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Orientação
ao Viajante
Influenza Humana
Influenza Aviária
O que é influenza?
Também conhecida como gripe, à
influenza é uma infecção do sistema respiratório
cuja principal complicação são as pneumonias,
que são responsáveis por um grande número
de internações hospitalares no País. A doença
inicia-se com febre alta, em geral acima de 38ºC, seguida
de dor muscular, dor de garganta, dor de cabeça e tosse
seca. A febre é o sintoma mais importante e dura em torno
de três dias. Os sintomas respiratórios como a tosse
e outros, tornam-se mais evidentes com a progressão da
doença e mantêm-se em geral por três a quatro
dias após o desaparecimento da febre.
É uma doença muito comum em todo o mundo, sendo
possível uma pessoa adquirir influenza várias vezes
ao longo de sua vida. É também freqüentemente
confundida com outras viroses respiratórias, por isso o
seu diagnóstico de certeza só é feito mediante
exame laboratorial específico.
Resfriado
e influenza (gripe) são a mesma coisa?
Não. O resfriado geralmente
é mais brando que a gripe e pode durar de 2 a 4 dias. Também
apresenta sintomas relacionados ao comprometimento das vias aéreas
superiores, como congestão nasal, secreção
nasal (rinorréia), tosse e rouquidão. A febre é
menos comum e, quando presente, é de baixa intensidade.
Outros sintomas também podem estar presentes, como mal-estar,
dores musculares (mialgia) e dor de cabeça (cefaléia).
Assim como na influenza, no esfriado comum também podem
ocorrer complicações como otites, sinusites, bronquites
e até mesmo quadros mais graves, dependendo do agente etiológico
que está provocando a infecção. Os principais
agentes infecciosos do resfriada comum são os Rhinovírus
(com mais de 100 sorotipos), os Coronavírus, os vírus
Parainfluenza (principalmente o tipo 3), o Vírus Sincicial
Respiratório, os Entero-vírus e o Adenovírus.
Existem outras doenças
que podem ser confundidas com a influenza?
Sim, além do resfriado comum, a rinite
alérgica é uma das doenças que mais
se confundem com a gripe. Na rinite alérgica ocorrem sintomas
como espirros, congestão e corrimento nasal. Existem duas
formas de rinite alérgica: uma sazonal (em determinadas
épocas do ano) e uma que dura o ano todo, podendo ser contínua
ou intermitente. A rinite alérgica não é
acompanhada de febre. Porém, isso pode acontecer quando
ela estiver associada a uma infecção.
Qual o agente causador
da influenza humana?
Um vírus. São conhecidos 3 tipos
de vírus da influenza: A, B e C. Esses vírus são
altamente transmissíveis e podem sofrer mutações
(transformações em sua estrutura genética),
sendo que o tipo A é mais mutável que o B e este
mais mutável que o tipo C. Os tipos A e B causam maior
morbidade (doença) e mortalidade (mortes) que o tipo C.
Geralmente as epidemias e pandemias (epidemia em vários
países) estão associadas ao vírus do tipo
A. O tipo C não tem importância clínica nem
epidemiológica.
Como
a influenza humana é transmitida?
A influenza humana pode ser transmitida:
- de forma
direta: através das secreções das vias
respiratórias de uma pessoa contaminada ao falar, espirrar,
ou tossir;
- de forma
indireta: por meio das mãos que, após contato
com superfícies recentemente contaminadas por secreções
respiratórias de um indivíduo infectado, podem
carrear o agente infeccioso diretamente para a boca, nariz e
olhos.
A transmissão
direta inter-humana (ou seja, de pessoa-a-pessoa), é a
mais comum, mas já foi documentada a transmissão
direta do vírus de aves e suínos para o homem.
O período que uma pessoa pode transmitir a doença
(transmissibilidade) é de 2 dias antes até 5 dias
após o início dos sintomas.
Quais são os
sintomas da influenza humana?
Os primeiros sintomas costumam aparecer cerca de 24 horas depois
do contágio, e podem ser:
- febre geralmente
(>38ºC);
- dor de
cabeça;
- dor nos
músculos;
- calafrios;
- prostração
(fraqueza);
- tosse seca;
- dor de
garganta;
- espirros
e coriza
- podem apresentar
ainda pele quente e úmida, olhos hiperemiados (avermelhados)
e lacrimejantes.
As
crianças podem apresentar também febre
mais alta, aumento de linfonodos cervicais (gânglios no
pescoço), diarréia e vômitos.
Existe vacina para
prevenir a influenza humana ou suas complicações?
Sim. O Ministério da Saúde do Brasil,
a partir de 1999, vem realizando campanhas anuais de vacinação
contra a influenza para os idosos com idade de 60 anos ou mais,
geralmente no mês de abril. Esta vacina faz parte do calendário
de vacinação da população indígena
e também é disponibilizada nos Centros de Referência
de Imunobiológicos Especiais (CRIE) de cada Estado, para
uso dos indivíduos que pertencem aos grupos de risco acima
apontados.
A composição da vacina varia a cada ano,
de acordo com os tipos de vírus da influenza que estão
circulando de forma predominante em ambos nos hemisférios
Norte e Sul.
Qual
a duração da proteção conferida pela
vacina contra a influenza?
A vacina protege por um ano. Entretanto o vírus
da gripe é capaz de mudar suas características com
muita freqüência, por isso a cada ano
é necessário que se tome uma nova vacina.
Pode-se ter gripe mesmo estando
vacinada contra influenza?
Sim, porque a vacina protege contra os três
tipos de vírus que anualmente fazem parte da sua composição
e porque, entre os idosos, sua proteção não
é de 100%. Mesmo assim, a vacinação
diminui a gravidade da gripe e, portanto, as chances
de complicações e óbitos.
Existem medicamentos
disponíveis para prevenção e tratamento da
influenza humana?
Sim. Apesar de o tratamento da influenza não
complicada ser realizado com medicações sintomáticas,
repouso, hidratação e alimentação
leve, nas situações em que há indicação
médica podem ser utilizadas duas classes de drogas, os
bloqueadores do canal M2 de envelope viral (amantadina e rimantadina)
ou os inibidores da neuraminidase (oseltamivir e zanimivir). Há
vantagens e desvantagens no uso de ambos os grupos de drogas,
que devem ser avaliados pelo médico que fará as
prescrições, quando necessário.
OBS: devido ao risco do aparecimento de algumas reações
graves, é importante evitar o uso de ácido acetilsalisílico
na vigência de quadros de influenza.
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