Módulo 1
Introdução
Propriedades
  Farmacocinética
Tratamento
Comunitárias
Antimicrobianos - Base Teóricas e Uso Clínico

III. Tratamento das infecções comunitárias e relacionadas à assistência à saúde diante da resistência microbiana

1. Comunitárias - infecções adquiridas na comunidade
1.1. Trato respiratório

Diagnóstico
Atualmente, com o uso de endoscópios rígidos, é possível realizar uma exploração detalhada da cavidade nasal, facilitando a coleta de culturas diretamente do meato médio. A correlação radiológica e endoscópica permite estabelecermos o diagnóstico de rinosinusite aguda com uma certeza superior a 90%.

Em adultos as bactérias mais comumente isoladas nos seios paranasais de pacientes com rinosinusite bacteriana são:

  • Streptococcus pneumoniae: 20 - 40%;
  • H. influenzae: 20 - 30%;
  • M. catarrhalis: 5 - 10%;
  • outras espécies de estreptococos.

Em crianças, os agentes mais comuns da rinosinusite bacteriana são:

  • S. pneumoniae: 35 - 42%;
  • H. influenzae e M. catarrhalis: 21 - 28%;
  • Streptococcus pyogenes e os anaeróbios: 3 - 7%.

Tratamento
Embora 40% dos pacientes com sinusite se recuperem espontaneamente, o tratamento antimicrobiano é indicado em uma sinusite bacteriana corretamente diagnosticada. O objetivo do tratamento é erradicar a infecção aguda para prevenir complicações, evitar as recorrências e o aparecimento de quadros crônicos. A duração do tratamento para a sinusite maxilar aguda varia entre 7 e 10 dias.
A amoxicilina é o antimicrobiano mais utilizado por sua atividade contra o Streptococcus pneumoniae (o principal agente desta patologia) e o H. Influenzae não produtor de beta-lactamases (70 a 80%). É de baixo custo e de boa tolerância. Deve-se avaliar a possibilidade de resistência bacteriana, de acordo com as variações regionais.

Atualmente, deve ser levado em consideração que, tanto H. influenzae como M. catarrhalis (os agentes que seguem S. pneumoniae em incidência), podem ser produtores de beta-lactamases e, portanto, podem inativar a amoxicilina, razão pela qual as terapias alternativas são freqüentemente utilizadas. Dentro das alternativas terapêuticas encontram-se:

  • amoxicilina-clavulanato;
  • cefalosporinas de segunda geração: cefuroxima axetil;
  • fluorquinolonas respiratórias: levofloxacina, gemifloxacina e moxifloxacina;
  • macrolídeos: azitromicina, claritromicina ou eritromicina;
  • telitromicina.

A amoxicilina-clavulanato é a terapia alternativa de escolha nas sinusites recorrentes e crônicas em função de cobrir S. pneumoniae, H. influenzae e M. catarrhalis, produtores ou não de ß-lactamases, além da atividade para anaeróbios. Produz uma boa resposta clínica, mas com maiores efeitos adversos que a amoxicilina, especialmente ditúrbios gastrintestinais.

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                                      ATMracional, 2008