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Portaria Interministerial nº 482 de 16 de abril de 1999
Os Ministros de Estado da Saúde e do Trabalho e Emprego, no uso das
atribuições que lhes confere o artigo 87, item II, da Constituição e tendo em
vista o disposto na Lei N.º 8.080, de 19 de setembro de 1990, que instituiu o
Sistema Único de Saúde e o disposto no artigo 200 da Consolidação das Leis do
Trabalho - CLT, e Considerando
o uso difundido do gás óxido de etileno como agente esterilizante de materiais
médico-hospitalares, especialmente para materiais e artigos termossensíveis, e
a evolução das tecnologias para o seu emprego;
considerando que o gás óxido de etileno é altamente tóxico, facilmente inflamável
e explosivo, além de ser carcinogênico, mutagênico, teratogênico e neurotóxico;
considerando os riscos ocupacionais e de transmissão de agentes infecciosos decorrentes
do funcionamento de unidades de esterilização sem a observância de padrões técnicos
de segurança e pela aplicação inadequada do método de esterilização, reesterilização
e de reprocessamento; considerando
que o gás óxido de etileno e seus subprodutos podem ser absorvidos, adsorvidos
ou reagir com alguns materiais específicos, alterando a estrutura química e característica
original dos produtos, com liberação de substâncias tóxicas ou permanência de
resíduos, que induzem a riscos reais e potenciais à saúde dos usuários;
considerando a complexidade de ações no uso do gás óxido de etileno em esterilização
de materiais e artigos médico-hospitalares e a necessidade de acompanhamento com
estatísticas, visando garantir o equilíbrio dos serviços, da integridade física
dos pacientes, dos trabalhadores envolvidos e do meio ambiente, resolvem:
Art. 1º - Aprovar o Regulamento Técnico e seus Anexos, objeto desta Portaria,
contendo disposições sobre os procedimentos de instalações de Unidade de Esterilização
por óxido de etileno e de suas misturas e seu uso, bem como, de acordo com as
suas competências, estabelecer as ações sob a responsabilidade do Ministério da
Saúde e Ministério do Trabalho e Emprego.
Art. 2º - Adequar os procedimentos de registro na Secretaria de Vigilância Sanitária
do Ministério da Saúde para o acompanhamento das ações no uso do gás óxido de
etileno e de seus respectivos agentes esterilizantes para o acompanhamento das
ações no uso em esterilização, reesterilização e reprocessamento de materiais
e artigos médico-hospitalares, elaboração e controle de estatísticas e desenvolvimento
de atividades pertinentes.
Art. 3º - Estabelecer o Limite de Tolerância de concentração do gás óxido de etileno
no ambiente de trabalho em 1,8 mg/m3 (um miligrama
e oito décimos por metro cúbico) ou 1 ppm (uma parte por milhão) de concentração
no ar, para um dia normal de oito horas, devendo o Ministério do Trabalho e Emprego
através da Secretaria de Segurança e Saúde no Trabalho alterar o Quadro N.º 1,
do Anexo 11 da Norma Regulamentadora - NR-15, da Portaria N.º 3.214, de 8 de junho
de 1978. Art. 4º - Estabelecer
a concentração máxima permitida para exposição ao gás óxido de etileno para períodos
de até 15 minutos diários, em 9 mg/m3 (nove miligramas por metro cúbico)
ou 5 ppm (cinco partes por milhão).
Art. 5º - Proibir a menores, gestantes e/ou mulheres em idade fértil exercerem
atividades nas salas de esterilização, sala de aeração
e depósito de recipientes de óxido de etileno e na área de tratamento do gás.
Art. 6º - Proibir o uso de óxido
de etileno envasado em ampolas de vidro ou outros materiais frágeis.
Art. 7º - Proibir o uso das instalações das Unidades de Esterilização por Óxido
de Etileno para esterilização, reesterilização, reprocessamento ou outros processos
de redução de carga microbiana de produtos que não sejam materiais e artigos médico-hospitalares.
Art. 8º - Determinar que o empregador
ou responsável por ele delegado deve assegurar as condições necessárias para o
cumprimento desta Portaria.
Art. 9º - Fixar prazo de trezentos e sessenta dias, a partir da data desta publicação,
para o cumprimento das disposições previstas nesta Portaria, Regulamento Técnico
e Anexos, inclusive nos casos de licenças e autorizações concedidas anteriormente
a esta Portaria. Art. 10
– Fixar prazo de cento e oitenta dias para elaboração de regulamento contendo
especificações técnicas de recipientes de contenedores do agente esterilizante,
conforme previsto no item 27 do Regulamento Técnico desta Portaria.
Parágrafo Único – Até a publicação do regulamento referido neste artigo serão
aceitos, neste período, certificados de conformidade, emitidos por organismos
de certificação estrangeiros que atendam as mesmas regras internacionais de credenciamento
adotadas pelo INMETRO, para o reconhecimento das atividades de certificação realizadas
por este organismo. Art.
11 - Os Ministérios da Saúde e do Trabalho e Emprego oferecerão treinamento conjunto
aos agentes responsáveis pela observância do cumprimento desta Portaria.
Art. 12 - As Secretarias de Saúde
Estaduais, Municipais e do Distrito Federal e as Delegacias Regionais do Trabalho
desenvolverão suas atividades de orientação e fiscalização com completa interação
entre seus órgãos, visando garantir o equilíbrio dos serviços de esterilização
e a integridade física dos pacientes, dos trabalhadores e do meio ambiente.
Art. 13 - A inobservância do disposto
nesta Portaria, sujeitará o infrator às penalidades previstas na Lei N.º 6.437,
de 20 de agosto de 1977, da Lei N.º 6.514, de 22 de dezembro de 1977 e na Consolidação
das Leis do Trabalho - CLT, sem prejuízo das responsabilidades civil e penal cabíveis,
e em outras normas relacionadas à segurança no trabalho e à proteção do meio ambiente.
Art. 14 - Revoga-se a Portaria Interministerial
N.º 4, de 31 de julho de 1991, a partir da data da publicação desta Portaria.
| JOSÉ
SERRA Ministro de Estado da
Saúde |
FRANCISCO DORNELLES Ministro
de Estado do Trabalho e Emprego | REGULAMENTO TÉCNICO PROCEDIMENTOS DE INSTALAÇÃO E USO DO GÁS ÓXIDO DE ETILENO E SUAS MISTURAS
EM UNIDADES DE ESTERILIZAÇÃO CAPÍTULO I AUTORIZAÇÃO, Registro, Cadastro, e Responsabilidade 1 Todas as empresas, conforme definido nesta Portaria, que realizam ou
que pretendem realizar esterilização, reesterilização ou reprocessamento por gás
óxido de etileno, devem requerer junto aos órgãos de Vigilância Sanitária Estadual,
Municipal ou do Distrito Federal, Licença de Funcionamento para a Unidade de Esterilização
por Óxido de Etileno, específica. 2 O órgão de Vigilância Sanitária Estadual, Municipal ou do Distrito Federal,
após análise do requerimento, deve encaminhar à Secretaria de Vigilância Sanitária
do Ministério da Saúde cópia do parecer conclusivo da Licença e a ficha cadastral
com os dados exigidos pelo Ministério da Saúde para o cadastramento, bem como
as posteriores alterações. 3 A Licença de Funcionamento para Unidade de Esterilização por Óxido de
Etileno só pode ser emitida pela Vigilância Sanitária Estadual, Municipal ou do
Distrito Federal, após constatação do fiel cumprimento deste Regulamento Técnico.
4 A Licença de Funcionamento para Unidade de Esterilização por Óxido de
Etileno é condição necessária para obtenção da Licença Sanitária emitida pela
Secretaria de Vigilância Sanitária Estadual, Municipal ou do Distrito Federal,
para funcionamento da Empresa. 5 Qualquer alteração de atividade fim da Unidade de Esterilização por
Óxido de Etileno, endereço, área física, instalações, aquisição de novos equipamentos
de esterilização ou outras que interfiram na qualidade do produto ou serviço,
ou alteração da responsabilidade técnica exige Alteração de Licença de Funcionamento
para Unidade de Esterilização por Óxido de Etileno, junto à Vigilância Sanitária
Estadual, Municipal ou do Distrito Federal. 6 Todo fabricante/importador de equipamentos de esterilização por óxido
de etileno qualquer que seja sua procedência, deve registrar seu produto no Ministério
da Saúde, apresentando o Certificado de Conformidade, de acordo com os requisitos
da regulamentação técnica que dispõe sobre equipamentos para atmosferas explosivas,
emitido por organismo de certificação credenciado no âmbito do Sistema Brasileiro
de Certificação, nos termos da Portaria N.º 121, de 24 de julho de 1990, do INMETRO.
7 Todo fabricante de equipamento de esterilização por óxido de etileno
deve manter o cadastro de suas unidades fabricadas, bem como o de seus respectivos
destinos. 8 Os responsáveis pelos equipamentos pré existentes em funcionamento,
devem apresentar Laudo Técnico à Secretaria de Vigilância Sanitária Estadual,
Municipal ou Distrito Federal em conformidade com os requisitos aplicáveis, deste
Regulamento Técnico. 9 Todos os equipamentos de esterilização por óxido de etileno, qualquer
que seja a procedência ou modalidade de aquisição, inclusive através de doação,
só podem ser expostos à venda ou entregues ao consumo se estiverem devidamente
registrados no Ministério da Saúde. 10 O produtor e ou importador do agente esterilizante à base de óxido
de etileno, qualquer que seja a procedência, composição e apresentação, deve registrar
o seu produto na Secretaria de Vigilância Sanitária do Ministério da Saúde, como
saneante domissanitário, atendendo às exigências prescritas no item 27, do Capítulo
III. 11 O fornecimento do agente esterilizante a base de óxido de etileno fica
restrito às empresas que possuam Licença de Funcionamento para Unidade de Esterilização
por óxido de etileno, conforme itens de 1 a 4 do Capítulo I, deste Regulamento
Técnico, mediante a devolução dos recipientes vazios. 12 As empresas, que realizam o transporte de produtos, materiais ou artigos
médico-hospitalares, esterilizados ou a esterilizar, bem como empresas transportadoras
que têm esta finalidade, são passíveis de serem inspecionadas pela Secretaria
de Vigilância Sanitária Municipal, Estadual ou do Distrito Federal. 13 Cabe às empresas que realizam esterilização por gás óxido de etileno
a responsabilidade pelo controle biológico e o controle de resíduos de óxido de
etileno dos materiais esterilizados, que devem ser realizados em instalações próprias
e adequadas para este fim. 14 Os materiais e artigos médico-hospitalares passíveis de reprocessamento
por óxido de etileno, quando submetidos a esse processo, ficam sob a responsabilidade
conjunta do solicitante e do executante do serviço. 15 Todas as empresas que utilizam esterilização por óxido de etileno devem
dispor de responsável técnico com nível superior em suas unidades de esterilização,
cujo curso de graduação contemple disciplinas afins ao processo, e de trabalhadores
tecnicamente qualificados para operação, controle de qualidade, manutenção e segurança
do sistema. 16 O responsável técnico pela Unidade de Esterilização deve, obrigatoriamente,
garantir a eficácia do processo, o controle com registro da concentração de óxido
de etileno nos ambientes de trabalho observando-se os limites estabelecidos nesta
Portaria, bem como garantir que os resíduos de óxido de etileno e de seus derivados,
após os processos de esterilização, reesterilização ou reprocessamento, não ultrapassem
os valores contidos na Tabela I. 17 A qualificação técnica dos trabalhadores citados no item 15 deve ser
realizada por meio de treinamento específico, documentado, conforme programa mínimo
integrante desta Portaria. TABELA I LIMITES MÁXIMOS DE RESÍDUOS EM CORRELATOS - (ppm)
| CORRELATO |
ETO |
ETCH |
ETG | |
Implantes |
| |
| |
Pequeno (10g) |
250 |
250 |
5.000 | |
Médio (>10 - < 100g) |
100 |
100 |
2.000 | |
Grande (>100g) |
25 |
25 |
500 | |
Dispositivos intra-uterinos |
5 |
10 |
10 | |
Lentes intra-oculares |
25 |
25 |
500 | |
Correlatos que contatam a mucosa |
250 |
250 |
5.000 | |
Correlatos que contatam o sangue |
25 |
25 |
250 | |
Correlatos que contatam a pele |
250 |
250 |
5.000 | |
Esponjas cirúrgicas |
25 |
250 |
500 | ETO - Óxido de Etileno ETCH - Etileno Cloridrina ETG - Etilenoglicol CAPÍTULO II CONDIÇÕES MÍNIMAS DE ÁREA FÍSICA, DE INSTALAÇÕES E DE SEGURANÇA
AMBIENTAL 18 As Unidades de Esterilização de que tratam esta Portaria
compõem-se de, no mínimo, cinco ambientes distintos com acesso restrito a pessoal
autorizado, exclusivos para o processo e independentes dos demais setores de apoio
do estabelecimento: a) área de comando, b) sala de esterilização, c) sala de aeração,
d) sala ou área de depósito de recipientes de óxido de etileno, e) área de tratamento
do gás. 19 As Unidades de Esterilização que praticam reprocessamento
devem, ainda, possuir ambientes, destinados, exclusivamente, à recepção, limpeza,
desinfecção e preparo de materiais e artigos, independentes dos demais setores,
além de sala de armazenagem de materiais de artigos já submetidos ao processo
e aerados. 20 As salas de esterilização e de depósito de recipientes de
óxido de etileno e de suas misturas explosivas devem possuir construção que permita
um direcionamento adequado para expansibilidade dos gases em caso de acidente,
através de teto ou parede frágil, garantindo um raio externo compatível com os
riscos inerentes às instalações, sem movimentação de pessoas, veículos ou quaisquer
atividades. 21 A Unidade de Esterilização por óxido de etileno deve possuir,
também: a- sistema de renovação de ar independente dos demais setores
que garanta 25 (vinte e cinco) trocas de ar por hora, nas salas de esterilização
e aeração, bem como pressão negativa na sala de esterilização em relação à de
aeração e desta em relação aos demais ambientes; b- dispositivos automáticos de proteção contra sobrecorrentes
e sobretensão, conforme Norma Técnica Brasileira - NBR 5.410 - Instalações Elétricas
de Baixa Tensão; c- instalações elétricas de acordo com a Portaria N.º 5418,
Instalações Elétricas em Atmosferas Explosivas, determinada na Portaria N.º 121,
de 24 de julho de 1996, do INMETRO nas salas de esterilização, depósito de recipientes
de óxido de etileno e área de tratamento do gás; d- sistema de proteção contra descargas atmosféricas de acordo
com as Normas Técnicas Brasileiras, NBR-5.419 - Proteção de Estrutura Contra Descarga
Atmosférica; e- porta exclusiva para emergência, localizada na sala de esterilização,
com saída desbloqueada e sem possibilidade de ser trancada com chaves, sendo a
abertura em sentido de fuga; f- lava-olhos e chuveiros de emergência localizados em lugar
de fácil acesso e visualização, fora das instalações sanitárias, próximo ao depósito
de recipientes e a outros locais onde possam ocorrer acidentes com o óxido de
etileno liqüefeito; g- sistema de combate a incêndio compatível com as normas do
Corpo de Bombeiros local, sendo indispensável a existência de extintores de dióxido
de carbono (CO2); h- sistema automático de alarme sonoro e luminoso para casos
emergenciais de vazamento do gás; i- sinalização gráfica de fácil visualização, para identificação
dos ambientes de esterilização, quarentena, depósito de recipientes de óxido de
etileno e tratamento de gás e dos sistemas de segurança, conforme NR-26, da Portaria
N.º 3214, de 8 de junho de 1978, do Ministério do Trabalho e Emprego; j- Equipamento de monitorização da concentração do óxido de
etileno no ambiente de trabalho. 22 Os equipamentos de esterilização por óxido de etileno e
de suas misturas devem possuir: a- sistema automático de admissão e de remoção do gás na câmara
e controle à distância dos parâmetros do processo: concentração de óxido de etileno,
tempo de cada operação, temperatura, umidade relativa e pressão interna da câmara;
b- sistema que impossibilite abertura de portas das câmaras
após o início do ciclo até a conclusão do processo; c- sistema que garanta, obrigatoriamente, aeração mecânica
dentro da própria câmara de esterilização com nitrogênio ou ar filtrado, mesmo
que ocorra a interrupção do ciclo; d- sistema de geração de relatório gráfico e/ou alfa numérico
do ciclo de esterilização; e- sistema que garanta tratamento de todos os resíduos líquidos
que tenham mantido contato com óxido de etileno, inclusive os provenientes de
bombas de vácuo de anel líquido, de modo a atender à legislação pertinente nos
níveis federal, estadual e municipal; f- sistema de tratamento do óxido de etileno utilizado na esterilização
por meio de processo catalítico ou borbulhamento em solução ácida com posterior
neutralização dos resíduos, ou outro processo de tratamento do óxido de etileno
que garanta a inocuidade do produto, respeitando as condições contidas no item
25. 23 Os equipamentos que utilizam recipientes convencionais devem
possuir tubulações e conexões dos cilindros ao equipamento, de acordo com as Normas
Técnicas vigentes. 24 Os equipamentos que utilizam recipientes descartáveis devem
possuir dispositivo interno à câmara para acoplamento e acondicionamento dos mesmos.
25 O ponto de lançamento de resíduo de óxido de etileno para
a atmosfera, oriundo da área de tratamento de gases, deve estar localizado em
área de acesso restrito ao trabalhador autorizado, em cujos limites devem ser
observados os teores estabelecidos nesta Portaria. 26 Os equipamentos a gás óxido de etileno e suas misturas devem
estar instalados fora do alcance de fontes de calor. CAPÍTULO III EMBALAGEM, ROTULAGEM, TRANSPORTE E ARMAZENAMENTO DE RECIPIENTES
DE ÓXIDO DE ETILENO E SUAS MISTURAS 27 O recipiente do gás, convencional ou descartável, que contenha
o agente esterilizante, deve ser de material que não propicie a polimerização
do óxido de etileno, apresente resistência mecânica ao impacto e à pressão hidrostática,
bem como, o fechamento hermético, dentre outras especificações técnicas que estejam
contempladas em Regulamento Técnico para recipientes contenedores do agente
esterilizante. 28 A embalagem para
transporte dos recipientes descartáveis contendo agente esterilizante deve ser
confeccionada em material apropriado que impeça o impacto entre eles.
29 A rotulagem do recipiente de óxido de etileno deve conter gravação de forma
indelével e atóxica e na língua portuguesa, com nome, endereço e telefone do fabricante,
origem, identificação do produto envasado, volume, cuidados no transporte e armazenamento,
limite de tolerância, prazo de validade, procedimentos de uso e emergenciais,
identificação do responsável técnico, N.º de registro no Ministério da Saúde,
além das inscrições "cuidado - perigoso se ingerido, inalado ou absorvido
pela pele", "proibida a venda direta ao público" conter símbolo
gráfico para produtos perigosos, definido pela NBR 7.500 e demais exigências contidas
na legislação específica de saneantes do Ministério da Saúde.
30 O rótulo do recipiente descartável do agente esterilizante, contemplado nesta
Portaria, deve informar também, a obrigatoriedade da devolução dos recipientes
vazios ao fornecedor. 31 O
transporte de recipientes de óxido de etileno deve seguir a legislação específica
para produtos perigosos. 32
O armazenamento de recipientes do agente esterilizante deve ser realizado em depósito
específico, atendendo ao item 20 e às especificações do Anexo I. 33 Os recipientes descartáveis vazios devem ser mantidos especificamente
na sala de depósito de recipientes de óxido de etileno, separados dos volumes
cheios, para posterior devolução. CAPÍTULO IV EMBALAGEM, ROTULAGEM, TRANSPORTE E ARMAZENAMENTO DE MATERIAIS E ARTIGOS
MÉDICO-HOSPITALARES 34 A embalagem primária dos materiais submetidos ao agente esterilizante,
deve ser de papel grau cirúrgico ou combinação deste com filme plástico, ou outro
material comprovadamente eficaz quanto às características de penetração e exaustão
do gás, integridade física e barreira microbiana. 35 O fechamento da embalagem primária deve ser realizado por termosselagem
ou outro processo compatível com o material empregado, de modo a garantir a sua
integridade e a do produto contido. 36 A rotulagem da embalagem primária e secundária deve conter a indicação
do processo a que foi submetido (esterilização, reesterilização ou reprocessamento
a gás óxido de etileno), a data de sua realização, o número de lote, o prazo de
validade, identificação do responsável pelo processo e identificação do estabelecimento.
37 A embalagem utilizada para transporte de materiais e artigos, a serem
submetidos ao reprocessamento em estabelecimento prestador de serviços, deve ser
recipiente rígido, liso e fechado hermeticamente e conter rótulo com lista dos
produtos, nome do estabelecimento solicitante e do estabelecimento prestador de
serviços e identificação de material infectante afixada em sua superfície.
38 A embalagem para transporte de materiais e artigos já submetidos ao
reprocessamento deve garantir condições ambientais higiênicas, manutenção de integridade
da embalagem primária e esterilidade do produto, além de conter identificação
do estabelecimento reprocessador e do solicitante e relação dos artigos esterilizados.
39 O translado externo dos recipientes a que se refere os itens 37 e 38,
deve ser realizado em veículos exclusivos para este fim - ou outro que utilize
contêineres específicos, com as mesmas identificações, devendo ser asseguradas
as condições de desinfecção e higiene necessárias à preservação da saúde humana
- sujeitos a fiscalização, conforme legislação vigente. 40 Na sala de armazenagem de materiais esterilizados só é permitida a estocagem
de materiais e artigos já aerados na sala de aeração. CAPÍTULO V CONDIÇÕES MÍNIMAS PARA EFICÁCIA DO PROCESSO DE ESTERILIZAÇÃO DE MATERIAIS
E ARTIGOS MÉDICO-HOSPITALARES 41 Os estabelecimentos que mantêm Unidade de Esterilização por Óxido de
Etileno para esterilização, reesterilização e/ou reprocessamento de materiais
e artigos médico-hospitalares, devem: a- realizar o processo de esterilização de modo a garantir a sua eficácia
e repetibilidade; b- validar o processo empregando como indicador biológico o Bacillus subtilis,
Variedade Niger, na concentração de 105 a 107 de esporos,
por ocasião do início das atividades de esterilização; c- revalidar o processo periodicamente, pelo menos uma vez ao ano, e sempre
que ocorrerem mudanças nas condições do ciclo, alteração nas instalações, mudança
do produto ou utilização de novos equipamentos; d- comprovar a letalidade de cada ciclo de esterilização empregando indicador
biológico e realizando o teste de esterilidade em amostras de produtos que compõem
a carga do ciclo, conforme Farmacopéia Brasileira; CAPÍTULO VI CONDIÇÕES MÍNIMAS DE SAÚDE E SEGURANÇA OCUPACIONAL 42 Ao implantar o Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional - PCMSO,
da Norma Regulamentadora, NR-7, da Portaria N.º 3.214, de 8 de junho de 1978,
do Ministério do Trabalho e Emprego, as empresas devem contemplar questões específicas
relacionadas ao óxido de etileno, tais como: a- o trabalhador direta ou indiretamente envolvido com o processo de esterilização
a gás óxido de etileno deve ser submetido a exames admissional, periódico, de
retorno ao trabalho, mudança de função e demissional; b- os exames a que se refere o item anterior compreendem: avaliação clínica
abrangendo anamnese ocupacional, exame físico e mental e os exames complementares
que devem ser realizados de acordo com termos específicos da NR-7, incluindo hemograma,
contagem de plaquetas, exame qualitativo de urina, uréia, creatinina, desidrogenase
láctica, transaminase e outros complementares a critério médico; c- a cada exame médico realizado, o médico emitirá o Atestado de Saúde
Ocupacional - ASO, em duas vias, sendo que a primeira ficará arquivada no local
de trabalho, à disposição da fiscalização do trabalho, e a segunda será obrigatoriamente
entregue ao trabalhador, mediante recibo na primeira via; d- o ASO deverá conter, no mínimo: identificação do trabalhador com o seu
nome completo, número de registro de sua identidade, e sua função; os riscos ocupacionais
específicos existentes; indicação dos procedimentos médicos a que foi submetido
o trabalhador, incluindo os exames complementares e a data em que foram realizados;
o nome do médico coordenador, quando houver, com o respectivo registro no Conselho
Regional de Medicina - CRM; definição de apto ou inapto para a função específica
que o trabalhador vai exercer, exerce ou exerceu; nome e endereço do médico encarregado
do exame e forma de contato; data e assinatura do médico encarregado do exame
e carimbo contendo seu número de inscrição no CRM; e- os registros médicos obtidos dos trabalhadores ocupacionalmente expostos
ao óxido de etileno, incluindo prontuários e resultados de exames complementares,
devem ser guardados por 20 anos após a demissão. 43 O cumprimento dos itens 1-a a 1-e não desobriga o fiel cumprimento das
demais exigências da NR-7 já mencionada. 44 Para efeito desta Portaria, deve-se ainda considerar: a- os exames devem ser realizados com periodicidade semestral ou a intervalos
menores a critério médico, ou ainda, como resultado de negociação coletiva de
trabalho; b- todo trabalhador que esteve envolvido direta ou indiretamente em atividades
com óxido de etileno e que não mais exerça esta atividade deve continuar a realizar
os exames médicos e complementares, com periodicidade no mínimo anual, durante
todo o tempo em que trabalhar na empresa; c- os exames clínicos e laboratoriais devem dar especial atenção às exposições
prévias ao óxido etileno e seus efeitos sobre os órgãos e sistemas relacionados
ao metabolismo do óxido de etileno. 45 Conforme definido nesta Portaria, ao implantar o Programa de Prevenção
de Riscos Ambientais - PPRA, de acordo com a NR-9, da Portaria N.º 3.214, de 8
de junho de 1978, do Ministério do Trabalho e Emprego, as empresas devem entre
outras ações, prever: a- levantamento, análise e avaliação de riscos existentes nas Unidades
de Esterilização; b- o fornecimento e uso obrigatório de Equipamentos de Proteção Individual
- EPI, luvas, botas e macacão de PVC e máscaras faciais alimentadas a ar comprimido,
durante as atividades de risco, carregamento e descarregamento da câmara e troca
de cilindros, ou outras com risco potencial e durante vazamentos acidentais.
46 As empresas devem ainda: a- elaborar rotina escrita disponível a todos os trabalhadores de todas
as etapas do processo - inclusive recebimento e troca do recipiente de gás, descarte
de resíduos líquidos e sólidos - dos procedimentos de emergência e de primeiros
socorros; b- realizar treinamento técnico por ocasião da admissão e reciclagens semestrais
para os trabalhadores da Unidades de Esterilização, de acordo com o Programa Mínimo
existente no anexo II desta Portaria; c- realizar a monitorização passiva individual, para os trabalhadores envolvidos
com o processo, durante as atividades de risco definidas no item anterior;
d- possuir meios de monitorização contínua da concentração ambiental de
óxido de etileno nas salas de esterilização, quarentena, depósito de recipientes
de óxido de etileno e área de tratamento do gás, quando na presença de seres humanos,
assegurando a manutenção do Limite de Tolerância estabelecido no artigos 3º e
4º desta Portaria; e- Manter Prontuário da Unidade de Esterilização por Óxido de Etileno,
contendo fluxograma do processo, conjunto de desenhos da instalação de equipamentos
de esterilização, descrição de funcionamento da Unidade de Esterilização e dos
dispositivos de segurança, livro de ocorrências e as especificações dos equipamentos.
f- garantir que o desenvolvimento das atividades de risco não ocorra em
presença de somente um trabalhador. ANEXO I DEFINIÇÃO E ESPECIFICAÇÃO Absorção - fixação de uma substância no interior de outra substância.
Acesso Restrito - acesso permitido somente a pessoas credenciadas.
Adsorção - fixação de uma substância na superfície de outra substância.
Aeração mecânica - processo de ventilação que funciona no interior da câmara
esterilizadora, utilizando ar estéril e/ou gás inerte, permitindo a retirada de
grande parte dos resíduos do gás óxido de etileno dos materiais esterilizados.
Agente esterilizante - para efeito desta portaria, é o produto saneante,
gás óxido de etileno e suas misturas com agente diluente ou propelente inerte.
Ambiente - espaço fisicamente determinado e especializado para o desenvolvimento
de determinadas atividades, caracterizado por dimensões e instalações diferenciadas.
Ar filtrado estéril - ar que passa através de filtros de ar que retém partículas
maiores ou iguais a 0,3 micrometro (micron). Área - ambiente aberto, sem paredes em uma ou mais faces. Artigo médico-hospitalar de uso único - correlato que após o uso perde
suas características originais ou que, em função de outros riscos reais ou potenciais
à saúde do usuário, não pode ser reutilizado. Área de depósito de recipientes de óxido de etileno - área exclusivamente
destinada a receber os cilindros de agentes esterilizantes. Deve ser bem arejada,
telada, protegida do calor e das intempéries e próxima da área de esterilização.
Para cilindros do gás puro ou misturas inflamáveis, prever construção resistente
à explosividade e direcionamento para expansão. Área de tratamento de gás - ambiente destinado à instalação dos equipamentos
de tratamento do gás óxido de etileno. Artigo de uso único - ver artigo médico-hospitalar de uso único.
Atividade de risco - para efeito desta Portaria, são as operações de carga
e descarga da câmara de esterilização a óxido de etileno, troca de cilindros e
manutenção de seus equipamentos, quando na possível presença do gás. Autorização - ato privativo do órgão competente do Ministério da Saúde
incumbido da vigilância sanitária dos produtos e serviços submetidos a esse regime,
contendo permissão para que as empresas exerçam as atividades que lhes são próprias.
Autorização de funcionamento específica - autorização exclusiva para unidades
de esterilização por óxido de etileno. Bactericida - substância ou produto que tem a capacidade de destruir bactérias.
Calibração - operação em que se estabelece uma correspondência entre leituras
de instrumento e valores de uma grandeza física que é medida diretamente ou indiretamente
pelo instrumento. Câmara de esterilização por óxido de etileno - componente do equipamento
de esterilização destinado a receber a carga de materiais termossensíveis a serem
esterilizados a gás óxido de etileno. Capabilidade - capacidade de um processo para atingir os objetivos para
os quais foi desenvolvido Carcinogenicidade - propriedade que tem a substância de provocar alterações
responsáveis pela indução do câncer. Concentração do gás de óxido etileno - concentração estabelecida em função
da carga microbiana inicial dos materiais, das características do produto, da
embalagem e das especificações técnicas da câmara, normalmente expressa em miligrama
por metro cúbico. Controle do processo - verificação realizada durante o processo de esterilização
com o objetivo de monitorar e ajustar os parâmetros de relevância do processo:
temperatura, umidade relativa, concentração de óxido de etileno e tempo de exposição.
Correlato - substância, produto, aparelho ou acessório, cujo uso ou aplicação
esteja ligado à defesa e proteção da saúde individual ou coletiva, à higiene pessoal
ou de ambientes, ou a fins diagnósticos e analíticos, os cosméticos e perfumes,
e, ainda, aos produtos dietéticos, óticos, de acústica médica, odontológicos e
veterinários. Depósito de recipientes de óxido de etileno - ambiente exclusivamente destinado
a receber os recipientes de gases óxido de etileno ou de suas misturas, que alimentarão
as câmaras de esterilização. Para cilindros convencionais este ambiente deve ser
bem arejado, telado, protegido de fonte de calor e de intempéries e possuir menor
afastamento possível da área de esterilização. Para recipientes descartáveis,
este ambiente deverá ser uma sala compatível com a explosividade do gás, possuir
exaustão mecânica e acesso exclusivo a pessoal autorizado. Descarga atmosférica - descarga elétrica entre uma nuvem e a terra, consistindo
em um ou mais impulsos de vários quiloampéres. Desinfecção - processo de destruição de microorganismos patogênicos de
forma vegetativa existentes em superfícies inertes, mediante aplicação de produtos
químicos ou físicos. Embalagem secundária - invólucro, recipiente ou qualquer acondicionamento
com finalidade de garantir a integridade física da embalagem primária e do produto,
quando necessário. Embalagem primária - para efeito desta Portaria, invólucro, material impresso,
recipiente ou qualquer acondicionamento que mantém contato com o produto, com
a finalidade de permitir a entrada e liberação do gás esterilizante, proteger
o produto contra a entrada de microorganismos, poeira e umidade, enquanto o artigo
estiver armazenado, até o momento de ser aberto para uso. Empresa - para efeito desta Portaria, qualquer prestador de serviços de
saúde, hospital ou entidade a ele assemelhada, empresa fabricante ou produtora,
prestadora de serviços que exerça atividades de esterilização, reesterilização
ou reprocessamento de artigos médico-hospitalares com o gás óxido de etileno e
de suas misturas. Equipamento de esterilização por óxido de etileno - conjunto composto de
câmara de esterilização a óxido de etileno e seus equipamentos periféricos.
Equipamento de proteção individual - EPI - todo dispositivo de uso individual
destinado a garantir a integridade física do trabalhador, luvas, botas, máscaras,
aventais, protetores faciais, entre outros. Esporicida – substância ou produto que tem a capacidade de destruir microorganismos
na forma esporulada. Esterilização - processo físico ou químico empregado para eliminar microorganismos
nas formas vegetativas e esporuladas das substâncias, materiais ou artigos.
Esterilização por óxido de etileno - processo químico de esterilização
onde o agente esterilizante utilizado é o gás óxido de etileno. Etilenocloridrina - produto derivado da reação do óxido de etileno com
o cloro. Etilenoglicol - produto derivado da reação do óxido de etileno com água.
Filme plástico - laminado ou co-extrudado de polímero atóxico para embalagens
dos produtos a serem esterilizados. Fungicida - substância ou produto que tem a capacidade de destruir fungos.
Indicador biológico - produto ou suporte de plástico ou papel contaminado
com suspensão de microorganismo padrão em concentração conhecida. É utilizado
rotineiramente na monitorização biológica dos processos de esterilização.
Inflamabilidade - capacidade que tem a substância ou produto de se inflamar
na presença de fonte de calor ou faísca. Lava-olhos - equipamento composto de cuba com jatos de água direcionados
para os olhos, destinados à lavagem dos olhos em caso de exposição direta ao óxido
de etileno liqüefeito. Licença de funcionamento específica - licença sanitária exclusiva para
unidades de esterilização por óxido de etileno. Licença sanitária - ato privativo do órgão de saúde competente dos Estados,
Municípios e do Distrito Federal, contendo permissão para funcionamento dos estabelecimentos
que desenvolvam quaisquer atividades a que fora autorizada. Limite de tolerância - para efeito desta Portaria, é o limite estabelecido
por entidades oficiais, na qual o trabalhador pode ficar exposto durante oito
horas de trabalho sem que tenha prejuízo de sua integridade física. Limpeza - processo de retirada de sujidades e detritos para manter em estado
de asseio os artigos e equipamentos médico-hospitalares. Material e artigo médico-hospitalar – material e/ou artigo de uso médico,
odontológico ou laboratorial, destinados a fornecer suporte a procedimentos diagnósticos,
terapêuticos ou cirúrgicos. Material frágil – para efeito desta Portaria, material que se empregado
na confecção de recipientes de gás óxido de etileno estará sujeito à ruptura em
caso de queda. Micobactericida - substância ou produto que tem a capacidade de destruir
micobactérias, inclusive mycobacterium tuberculosis. Mistura explosiva - toda mistura do agente esterilizante com qualquer diluente
ou propelente, que em contato com o ar pode formar uma atmosfera potencialmente
explosiva. Monitor biológico - dispositivo para acomodação de indicador biológico
destinado a simular a condição de maior dificuldade para esterilização. A forma
do monitor biológico depende do tipo de produto a ser esterilizado e dos procedimentos
de esterilização. Monitorização passiva - sistema individual que serve para recolher substâncias
aéreas por meio de dosímetros para posterior avaliação analítica. Mutagenicidade - propriedade de variação brusca de um ou mais caracteres
em um organismo, devido a modificações no seu material genético, tornando-se hereditária.
Neurotoxicidade - propriedade que tem a substância de ser tóxica ao sistema
nervoso. Número de lote - designação constituída de combinação de letras, números
ou símbolos, impressa na embalagem de cada unidade do produto submetido ao regime
de vigilância sanitária, que permite identificar o lote ou partida a que este
pertence, além de localizar e rever todas as operações de produção, inspeção,
armazenagem e controle do produto em questão. Órgão de vigilância sanitária - órgão do Ministério da Saúde, da Secretaria
de Saúde dos Estados, Municípios ou do Distrito Federal, incumbido da vigilância
sanitária dos produtos ou atividades abrangidos por lei. Óxido de etileno - gás incolor, de alto poder virucida, bactericida, micobactericida
e fungicida, sua fórmula é C2H40. É miscível em água, acetona,
éter, benzeno e na maioria dos solventes orgânicos. É altamente explosivo e facilmente
inflamável. Papel grau cirúrgico - papel que apresenta características físicas, químicas
e biológicas que permitem a esterilização e manutenção da esterilidade do produto.
É próprio para embalagens de artigos médico-hospitalares a serem submetidos a
processo de esterilização, reesterilização e reprocessamento a gás óxido de etileno.
PCMSO - Programa de Controle Médico e Saúde Ocupacional, é um programa
de prevenção, rastreamento e diagnóstico precoce dos agravos à saúde relacionados
ao trabalho. Este Programa deve estar articulado com o PPRA. PPRA - Programa de Prevenção de Riscos Ambientais, é um programa que visa
à preservação da saúde e da integridade física do trabalhador mediante antecipação,
reconhecimento, avaliação e controle de ocorrências de riscos ambientais existentes
ou que venham a existir no ambiente de trabalho levando em consideração também
a proteção do meio ambiente e dos recursos naturais. Preparo de materiais - procedimento de limpeza, desinfecção e embalagem
de materiais ou artigos médico-hospitalares para serem submetidos ao processo
de reprocessamento por óxido de etileno. Recepção - ambiente destinado ao recebimento de materiais ou artigos médico-hospitalares
para serem submetidos a esterilização, reesterilização ou reprocessamento por
óxido de etileno. Recipiente convencional - vasilhame ou cilindro metálico retornável, contenedor
do gás óxido de etileno. Recipiente descartável - vasilhame ou cartucho metálico, de uso único,
contenedor do gás óxido de etileno, com capacidade não superior a 200 gramas,
utilizado acoplado no interior da câmara de esterilização por óxido de etileno.
Reesterilização - processo de esterilização de artigos já esterilizados
e não utilizados, quando há dúvida quanto à segurança, ao processo ou resultado
de esterilização inicial. Reprocessamento - processo a ser aplicado a artigos médico-hospitalares,
exceto os de uso único, para permitir sua reutilização, incluindo a limpeza, desinfecção,
preparo, embalagem, esterilização e controle da qualidade. Reprodutibilidade - propriedade de um processo de produzir os mesmos resultados,
mesmo sob condições variadas de execução. Rótulo - identificação impressa ou litografada, dizeres pintados ou gravados
a fogo, pressão ou decalco aplicado diretamente sobre recipientes, vasilhames,
invólucros, envoltórios ou outro protetor de embalagem. Sala - ambiente limitado por parede em todo o seu perímetro. Sala de aeração - ambiente provido de condição mecânica ou natural que
permita a circulação de ar nos produtos visando a eliminação total dos resíduos
do gás. Destinado a receber os materiais esterilizados já submetidos a aeração
mecânica na própria câmara esterilizadora. Sala de armazenagem de materiais esterilizados - ambiente destinado à guarda
e distribuição de materiais submetidos ao gás esterilizante, após a permanência
na sala de aeração. Sala de comando - ambiente de acesso restrito, onde estão instalados os
pontos de comando, controle e monitorização do processo de esterilização.
Sala de depósito de recipientes de óxido de etileno - ambiente de acesso
restrito, exclusivamente destinado à guarda dos recipientes descartáveis de gás
óxido de etileno, cuja construção deve ser resistente à explosividade, com direcionamento
para expansão através de teto ou paredes frágeis, prevendo-se ventilação.
Sala de esterilização - ambiente onde se localiza a câmara de esterilização.
Para os casos em que seja utilizado óxido de etileno puro ou suas misturas inflamáveis,
o projeto de engenharia deve ser compatível com o risco de explosão. Teratogenicidade - propriedade que tem uma substância ou um agente de provocar
anomalias no desenvolvimento embrionário ou fetal quando a gestante entra em contato
ou é exposta aos mesmos. Termosselagem - processo térmico de fechamento das embalagens. Toxicidade - propriedade que tem a substância ou produto de provocar efeitos
adversos. Trabalhador diretamente envolvido - trabalhador que realiza atividades
ligadas diretamente ao processo de esterilização e apoio, tais como: operação
de equipamento de esterilização; carregamento ou descarregamento de câmaras; manuseio
de produtos recém-saídos do processo de aeração; troca de cilindros ou outras
atividades afins relacionadas com grande probabilidade de exposição ao gás óxido
de etileno. Trabalhador indiretamente envolvido - trabalhador que, mesmo não exercendo
atividades relativas ao processo de esterilização, trabalha na área esporadicamente,
podendo sofrer exposição acidental ao óxido de etileno; é o caso das atividades
de manutenção preventiva e corretiva das instalações, limpeza nas dependências
de risco, laboratório de análise de qualidade do processo ou outra atividade assemelhada.
Unidade de esterilização - unidade de apoio à saúde destinada à operacionalização
de processos de esterilização, reesterilização e reprocessamento de produtos por
óxido de etileno. Validação do processo - procedimento documentado para obtenção, registro
e interpretação de resultados necessários para demonstrar que o processo produzirá
produtos que atendam a especificações pré-determinadas. Virucida - substância ou produto que tem a capacidade de destruir vírus.
ANEXO II PROGRAMA MÍNIMO TREINAMENTO DE PESSOAL ENVOLVIDO COM ESTERILIZAÇÃO, REESTERILIZAÇÃO E REPROCESSAMENTO POR ÓXIDO DE ETILENO
1- Conceitos Físicos Básicos 2- Vantagens e Desvantagens do Processo de Esterilização por Óxido de Etileno
em Relação a Outros Processos de Esterilização 3- Mecanismo de Ação do Óxido de Etileno 4- Efeitos do Óxido de Etileno sobre o Ser Humano 5- Limite de Tolerância 6- Metodologia de Avaliação Ambiental 7- Metodologia de Monitorização Ativa e Passiva 8- Equipamentos de Proteção Individual 9- Exames Médicos e Laboratoriais 10- Ações em Situação de Emergência 11- Sistema de Manutenção 12- Sistema de Segurança 13- A Rotina de Trabalho 14- Limpeza dos Materiais 15- Especificação de Materiais Adequados para Embalagem de Óxido de Etileno
16- Especificação de Materiais Adequados para Embalagens de Produtos a
Serem Submetidos ao Processo por Óxido de Etileno 17- Parâmetro de Influência no Processo: Temperatura, Umidade Relativa,
Concentração de Óxido de Etileno e Tempo 18- Registro de Dados do Ciclo de Esterilização 19- Ciclo Esterilizante: Aquecimento, Vácuo, Umidificação, Admissão do
Óxido de Etileno, Exaustão e Aeração 20- Controle de Qualidade 21- Teste de Esterilidade e Monitores Biológicos 22- Análise Química dos Resíduos 23- Tratamento do Óxido de Etileno 24- Aspectos Legais: Portaria sobre Óxido de Etileno - Ministério da Saúde/Ministério
do Trabalho e Emprego; Portaria de Correlatos - Ministério da Saúde; Portaria
N.º 3.214/78, sobre Segurança e Saúde do Trabalhador - Ministério do Trabalho
e Emprego. ANEXO III COMPETÊNCIA DE FISCALIZAÇÃO Para facilitar a atividade de fiscalização pelo Ministérios da Saúde e
pelo Ministério do Trabalho e Emprego, ficam determinados os itens de competência,
ressaltando-se a duplicidade de ação naqueles duplamente assinalados, onde poderá
a inspeção ser realizada em conjunto .
| ITEM |
MINISTÉRIO DA SAÚDE |
MINISTÉRIO DO TRABALHO E EMPREGO |
| ART. |
| | |
1º |
| | |
2º |
| | |
3º |
X |
X | |
4º |
X |
X | |
5º |
|
X | |
6º |
X |
X | |
7º |
X | | |
8º |
X |
X | |
9º |
X |
X | |
10 |
| | |
11 |
| | |
12 |
| | |
13 |
| | |
14 |
| | |
| |
| |
CAPÍTULO I | |
| |
1 |
X | | |
2 |
X |
| |
3 |
X | | |
4 |
X |
| |
5 |
X | | |
6 |
X |
| |
7 |
X | | |
8 |
X |
| |
9 |
X | | |
10 |
X |
| |
11 |
X | | |
12 |
X |
| |
13 |
X | | |
14 |
X |
| |
15 |
X | | |
16 |
X |
| |
17 |
X | | |
| |
| |
CAPÍTULO II | |
| |
18 |
X | | |
19 |
X |
X | |
20 |
X |
X | |
21 |
| | |
a |
X |
X | |
b |
X |
X | |
c |
X |
X | |
d |
X |
X | |
e |
X |
X | |
f |
X |
X | |
g |
X |
X | |
h |
X |
X | |
i |
X |
X | |
j |
X |
X | |
| |
| |
22 |
X |
X | |
a |
X |
X | |
b |
X |
X | |
c |
X |
X | |
d |
X |
X | |
e |
X |
X | |
f |
X |
X | |
23 |
X |
X | |
24 |
X |
X | |
25 |
X |
X | |
26 |
X |
X | | |
| | |
CAPÍTULO III |
| | |
27 |
X |
| |
28 |
X | | |
29 |
X |
| |
30 |
X | | |
31 |
|
X | |
32 |
X |
X | |
33 |
X |
X | | |
| | |
CAPÍTULO IV |
| | |
34 |
X |
| |
35 |
X | | |
36 |
X |
| |
37 |
X | | |
38 |
X |
| |
39 |
X |
X | |
40 |
X |
X | | |
| | |
CAPÍTULO V |
| | |
41 |
| | |
a |
X |
| |
b |
X | | |
c |
X |
| |
d |
X | | |
| |
| |
CAPÍTULO VI | |
| |
42 | |
| |
a | |
X | |
b |
|
X | |
c | |
X | |
d |
|
X | |
e | |
X | |
43 |
|
X | |
44 | |
| |
a | |
X | |
b |
|
X | |
c | |
X | |
45 |
| | |
a |
|
X | |
b | |
X | |
46 |
| | |
a |
X |
| |
b |
X |
X | |
c |
X |
X | |
d |
X |
X | |
e |
X |
X | |
f |
X |
X | |