| Brasília,
4 de junho de 2008
- 9h35
Viajantes internacionais
devem se vacinar nos postos de saúde
A partir deste mês, a vacinação de
passageiros internacionais será realizada pelos postos
de saúde da rede pública municipal. Os postos
da Agência Nacional de Vigilância Sanitária
(Anvisa), em portos, aeroportos e fronteiras, que executavam
este tipo de serviço, passarão a funcionar
como Centros
de Orientação de Viajantes.
“Com essa ação, a Agência consolida
uma nova etapa da implementação nacional dos
Centros de Orientação aos Viajantes”,
explica a gerente de Orientação e Controle
Sanitário de Viajantes da Anvisa, Karla Baeta. Nesses
Centros, os viajantes podem obter informações
sobre os riscos sanitários do país de destino,
além das exigências internacionais que devem
observar para a viagem, como é o caso do Certificado
Internacional de Vacinação e Profilaxia (CIVP).
Para finalizar as atividades de vacinação
nos postos de vigilância sanitária de portos,
aeroportos e fronteiras, a Agência realizou uma série
de reuniões técnicas com o Programa Nacional
de Imunização (PNI) do Ministério da
Saúde. No âmbito local, as Coordenações
reuniram-se com as Secretarias Estaduais e Municipais de
Saúde para identificar e estabelecer os serviços
de vacinação para atendimento de viajantes.
“A ampla cobertura dos serviços de vacinação
do Sistema Único de Saúde instalados nos municípios
e a necessidade de período de antecedência
da data da viagem para a vacina conferir proteção
garantiram um acordo entre os entes envolvidos para que
os Estados e Municípios absorvam esta demanda”,
explica Baeta. A Lei 8080/90 estabelece que as ações
de vigilância epidemiológica, incluindo a imunização,
devem ser executadas essencialmente pelo Município,
podendo ser complementadas pelo Estado e União.
A Anvisa já está trabalhando na elaboração
de Termos de Cooperação Técnica para
que o serviço de vacinação seja realizado
pelos Municípios também nas áreas de
portos, aeroportos e fronteiras, caso a demanda e a localização
estratégica em termos de oportunidade justifiquem.
“Nesses casos, a Anvisa fornecerá o espaço
físico, equipamento e material, já existentes
das salas de vacinação desativadas, e os Estados
e Municípios entrarão com os recursos humanos,
imunobiológicos e insumos necessários à
atividade”, complementa Baeta.
Vacinação
obrigatória
É importante que o calendário vacinal
esteja em dia. Porém, atualmente, a única
vacina que é exigida para viagens internacionais
é a vacina contra a febre amarela. Para isso,
é necessário que o viajante vacine-se
dez dias antes da data da viagem e observe se o seu
cartão de vacina está completamente
preenchido e sem rasuras.
Para agilizar seu atendimento nos Centros, o viajante
poderá realizar seu pré-cadastro no
Sispafra
e informar-se sobre os cuidados de saúde para
tornar a sua viagem mais segura. Para que Agência
emita o Certificado Internacional de Vacinação
e Profilaxia (CIVP) é necessário:
- documento oficial de identificação
com foto ou certidão de nascimento para menores
de idade.
- cartão de vacina com nome, fabricante e lote
completo da vacina, data da vacinação,
assinatura e nome do vacinador e identificação
da unidade de vacinação.
- presença do interessado para assinatura
do CIVP no local.
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Informação: Ascom/Assessoria de Imprensa
da Anvisa
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