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Avaliação
em Serviços de Saúde
Informação
Sistema de informação
Data warehouse
Índice de Risco Hospitalar (IRH)
Cartão do paciente em hemodiálise
- "Renalcard"
Sistema
de Informação
Objetivos
1. Estabelecer
um "prontuário" (histórico) dos
estabelecimentos de saúde.
2. Priorizar ações de vigilância identificando
estabelecimentos de maior risco sanitário.
3. Avaliar a eficácia das ações de
vigilância sanitária em serviços de saúde.
4. Formular e monitorar indicadores de qualidade e desempenho
na assistência à saúde.
5. Acompanhar e avaliar a aplicação dos Termos de
Ajuste nos estados.
6. Integração com o DATAVISA (Sistema de
informações corporativo da Anvisa), SINAVISA (Sistema
nacional de informações de vigilância Sanitária)
e outros sistemas do Ministério da Saúde.
Estratégias
1. Processar
e analisar informações provenientes de bancos de
dados nacionais de assistência à saúde (SIH,
SIA, APAC, CNES, Cartão Nacional de Saúde) por meio
de um "data warehouse".
Data
Warehouse (DW), em português "armazém de
dados", é a denominação genérica
de um sistema que integra diversas ferramentas da informática,
possibilitando a coleta, manipulação e integração
de dados de diferentes bases, visando oferecer informações
rápidas e de fácil acesso às pessoas responsáveis
pela tomada de decisões em uma organização.
Na Gerência de avaliação em serviços
de saúde (GEASA), o DW está sendo utilizado para
integrar diferentes bancos de dados nacionais de assistência
à saúde, visando a formulação e o
monitoramento de indicadores de qualidade e desempenho de serviços
de saúde. Estes indicadores serão disponibilizados
à população, através da Internet,
publicações convencionais e outros meios.
Estamos trabalhando, no momento, com os seguintes bancos de dados
do SUS: Sistema de Informações Hospitalares - SIH,
Autorização de Procedimentos de Alto Custo/Alta
Complexidade - APAC e Cadastro Nacional de Estabelecimentos de
Saúde. A carga de dados está abrangendo o período
2000-2003 (três anos), com atualização mensal.
Outros sistemas estão sendo avaliados: Sistema de Informações
sobre Mortalidade - SIM e Sistema de Informações
de Nascidos Vivos (SINASC). Futuramente, também serão
incorporados os bancos de dados de atendimentos gerados pela utilização
do "Cartão SUS".
O DW possibilitará a parceria da Gerência de avaliação
em serviços de saúde (GEASA) com centros de pesquisa
interessados em avaliar serviços de saúde geograficamente
distantes e com órgãos afins das diversas instâncias
de governo, pois a ferramenta de informática disponibilizará
os dados na Internet.
2. Processar
e analisar informações provenientes de um sistema
informatizado de inspeções em serviços de
saúde (atividade realizada pelos estados e monitorada pela
Anvisa por meio dos Termos de Ajuste), e do sistema de licenciamento.
Cadastro
- Cadastro Nacional de Estabelecimentos de Saúde, que pela
primeira vez inclui os serviços privados não ligados
ao SUS. É o cadastro único a ser utilizado pelas
instituições vinculadas ao Ministério da
Saúde, bem como pelos estados e municípios.
Banco de dados de inspeções - Consolida um
"cardápio mínimo" de informações
requeridas pela Anvisa, coletadas a partir das inspeções
realizadas com roteiros padronizados. O princípio básico
é permitir que sejam agregadas outras informações
pelos níveis estadual e municipal. As informações
requeridas pelo nível central seriam filtradas.
Banco de dados de recursos humanos: Identifica quem realiza
as inspeções. Evidencia a escolaridade e a capacitação
dos inspetores, registrando um histórico de treinamentos.
Planejamento/Programação de inspeções
- complementa os sistemas de inspeção e dá
suporte ao acompanhamento dos Termos de Ajuste.
Índice
de Risco Hospitalar (IRH)
Estamos elaborando
um Índice de Risco Hospitalar (IRH) aplicável aos
hospitais brasileiros, visando a melhoria da qualidade da atenção
hospitalar no país.
O objetivo
desta proposta é criar um instrumento de avaliação
de risco de fácil interpretação, que instrumentalize
as ações de vigilância sanitária.
Esse Índice
é o resultado da combinação dos valores ponderados
de vários indicadores hospitalares, como coeficientes de
mortalidade, taxas de infecção hospitalar e reinternações.
O IRH pretende ser uma medida-síntese, que facilite a comparação
dos hospitais brasileiros divididos em grupos de características
semelhantes.
O IRH possibilitará
a construção de um "ranking" de hospitais
e a comparação de diferentes desempenhos, o que
seria impossível se analisássemos os indicadores
hospitalares de forma isolada, pois um mesmo hospital pode apresentar
uma melhor ou pior performance dependendo do indicador.
Uma fonte
de inspiração para a criação desse
tipo de medida foi o Índice de Desenvolvimento Humano -
IDH, criado em 1990 pelo Programa
das Nações Unidas para o Desenvolvimento - PNUD,
para avaliar o desenvolvimento e a qualidade de vida em diferentes
paises.
Esta proposta
será desenvolvida por meio de um convênio com o Instituto
de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA), que tem como
objetivos:
- Subsidiar
as políticas públicas voltadas para o setor saúde
em geral, e para os hospitais em particular, favorecendo tarefas
de coordenação, avaliação e aprimoramento
de unidades e sistemas;
- Prestar
serviços relevantes a gestores do sistema hospitalar,
auxiliando na execução das atividades diárias
de gestão, e do conseqüente atendimento das necessidades
da população;
- Orientar
a população que necessite de atendimento nessas
organizações, no que se refere ao processo de
tomada de decisão e ao exercício das prerrogativas
inalienáveis da cidadania;
- Subsidiar
ações de regulação e controle de
serviços de saúde no âmbito da vigilância
sanitária.
Arquivo do Projeto IRH (em formato PDF)
Cartão do paciente em hemodiálise
- "Renalcard"
O cartão
do paciente em hemodiálise ("Renalcard") é
uma proposta de fortalecer ("empowerment") o paciente,
propiciando uma forma fácil e inteligível de acompanhamento
e monitoração da eficácia de sua terapia.
Este cartão,
a exemplo do "Cartão da Criança" que é
utilizado para acompanhamento das consultas de puericultura, permite
que o paciente anote, interprete e acompanhe os resultados de
exames laboratoriais e indicadores metabólicos relativos
ao seu tratamento dialitico. Detectando alterações
significativas, o paciente poderia acionar uma "helpline"
(linha telefônica exclusiva para dar suporte ao paciente)
nas vigilâncias sanitárias estaduais ou, em último
caso, na Anvisa.
Esta proposta
foi apresentada para a Secretaria
de Assistência à Saúde do Ministério
da Saúde (SAS) e aprovada preliminarmente para ser
desenvolvida em parceria, uma vez que o Sistema Único de
Saúde (SUS) é o responsável por grande parte
da oferta de serviços de terapia renal substitutiva no
país. Outras parcerias a serem integradas neste projeto
são: associações de pacientes portadores
de insuficiência renal crônica e a Sociedade
Brasileira de Nefrologia (SBN)..
O "Renalcard"
é uma tentativa de ampliar o escopo das ações
da vigilância sanitária, por meio de formas não
tradicionais. Este instrumento pode proporcionar um alerta precoce
sobre problemas nas unidades de diálise, permitindo uma
intervenção ágil. A monitoração
dos serviços de diálise, realizada de forma complementar
pelos próprios pacientes, pode ser utilizada para priorizar
ações de vigilância sanitária, determinando
inspeções em serviços com deficiências.
A Internet
também pode ser utilizada neste processo: cadastro on-line
de serviços de diálise (maior transparência
institucional), educação em saúde para orientar
pacientes, interpretação on-line de indicadores.
A proposta
do "Renalcard" complementa outras formas de monitoração
de unidades de diálise, que estão sendo desenvolvidas
pela Anvisa: capacitação de inspetores nas vigilâncias
sanitárias estaduais, roteiro de vistoria padronizado,
auto-inspeção e acompanhamento de indicadores epidemiológicos.
Um exemplo
de cartão de acompanhamento para pacientes em hemodiálise
esta disponível no "site" do UK
National Kidney Federation (NFK), uma organização
não-governamental inglesa que desenvolve ações
para pacientes renais crônicos.
Arquivo de apresentação
do projeto "Renalcard" (em formato
PDF)
Atenção:
a apresentação está em formato PDF e precisa
de um programa específico - Acrobat Reader - para leitura.
Caso não o tenha em seu computador,
veja como instalar.
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