art. 6o O
Anexo II da Lei no 9.782, de 1999, passa a vigorar na forma
do Anexo a esta Medida Provisória.
Art. 7o O
§ 2o do art. 3o da Lei no
9.294, de 15 de julho de 1996, passa a vigorar com a seguinte redação:
>
>
"§ 2o A
propaganda conterá, nos meios de comunicação e em função de suas características,
advertência, sempre que possível falada e escrita, sobre os malefícios do fumo,
bebidas alcoólicas, medicamentos, terapias e defensivos agrícolas, segundo frases
estabelecidas pelo Ministério da Saúde, usadas seqüencialmente, de forma simultânea
ou rotativa." (NR)
>>
Art. 8o O
parágrafo único do art. 57 da Lei no 6.360, de 23 de setembro
de 1976, passa a vigorar com a seguinte redação:
>
>
"Parágrafo único. Além
do nome comercial ou marca, os medicamentos deverão obrigatoriamente exibir, nas
peças referidas no caput deste artigo, nas embalagens e nos materiais promocionais
a Denominação Comum Brasileira ou, quando for o caso, a Denominação Comum Internacional,
em letras e caracteres com tamanho nunca inferior à metade do tamanho das letras
e caracteres do nome comercial ou marca." (NR)
>>
Art. 9o O
caput do art. 2o da Lei no 9.787, de
10 de fevereiro de 1999, passa a vigorar com a seguinte redação:
>
>
"Art. 2o O
órgão federal responsável pela vigilância sanitária regulamentará, no prazo de
cento e oitenta dias, contado a partir de 11 de fevereiro de 1999:" (NR)
>>
Art. 10. Ficam
convalidados os atos praticados com base na Medida Provisória no
1.814-3, de 20 de maio de 1999.
Art. 11. Esta
Medida Provisória entra em vigor na data de sua publicação.
Art. 12. Ficam
revogados o art. 4o do Decreto-Lei no 986,
de 21 de outubro de 1969, o art. 82 da Lei no 6.360, de 23 de
setembro de 1976, o art. 3o da Lei no 9.005,
de 16 de março de 1995, o parágrafo único do art. 5o, os incisos
XII e XIII do art. 7o, e os arts. 32 e 39 e seus parágrafos
da Lei no 9.782, de 26 de janeiro de 1999.
Brasília,
17 de junho de 1999; 178o da Independência e 111o
da República.