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Resolução
- RE n º 176, de 24 de outubro de 2000
O Diretor da Diretoria Colegiada
da Agência Nacional de Vigilância Sanitária, no uso da atribuição que lhe confere
a Portaria nº 724, de 10 de outubro de 2000, c/c o art. 107, inciso II, alínea
"a" e seu § 3º, considerando
o interesse sanitário na divulgação do assunto; considerando
a preocupação com a saúde, a segurança, o bem-estar e o conforto dos ocupantes
dos ambientes climatizados; considerando
a disponibilidade dos dados coletados, analisados e interpretados e o atual estágio
de conhecimento da comunidade científica internacional, na área de qualidade do
ar ambiental interior, que estabelece padrões referenciais e/ou orientações para
esse controle; considerando
o disposto no Art. 2º da Portaria GM/MS n.º 3.523, de 28 de agosto de 1998;
considerando
que a matéria foi submetida à apreciação da Diretoria Colegiada que a aprovou
em reunião realizada em 18 de outubro de 2000, resolve: Art.
1º Determinar a publicação de Orientação Técnica elaborada por Grupo Técnico Assessor,
sobre Padrões Referenciais de Qualidade do Ar Interior, em ambientes climatizados
artificialmente de uso público e coletivo, em anexo. Art.
2º Esta Resolução entra em vigor na data de sua publicação.
GONZALO VECINA
NETO
ANEXO
Orientação Técnica elaborada por Grupo Técnico Assessor sobre Padrões Referenciais
de Qualidade do Ar Interior em ambientes climatizados artificialmente de uso público
e coletivo
I - HISTÓRICO O
Grupo Técnico Assessor de estudos sobre Padrões Referenciais de Qualidade do Ar
Interior em ambientes climatizados artificialmente de uso público e coletivo,
foi constituído pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária ANVISA, no âmbito
da Gerência Geral de Serviços da Diretoria de Serviços e Correlatos e instituído
por membros das seguintes instituições: Sociedade
Brasileira de Meio Ambiente e de Qualidade do Ar de Interiores/BRASINDOOR, Laboratório
Noel Nutels , Instituto de Química da UFRJ, Ministério do Meio Ambiente, Faculdade
de Medicina da USP, Organização Panamericana de Saúde/OPAS, Fundação Oswaldo Cruz/FIOCRUZ,
Fundação Jorge Duprat Figueiredo de Segurança e Medicina do Trabalho FUNDACENTRO/MTb,
Instituto Nacional de Metrologia Normalização e Qualidade Industrial/INMETRO,
Associação Paulista de Estudos e Controle de Infecção Hospitalar/APECIH e, Serviço
de Vigilância Sanitária do Ministério da Saúde/RJ, Instituto de Ciências Biomédicas
ICB/USP e Agência Nacional de Vigilância Sanitária. Reuniu-se
na cidade de Brasília/DF, durante o ano de 1999 e primeiro semestre de 2000, tendo
como metas: 1. estabelecer
critérios que informem a população sobre a qualidade do ar interior em ambientes
climatizados artificialmente de uso público e coletivo, cujo desequilíbrio poderá
causar agravos a saúde dos seus ocupantes; 2.
instrumentalizar as equipes profissionais envolvidas no controle de qualidade
do ar interior, no planejamento, elaboração, análise e execução de projetos físicos
e nas ações de inspeção de ambientes climatizados artificialmente de uso público
e coletivo .
II - ABRANGÊNCIA
O
Grupo Técnico Assessor elaborou a seguinte Orientação Técnica sobre Padrões Referenciais
de Qualidade do Ar Interior em ambientes climatizados artificialmente de uso público
e coletivo, no que diz respeito a definição de valores máximos recomendáveis para
contaminação biológica, química e parâmetros físicos do ar interior, a identificação
das fontes poluentes de natureza biológica, química e física, métodos analíticos
( Normas Técnicas 001, 002, 003 e 004 ) e as recomendações para controle ( Quadros
I e II ). Recomendou
que os padrões referenciais adotadas por esta Orientação Técnica sejam aplicados
aos ambientes climatizados de uso público e coletivo já existentes e aqueles a
serem instalados. Para os ambientes climatizados de uso restrito, com exigências
de filtros absolutos ou instalações especiais, tais como os que atendem a processos
produtivos, instalações hospitalares e outros, sejam aplicadas as normas e regulamentos
específicos.
III - DEFINIÇÕES
Para
fins desta Orientação Técnica são adotadas as seguintes definições, complementares
às adotadas na Portaria GM/MS n.º 3.523/98: a)
Aerodispersóides: sistema disperso, em um meio gasoso, composto de partículas
sólidas e/ou líquidas. O mesmo que aerosol ou aerossol. b)
ambiente aceitável: ambientes livres de contaminantes em concentrações potencialmente
perigosas à saúde dos ocupantes ou que apresentem um mínimo de 80% dos ocupantes
destes ambientes sem queixas ou sintomatologia de desconforto.1,
2 c)
ambientes climatizados: são os espaços fisicamente determinados e caracterizados
por dimensões e instalações próprias, submetidos ao processo de climatização,
através de equipamentos. d)
ambiente de uso público e coletivo: espaço fisicamente determinado e aberto
a utilização de muitas pessoas. e)
ar condicionado: é o processo de tratamento do ar, destinado a manter os requerimentos
de Qualidade do Ar Interior do espaço condicionado, controlando variáveis como
a temperatura, umidade, velocidade, material particulado, partículas biológicas
e teor de dióxido de carbono (CO2). f)
Padrão Referencial de Qualidade do Ar Interior: marcador qualitativo e quantitativo
de qualidade do ar ambiental interior, utilizado como sentinela para determinar
a necessidade da busca das fontes poluentes ou das intervenções ambientais
g) Qualidade do Ar Ambiental
Interior: Condição do ar ambiental de interior, resultante do processo de
ocupação de um ambiente fechado com ou sem climatização artificial. h)
Valor Máximo Recomendável: Valor limite recomendável que separa as condições
de ausência e de presença do risco de agressão à saúde humana.
IV - PADRÕES REFERENCIAIS
Recomenda
os seguintes Padrões Referenciais de Qualidade do Ar Interior em ambientes climatizados
de uso público e coletivo. 1
- O Valor Máximo Recomendável para contaminação microbiológica deve ser <
750 ufc/m3 de fungos, para a relação I/E < 1,5, onde
I é a quantidade de fungos no ambiente interior e E é a quantidade
de fungos no ambiente exterior.3 Quando
este valor for ultrapassado ou a relação I/E for > 1,5, é necessário
fazer um diagnóstico de fontes para uma intervenção corretiva. É
inaceitável a presença de fungos patogênicos e toxigênicos.
2 Os Valores Máximos Recomendáveis para contaminação química são:
2.1
- < 1000 ppm de dióxido de carbono ( CO2 ) , como
indicador de renovação de ar externo, recomendado para conforto e bem-estar.2
2.2 - <
80 µg/m3 de aerodispersóides totais no ar, como indicador do grau
de pureza do ar e limpeza do ambiente climatizado.4
3 Os valores
recomendáveis para os parâmetros físicos de temperatura, umidade, velocidade e
taxa de renovação do ar e de grau de pureza do ar, deverão estar de acordo com
a NBR 6401 Instalações Centrais de Ar Condicionado para Conforto Parâmetros Básicos
de Projeto da ABNT Associação Brasileira de Normas Técnicas.5
3.1 - a faixa recomendável
de operação das Temperaturas de Bulbo Seco, nas condições internas para verão,
deverá variar de 230C a 260C, com exceção de ambientes de
arte que deverão operar entre 210C e 230C. A faixa máxima
de operação deverá variar de 26,50C a 270C, com exceção
das áreas de acesso que poderão operar até 280C. A seleção da faixa
depende da finalidade e do local da instalação. Para condições internas para inverno,
a faixa recomendável de operação deverá variar de 200C a 220C.
3.2 - a faixa recomendável
de operação da Umidade Relativa, nas condições internas para verão, deverá variar
de 40% a 65%, com exceção de ambientes de arte que deverão operar entre 40% e
55% durante todo o ano. O valor máximo de operação deverá ser de 65%, com exceção
das áreas de acesso que poderão operar até 70%. A seleção da faixa depende da
finalidade e do local da instalação. Para condições internas para inverno, a faixa
recomendável de operação deverá variar de 35% a 65%. 3.3
- a faixa recomendável de operação da Velocidade do Ar, no nível de 1,5m do piso,
deverá variar de 0,025 m/s a 0,25 m/s. Estes valores são considerados médios quando
medidos com instrumento de alta sensibilidade. 3.4
- a Taxa de Renovação do Ar adequada de ambientes climatizados será, no mínimo,
de 27 m3/hora/pessoa, exceto no caso específico de ambientes como lojas,
centros comerciais, bancos e outros, onde a taxa de ocupação de pessoas por m2
é crítica. Nestes casos a Taxa de Renovação do Ar mínima será de 17 m3/hora/pessoa,
não sendo admitido em qualquer situação que os ambientes possuam uma concentração
de CO2, maior ou igual a estabelecida nesta Orientação Técnica como
Valor Máximo Recomendável. 3.5
- o Grau de Pureza do Ar nos ambientes climatizados será obtido utilizando-se,
no mínimo, filtros de classe G-3 nos condicionadores de sistemas centrais.2
Os padrões referenciais
adotados complementam as medidas básicas definidas na Portaria GM/MS n.º 3.523/98,
de 28 de agosto de 1998, para efeito de reconhecimento, avaliação e controle da
Qualidade do Ar Interior nos ambientes climatizados. Deste modo poderão subsidiar
as decisões do responsável técnico pelo gerenciamento do sistema de climatização,
quanto a definição de periodicidade dos procedimentos de limpeza e manutenção
dos componentes do sistema, desde que asseguradas as freqüências mínimas para
os seguintes componentes, considerados como reservatórios, amplificadores e disseminadores
de poluentes.
| Componente
| Periodicidade
| | Tomada
de ar externo | mensal
| | Unidade
filtrante | mensal
| | Serpentina
de aquecimento | mensal
| | Serpentina
de resfriamento | mensal
| | Umidificador
| mensal
| | Ventilador
| semestral
| | Plenum
de mistura/casa de máquinas | semestral
| | Inspeção
| semestral
|
V - FONTES
POLUENTES
Recomenda
que sejam adotadas para fins de pesquisa e com o propósito de levantar dados sobre
a realidade brasileira, assim como para avaliação e correção das situações encontradas,
as possíveis fontes de poluentes informadas nos Quadros I e II.
QUADRO I
Possíveis fontes de poluentes biológicos
| Agentes
biológicos | Principais
fontes em ambientes interiores | Principais
Medidas de correção em ambientes interiores |
|
Bactérias
| Reservatórios
com água estagnada, torres
de resfriamento, bandejas de condensado, desumificadores, umidificadores, serpentinas
de condicionadores de ar e superfícies úmidas e quentes. |
Realizar
a limpeza e a conservação das torres de resfriamento; higienizar os reservatórios
e bandejas de condensado ou manter tratamento contínuo para eliminar as fontes;
eliminar as infiltrações; higienizar as superfícies. |
|
Fungos
| Ambientes
úmidos e demais fontes de multiplicação fúngica, como materiais porosos orgânicos
úmidos, forros, paredes e isolamentos úmidos; ar externo, interior de condicionadores
e dutos sem manutenção, vasos de terra com plantas. |
Corrigir
a umidade ambiental; manter sob controle rígido vazamentos, infiltrações e condensação
de água; higienizar os ambientes e componentes do sistema de climatização ou manter
tratamento contínuo para eliminar as fontes; eliminar materiais porosos contaminados;
eliminar ou restringir vasos de plantas com cultivo em terra, ou substituir pelo
cultivo em água (hidroponia); utilizar filtros G-1 na renovação do ar externo.
| |
Protozoários
| Reservatórios
de água contaminada, bandejas e umidificadores de condicionadores sem manutenção.
|
Higienizar
o reservatório ou manter tratamento contínuo para eliminar as fontes. |
|
Vírus
|
Hospedeiro
humano. | Adequar
o número de ocupantes por m2 de área com aumento da renovação de ar.;
evitar a presença de pessoas infectadas nos ambientes climatizados |
|
Algas
| Torres
de resfriamento e bandejas de condensado. |
Higienizar
os reservatórios e bandejas de condensado ou manter tratamento contínuo para eliminar
as fontes. | |
Pólen
|
Ar externo.
|
Manter
filtragem de acordo com NBR-6401 da ABNT |
|
Artrópodes
|
Poeira
caseira. | Higienizar
as superfícies fixas e mobiliário, especialmente os revestidos com tecidos e tapetes;
restringir ou eliminar o uso desses revestimentos. |
|
Animais
|
Roedores,
morcegos e aves. | Restringir
o acesso, controlar os roedores, os morcegos, ninhos de aves e respectivos excrementos
. |
QUADRO II
Possíveis fontes de
poluentes químicos
| Agentes
químicos | Principais
fontes em ambientes interiores | Principais
medidas de correção em ambientes interiores |
|
CO | Combustão
(cigarros, queimadores de fogões e veículos automotores). |
Manter
a captação de ar exterior com baixa concentração de poluentes; restringir as fontes
de combustão; manter a exaustão em áreas em que ocorre combustão; eliminar a infiltração
de CO proveniente de fontes externas; restringir o tabagismo em áreas fechadas.
| |
CO2
| Produtos
de metabolismo humano e combustão. |
Aumentar
a renovação de ar externo; restringir as fontes de combustão e o tabagismo em
áreas fechadas; eliminar a infiltração de fontes externas. |
|
NO2
|
Combustão.
| Restringir
as fontes de combustão; manter a exaustão em áreas em que ocorre combustão; impedir
a infiltração de NO2 proveniente de fontes externas; restringir o tabagismo
em áreas fechadas. | |
O3
| Máquinas
copiadoras e impressoras a laser . |
Adotar medidas específicas para reduzir a contaminação dos ambientes interiores,
com exaustão do ambiente ou enclausuramento em locais exclusivos para os equipamentos
que apresentem grande capacidade de produção de O3. |
|
Formaldeído
|
Materiais de acabamento, mobiliário, cola, produtos de limpeza domissanitários
|
Selecionar
os materiais de construção, acabamento e mobiliário que possuam ou emitam menos
formaldeído; usar produtos domissanitários que não contenham formaldeído. |
|
Material
particulado |
Poeira
e fibras. | Manter
filtragem de acordo com NBR-6402 da ABNT; evitar isolamento termo-acústico que
possa emitir fibras minerais, orgânicas ou sintéticas para o ambiente climatizado;
reduzir as fontes internas e externas; higienizar as superfícies fixas e mobiliários
sem o uso de vassouras, escovas ou espanadores; selecionar os materiais de construção
e acabamento com menor porosidade; adotar medidas específicas para reduzir a contaminação
dos ambientes interiores (vide biológicos); restringir
o tabagismo em áreas fechadas. | |
Fumo
de tabaco | Queima
de cigarro, charuto, cachimbo, etc. |
Aumentar
a quantidade de ar externo admitido para renovação e/ou exaustão dos poluentes;
restringir o tabagismo em áreas fechadas. |
|
COV | Cera,
mobiliário, produtos usados em limpeza e domissanitários, solventes, materiais
de revestimento, tintas, colas, etc. |
Selecionar
os materiais de construção, acabamento, mobiliário; usar produtos de limpeza e
domissanitários que não contenham COV ou que não apresentem alta taxa de volatilização
e toxicidade. | |
COS-V
| Queima
de combustíveis e utilização de pesticidas. |
Eliminar
a contaminação por fontes pesticidas, inseticidas e a queima de combustíveis;
manter a captação de ar exterior afastada de poluentes. |
COV Compostos Orgânicos Voláteis. COS-V
Compostos Orgânicos Semi- Voláteis.
Observações - Os poluentes indicados são aqueles de maior ocorrência nos
ambientes de interior, de efeitos conhecidos na saúde humana e de mais fácil detecção
pela estrutura laboratorial existente no país.
Outros
poluentes que venham a ser considerados importantes serão incorporados aos indicados,
desde que atendam ao disposto no parágrafo anterior.
VI - AVALIAÇÃO E CONTROLE Recomenda
que sejam adotadas para fins de avaliação e controle do ar ambiental interior
dos ambientes climatizados de uso coletivo, as seguintes Normas Técnicas 001,
002, 003 e 004. Na
elaboração de relatórios técnicos sobre qualidade do ar interior, é recomendada
a NBR-10.719 da ABNT - Associação Brasileira de Normas Técnicas.
Norma Técnica 001
Qualidade
do Ar Ambiental Interior. Método de Amostragem e Análise de Bioaerosol em Ambientes
Interiores. Método
Analítico OBJETIVO:
Pesquisa, monitoramento e controle ambiental da possível colonização, multiplicação
e disseminação de fungos em ar ambiental interior. DEFINIÇÕES:
Bioaerosol: Suspensão
de microorganismos (organismos viáveis) dispersos no ar. Marcador
epidemiológico: Elemento aplicável à pesquisa, que determina a qualidade
do ar ambiental. Aplicabilidade:
Ambientes de interior climatizados, de uso coletivo, destinados a ocupações
comuns (não especiais). Marcador
Epidemiológico: Fungos viáveis. MÉTODO
DE AMOSTRAGEM: Amostrador de ar por impactação com acelerador linear.
PERIODICIDADE: Semestral.
FICHA TÉCNICA DO
AMOSTRADOR:
| Amostrador:
Impactador de 1, 2 ou 6 estágios. Meio de Cultivo: Agar Extrato de Malte, Agar
Sabouraud Destrose a 4%, Agar Batata Dextrose ou outro, desde que cientificamente
validado. Taxa
de Vazão: 25 a 35 l/min, recomendado 28,3 l/min. Tempo de Amostragem: 10 min.
Em áreas altamente contaminadas um tempo de amostragem menor pode ser recomendável.
Volume
Mínimo: 140 l Volume
Máximo: 500 l Embalagem: Rotina de embalagem para proteção da amostra com
nível de biossegurança 2 (recipiente lacrado, devidamente identificado com símbolo
de risco biológico) Transporte: Rotina de embalagem para proteção da amostra com
nível de biossegurança 2 (recipiente lacrado, devidamente identificado com símbolo
de risco biológico) | | Calibração:
Semestral | Exatidão:
± 0,02 l/min. Precisão:
± 99,92 % |
ESTRATÉGIA
DE AMOSTRAGEM: selecionar
01 amostra de ar exterior localizada nas proximidades da entrada da tomada de
ar externo na altura de 1,50 m do solo. selecionar
ao menos 01 amostra de ar interior por andar ou de cada área servida por um equipamento
condicionador de ar. Para grandes áreas recomenda-se :
| Área
construída (m2) | Número
mínimo de amostras | |
3.000
a 5.000 | 8
| | 5.000
a 10.000 | 12
| | 10.000
a 15.000 | 15
| | 15.000
a 20.000 | 18
| | 20.000
a 30.000 | 21
| | Acima
de 30.000 | 25
|
o amostrador deve estar localizado na altura de 1,50m do solo, no centro do ambiente
ou em zona ocupada.
PROCEDIMENTO
LABORATORIAL: Método de cultivo e quantificação segundo normatizações universalizadas.
Tempo mínimo de incubação de 7 dias a 250C., permitindo o total crescimento
dos fungos. BIBLIOGRAFIA:"Standard
Methods for Examination of Water and Wastewater". 17
th ed. APHA, AWWA, WPC.F; "The United States Pharmacopeia". USP, XXIII ed., NF
XVIII, 1985. NIOSH-
National Institute for Occupational Safety and Health, NIOSH Manual of Analytical
Methods (NMAM), BIOAEROSOL SAMPLING (Indoor Air) 0800, Fourth Edition.
IRSST Institute de Recherche
en Santé et en Securité du Travail du Quebec, Canada, 1994. Members
of the Thecnicae Advisory Committee on Indoor Air Quality, Commission of Public
Health Ministry of the Environment Guidelines for Good Indoor Air Quality in Office
Premises, Singapore.
Norma Técnica 002 Qualidade
do Ar Ambiental Interior. Método de Amostragem e Análise da Concentração de Dióxido
de Carbono em Ambientes Interiores. Método
Analítico OBJETIVO:
Pesquisa, monitoramento e controle do processo de renovação de ar em ambientes
climatizados. APLICABILIDADE:
Ambientes interiores climatizados, de uso coletivo. MARCADOR
EPIDEMIOLÓGICO: Dióxido de carbono ( CO2 ) . MÉTODO
DE AMOSTRAGEM: Equipamento de leitura direta. PERIODICIDADE:
Semestral. FICHA
TÉCNICA DOS AMOSTRADORES:
Amostrador:
Leitura Direta por meio de sensor infravermelho não dispersivo ou célula eletroquímica.
| | Calibração:
Anual ou de acordo com especificação do fabricante. | Faixa:
de 0 a 5.000 ppm. Exatidão:
± 50 ppm + 2% do valor medido |
ESTRATÉGIA DE AMOSTRAGEM:
selecionar
01 amostra de ar exterior localizada nas proximidades da entrada da tomada de
ar externo na altura de 1,50 m do solo. selecionar
ao menos 01 amostra de ar interior por andar ou de cada área servida por um equipamento
condicionador de ar. Para grandes áreas recomenda-se :
| Área
construída (m2) | Número
mínimo de amostras | |
3.000
a 5.000 | 8
| | 5.000
a 10.000 | 12
| | 10.000
a 15.000 | 15
| | 15.000
a 20.000 | 18
| | 20.000
a 30.000 | 21
| | Acima
de 30.000 | 25
| o
amostrador deve estar localizado na altura de 1,50m do solo, no centro do ambiente
ou em zona ocupada. PROCEDIMENTO
DE AMOSTRAGEM: As medidas deverão ser realizadas em horários de pico de utilização
do ambiente.
Norma Técnica 003 Qualidade
do Ar Ambiental Interior. Método de Amostragem. Determinação da Temperatura, Umidade
e Velocidade do Ar em Ambientes Interiores. Método
Analítico OBJETIVO:
Pesquisa, monitoramento e controle do processo de climatização de ar em ambientes
climatizados. APLICABILIDADE:
Ambientes interiores climatizados, de uso coletivo.
MARCADORES: Temperatura do ar ( °C ) Umidade
do ar ( % ) Velocidade
do ar ( m/s ) . MÉTODO
DE AMOSTRAGEM: Equipamentos de leitura direta. Termo-higrômetro e Termo-anemômetro.
PERIODICIDADE: Semestral.
FICHA TÉCNICA DOS
AMOSTRADORES:
|
Amostrador:
Leitura Direta Termo-higrômetro. Princípio
de operação: Sensor de temperatura do tipo termo-resistência. Sensor de umidade
do tipo capacitivo ou por condutividade elétrica. |
| Calibração:
Anual | Faixa:
0º C a 70º C de temperatura
5% a 95 % de umidade Exatidão:
± 0,8 º C de temperatura ± 5% do valor medido de umidade |
|
Amostrador:
Leitura Direta Termo-anemômetro. Princípio
de operação: Sensor de velocidade do ar do tipo fio aquecido ou fio térmico.
| | Calibração:
Anual | Faixa:
de 0 a 10 m/s Exatidão:
± 0,03 m/s ± 4% do valor medido |
Norma
Técnica 004 Qualidade
do Ar Ambiental Interior. Método de Amostragem e Análise de Concentração de Aerodispersóides
em Ambientes Interiores. Método
Analítico OBJETIVO:
Pesquisa, monitoramento e controle de aerodispersóides totais em ambientes interiores
climatizados. Aplicabilidade:
Ambientes de interior climatizados, de uso coletivo, destinados a ocupações
comuns (não especiais). Marcador
Epidemiológico: Poeira Total (µg/m3 ). MÉTODO
DE AMOSTRAGEM: Coleta de aerodispersóides por filtração (MB-3422 da ABNT).
PERIODICIDADE: Semestral.
FICHA TÉCNICA DO
AMOSTRADOR:
| Amostrador:
Unidade de captação constituída por filtros de PVC, diâmetro de 37 mm e porosidade
de 5 µm de diâmetro de poro específico para poeira total a ser coletada;
Suporte de filtro em disco de celulose; Porta-filtro em plástico transparente
com diâmetro de 37 mm. Aparelhagem:
Bomba de amostragem, que mantenha ao longo do período de coleta, a vazão inicial
de calibração com variação de 5%. Taxa
de Vazão: 1,0 a 3,0 l/min, recomendado 2,0 l/min. Volume
Mínimo: 50 l Volume
Máximo: 400 l Tempo
de Amostragem: 50 l --- 17 min ; 400 l --- 133 min Embalagem:
Rotina Transporte:
| | Calibração:
Em cada procedimento de coleta | Exatidão:
± 5% do valor medido |
PROCEDIMENTO DE
COLETA: MB-3422 da ABNT. PROCEDIMENTO
DE CALIBRAÇÃO DAS BOMBAS: NBR- 10.562 da ABNT PROCEDIMENTO
LABORATORIAL: NHO 17 da FUNDACENTRO
VII - INSPEÇÃO
Recomenda
que os órgãos competentes de Vigilância Sanitária com o apoio de outros órgãos
governamentais, organismos representativos da comunidade e dos ocupantes dos ambientes
climatizados, utilizem esta Orientação Técnica como instrumento técnico referencial,
na realização de inspeções e de outras ações pertinentes nos ambientes climatizados
de uso público e coletivo.
VIII RESPONSABILIDADE TÉCNICA
Recomenda
que os proprietários, locatários e prepostos de estabelecimentos com ambientes
ou conjunto de ambientes dotados de sistemas de climatização com capacidade igual
ou superior a 5 TR (15.000 kcal/h = 60.000 BTU/h), devam manter um responsável
técnico com as seguintes atribuições: a)
realizar a avaliação biológica, química e física das condições do ar interior
dos ambientes climatizados; b)
proceder a correção das condições encontradas, quando necessária, para que estas
atendam ao estabelecido no Art. 4º desta Resolução; c)
manter disponível o registro das avaliações e correções realizadas; e
d) divulgar aos ocupantes
dos ambientes climatizados os procedimentos e resultados das atividades de avaliação,
correção e manutenção realizadas. Considera
como responsável técnico, o profissional que tem competência legal para exercer
as atividades descritas nas análises preconizadas, em conformidade com a regulamentação
profissional vigente no país. A
responsabilidade técnica pelas análises laboratoriais realizadas deverá estar
desvinculada da responsabilidade técnica pela realização dos serviços de limpeza
e manutenção do sistema de climatização. ________________________
1
World Health Organization. Indoor air quality: biological contaminants;
Copenhagen, Denmark, 1983 (European
Series nº 31). 2
American Society of Heating, Refrigerating and Air-Conditioning Engineers,Inc.
ANSI/ASHARAE 62-1989. Standard-Ventilation for Acceptable Indoor Air Quality,
1990. 3
Kulcsar Neto, F & Siqueira, LFG. Padrões Referenciais para Análise de Resultados
de Qualidade Microbiológica do Ar em Interiores Visando a Saúde Pública no Brasil
Revista da Brasindoor. 2 (10): 4-21,1999. 4
Conselho Nacional do Meio Ambiente CONAMA, Resolução n.º 03 de 28/06 /
1990. 5
ABNT Associação Brasileira de Normas Técnicas, NBR 6401 Instalações Centrais
de Ar Condicionado para Conforto Parâmetros Básicos de Projeto, 1980.
|